A caçadora do amor

5 Evite deixar uma loira maluca na cozinha


Notas iniciais
AAAAAAAAEEEEEEHO Não tem muito pra dizer já q vcs sabem que eu não tenho muita vergonha na cara e sempre demoro pra postar Tô aqui pra dizer que vou responder os comentários – maravilhosos – o mais rápido possível e que tô com raiva do site pq ele sempre retira minhas ferramentas do texto :(((((( Esse capítulo era pra ser bem maior, mas cortei no meio e a surpresa ficou pronto próximo HFOSBFOSNDIS (desgraçada? Só um pouco) Boa leitura!

4. Evite deixar uma loira maluca na cozinha.

— Mas que merda mulher! Você é insistente, hein! – reclamou ao desviar dela entrando no quarto. — Eu já disse que não vou voltar naquele lugar fedorento de jeito nenhum!

— Aaaah Gajeel, não vai fazer mal pra ninguém. – diz enquanto o segue. — Largue de ser um brutamonte teimoso!

— Quem aqui que está sendo mais teimoso?! – gesticula em sua direção. — Eu fui lá esses dias e quase acabei com o pi…

— Não fala! – joga um travesseiro na cara do homem.

— Você teria mais direito de bancar a puritana se não quisesse me fazer voltar pro lugar em que quase deceparam meu pinto! – atira o cobertor que estava dobrando sobre ela.

— Eu odeio esse tipo de termo! – grunhe exasperada.

— Quer dar um nome pra ele então? – destila apontando pra baixo fazendo-a atingir três tons de vermelho diferentes.

— Pare de ser idiota. – estende o lençol. Quando o moreno acha que ela havia desistido, a azulada voltou a falar: — Mas Gajeel…

Sem saber ser capaz, o homem foge pra sala rosnando – desde quando ele sabia rosnar?

— Você não desiste guria? – choraminga. Por que Phanterlily tinha que querer intercalar os turnos essa semana? Por quê?!

Levy parecia estar se preparando pra soltar uma série de argumentos quando o telefone começou a tocar. Os dois, que estavam em lados opostos do sofá, se encararam e depois o aparelho; ele conseguiu pegá-lo com uma diferença de dois segundos.

— Fala. – atende, apertando a boca da azulada para que ela não dissesse nada desnecessário pra pessoa do outro lado ouvir. A estava forçando a fazer um bico tão ridículo que teria rido se estivesse prestando atenção.

— Uh, Gajeel? — ergue uma das sobrancelhas, quem ela achava que seria se tinha ligado pra sua casa? Mais importante: o que aquela loira poderia querer com ele?

— Fala Bunny Girl!— segura Levy pelo tronco já que ela não parava de se debater querendo ouvir a conversa.

— Não me chame disso. – ele podia imaginá-la irritada. — Na verdade queria te pedir aj… — um barulho alto a interrompe, algo parecido com uma explosão.

— Lucy? – franze o cenho enquanto passa o braço pelo pescoço da azulada.

— Ah merda. Espere um pouco Gajeel. – sem muita escolha fica escutando os barulhos estranhos que vinham do outro lado da linha. Se impressiona com algo parecido com um ganido de dor. — Caralho…

— O loira, dá pra você me dizer o que tá acontecendo aí? – se irrita, dando um peteleco na testa de Levy que havia acabado de mordê-lo.

— Você já deve ter percebido que estou com… alguns problemas aqui. — revirando os olhos ele sinalizou pra que a azulada pegasse sua carteira.

— Só me diz onde você está. – fala enquanto procura as chaves do carro pela sala.

— No meu apartamento, por q…

— Só fica aí, não faz nada. – ralha ao vestir uma jaqueta que a pequena havia lhe trazido.

— Não prec…

— Ah precisa sim, você sabe o quanto seu namorado vai ficar me enchendo o saco se souber disso. – sem aviso, desliga na cara dela. — Dá a chave da porta.

— Eu posso ir junto? – deu de ombros pra mulher parada do lado da entrada.

— Tanto faz. – exclama trancando o apartamento.

— O que aconteceu? – pergunta enquanto andam pelo corredor.

— Lucy fez alguma merda na casa dela. – explica ao entrarem no elevador. — Do nada alguma coisa explodiu no meio da ligação.

— Quem é Lucy? E o que ela queria?

— Lucy é a namorada do Natsu, aquele cara de cabelo rosa que estava comigo aquele dia que você me seguiu até o café. – conta ao entrarem no carro. — E eu não faço a mínima ideia.

