A arte e como

24 Capítulo 24: Vilarejo


Capítulo 24: Vilarejo

Logo ao amanhecera. A Tropa Beta partiu em direção aos vilarejos, cruzando alguns riachos e pequenas montanhas.

Fritz: Por qual motivo você escolheu assumir a tropa, Schlutter?

Rainer: Alguém tinha que fazer isso não é mesmo?

Então que um soldado pediu uma ordem para interromper a caminhada.

Rainer: O que foi?

–Herr Schlutter, avistamos um camponês lavrando a terra, 5 minutos à frente.

Rainer: Ótimo, devemos estar bem próximos do vilarejo.

–Mas senhor, logo que ele nos avistou, conseguiu escapar em meio as plantações.

Rainer: Tudo bem, não há motivo para preocupação.

Chegando ao conjunto de vilas, os soldados se depararam com diversos moradores, muitos deles aflitos e armados com paus e artilharias insignificantes se comparadas a das tropas alemãs.

Rainer: Ecker, sei que tem conhecimento básico da língua francesa, por favor, traduza o que vou dizer a estes homens.

Rainer: Senhores, eu creio que já tenham ouvido falar da recente invasão alemã no território francês. Nosso objetivo aqui é incinerar a vila e não deixar nenhum sobrevivente se quer.

Logo após a tradução de Ecker, os camponeses se prepararam para defenderem suas vidas.

Rainer: Esperem!

Todos olharam apreensivos.

Rainer: Esta é a nossa ordem. Mas não estou aqui para cumpri-la. Os franceses nos derrotaram na Primeira Guerra Mundial, sofremos muito com isto. Porém, ao menos nos deram uma segunda chance.

Fritz: Schlutter, mas o que diabos!?

Rainer: Vamos incinerar suas casas. Mas primeiro, quero tirem seus pertences mais importantes. Vocês deverão rumar para as terras fora do eixo de dominio germânico.

E então, um dos moradores respondeu:

–Et si nous sommes attaqués, nous nous défendrons comme?

Ecker: Ele perguntou como farão para se defender, caso sejam atacados.

Rainer: É muito simples, vocês estarão minimamente armados. Logo, não correrão perigo.

E então, após a retirada das famílias, Rainer certificou-se de desenhar o modelo das casas. Tanto por fora, quanto por dentro.

Rainer: Com estes modelos, poderemos reconstruir suas casas quando a guerra estiver acabada.

Ecker: Herr Schlutter, o que te leva a fazer isto com os moradores?Por que esta tomando atitudes tão diferentes da ordem que lhe foi mandada?

Rainer: Sempre devemos dar uma segunda chance, a propósito, estou me certificando que desta forma, não se crie uma revanche.

Ecker: Uma Terceira Grande Guerra?

Rainer: Exatamente. O bom trato a estes cidadãos é a garantia de que poderemos alcançar uma paz viável no pós guerra.

Ecker: Entendo.

Rainer: Fora exatamente à humilhação e os maus tratos que tornaram a Alemanha uma potência tão revanchista. Não é mesmo?Queremos nos vingar, não há duvidas.

Ecker: Muito bem pensado.

Feito isto, Rainer entregou seu armamento a um dos habitantes do vilarejo. Este colocou a arma em suas mãos e agradeceu.

Rainer: Ele tem o poder de tirar minha vida. Estou indefeso, digamos, mas ele não fará isso, pois demos a ele a oportunidade de viver, e ele fará o mesmo conosco.

E então os soldados rumaram para Reims, e puderam perceber que a guerra havia sido travada em grande parte do caminho. Bombas e todo tipo de artilharia haviam sido utilizadas ali.

Rainer: Veja. Butzke fincou uma bandeira no topo da colina para demonstrar que venceram a guerra.

Foi uma boa tática, afinal, a destruição fora tanta que mal se pode reconhecer o uniforme das vítimas.

Rainer: A guerra é bem diferente do que eu imaginava. Estamos ganhando. Nossa vantagem é eminente, e mesmo assim, o terror que vimos até então, provavelmente irá nos assombrar pelo resto de nossas vidas.

Ao anoitecer, Rainer escrevera as mesmas palavras em um pequeno bloco de notas. Separou duas cartas, uma para a casa de sua mãe, esperando receber notícias tanto dela quanto de suas irmãs, e outra, muito parecida, para Blum, afim de descobrir o paradeiro desta.

Notas finais
Próximo Capítulo: Capítulo 25: O gabinete de Reims