Notas iniciais
Demorei séculos mas voltei. Comecei facul esse mês e ainda não me adaptei e acho que só vai piorar ;-; Sempre que tiver inspiração e um tempinho apareço se quiserem. Boa leitura!

Um mês se passou e Emma se lembrou que no dia 14 de outubro sua morena fazia aniversário, ela nem comentou nada com seus pais, queria poder curtir e beijar a morena o dia todo. Foi em uma confeitaria e comprou um elaborado bolo de chocolate que sabia que era a iguaria preferida de Regina. Foi em uma loja de roupas, também passou numa loja infantil e comprou algumas coisas. Naquela manhã tinha pedido para a mãe levar o café de Regina, e chegou na hora do almoço com todas aquelas sacolas, sua mãe nem a viu, ela desceu correndo para o abrigo.

– Oi amor! Ajuda aqui senão vai cair tudo — pediu a loira, dando as sacolas para Regina e descendo a escadinha.

– Onde você foi? Eu não sabia o que pensar, acordei e cadê a minha loira favorita?

– Fui arrumar umas coisas já que a garota mais especial do mundo está ficando mais velhinha hoje — respondeu Emma, dando um terno beijo na morena.

– Você lembrou? Comentei com você assim que eu cheguei, achei que você não se lembraria.

– Você ainda não se acostumou com a ideia de que é a mulher da minha vida? Como eu não lembraria o aniversário da pessoa mais linda e espetacular desse planeta? Você é tudo pra mim Gina, para de bobagem — disse a loira, dando mais um beijo em sua amada.

– Eu nem mereço tudo isso, sou tão sortuda. Muito obrigada amor — Regina abraçou a loira, e começou a chorar baixinho.

– Gina vem cá — Emma puxou-a e a sentou no balcão que havia ali no canto e se encaixou entre suas pernas. A loira secava as lágrimas da outra com beijos e fazia carinho em seus cabelos — eu já percebi em algumas de nossas conversas que você não se sente bem com você mesma, o que aconteceu? Parece que você não gosta de si mesma. Por que amor?

– É que você não me conheceu antes de tudo isso, eu era uma garota egoísta, que acabei a escola sem amigo algum, pois ninguém me suportava por muito tempo. Aprendi a viver na solidão, havia minha irmã mas nós brigávamos tanto também. Nunca fui uma pessoa agradável e você despertou o melhor de mim, e mesmo eu tendo meus lapsos de chatice você tolera e me ama desse jeito só seu. Me acho uma sortuda por ter achado você miss Emma Nolan Schwan — disse Regina, dando um sorriso terno para a loira.

– Regina olhe nos meus olhos — a loira segurou o rosto de sua amada entre as mãos e encostou suas testas — olha pelo o que você está passando, ou melhor não olha, mas pensa, você passou por terríveis atrocidades para chegar até aqui e mesmo com tudo isso não desfaleceu. Você é incrível, a garota mais forte que eu já conheci, e se as pessoas se afastavam era por medo e inveja desse seu poder. Você terá uma vida incrível, acharemos sua família e construiremos a nossa, eu, você e essa vidinha aqui — Emma abaixou-se e deu um beijo no ventre da morena, naquela criança que já considerava como sua também — e sim você merece tudo isso e muito mais.

Regina desceu do balcão e abraçou a loira, chorou bastante, mas daquela vez não era de tristeza, era de alegria e agradecimento por ter aquela loira para confortá-la.

– Certo, agora chega de chororô, você quer abrir os presentes ou comer o bolo primeiro? — perguntou Emma.

– Esse bolo está com uma cara ótima, foi você quem fez?

– Hahaha quem me dera, não tenho talento algum na cozinha, se depender de mim jantaremos cereal todo dia.

– Jamais! Digamos que uma coisa que eu gosto de fazer e modéstia a parte sou boa é cozinhar. Deixa comigo.

– Ótimo saber, já temos uma tarefa da casa dividida. Vamos abrir os presentes primeiro.

Regina pegou a sacola da loja infantil e tirou de lá um macacão e um par de sapatinhos de lã, ambos azul bem clarinho.

– São lindos loira, nosso bebê agradece — disse a morena, dando um selinho em Emma.

– Agora abre os seus presentes — indicou a loira.

A morena pegou as duas sacolas que restavam ali, abriu a primeira e tirou de lá um lindo par de sapatos de salto, abriu a outra sacola e tirou de lá um vestido longo, esvoaçante, ambas as peças eram da mesma cor que as roupinhas do bebê, o azul claro. Ainda havia numa caixinha, uma tiara, que trazia uma imagem de realeza à mente de quem a olhava.

– É tudo tão lindo, obrigada mesmo amor — agradeceu Regina, dando um abraço apertado na loira.

– As roupas são pra quando você estiver livre, e com essa tiara você sairá daqui como uma rainha, o que você é pra mim.

– É linda demais, mas você não acha que é muito pra mim?

– Claro que não. Desde a primeira vez que eu te vi senti uma pinta de realeza em você, e você sairá daqui como merece, minha rainha — disse Emma, segurando o rosto da morena e dando um beijo calmo e carinhoso nela.

Notas finais
Ficou curtinho mais foi de coração, o máximo que consegui sorry. Se acham que vale a pena eu continuar com isso aqui e me esforçar mais, só comentarem. E ah, aproveitem essa fase arco-íris da história, porque o mundinho perfeito delas é bem frágil... Se houver uma próxima, até lá queridos!