A arte e como

23 Capítulo 23: As colinas a oeste


Capítulo 23: As colinas a oeste

Era então maio de 1940, e os avanços do eixo fizeram com que Rainer se deslocasse para os campos franceses.

Já não era mais um mero estudante de guerra, um militar despreparado. Sabia manejar uma arma, e se preciso, derrotar todo e qualquer inimigo.

A paisagem ia aos poucos mudando drasticamente. E sempre que possível o jovem ia retratando com um pequeno bloco e lápis as colinas e arvores da região de Ardenas.

Georg: Você realmente melhorou bastante em seus rabiscos.

Rainer: Sabe, há tempos que escutamos falar das belas regiões francesas.

Georg: Ouvi dizer que o Fuhrer tem grande interesse pela beleza destas áreas.

Rainer: Certo. Quando voltar pra casa, não quero apenas trazer lembranças, mas sim algumas ilustrações dessas belíssimas paisagens.

Georg: Espera!Você ouviu isso?

O som de um tiro ecoou pelo horizonte. O comandante Butzke logo em seguida avisou os soldados para que se preparassem.

Butzke: Quero todos os Panzers(Tanques) atravessando o território. Logo após alguns soldados à esquerda.

Quero todos os franceses mortos!

Havia chegado a hora, a guerra realmente chegara para Rainer. Muito diferente do que a paisagem divina das colinas. O confronto naquele local foi demarcado com sangue e horror.

Por sinal, as tropas alemãs estavam melhor preparadas. Houve uma tímida comemoração ao anoitecer.

Fritz: Realmente Georg, eu fiquei espantado. Durou um dia no front!

Georg: Seu...

Fritz: Fique frio, os franceses foram um alvo fácil para todos nós. Ouvi dizer que logo após o jantar, Butzke irá separar este pelotão em duas linhas de frente.

Rainer: Com qual propósito?

Fritz: Não trata- se apenas de conquistar o inimigo. Existem pequenas vilas ao redor, devemos eliminar os cidadãos e suas casas.

Rainer: Estão loucos!? Estes homens do campo nem de longe são uma ameaça para a Alemanha. Por que faríamos isso?

Fritz: Não seja tolo, com as conquistas criaremos diversos inimigos. Deixar com que sobrevivam é o mesmo que implorar para que criemos inimigos.

Rainer: Mas por mais cruéis que tenham sido com a Alemanha na Primeira Grande Guerra. Os Aliados nos deixaram continuar existindo, nos deram uma segunda chance!

Fritz: Exatamente Schlutter. E com esta segunda chance, o que fizemos?

Georg: Nos fortalecemos, aumentamos nosso exército, nossa infantaria.

Fritz: E o que acha que estes homens irão fazer Rainer?

Rainer: São apenas cidadãos, vivendo uma vida pacata no campo, não são nossos inimigos.

Fritz: Me surpreende ouvir isso do filho de um rico empresário. O que você é, um Comunista? Caso seja, avise o comandante e junte- se as tropas de Stalin, na Rússia.

Rainer: Você não entende.

Comandante Butzke: Vamos, agrupem-se! Quero resolver isto logo.

–É bem simples, seguirei com a Tropa Alpha destruindo o exército francês. Ao mesmo tempo enviarei uma Tropa Beta para incinerar pequenas vilas. Nada de sobreviventes.

Fritz: Mas Herr(Senhor) Butzke, se pretende separar as tropas, quem seguirá no comando da Tropa Beta?

Rainer: Eu posso me encarregar disto Herr Butzke!

Butzke: Ótimo, faça o seu melhor, Schlutter.

Fritz: Grrr.

Butzke: Nos encontramos em Reims, logo após a operação. Partiremos logo ao amanhecer. Até lá, estão todos dispensados.

Notas finais
Próximo Capítulo: Capítulo 24: Vilarejo