O moreno segue até o novo apê que a Heartfilia havia acabado de alugar bem próximo a faculdade, lembrando do percurso que tinha feito algumas semanas antes quando ajudou na mudança.

Ao chegar lá, atravessa a entrada com Levy em seu encalço até quando se atrapalhou com os números das portas. O lugar era tão vazio que nem o porteiro estava lá – chegava a ser deprimente.

Com certeza já ficaria impressionado com o motivo da explosão, mas ficou ainda mais quando a mulher o atendeu com o braço direito todo coberto de sangue e sendo limpo por um pano gasto.

— Puta que pariu, o que aconteceu aqui? – se impressiona, entrando na sala e sentindo o cheiro de queimado.

— Cortei a mão. – dá de ombros continuando a limpar.

— Onde tem uma caixa de primeiros socorros? – Levy se pronuncia.

— No banheiro, ali. – aponta e ergue uma sobrancelha para Gajeel.

— Aquela é a Levy. Natsu já deve ter te contado. – argumenta, sabendo que era estranho ele levar uma mulher pra casa dos amigos. — Que porra de cheiro é esse?

— Eu vi uma receita na internet e estava usando a panela de pressão. – a loira explica enquanto ele desvia de algumas caixas de papelão e segue até a cozinha.

— E ela devia estar uma merda. – exclama vendo o teto preto e aquela coisa que Lucy havia tentado cozinhar espalhada pelas paredes.

— Quem me emprestou foi a menina do 44, mas pelo jeito ela não era a melhor... Minha sorte é que eu tava falando com você aqui na sala. – a escuta enquanto volta pra onde ela estava a tempo de ver Levy limpando sua mão com um esparadrapo.

— Falando nisso, o que você queria aquela hora? – questiona revirando o interior da maleta de primeiros socorros.

— Uma ajuda com isso. – aponta para o machucado.

— Você não tem um monte de vizinhos?

— A maioria estuda na faculdade do mesmo jeito que eu, e a outra parte trabalha esse horário. – explica, observando enquanto ele ocupa o lugar de Levy com água oxigenada, agulha e linha. — Eu pensei em ir no hospital, mas eu sou destra e não dava pra fazer nada direito. Os outros também não me atenderam…

— Tá, tá, loira. – ralha segurando seu pulso e observando o corte. — Pare quieta.

Concentrado, ele começa a passar a agulha pelo machucado para fechá-lo.

— Você tem certeza de que sabe o que está fazendo? – uma das coisas que mais o irritavam em Lucy era essa sua histeria.

— Claro que sei. Você lembra que fui eu quem tirei os pontos daqui. – ergue o braço direito rapidamente. Ela faz uma careta.

— O que aconteceu? – Levy, que estava quieta num canto, pergunta.

— Um cara tentou assaltar eu e a Juvia. O desgraçado tava com uma faca. – diz enquanto finaliza. — Pronto.

— Obrigada. – começa a enfaixar o machucado pra protegê-lo.

— Você ligou pro Natsu? – dá a caixinha pra azulada, que vai guardá-la no lugar.

— Sim, mas ele está numa reunião. Ficaria chato ligar pra Erza, já que ela tá trabalhando mesmo grávida. O Gray está ajudando num inquérito e o Jellal não atende essas coisas… – tenta organizar a sala da melhor forma possível.

— O mais incrível até agora é a panela ter estourado. – exclama dando lugar pra Levy sentar ao seu lado.

— A menina me disse que a válvula 'tava ruim, mas não desse jeito.

— Ela não podia imaginar que você fosse tão mal na cozinha.

— Ora seu…

— Nem vem que você sabe que sua comida é bem ruinzinha. – argumenta erguendo os braços.

Bufando, ela vai atender a pessoa que havia acabado de bater na porta.

— O que aconteceu? – um Natsu todo afobado entra no apartamento e estranha a situação. — Gajeel?

— Ele foi o único que conseguiu vir aqui. – Lucy diz mostrando a atadura, tentando conter um surto por parte do rosado quando ele viu um pano cheio de sangue.

— Como bônus sua mulher conseguiu fazer uma panela explodir. – o moreno comentou, segurando uma risada ao ver as expressões do outro homem.

Agitado, o rosado circula por todos os cômodos e ao voltar à sala encara Lucy consternado.

— Não tem jeito! Eu te falei que a melhor escolha era você ficar lá em casa!

