A bela fera!
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Pov Narradora
— Vamos acabar logo com isso. — O jovem loiro segura em sua mão direita uma prancheta com vários nomes, a maioria feminino. Ele observa atentamente os nomes e começa a chamada. — Ãn.. Natália, Emanuele, Jéssica, Eduarda. Hoje vocês saem do clube. O restante permanece. — O ambiente é tomado por vários sussurros e reclamações. O semblante de um pequeno grupo ali é de desprezo e tristeza, enquanto a maioria demonstra absolutamente nada. O jovem observa atentamente as mulheres lindas e de belos corpos se levantarem e seguirem assustadas, os homens de preto. Ele balança negativemte a cabeça e fecha os olhos. Parece sentir dor. Aquilo dura apenas alguns segundos. Logo ele retoma o seu normal. Seu corpo fica firme, seu olhar duro, sem piedade, retorna.
— Acompanhe as moças até seus respectivos veículos. Cada um sabe o que tem de ser feito. — O loiro diz firmemente aos quartos homens fortes e bem trajados à sua frente.
— Sim senhor. — Eles respondem em unissom.
— O restante pode voltar a seus afazeres, se arrumem daqui uma hora. Quero vocês trabalhando como nunca esta noite. — Ele sai do local enorme e cheio de mesas, dois homens o acompanham.
O jovem que antes dava ordens, parece acabado agora. Ele está sentado no chão frio. Olhos fixos na grande imagem pendurada na parede de seu quarto. A luz é fraca. Ele não pode suportar a claridade excessiva. Parece não piscar. Seus olhos queimam. Ele abaixa a cabeça e fecha os olhos. Logo após, ele se levanta finalmente. Cambaleia para perto de uma pequena mesa em seu quarto escuro, onde há vários tipos de bebidas. Às mais fortes. Pega qualquer uma, sem prestar muita atenção. Abre a garrafa e a leva em direção a boca. Faz uma cara feia quando o líquido desce por sua garganta a baixo, queimando. Novamente ele se volta para a grande imagem. Seus olhos em nenhum momento se desviam. Derrepente, num gesto rápido, ele atira com força a garrafa na parede.
— Imundo! — O desgosto é nítido em seu rosto. Ele começa a chorar baixinho. Se aproxima da parede e se ajoelha. Parece não se importar com os cacos de vidro e o liquido derramado no chão. Ele pega um pequeno caco e o aperta firmemente em sua mão. Seu rosto se escurece. Depois de um pequeno tempo, abre a mão novamente e há sangue. Ele sorri acabado. Sorriso frio, sem graça alguma. Se levanta e seus joelhos estão furados, arranhados e assim como suas mãos, sangram. Ardem. Ele se arrasta para cima de sua cama e se deita. Sua respiração é acelerada. Ele pega um controle ao lado de sua cama e aperta dois botões. Uma música suave e melancólica começa a tocar baixinho pelo quarto. Ele fecha os olhos e parece se acalmar. Seu lençol branco tom a cor de seu sangue. Ele não se importa. Começa a pegar no sono, mas antes, escuta a porta se abrir com força e uma voz familiar ecoar pelo quarto por cima de sua música.
— Ah meu Deus. Liam!
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