A arte e como
35 Capítulo 35: Chuva
Capítulo 35: Chuva
Rainer acordou, e Blum apareceu sorrindo e lhe disse:
–Vamos, precisamos ir logo, há algo que tenho que lhe mostrar!
Rainer fez todo o esforço possível para poder segui-la. Sentia uma força muito grande o puxando, mal podia se mover.
Blum: Vamos Rainer, só mais um pouquinho!
Rainer arrastou-se até chegar numa árvore cercada por um bloco de pedras. Pôde virar seu corpo até deixá-lo encostado em frente a uma vista da cidade de Hamburgo.
Rainer: Blum, é você mesmo?
Blum: Claro que sou. Não seja bobo!
Rainer: Eu não sei se consigo seguir em frente, nunca senti algo assim antes.
Blum: E então, o que vê?
Blum virou-se para Rainer, dando um breve sorriso. Por trás dela havia um grande feixe de luz.
Rainer: Você está exatamente da mesma forma de quando eu te vi pela primeira vez. Nunca vou me esquecer, de tudo que passamos juntos.
Blum: Desculpe-me, as coisas não terminaram do jeito que havíamos planejado.
Rainer: Tem uma coisa que eu gostaria de te devolver, está em meu bolso.
Rainer fez um grande esforço para tirar de seu bolso a flor de margarida que Blum havia lhe dado.
Rainer: Blum,quero que saiba que nunca me esqueci, em nem um segundo qualquer. Sempre a carreguei comigo.
Neste momento Rainer deu-se conta de que tudo não passava de uma alucinação, e que na verdade o sangue corria por todo o seu corpo.Uma bomba havia caído sobre a viela, e fora se rastejando até chegar na árvore coberta por pedras.
Em sua mão carregava a flor que Blum havia lhe dado. A chuva caía forte sobre seu corpo, havia apenas um pequeno feixe de luz no céu, o iluminando.
Como se mesmo naquela tarde tão chuvosa, ainda houvesse a esperança de que o sol voltasse a brilhar.
E nem o melhor artista, com a melhor destreza e habilidade poderia criar uma obra tão bela.
Era a arte mais bonita que Rainer já havia visto.
Depois de Blum, é claro.
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