— O q..? — a loira o encarou desconcertada. — Ah não, não e não! Me desculpe Natsu, mas aquele lugar é um chiqueiro até quando você limpa. – ela abriu os braços, sinalizando a sala. — Aqui está mais organizado do que seu apartamento em todos os anos que você mora lá, e olha que eu nem terminei de arrumar tudo!

— Mas… Mas… – Gajeel assistiu a discussão achando graça da falta de argumentos do amigo. Só aquela loira mesmo pra deixar aquele sem-noção sem palavras numa briga.

— Eu te dei três semanas pra mudar. – apontou o dedo. — E você nem mesmo lavou a louça sequer uma vez! Eu te amo, mas já te avisei que se quiser que eu vá morar com você, terá que mudar esse seu jeito e ser um pouco mais caprichoso.

Emburrado, o homem cruzou os braços e só então se deu conta de que tinham uma platéia.

— Vocês… – o moreno e Levy se encararam.

— Bom, acho melhor a gente ir. – a azulada titubeou no lugar.

— Você! – assustou-se quando Natsu segurou suas mãos de repente.

— Ahn, é…

— Você é uma conselheira amorosa, não é?

— Bom, s-sim…

— Então você pode me ajudar, até foi por isso que eu ajudei a pagar uma parte da conta pra te chamar.

— Natsu! – Lucy exclamou.

— Desculpa Luce. – agora ele estava vermelho. — Mas eu não sei mais o que fazer, e eu realmente quero que a gente se entenda. – levantou-se. — Gajeel, saia daqui.

— Mas o que?! – o moreno empertigou-se. — Você tá querendo roubar a cúpido que a gente contratou pra mim?!

— Não se esqueça que fui eu quem te convenci a contratá-la!

— Eu não sou muito agradecido por isso, se quer saber! – ambos se dão as costas.

— Com coisa que eu me importo.

— Gajeel. – a azulada segurou seu braço, conciliadora. — Você pode me esperar no carro? Vou tentar resolver isso o mais rápido possível. – sorri.

— Tsk, tanto faz. – anda em direção à porta. — Loira. – acena pra Lucy antes de sair e bater a porta.

— Bom, acho melhor vocês sentarem. – aponta pro sofá e o casal se coloca lado a lado.

— Como isso poderia ajudar?! – a mulher encara o namorado.

— Eu só quero que a gente pare de brigar Luce! – choraminga. — Eu não aguento mais você gritando comigo! Será que é tão ruim assim eu querer ver você sorrindo?

— Bom, é normal casais brigarem. – Levy tenta confortá-los, percebendo que ambos podiam ser bem infantis. — Porém lavar a roupa suja na frente dos outros não é certo.

Ambos desviam os olhares, desconfortáveis.

— Mas eu acho que o fato de ele se preocupar como você se sente é bastante amável. – isso deixou a loira vermelha. — Embora mudar alguns hábitos também não seja tão ruim. – agora foi a vez de Natsu ficar rubro.

— Eu só quero que a gente pare de brigar. Sei que muitas vezes não tenho razão, mas tudo fica tão triste quando a Luce tá chateada comigo. – ele confessou.

— Acho que isso já diz muita coisa. – a azulada levanta, indo até a porta.

— Espere aí, eu te paguei por mais de uma conversa!

— Bom, você deveria ter percebido que apenas uma bastava. – sinaliza em direção a Lucy, que tinha uma expressão chorosa e apaixonada.

— Natsu! – sai dali a tempo de ver apenas a mulher se atirando no namorado, com um sorriso.

Certamente ambos tinham que aprender que o diálogo realmente mudava as coisas, era somente questão de se ouvirem.

— Pronto? – Gajeel arqueou uma sobrancelha ao vê-la se aproximando. Ela assentiu. — E como foi lá?

— Seu amigo consegue ser bastante infantil. – conta quando já estavam dentro do carro. O comentário o faz rir alto.

— Bom, é do Natsu que estamos falando.

— Não é como se você fosse muito diferente. – o comentário fez com que ele tirasse os olhos do trânsito por alguns segundos. Ela ergue as mãos. — Não quero começar uma briga Gajeel, mas se você quer que eu te ajude, vai ter que fazer o que eu peço.

O moreno suspirou, sentindo um embrulho no estômago com a derrota antecipada caso resolvesse contradizê-la.

— Só não tem algo mais sério talvez? Voltar naquele buraco faz eu sentir que estou andando em círculos no final das contas. – bastou dizer isso pro rosto da mulher se animar à ponto de bater palmas.

