A arte e como
25 Capítulo 25: O gabinete de Reims
Capítulo 25: O gabinete de Reims
A tropa beta partiu novamente, logo ao amanhecer. Estavam ansiosos para dar as boas notícias ao comandante, e receber os relatos do conflito do dia anterior.
Ecker: Herr Rainer!
Rainer: Diga.
Ecker: Butzke quer vê-lo em seu gabinete, assim que chegarem.
Rainer: Que motivo daria minha visita?
Ecker: Ele não informou senhor, apenas pediu para que se dirigisse a ele.
Rainer: Certo, muito obrigado!
Rainer ficara um pouco preocupado com a chamada de Butzke. Teria ele descoberto que não se tratava de um Schlutter, mas sim de um Welringer, mais precisamente um miserável pelo qual perdera praticamente tudo?
E então, logo após a chegada em Reims, na França, Rainer dirigiu-se ao gabinete do comandante, sendo recebido cordialmente por sua secretária.
–Por favor, entre, fique à vontade.
Butzke: Schlutter,Schlutter.
Rainer(Suando frio): Olá
Butzke: Por favor, soldado, sente-se, não há motivo para tanto nervosismo!
Rainer: Estou ansioso para descobrir o motivo desta chamada.
Butzke: Ouvi sobre os seus feitos no dia anterior.
Rainer: E então?
Butzke: Deixou de matá-los para que pudessem ter uma segunda chance. Tem noção de que desrespeitou a ordem de seu comandante, certo?
Rainer: Sim senhor!
Butzke: Eu deveria ter ficado furioso. Mas este não é o caso.
Rainer: Fico feliz.
Butzke: O que fez lá Schlutter, foi, no mínimo, impressionante.
Rainer: Desculpe-me pelo desacato.
E então o comandante abriu um pequeno armário ao lado do gabinete. Haviam diversas bebidas, de todo lugar do mundo. Era uma iguaria.
Butzke: Você aceita?
Rainer: Muito obrigado senhor, mas não bebo.
Butzke: Isso é muito bom meu garoto, faz ideia da quantidade de nossos soldados que estão se estragando com a bebida?
Enquanto falava, Butzke continuava a encher seu copo, até atingir a borda. Rainer apenas observava cautelosamente a situação.
Butzke: É muita pressão, não é mesmo?Estas crianças de hoje. Muitas delas vieram aqui para lutar, e centenas perderam o pai na Primeira Guerra.
Rainer: Exato.
Butzke: Acha que é por motivo de vingança, ou o objetivo principal é recuperar e ampliar aquilo que nos foi tirado?
Rainer: Ótima pergunta. Mas receio que seja a junção destas duas coisas.
Butzke: Ah, sim. Garoto, ouvi dizer que está retratando diversas das paisagens e estruturas durante sua campanha, poderia me mostrar alguns de seus projetos?
Rainer: Sim, claro, estão bem aqui.
E então Rainer demonstrou algumas de suas pequenas obras. Haviam diversas casas, casebres, montanhas e as mais variadas paisagens pelas quais o exército alemão desbravara até então.
Butzke: São gravuras muito precisas. Por acaso já ouviu falar da construção da Nova Berlim?
Rainer: Não senhor.
Butzke: Iremos até Paris, a cidade das luzes, dizem que é muito bela. Acha que pretendemos destruí-la?
Rainer: Seria realmente uma grande perda, destruir uma cidade que dizem ser tão magnífica.
Butzke: Exato. Mais do que isso, nossa pátria tem a pretensão de construir uma Berlim ainda melhor, uma capital cultural e artística, maior do que qualquer outra.
Rainer: A arte não tem preço, alguns dizem.
Butzke: Gosto da sua atitude meu jovem. Nós poderíamos muito bem pôr Paris abaixo em nossa próxima campanha. Mas definitivamente não iremos.
Rainer: Receio que se Paris for tombada, muitos dirão que era uma cidade tão bonita quanto à Nova Berlim.
Butzke: Exatamente. Garoto, com nossas conquistas, não apenas iremos ter o dinheiro suficiente para melhorar a vida de nosso povo. Nós também iremos ampliar ainda mais a nossa arte.
Rainer: Parece realmente promissor.
Neste momento, alguém bateu à porta.
Butzke: Entre, já estávamos lhe esperando!
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