A arte da Guerra
5 Surrender
Notas iniciais
Emma contou para Mary da situação de Regina, que começou a cuidar da moça para que ficasse saudável. Dias se passaram e a loira manteve o mínimo de contato com a morena, precisava esquecer o que sentia, mesmo que fosse afastando-se do que lhe fazia tão bem. Até que em uma noite, quando Emma desceu com o jantar da morena, assim que estava subindo as escadas começou a ouvir um choro baixo e voltou imediatamente.
– O que foi Regina? Você está bem?
– Não, não estou bem.
– O que você tem?
– Sinto falta de você Emma! Desde que você soube da minha situação você se distanciou, o que foi? Você pegou nojo de mim?
– Jamais! Só estava tentando te proteger.
– Me proteger? Me proteger de que? Você acha que me deixando aqui embaixo sozinha você está me protegendo de algo?
– Eu estava te protegendo de mim! — respondeu a loira, exasperada.
– Não estou te entendendo Emma.
– Deixa eu te explicar uma coisa, quando eu te vejo chorando, ou melhor, quando eu te vejo, em geral, eu não quero só te abraçar e ser sua amiga, e eu preciso tirar isso de mim, não deveria estar sentindo essas coisas não é mesmo?
– Eu também não te quero só como uma simples amiga — Regina a abraçou, se acomodou no peito da loira e ali sentiu-se protegida. Lentamente levantou a cabeça, fechou os olhos e encostou seus lábios nos de Emma, sentiu a maciez de sua boca e abriu os olhos, dando um sorriso para a loira, que foi correspondido. As duas nem entendiam muito o que estavam fazendo, e não queriam estragar o momento com palavras, deitaram no colchão, abraçadas, e se beijaram docemente por um longo período de tempo. Só quando a fome bateu de verdade as duas resolveram sair do abraço. Comeram silenciosamente, e voltaram para o colchão, Emma deitou e Regina fez o mesmo, a loira envolveu sua cintura por trás e encaixou seu queixo no ombro da morena.
– Você está mesmo querendo um relacionamento com uma mulher, judia e grávida? — Regina perguntou, ainda não acreditando no quanto tudo aquilo era surreal.
– Eu que te pergunto, você está disposta a encarar todo um julgamento por essa escolha amorosa? Tenho medo por você, você é só uma menina.
– Pare de falar bobagens Emma. Eu peguei nojo de homens, jamais vou querer pertencer a algum. E você, bem, me cativou, eu não tenho medo, já sou julgada só por ser judia, o que mais eles poderiam fazer?
– Eu não sei, só sei que vou te proteger. Eu não sei como aconteceu, só sei que te amo demais Gina — disse a loira, apertando o abraço entre elas.
– Eu também te amo loira, mais do que eu poderia imaginar — Regina acomodou-se nos braços da loira e sem querer as duas pegaram no sono. Era meia-noite e Mary deu por falta de sua filha, ela havia passado toda a noite lá embaixo. Emma acordou com a porta do alçapão se abrindo e acordou Regina, as duas sentaram-se rapidamente.
– Emma já está na hora de ir dormir, é tarde, Regina deve estar cansada — disse Mary.
– Acho que vou dormir por aqui esta noite.
– Por quê?!
– Não quero deixar Regina sozinha, ela está grávida mãe! E eu como a boa amiga que sou farei companhia a ela. Vou pegar um colchão ali pra mim, ficarei bem — Emma achava ridículo que com sua idade ainda tinha que dar satisfações para a mãe, mas assim era Mary.
– Tem certeza? Acha isso mesmo necessário? — Mary não tinha engolido muito bem aquela história.
– Sim. Talvez eu comece a dormir por aqui toda noite, eu odiaria passar todas as minhas noites sozinha, num subsolo malcheiroso. Não quero isso para a minha amiga, então boa noite mãe — Emma pegou o outro colchão de solteiro que havia lá e o colocou do lado do da morena. Mary subiu contrariada, mas conhecia sua filha, sabia que de nada adiantaria tentar convencê-la de aquilo era desnecessário.
– Então a partir dessa noite terei você dormindo aqui comigo? — perguntou Regina, muito feliz com a ideia.
– Se você me aguentar e não me expulsar, sim, ficarei por aqui — Emma deitou em seu colchão e as duas dormiram de mãos dadas.
