A arte e como

34 Capítulo 34: Invasão


Capítulo 34: Invasão

Era 28 de julho de 1943.

Um forte bombardeio atingiu a cidade. Era uma ofensiva inglesa contra os ataques realizados pelos alemães nas cidades inglesas. Podia-se ouvir o forte barulho das explosões e das crianças chorando, desamparadas.

Juntamente ao ataque aéreo, diversas tropas inglesas iam por terra. Rapidamente Rainer dirigiu-se ao quartel general de Hamburgo, onde encontrou-se com Butzke.

Butzke: Comandante, os aliados ganharam forças impressionantes. Eles estão atacando a cidade, devemos evacuar imediatamente.

Rainer: Não! Eles estão dizimando centenas de civis, não podemos permitir que continuem a realizar esta carnificina!

Butzke: Comandante Schluttz, a ordem de Collins é apenas uma, ele irá se vingar pelos ataques alemães. Eles vivem uma nova era, a entrada dos Estados Unidos da América em 1941, fora decisiva. Veja a mensagem que ele direcionou ao nosso quartel:

“Schluttz, me perdoe, mas você não é um civil”.

Rainer: Collins, aquele desgraçado!

Butzke: O que devemos fazer?

Rainer: Não importa o quão fortes sejam estes ingleses, nós iremos resistir até o final.

Butzke: Então é isto, esta é sua decisão?

Rainer: Nós tomamos a decisão de avançar desde o início não é mesmo?Irei ajudar a construir a Nova Berlim. Mais que isso, voltarei a ver minhas irmãs, poderei passar mais tempo com a minha arte.

Butzke: Fomos surpreendidos Rainer, nós vamos todos morrer!

Rainer: Talvez assim seja, comandante. Ao menos faremos isso com honra.

Butzke: Estamos fadados ao fracasso. Schneider desapareceu na última campanha, tem noção do quão grave isto é?

Rainer: Schneider era um desgraçado que apenas se preocupava consigo mesmo.

E então Rainer pois ao chão toda a sala, derrubando todos os papéis e jogando a mesa contra a parede.

Butzke: Você perdeu a sanidade Schlutter!

E então Rainer dirigiu-se novamente a cidade. Tinha o armamento necessário para enfrentar os ingleses. Restava-lhe apenas a sorte.

O barulho ensurdecedor do alarme da cidade continuava soando.

Rainer: Prossigam soldados, vamos! É hora de deixarem suas mães orgulhosas!

Rainer seguiu pelas ruas, estavam lotadas de ingleses. Muito mais bem preparados. Tinham o ódio do ataque anterior em Plymouth no seu sangue.

O tempo não ajudava, estava nublado, não conseguiam ver os aviões da força aérea inglesa. Além disto, os aviões não faziam muita questão de onde atirariam suas bombas, desde que atingissem as construções alemãs.

Butzke: Schlutter! Eles estão vindo por toda parte, o que devemos fazer?

Rainer: Mandem fechar os portões da cidade, pelo menos devemos tentar diminuir o front terrestre.

Rainer correu por entre os inimigos. Começara a chover.

Rainer: Deixem Hamburgo, seus desgraçados, não veem que estão aniquilando vidas inocentes?

Mas o inimigo não hesitava, bombas atingiam toda a cidade alemã.

Rainer escondeu-se por entre uma viela. Olhou para cima e ouviu um barulho forte. Haviam ingleses demais para apenas um soldado combater.

Por entre a viela podia observar diversos combatentes alemães que tentavam em vão perfurar a defesa inglesa. Um banho de sangue tomava toda Hamburgo.

Rainer não podia permitir que fizessem isso. O que estava acontecendo?

Teve medo, percebeu que podia realmente morrer naquele dia. Descobriu que era mortal.

Mas já não se importava, todas as coisas haviam mudado desde então. Brunhild não seria sua, talvez nunca fora.

E então atravessou a viela, rebelando-se contra os ingleses em um momento de fúria. Eram incontáveis.

Mas Rainer não hesitou. Não podia ver tantos cidadãos serem massacrados.

Eliminou diversos deles.

Ingleses, aqueles que haviam traído sua confiança, ainda mais Collins, a quem Rainer havia dado uma chance de sobreviver.

O barulho que vinha do alto ficou ainda maior, e neste momento diversas bombas atingiram o território.E logo em seguida, veio um forte clarão.

Notas finais
Próximo Capítulo: Capítulo 35: Chuva