A arte e como

18 Capítulo 18: Fuligem


Capítulo 18: Fuligem

Alguns dias se passaram, porém, não tardou para que Rainer contasse a Éster o que havia presenciado.

Rainer: É verdade, eles estavam amontoados, não podiam nem se mover. A fuligem corrompia seus corpos, aos poucos.

Éster: Isto é terrível, imperdoável! Vamos tentar nos acalmar, ok? Logo mais o professor de pintura irá chegar.

E então, como de costume, Rainer pois- se a escutar e observar atentamente as aulas de arte.

Tão atentamente que não pode notar a presença de Bernhard chegando a sua casa.

– Mas o que é isso?

Rainer: Senhor, eu posso explicar, eu...

Éster: Pai, por favor, não o machuque!

Bernhard: O que este maldito garoto estava fazendo? Espionando minha filha? Isto é um ultraje!

Éster: Ele só estava acompanhando as aulas de pintura, por favor!

Bernhard: Você está o defendendo?

Éster: Eu não aguento mais, essa sua obsessão! Eu não quero ser quem você deseja que eu me torne! Eu sou como este garoto pai... Eu não sou uma de suas ferramentas!

E então, Bernhard atingiu em cheio o rosto de Éster, fazendo-a cair no chão.

Rainer: Senhor, ela não tem culpa, tenha piedade!

Bernhard: Não me diga para ter piedade de alguém, seu lixo!

E então o senhor da casa fora arrastando o garoto, até um velho porão.

Bernhard: Você gosta de arte não é mesmo meu caro? Mas não foi para isto que eu lhe trouxe aqui!

Neste momento, Bernhard empurrou Rainer porão abaixo, deixando- o na mais completa escuridão.

Bernhard: Sinto muito, mas em meio a esta escuridão você não será capaz de fazer as pinturas que tanto gosta. Mas por outro lado, vá aprendendo a arte da sobrevivência!

Notas finais
Próximo Capítulo: Capítulo 19: Ruídos