— Não se preocupe que eu dou um jeito nisso. – garantiu.

— É óbvio que dá…

Não teve outra escolha a não ser ir se arrumar quando chegaram ao seu apartamento. Enquanto trocava de roupa ele podia ouvir Levy falando entusiasmada no telefone.

— Vamos! – exclama animada ao vê-lo sair do quarto. O moreno não teve outra escolha a não ser segui-la quando a garota o puxou com rapidez para fora do apto. — Aqui. – entrega um papelzinho pra ele.

— O que é isso? – pergunta mal o olhando ao destrancar o carro.

— Um endereço. – a azulada revira os olhos. — Vou te provar que também estou tentando te arranjar uma mulher séria, depois você me prova que sabe dar em cima de uma pessoa sem ser envergonhado.

— Certo. – revirando os olhos, ele seguiu o caminho sem ter muita escolha.

Franziu o cenho ao pararem em frente a uma casa grande com jardins amplos e bem cuidados na área mais rica da cidade.

— Venha, vamos. – Levy o chamou já fora do carro.

— O que vai ter aqui? – perguntou ao segui-la, tendo em vista o contraste do lugar que estavam agora se comparado aquele antro perverso que era o Marmaid Heel.

— Uma reunião de um clube de livros. – explicou. — A antiga gerente da biblioteca pública é uma velha amiga da minha mãe.

— Hm. – o moreno encarou ao redor, imediatamente sentindo-se deslocado. — E o que eu tô fazendo aqui?

— Eu conversei há algum tempo com Ooba a respeito das reuniões e ela disse que tem várias garotas interessantes que participam. Solteiras. E faltam homens. – o cutuca nas costelas.

O homem a segue sem saber o que responder, não conseguindo imaginar sobre o que conversaria com uma solteirona fissurada em literatura. Gajeel não era muito exigente em relação a mulheres, mas não gostava de se sentir desconfortável perto delas.

Levy segue na frente animada, e cumprimenta uma velhinha que, ao encará-lo, bota dois dedos na boca.

— É esse o garotão? – Gajeel segura a vontade de vomitar.

— É sim. – rindo, a azulada responde lhe lançando um olhar de esgoela.

Não demorou muito pra perceber que aquele passeio era mais um presente para Levy do que realmente uma missão romântica para Gajeel. Por mais que houvesse algumas garotas jovens por ali, ele logo as catalogava como desinteressantes e sem graças.

— Hoje nós vamos analisar Confissões de uma máscara, de Yukio Mishima¹. – àquela nomeada Ooba falou.

O moreno escutou enquanto o grupo – formado em sua maior parte por mulheres – discorria sobre a obra e falava sobre Koo-chan, que devia ser a personagem principal.

Levy havia lhe conseguido um livro e agora debatia animada sobre a obra – que não havia chamado muito a atenção dele.

Com os olhos brilhantes – de um jeito que poderia ser considerada muito bonita –, Levy seguiu em sua direção quando a reunião terminou.

— E aí, conseguiu encontrar alguém interessante?

— Não. – encarou uma loira peituda que logo lhe fez lembrar de Lucy e desviou o olhar. — Nadinha.

— Assim fica difícil. – resmunga ao passarem pelas portas.

— Realmente. – assiste quando a azulada se despede de Ooba, percebendo que a velha fazia um esforço três vezes maior que a jovem para rebolar. Embora, obviamente, o quadril da azulada fosse dezenas de vezes mais interessante – não que ele fosse assumir isso em voz alta.

— Já que você não achou ninguém, vamos embora. – ela falou quando se aproximou dele novamente.

— Porquê que elas estão indo pro outro lado? – apontou o dedo pra um grupo de mulheres.

— Vai ter um tipo de chá agora, mas já que você não se interessou por nenhuma delas, nem compensa ficar. – deu uma olhada no relógio de pulso. — A gente se atrasaria.

Gajeel suspirou desanimado, arrependido por não ter mentido e dito que havia algumas garotas que lhe interessavam – poderia estar tendo uma conversa minimamente interessante enquanto enchia a barriga de comida em vez de ir para aquele buraco suportar música alta nos ouvidos e gente fedendo.

Deram apenas alguns segundos depois de ter parado em frente à Marmaid Heel para que Levy saltasse do carro e sumisse lá dentro. Quando entrou no estabelecimento, demorou algum tempo pra conseguir alcançar o bar.

— Ficou tanto tempo sem vir aqui que tá querendo matar a saudade toda de uma vez? – Law questionou impressionada. — Já é a segunda vez que você vem aqui em menos de um mês.

