A arte e como

32 Capítulo 32: Vingança


Capítulo 32: Vingança

Rainer: Não seja tão idiota.

E então Rainer dera um tiro em Schneider, em uma das mãos que segurava sua arma, fazendo com que a artilharia caísse ao chão.

Schneider afastou-se, pedindo perdão:

–Por favor, tenha piedade, por que está fazendo isso?

Rainer: Fique frio, eu não pretendo te matar.

Schneider: Você não pode fazer isto, você é filho de Bernhard Schlutter certo? Se descobrirem que o filho dele fez isto, ele estará perdido.

Rainer: Não, Bernhard nunca foi meu pai.

Rainer fitou os olhos em Schneider, e disse:

–Você não irá morrer Schneider, você continuará a respirar. Os dias serão curtos.As noites serão longas e intermináveis. É exatamente desta forma que se encontram os dias e noites russos não é mesmo?

Schneider: Você...

Rainer: É exatamente o que me disse naquela noite no vagão. Nunca me esqueci.

Schneider: É você, aquele maldito garoto! Como não pude perceber?

Rainer: Você matou meu pai, sequestrou minhas irmãs, como poderia me esquecer?

Schneider: Desculpe-me! Perdoe-me. Faça qualquer coisa. Tudo bem, encontre o Stalin no meu lugar! Garanta a sua glória.

Rainer: Eu não estou aqui pra isso.

Todas aquelas terríveis noites caminhando em meio ao gelo e ao frio, juntamente com os outros soldados, enquanto você se abrigava, comia o que tinha de melhor. Com toda certeza vou fazer isto valer a pena.

Schneider: E o que pretende fazer?

Rainer: O que você pretendia fazer com os judeus naquele vagão, qual era a sua intenção?

Schneider: Eu iria levá-los até as fornalhas é claro, a morte destes seres inferiores certamente iria me fazer sentir melhor.

Rainer: Você odeia os judeus não é mesmo?

Schneider: Sim, matei dezenas deles, centenas! Mas por favor, me perdoe, eu não farei mais nada aos judeus, poupe-me!

E então Rainer retirou Schneider do chão e o foi arrastando. Na saída do prédio havia um carro abandonado. Rainer amarrou Schneider e o colocou no banco de passageiro.

Schneider: Onde você está me levando? Preciso de curativos, minha mão está sangrando!

Rainer: Isto não vai te matar, fique tranquilo.

E então Rainer seguiu pela estrada, até onde havia neve e não mais era possível atravessar.Haviam viajado pela noite toda.

Rainer: São 7 da manhã, já irá amanhecer.

Schneider: Onde estamos?

–Estamos mais a oeste da Rússia. Parece que a rivalidade entre a U.R.S.S. e a Alemanha, atraiu a vinda deles para este local.

Rainer levou Schneider até uma pequena aldeia próxima a um grande lago.Deixando-o amarrado em uma árvore.

Rainer: Eu volto já, tente não morrer até lá.

E então Schlutter caminhou até a pequena vila, sendo surpreendido por diversos moradores.

Rainer: Por favor, existe alguém aqui chamado Klever?

–Sou eu. Rainer, é você?

Rainer: Felizmente sim, meu velho amigo.

Klever: É bom bom reencontrá-lo. E então, o que te traz aqui, e por qual motivo está com roupas do exército?

Rainer: Eu fui obrigado a me juntar no exército. É uma longa história. A propósito, lembra-se de Schneider?O comandante que ateou fogo a sua cabana?

Klever: Sim, claro.

Rainer: Ele está logo ali, esperando por sua hospitalidade!

E então Rainer buscou Schneider, e assim que chegou a vila, uma grande porção de judeus formou-se ao seu redor.

Rainer: Então, o que acha? Pode tentar pedir desculpas a eles se quiser. Meu trabalho aqui está feito.

Schneider: Por favor,Rainer, em nome de toda a glória do terceiro Reich. Não me abandone aqui!

Rainer: Algumas pessoas me pediram para que eu te perdoasse.

E eu estou fazendo isso. Descobri que você não passa de uma pessoa fraca e por isso fez tais abominações.

Estou apenas cumprindo minha promessa.

Schneider: Tudo bem, então me tire logo daqui.

Rainer: Vou repetir pela última vez, eu te perdoo. Pena que para o povo judeu que você ajudou a exterminar...receio que não há perdão.

Schneider: Eu faço parte do plano Rainer! Você não entende, nossa raça é pura, apenas nós podemos realizar o sonho alemão!

E então Rainer abandonou o local, deixando Schneider a seu próprio azar. Poderia ter cometido um erro terrível ao abandonar o front de Moscou, mas percebera que a partir daquele ponto, a guerra havia virado no sentido inverso ao que havia sido planejado.

Notas finais
Próximo Capítulo: Capítulo 33: Mudança