Analina

O diretor é um gato, verdade. Mas no fundo da alma sei quem eu adoro, sei com quem eu faria um daqueles casamentos bem bregas: vestida de branco dos pés a cabeça, trocaria alianças e repetiria por vezes e vezes “Até que a morte nos separe”, sabendo que nem o fim da vida seria capaz dessa proesa.

Nego, nego e renego que goste de alguém como gosto do anjo. É medo. Medo de não ser correspondida, medo de perder meu melhor amigo, medo de estragar tudo e saber que a culpa foi toda minha.

Por outro lado é impossível imaginar minha vida sem aquele sorriso, sem os braços deles envoltos no meu corpo e sem as palavras carinhosas dele, sempre me ajudando a ir em frente e me ensinando a enxergar a vida com mais e mais amor.

Levanto-me. Vou procurá-lo. Vou contar tudo a ele...Penso de novo. Meus olhos já inundados deixam as primeiras lágrimas escorrerem. Minha cabeça parece querer explodir, quando volto a mim, são minhas pernas que me guiam.

Marcos

Marina vem, e só de lingerie sobe em mim e começa a enfiar sua mão em minha calça, aperta me com força e depois com mais. Torço para a câmera estar gravando.Começo a tirar as suas roupas e ela as minhas. Ela então pega pênis, já fora da cueca e começa a chupá-lo, sinto prazer. O mais carnal dos prazeres. Ela geme.

Alguém bate a porta. Perco-me do sexo que fazíamos e olho em direção a porta. Marina ri debilmente. Vai ao banheiro, cospe, enquanto eu procuro um lugar para me esconder. Encontro no guarda-roupas um bom lugar.

Na porta é Analina. Parece muito triste quando pergunta:

-O Marcos está aí? –ela enxuga as lágrimas e tento ler sua expressão. Medo e tristeza se misturam em um sentimento. Por que estaria ela procurando por mim? O que fiz a ela? Seja o que for, não tinha sido minha intenção. Marina não responde. Analina repete, num tom bem mais alto:

- O MARCOS ESTÁ AÍ?! – Marina começa a rir dela, como uma boba. Seu corpo todo se relaxa e ela começa anda até o armário, o abre.

- Anali...- ela arregala os olhos e enxuga o rosto enquanto mais lágrimas são produzidas. Ainda despido tento segurá-la. É tarde demais, ela corre e nos deixa.

Marina olha para mim e pula em mim outra vez. Não posso continuar até que saiba o que aconteceu com Analina. Chupo o pescoço de Marina como um tipo de despedida, ela procura meus lábios enquanto me aperta em sua direção, mas saio antes que comecemos algo.

Ando pelos inúmeros corredores da escola procurando por Lina. Ela não está em nenhum lugar.