A arte e como
19 Capítulo 19: Ruídos
Capítulo 19: Ruídos
O jovem passou certo tempo na escuridão. Podia apenas ouvir o ruído de alguns ratos. Mas seu pesadelo maior era o de não poder fazer aquilo que mais amava.
Queria vingar-se, novamente. O que Bernhard queria afinal?
Por outro lado, Rainer descobrira o quão grande eram as pretensões do empresário, e até que ponto, e que crueldades poderia cometer.
Rainer sentia muita fome, e já estava gritando para que alguém pudesse abrir o porão. Mas sabia que provavelmente estava sozinho agora, depois de tudo o que Éster havia passado, provavelmente não poderia ajuda- ló.
Mas para a sorte do garoto, alguém abriu o porão, perguntando:
–Está tudo bem?
Rainer: Quem está aí?
Rainer pode ver pela luz, a silhueta de Eva, mulher de Bernhard.
Eva: Não faça barulho, por favor, eu vim trazer-lhe um pouco de comida.
Rainer segurou sua comida, olhando fixamente para Eva.
Afinal, não era uma mulher de mau caráter, como havia pensado. Estava muito mais para uma dama amedrontada.
Mas antes mesmo que Eva pudesse notar, Rainer saiu correndo pelos corredores da casa, pulando a janela, e logo após o muro. Tinha um caminho certo a seguir.
Atravessou correndo o centro da cidade, e logo estava no portão de madeira, logo em frente à casa de Brunhild.
Rainer(Esmurrando na porta): Blum! Abra por favor!
E então, após um pequeno intervalo de tempo, a garota apareceu e disse:
–Rainer, você faz ideia de que horas são?
Rainer: Blum, o Bernhard, ele...
Blum: Acalme-se, você está muito ofegante!
Rainer: Ele me prendeu, no porão dele, eu não faço nem ideia de quanto tempo fiquei lá.
Blum: Aquele monstro!
Rainer: Eu sei exatamente o que fazer, nós vamos lá, vamos dar um fim nisto!
Blum: Vamos aonde?
Rainer: Na fábrica,vamos acabar com o mal pela raiz!
Blum: Eu já pensei nisto tantas vezes, mas...Eu tenho medo do que pode vir a acontecer.
Rainer: Seu nome. Você disse que ia me contar, mas agora eu já sei a lenda sobre ele. Uma Valquíria, chamada Brunhild. Uma guerreira corajosa que enfrentou a tudo e a todos para conseguir ter sua liberdade.
Blum: ...
Rainer: Não é só isso, veja.
Rainer mostrou para Blum diversos mapas e localizações que encontrara na casa de Bernhard. Muitos deles mostravam toda a estrutura da fábrica.
Blum: Isso é mesmo impressionante. Bem, então vamos lá o quanto antes!
Fora assim que os jovens partiram para a fábrica.
Na medida em que se aproximavam, podiam sentir um forte cheiro que se assemelhava à enxofre.
Rainer: Nós vamos por estas pequenas escadas aqui.
Blum: Rainer, o que exatamente você pretende fazer?
Rainer: Nós vamos desativar as máquinas. Com isso podemos causar uma rebelião.
E então, entrando por algumas tubulações, puderam sentir o vapor e o cheiro de carvão.
Rainer: Basta que o carvão deixe de ser posto no forno, para que isto comece a funcionar. Blum, desça e entre na linha de produção.
Assim que eu conseguir emperrar esta engrenagem, você começa a causar confusão, ok?
Blum: Fechado!
Rainer: Nos vemos daqui a pouco!
Rainer desceu na sala de carvão, e observou que: Metade dos funcionários daquele setor faziam ronda, enquanto a outra metade colocava o carvão para queimar.
Porém, o calor do forno era exaustivo, e fazia com que os funcionários ficassem cansados, dormindo em grande parte do turno.
O garoto aproveitou a brecha, movendo alguns dos pequenos sacos de carvão que eram despejados. Criando assim, grande desentendimento na hora em que os funcionários acordavam.
Funcionário 1: Hey Brent! Aonde é que estão os meus malditos sacos de carvão? Antes do último cochilo eu contei 9 deles.
Brent( Funcionário 2): Olha aqui Dieter! Se você está por algum acaso achando que eu peguei seus sacos de carvão. Que fique bem claro que eu também estava dormindo!
Dieter( Funcionário 1): Você jura mesmo? Então porque é que existem 21 sacos de carvão do seu MALDITO LADO do forno, e no meu tem apenas 2?
Rainer ouvia toda a conversa escondido atrás de um grande móvel de metal. Até o dado momento, tudo corria perfeitamente como o planejado.
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