A alma da conquistadora.
34 Presente dos deuses
Notas iniciais
(XENA)
Saí de meus aposentos e ao passar pelos guardas que guardavam a antecâmara vejo Cyrene à porta. Olhava-me surpresa e ao mesmo tempo preocupada.
— Xe... Xena? O que acontece? Por que estavam gritando... O que houve com seu rosto?
— Fui atacada por uma fera furiosa. — passei por Cyrene e em seguida olhei para trás completando. – uma fera com lindos olhos verdes.
Cyrene adentrou os aposentos e segui meu caminho voltei ao salão de julgamentos e os estupradores que seriam julgados por Gabrielle ainda estavam lá.
— Eles ainda estão aqui? Por que não os executaram ainda? – perguntei a um soldado.
— Não sabíamos a sentença senhora. – o mesmo respondeu.
— Pois os empalem, todos... E faça o mesmo com todos os demais estupradores que estiverem nos calabouços, precisamos nos livras de bocas imprestáveis. Só estão causando prejuízo aos cofres do palácio.
— Sim conquistadora. – o soldado tocou o punho em seu peito e se retirou levando os prisioneiros. Enquanto Filemon chegou ao salão.
—Vamos Filemon, vamos até o calabouço preciso acabar com o contingente de prisioneiros é um desperdício de espaço e alimento. É desnecessário manter esses animais vivos. – disse seguindo as instalações subterrâneas.
— Sim senhora. – Filemon seguiu-me e prosseguiu. – o que aconteceu com seu rosto? Se me permite perguntar senhora.
— Não, não permito Filemon, e não quero falar sobre isso... Só o que precisa saber é que nunca mais darei poder a certa loirinha. – Filemon riu e continuamos descendo os degraus até o calabouço.
(GABRIELLE)
Após Xena se retirar, joguei meu corpo sobre meu leito e comecei chorar compulsivamente, soluçava copiosamente, para tentar aliviar um pouco da dor que sentia, pelos últimos acontecimentos. Xena me decepcionou muito, porém o que mais me fez sofrer nos últimos anos ela acabara de negar, ela não se deitou com ele que motivos ela teria para negar se realmente fosse verdade, Xena não tema nada nem a ninguém, a conquistadora não possui motivos para mentir-me “Eu nunca me deitei com ele! E o último corpo que tive em meus braços foi o seu, cabe a você acreditar ou não.” Essas palavras ecoavam em minha mente, ainda estava perdida em meus pensamentos quando ouço Cyrene me chamar.
— Gabrielle está bem? Posso entrar?
— Sim, estou bem. Entre, por favor. — sentei-me na cama passando as mãos pelo rosto em uma tentativa falha de secar meus olhos.
— O que aconteceu aqui? Por Zeus olhe seus braços! Vi Xena subir com você nos braços e depois de um longo tempo ouvi gritos, Xena saiu muito alterada, me diga menina o que aconteceu?
— Ela não me traiu Cyrene, ela não me traiu e eu acreditei nisso, acreditei nessa mentira horrível duvidei de minha esposa. – começo a chorar novamente. – Xena fez coisas horríveis eu sei, mas também sei seus motivos, porém ela negou ter me traído seja com Ares ou qualquer outra pessoa e eu duvidei e a agredi.
— Acalme-se menina, vocês precisam se acalmar e conversar. Xena desapareceu por dois verões tem muitas explicações a dar, Dylan por pouco não morre de saudades, adoeceu e se não fosse nós duas e Dália cuidando dela não sei o que seria de minha neta, pois havia acabado de realizar o sonho de viver ao lado da mãe.
Você sofreu muito, se sentiu abandonada, traída, é compreensível que tenha a machucado, se fosse eu em seu lugar não a deixaria sair andando. – Cyrene me fez rir. – minha filha está acostumada com ferimentos muito mais graves que isso, irá sobreviver. Pior que este arranhão é esse ferimento que está aqui. – colocou a mão em meu peito na altura do coração. – Então se acalme e depois converse com ela.
— Obrigada Cyrene.
— Não por isso menina. Agora se levante, tome um banho e pare de chorar, tens um império a governar, ou deixará que Xena chegue assim de uma hora pra outra tomando as rédeas de tudo, depois de tanto tempo? – pergunta me levantando.
— Sim Cyrene deixarei, mas comigo ao seu lado. Xena pode ser a conquistadora de nações imperatriz da Grécia, mas me colocou no governo e é isso que farei, governarei esse império.
(XENA)
Depois de executar aos condenados por homicídio, voltei a meus aposentos, Gabrielle não estava lá, pedi à uma escrava que preparasse meu banho e após banhar-me segui aos aposentos de Dália e Filemon, senti falta de conversar com minha amiga e resolvi fazer-lhe uma visita.
Aproximei-me da entrada de seus aposentos e ouço vozes vindas de dentro do recinto.
— Mas, Cyrene não pode ser eu não estou preparada para isso. – Dizia Dália, fiquei curiosa e não entrei continuei a ouvir o que diziam.
— Não é o que os deuses acham eles te deram esse presente, tudo indica que é isso. – Cyrene.
Presente? Indica o quê?- perguntei-me.
— É Dália. Cyrene entende dessas coisas, e pelo que o curador disse não estás doente, esses enjoos só pode dizer uma coisa, levando em consideração que esta atrasada... Logo Filemon terá um soldadinho. – disse Gabrielle animadamente. E eu congelei em meu lugar. “grávida, Dália está esperando um bebê?”. “Filemon irá surtar quando souber.” Que sorte! Queria eu que Gabrielle carregasse uma criança nossa!
— Ouvi direito? Teremos um bebê nesse castelo? – entro assustando a todas.
— O que faz aqui Xena? Não devia ouvir atrás das portas. – disse minha mãe.
— Imperatriz!!! — Dália correu ao meu encontro e abraçou-me. – Achei que nunca mais a veria, minha senhora.
— Deixe disso Dália. Desde quando fala comigo com tanta formalidade?
— Me desculpe não soube como agir, depois do que ouvimos por aqui não és mais a mesma. – disse Dália abaixando o olhar.
— Ouça Dália sou e sempre serei a mesma para minha família. – segurei em seu rosto e olhei em seus olhos e logo em seguida para Gaby e minha mãe. Gabrielle saiu no mesmo instante e fui atrás dela. – Gabrielle espere!
— Não Xena. Esperei por muito tempo, não sou mais capaz de te esperar. – parou e olhou-me com lágrimas nos olhos.
— E não irás mais, Dylan não é filha de Ares não existe mais ameaça, não preciso mais partir meu amor. Esterei aqui para sempre, estarei aqui para você. – sequei as lágrimas que escorriam por seu rosto e dei um beijo suave em seus lábios. Gabrielle olhou-me.
— Senti sua falta Xena.
— E eu a sua Gaby.
Fale com o autor