A alma da conquistadora.

9 O sequestro de Dylan


Notas iniciais
Queridos, estou mesmo sem tempo me perdoem o atraso mais aí vai mais um capítulo fresquinho para vocês! bjosss

–-Então Xena o que te trouxe aqui? — minha mãe foi direto ao ponto.
–- Bom como disse o assunto é delicado, Dylan foi descoberta e corre perigo!
–- Como assim corre perigo? Como foi descoberta? — Minha mãe pergunta.
–- Eu ainda não tenho certeza de como descobriram, mas o que importa agora é a segurança de Dylan e acho que ela estaria mais segura se viesse comigo. — disse eu já esperando pela chuva de palavrões e tapas vindos de minha mãe.
–- Você está louca, você não pode simplesmente chegar em minha casa e tirar de mim a menina de uma hora pra outra desse jeito, acaso passou pela sua cabeça que você estará levando ela direto para onde ela corre perigo! Quando deixou ela comigo disse que era pela segurança dela e agora quer tirá-la de mim pela mesma razão?
–- Mas mamãe esse é caso Dylan não está mais segura aqui, ela foi descoberta! O colar, o colar que dei para que ela usasse era o que manteria o sigilo da identidade da menina, mas ela tirou e pôde ser identificada.
–- Xena não estou entendendo nada como um colar podia proteger minha neta. — perguntou curiosa.
–- Veja bem, quando Dylan nasceu fiz uma prece à Athena para que a guardasse, sei que nunca havia rezado à deus nenhum e tal, mas estava desesperada, e não sabia o que fazer, quando o pai dela morreu eu surtei e a entreguei para ti, mas a prece já havia sido feita e por mais incrível que pareça, Athena atendeu meu pedido, desde então começou à cuidar dela e quando começaram à desconfiar de que eu tinha um segredo, Athena enviou o colar para manter Dylan em segurança, mas eu não levei tão à sério por ter sido entregue por Afrodite e não te avisei, sendo assim como minha filha só faz as próprias vontades deixou de usar o colar e foi encontrada. — disse eu suspirando.
–- Mas, mas ... eu fiquei um pouco confusa com essa história toda de ... Athena, Afrodite, enfim o que importa é que agora temos que protegê-la mas, ainda não estou convencida de que mantê-la ao seu lado será a melhor solução.
–- Dona Cyrene — interrompeu Gabrielle — Desculpe me intrometer na conversa, mas as notícias correm, muitos viram a conquistadora chegando aqui e alguns certamente sabem quem Dylan é, agora que estão a sua procura, outras pessoas já sabem também e uma vez que já não é segredo a existência da menina, não vejo quem mais poderia defende-la à não ser a mãe dela!
–- É pode ser menina mas não acho que levar a menina à Corinto seja uma boa ideia. — disse minha mãe, quando Dylan entra correndo na sala.
–- Quem bai pa Colinto bobó?
–- Dylan volta a... desculpe ela saiu correndo enquanto eu atendia um cliente. — disse Lyceus ofegante.
–- Tudo bem Lyceus, fique aqui um pouco vou atender os que estiverem lá e fecharei pois preciso pensar um pouco.
–- Certo mãe! — acenou para mamãe e se virou para mim, Dylan pulou em meu colo. — Então diz mana o que disse para deixar dona Cyrene tão agitada?
–- Asso que mamãe veio me bucar, poquê a bobó falou de lebar a menina a Colinto e eu xou uma menina! — Lyceus me olhou e todos rimos.
–- Dylan acho que você não entendeu nada e não acho deveria prestar atenção na conversa dos adultos. — eu disse tentando tirar aquela ideia da mente dela, Dylan não deu muita atenção e saiu de minhas pernas indo até Lyceus.
–- Tiu quelo pão de nozes, faz pa mim?
–- Faço mas depois agora o "tiu" está cansado. — disse meu irmão.
–- Mamãe? — ela olha para mim com um rostinho pidão.
–- Filha eu não sei fazer pão de nozes.
–- Pede a moça pa fager ela não tabala pa voxe?
–- Dylan! — à repreendi. Lyceus ria, o olhei fuzilando-o com o olhar.
–- Tudo bem Xena não custa nada, eu faço! — disse Gabrielle, por fim e Dylan deu um sorriso travesso em minha direção.
–- Essa menina não é fácil. — disse Lyceus — Venha Gabrielle, vou lhe mostrar onde estão os utensílios para que use.
–- Não Lyceus — o interrompi — Porquê não ajuda mamãe à fechar a taberna? — perguntei.
–- Ela não precisa! — ele respondeu.
–- Precisa sim. — me levantei guiando-o até a porta de saída e fui em direção à Gabrielle e Dylan que estavam paradas no meio da sala, olhando -nos, Gabrielle sem jeito e Dylan rindo.
–-Do que está rindo Dylan? — perguntei.
–- Voxe mandou o tiu ir embola. — disse subindo em uma cadeira, para me alcançar e estendeu os bracinhos para mim.
–- É e mando você também se incomodar. — respondi pegando-a em meus braços e me direcionando à cozinha guiando Gabrielle.
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(Cyrene)