Dias se passaram, Emma passava quase o dia inteiro no subsolo da casa, conversando e curtindo a morena. Mary e David atribuíam toda essa atenção da loira ao fato de que Regina havia se tornado muito amiga dela e além disso estava grávida. Numa noite de domingo, atendendo a pedidos de sua mãe, Emma jantou com seus pais, conversou um pouco com eles e logo saiu correndo para o abrigo, não gostou da ideia de deixar Regina comendo sozinha naquele quartinho.
– Cheguei — disse Emma, descendo e fechando a porta do alçapão — me desculpa amor, minha mãe me obrigou a comer lá em cima.
– Tudo bem Emma, agora eu te tenho só pra mim — respondeu a morena, que estava deitada no colchão e puxou a loira sobre si, dando um quente e demorado beijo nela.
– Cuidado Gina, o bebê — Emma estava com medo de machucar a barriga da morena, já que ela estava por cima dela. Regina estava estranha, parecia fora de si, com uma estranha chama em seus olhos, ela fez a loira se sentar com as costas coladas na parede e com as pernas abertas sentou-se no colo dela. Elas se beijavam vorazmente, Emma corria suas mãos por toda a extensão do pescoço e costas da morena. Regina começou a cavalgar no colo da loira, e pegou a mão que estava na sua cintura, passou-a pela sua bunda e colocou a mão de Emma em seu sexo, que se encontrava encharcado.
– Eu preciso — disse Regina, pausadamente.
– Pode machucar o bebê Gina, tenho medo — respondeu a loira, mesmo querendo muito fazer aquilo.
– Mas eu preciso, preciso de prazer, preciso de você — pediu a morena — dentro de mim.
– Tenho uma ideia — disse Emma, dando um longo beijo na boca de Regina. Ela tirou a blusa da morena, abriu seu sutiã e começou a dar leves beijos nos seios da morena, que rapidamente se transformaram em chupões, ela com sua boca e mãos estimulava a morena, desceu sua boca pelo ventre dela, puxou o cobertor que cobria as pernas da morena e viu que ela estava só de calcinha — vou te dar o prazer que você tanto quer, sua menina levada, você nem acreditará no que vai sentir.
Com um sorriso safado no rosto, Emma tirou a calcinha da morena a sua frente, encaixou as pernas delas em volta de seu pescoço e começou a dar leves selinhos no clitóris da morena, arrancando dela altos suspiros. Começou a dar umas lambidas, e sentir o sabor de Regina, que era o melhor que já tinha experimentado, não a penetraria com seus dedos, tinha medo pela saúde do bebê, era ignorante nessa área e não perguntaria para a mãe se era seguro ou não portanto não arriscaria, então teria que fazer justiça com a própria boca. Invadiu a morena com sua língua, a penetrando e chupando, e suas mãos não paravam em lugar algum, passavam pela bunda, coxas e ventre da Regina. Emma sentia todo o sabor de sua amada e não sairia dali enquanto ela não atingisse seu êxtase, a loira pousou suas mãos na barriga de Regina, de quase 6 meses, e a massageou enquanto sua boca dava o prazer que ela tanto precisava.
– Eu vou, eu vou go- Regina foi interrompida pelo seu orgasmo que veio como uma corrente de energia, amolecendo todo o seu corpo. Ela arfava e segurou as duas mãos de sua amada, que se encontravam uma de cada lado do seu ventre, depois de alguns segundos conseguiu falar — obrigada, eu te amo.
Emma levantou sua cabeça e levou seus lábios até o ventre de Regina e depois para os lábios dela — eu te amo mais, amo tudo que há em você, e a propósito, não ache que isso vai se repetir por enquanto, nós somos responsáveis por uma vidinha — a loira sorriu e deu um longo beijo na morena.
– Nós somos? Você se inclui nessa roubada?
– Eu quero participar da vida dessa criança, e se você querer e deixar posso até ser mãe ou pai dela, o que você quiser haha.
– Acho que duas mães seria ótimo — respondeu a morena. As duas deitaram de conchinha, Regina envolta pelos braços de Emma que massageavam seu ventre, a loira adorava fazer aquilo, e Regina é claro, nunca reclamaria.
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