— Incomodada? – resmungou. — Que eu saiba tem gente que vem quase todos os dias.

— Sim, mas são jovenzinhos inconstantes. – ela riu alto. — Nós sabemos que por mais que pareça, você não faz parte desse grupo.

— Tsk, calada.

— Se você quer saber… – começa em tom conspiratório. — Desde aquele dia, Minerva nunca mais voltou aqui. Ela parecia estranha quando veio pegar a bolsa. O que você fez com ela?

— A pergunta certa é: o que ela fez comigo? E não é nada que te interesse. – descartou com a mão, pegando uma dose de vodka.

Enquanto bebia e escutava a música ensurdecedora, observou a pista de dança à procura de uma cabeleira azul em busca de um sinal. Demorou apenas alguns segundos para Levy aparecer animada com uma roupa diferente da que estava antes.

— Você é um pervertido de marca maior. – a bartender falou ao perceber que ele mirava as pernas da azulada. A McGarden poderia levar homens pro céu e pro inferno por ter aquelas coxas. Desviou o olhar com uma bufada.

— Calada. Não me venha com esses papos estranhos.

Ela riu.

— Olha só soldado, ela tá vindo pra cá. Vamos ver se agora você dá sorte.

Balançando a cabeça, ele virou para a garota fingindo não ter escutado o comentário.

— Alguma ideia do que fazer? – questionou em tom conspiratório para que a outra não ouvisse.

— Tenho uma sugestão. – segredenciou com um sorriso, pedindo uma garrafa de água para Risley.

— Tô até com medo de perguntar. – resmungou.

— Não se preocupe, dessa vez é pra ser fichinha para um homem como você. – ignorando a dúvida que pairou sobre o que seria classificado por um homem como ele, o moreno prestou atenção no que ela dizia. — Olhe para lá. – apontou para a pista de dança.

— O que quê tem? – mirou uma ruiva que poderia facilmente entrar no grupo de mulheres classificadas como gostosas, e ergueu uma sobrancelha.

— Flare Corona, solteira. – foi a única coisa que disse.

— Hm. – analisou bem. — Mas ela tá cercada de um bando de homens.

— Acho bom você dar uma olhada melhor.

— … São todos gays. – ele completou. — O que diabos eles tão fazendo aqui? Ouvi dizer que muitos detestam balada hétero, e sem querer rotular, mas aqui nem toca música das divas pops deles. – apontou para uma das caixas de som, indicando a música Kiss The Sky, do Jason Derulo.

— Isso não importa. A questão aqui é que ela é uma pessoa boa para você investir.

— Como você pode me garantir que eu não vou sair com meu amiguinho lá de baixo machucado? Melhor: como você pode me garantir que ela gosta de homem mesmo?! – começou a surtar, tentando arranjar uma forma de fugir daquela situação.

— Escuta aqui: calma. — Levy pôs as mãos em seu rosto, o aproximando de uma forma que o fez ficar vermelho. — Vai tudo dar certo, solta o macho alfa dentro de você.

— Eu não vou fazer isso. Simplesmente não dá Baixinha.

— Gajeel, você vai.

— Nem adianta, eu não vou sair dessa cadeira.

— Vai sim.

— Não vou.

— Ah você vai. – antes que ele pudesse retrucar mais uma vez, o moreno foi empurrado em direção à pista de dança.

Notas finais
1. Confissões de uma máscara – Koo-chan vive um momento de conflito interior no Japão do entreguerras. No começo da adolescência, tem fantasias que combinam impulso sexual e violência sado-masoquista, desejo e morbidez. À medida que avança na adolescência – e a Segunda Guerra Mundial se desenrola -, o rapaz tenta se interessar por mulheres, entre as quais Omi e Sonoko. Contudo, ele sabe que sua opção sexual não corresponde aos padrões convencionais. O protagonista começa, aos poucos, uma viagem interior de descoberta e construção da própria identidade. GENTE, sim, esse capítulo ficou meio parado e o foco foi mais na amizade dele com a Lucy e o Natsu – coisa que eu também tô enfatizando na história que são os amigos O capítulo terminou assim pq tem certas... Surpresas no próximo (conto ou não conto? Não vou contar) mas vão orando pra mim conseguir terminar dois capítulos o mais rápido possível, q aí eu posto (seria engraçado se não fosse deprimente) Como sempre peço, me avisem se acharem algum erro ao longo do capítulo POR FAVOR Beijos ♥