Voltei à taberna, muito irritada e dizia aos clientes que fecharia o estabelecimento devido à problemas de família, já estava anoitecendo mas, eles sabiam que eu costumava fechar bem tarde. Fechei as portas e enquanto servia os clientes que ainda restavam, fiquei absorta em meus pensamentos: Como ela poderia fazer isso comigo? Como poderia tirar Dylan de mim assim? Vou sentir tanta falta da menina! Neste momento, ouço batidas à porta.
–- Nós já estamos fechados. — gritei, batidas mais fortes. — Ora à quem querem matar? — perguntei irritada abrindo e no mesmo instante três homens muito grandes e fortemente armados entram, um deles agarra meu pescoço e aponta uma adaga em meu rosto e diz.
–- Se alguém aqui tentar alguma coisa ela morre. — meus clientes ficam imóveis sem saber como reagir, nesse instante sinto o homem que me agarrava cair. Olho para trás e vejo Xena com seu chakram em mãos, Lyceus esbofeteando um dos homens e Xena agarra o terceiro e aplica-lhe um golpe que faz o homem cair de joelhos e seu nariz começar a sangrar eu olho tudo, assustada.
–- O que queria aqui? — ela pergunta o homem.
–- Porquê eu deveria te dizer algo? — o homem perguntou.
–- Porquê sabe quem sou e que posso arrancar seus órgãos pela garganta com minhas próprias mãos e por que cortei o fluxo de sangue para seu cérebro se não me disser o que quero saber morrerá em menos de trinta segundos — olhei para minha filha assustada, não queria mais uma morte em minha taberna, a mim já bastava o que fez na época que Mezentius Atacou o vilarejo.
–- Não direi sequer uma palavra. — o homem disse já com certa dificuldade na voz, Xena sem paciência retirou o golpe.
–- Não permitirei que morra tão facilmente, Lyceus onde estão os outros dois?
–-Estão aqui! — Meu filho apontou para os dois homens desacordados no chão.
–- Ah que ótimo! Agora você é minha única fonte. — disse cinicamente, o homem arregalou os olhos, quando Xena enfiou os dedos em ambos os olhos dele e apertou — Será que agora me diz alguma coisa? — quando o homem expressou algumas palavras ininteligíveis, ouvimos gritos de dentro da casa, Xena soltou o homem e correu para dentro, Lyceus deu um chute em sua cabeça fazendo-o desacordar, entramos em seguida.
(Gabrielle)
Quando ouvimos o estrondo do lado de fora Xena correu para ver o que acontecia, continuei preparando o pão de nozes, disse a Dylan que estava tudo bem e que sua mãe resolveria tudo.
–- Ela sempe lesolve tudo num é tia, Gaby?
–- É sempre!
Continuamos conversando, quando uma forte névoa apareceu e um homem forte com cavanhaque e um sorriso sarcástico apareceu em nossa frente, coloquei Dylan atrás de mim.
–- Quem é você o que faz aqui?
–- Não interessa a você quem sou, mas em todo caso diga a sua adorada Xena que Ares esteve aqui. — ele no mesmo instante me empurrou para o lado e puxou Dylan.
–- Me xolta! Tia Gaby! — ela estendeu os bracinhos e ele desapareceu no mesmo instante.
–- Nãooo! — gritei — Dylan — disse chorando. Logo em seguida Xena apareceu, seguida por sua mãe e Lyceus.- Agora estou morta! — pensei
–- O quê aconteceu Gabrielle, onde está Dylan?
–- E...e...ele a le...levou. — Xena segurou meus braços aflita.
–- Quem a levou Gaby, o que está dizendo. — me sacudiu.
–- E...ele disse para te di...dizer que A...Ares esteve a...aqui. — respondi entre soluços. Xena saiu em disparada para a taberna, a seguimos ela jogou um balde de água em cima de um dos homens que estava desacordado no chão da taberna e perguntou.
–- Quem te enviou?
–- O...oquê? — o homem perguntou confuso.
–- Escute, eu não tenho tempo ou paciência — vi o brilho da besta cintilarem em seus olhos — me responda quem te enviou — o homem tremia. — Xena o agarrou pelo colarinho, o suspendeu e o atirou contra a parede, bateu fortemente a cabeça na parede ela se aproximou — Posso fazer isso se prolongar e você vai me implorar para morrer ou você pode ser gentil e morrerá rapidamente o que prefere?
–- O que quer saber senhora? — ele perguntou se molhando.
–- Que cena ridícula! Um homem desse tamanho se urinando, idiota! -ela gargalhou — quem te enviou e porquê? — disse em seguida entre os dentes e apertando fortemente o pescoço do homem.
–- Tebas senhora! Mandou que levássemos a menina para o Norte de Corinto! Ele convenceu homens de seu exército a o acompanharem, é tudo que sei eu juro. — ela o soltou, virou de costas e quando o homem suspirou aliviado, Xena deu um salto girando o corpo e acertou um pé no pescoço do homem que quebrou na hora.
–- Lyceus acorde os outros dois. — ele repetiu o gesto de Xena jogando água neles, acordaram assustados.
–- O quê vocês querem.
–- Primeiro o primeiro, vêem seu amiguinho ali? Sabe ele me foi útil e eu o poupei de um sofrimento desnecessário, então sejam inteligentes e digam o que Tebas quer?
–- Por que não pergunta a ele — um deles respondeu e cuspiu em suas botas, Xena fitou suas botas olhou o homem, retirou a espada e perfurou seu ombro atravessando a clavícula, ele gritou de dor.
–- Ainda quer me desafiar? — perguntou girando e retirando a espada a seguir.
–- Ora não enche! — ela sorriu vi os olhos de Xena faiscarem, ao levantar o braço para goleá-lo a segurei, Xena nem mesmo me olhou, impulsionou o braço que eu segurava para frente me arremessando e em seguida golpeou o homem deslocando seu maxilar, quando me viu caída a sua frente se deu conta do que havia feito, seus olhos começaram a recuperar o tom natural. Lyceus me ajudou a levantar.
–- Lyceus, chame a guarda do vilarejo peça a um soldado que leve esses homens à prisão de Corinto para que sejam julgados e outro que diga Filemom para separar homens preparados para batalha, que sigam ao norte de Corinto e se camuflem estarei lá o quanto antes. — dito isso se aproximou de mim eu recuei.
–- Me perdoe Gaby eu... sinto muito! — disse com os olhos marejados.
–-Tudo bem Xena sei que agiu pela fúria e impulso do que havia tomado seus sentidos.
–- Mãe, Lyceus peço que cuidem de Gabrielle, do jeito que as coisas estão, não é seguro para ela, ir para Corinto — respirou fundo e prosseguiu — Gabrielle não é minha dama de companhia é ...
–- Eu sei minha filha disse Cyrene com o olhar sereno.
–- Mas... como? — Xena a olhou surpresa.
–- Percebi assim que chegaram. — abraçou Xena e a mim.
–- Eu irei com você irmã!
–- Sei que gostaria de ir, mas preciso que alguém cuide delas e eu não conseguiria lutar se me preocupasse com a segurança delas aqui sozinhas e a sua naquela batalha. — disse tocando o ombro de Lyceus, ele baixou o olhar.
–- Tem razão! — levantou novamente o olhar para Xena — Cuidarei delas só não me deixe esperar muito ou me caso com sua Gabrielle! — Lyceus ria enquanto Xena o fuzilou com o olhar e eu corei.
–- Ora seu... — Xena avançou para cima de Lyceus.
–- Calma Xena é só brincadeira, Gabrielle será como outra irmã para mim! — disse ele sorrindo. e Xena lhe deu um tapa na cabeça.

Notas finais
Se gostaram comentem... oks ;)