Notas iniciais
Desculpem, demorei mas aqui estou, finalmente a criatividade resolveu aparecer... bjos

Após Algum tempo Xena pega suas provisões, despede-se de Cyrene, Lyceus e vai até o estábulo selar Argo, acompanhada de Gabrielle.
—- Xena porquê não quer que eu vá? — disse um pouco apreensiva.
—- Porquê é perigoso Gaby e você será uma distração, não posso arriscar perder Dylan e nem à você, não poderia me concentrar na batalha se estiver preocupada com as duas. Dylan é minha vida e você minha alma Gabrielle. — disse a conquistadora comum sorriso encantador que desarmava Gabrielle. No mesmo instante, Xena se aproxima e Gabrielle põe seus braços em volta do pescoço da conquistadora que se curva um pouco para alcançar os lábios da escrava que havia tomado seu coração, encosta os lábios levemente em um beijo para logo em seguida aprofundar o beijo, transformando em um gesto de saudade e medo.
—- Xena promete que volta pra mim? — Gabrielle pergunta ainda presa nos braços de sua ama.
—- Mas é claro minha menina! — Xena à olha nos olhos e sorri.
—- Vou estar lhe esperando. — Gabrielle se perde naquele mar azul e toma novamente os lábios da conquistadora em um beijo apaixonado, logo em seguida Xena monta em Argo e segue para Corinto.
Horas mais Tarde Gabrielle conversa com Cyrene que está inconformada com o sequestro de sua neta e o risco que sua filha vai correr para resgatá-la.
—- Desculpe Cyrene mas, acredito que Xena consegue trazê-la em segurança.- disse Gabrielle tentando confortá-la.
—- O que me entristece é saber que minha neta já deve estar sofrendo nas mãos daqueles sequestradores.
—- Se bem que do jeito que aquela menina é, eles é que devem estar sofrendo nas mãos dela, logo irão querer nos pagar pra devolvê-la. — Lyceus tentou fazer graça. Cyrene lhe deu um olhar ameaçador.
—- Acha mesmo que é um bom momento para piadas, meu filho? — sua mãe estava aflita.
—- Bom senhora gostaria de me deitar, se não se importa. — disse Gabrielle tentando desviar o rumo da conversa que havia se tornado tenso.
—- Claro, pode ficar no quarto de Dylan. — Cyrene respondeu apontando o quarto. — Tem peles para que possa se cobrir no baú uma sala de banho ao lado se quiser se banhar antes de dormir.
—- Sim obrigada, Cyrene. — Gabrielle foi banhar-se e após, se deitar mas, ao mesmo tempo que tentava dormir, lembrava-se da noite que passou com Xena — Foi lindo. — pensou. — Não imaginava que Xena seria, tão amável, delicada e gentil, se soubesse teria me entregado antes. — riu de seus próprios pensamentos.
Enquanto isso Xena, cavalgava o mais rápido que podia,mas a vegetação densa a impedia de enxergar bem o local por onde estava passando, preferiu parar e acampar até o nascer do sol.


Enquanto isso ao Norte de Corinto, Ares andava de um lado para o outro em uma caverna, onde mantinha Dylan presa em uma pequena cela.
—- Me xolta seu monstlo, vo te mostlar o que faxo com moxos maus! — Dylan estava iradíssima.
—- Há, há, há — Gargalhou — Você o quê? acho que não ouvi direito.
—- Me xolta e vai ver! — desafiou a menina.
—- Então me mostra o que faz. — ele divertia -se e abriu a grade que a prendia, Dylan saiu em disparada em sua direção, Ares ria.
—- Você é um homem mau e feio! — esbravejou olhando para Ares.
—- Sabe... até que me acho bem-apessoado. — Ares Zombou da menina, ela se irritou.
—- Não é nada! — e deu um chute na perna de Ares.
—- Ora sua menina insolente — levantou a mão para agredi-la, no mesmo instante parou e olhou os olhos faiscantes da menina à sua frente. — Tão belamente insolente como sua mãe! — completou.
—- O quê é inxolente? — perguntou baixinho com os olhos brilhando, parecia mais calma.
—- É o que você e sua mãe são! — respondeu rindo.
—- Minha mãe não é exa palava feia! — disse, pisou no pé do deus e correu para trás de uma rocha.
—- Menina você é mpossível! Venha já aqui.
—- Não. — respondeu, então Ares estalou os dedos no mesmo instante Dylan aparece em sua frente sentada no chão com cordas prendendo sua mãos e pés.
—- Agora sim, se não se comportar ficará assim, está com fome?
—- Tô e quelo o pão de nozes que a tia Gaby fez pla mim. — disse chorando.
—- "quelo o pão de nozes que a tia Gaby fez pla mim"- a imitou fazendo uma voz infantil — ela não é sua tia e fez aparecer uma bandeja com frutas para a menina.
—- Não quelo ixu, quelo minha mãe ... MAMÃE XOCORRO, ELE ME PENDEU! — gritou a menina!
—- Olha lamento dizer isso mas ela não vem tão cedo então, se eu fosse você comeria isso e... PARARIA DE GRITAR, POIS ESTÁ ME INCOMODANDO! — alterou-se, colocou Dylan novamente na cela, as frutas e soltou as cordas. — agora fique aí quietinha e esperaremos Xena, se quiser algo peça aos guardas e desapareceu.
—- Vocês também são feios e mamãe vem me buscar. — disse olhando para cima encarando os soldados, comendo um cacho de uvas, com os olhos cheios de lágrimas.
Ao fim do terceiro dia, Xena chega à Corinto vê seu exército encaminhando-se ao norte ao comando de Filemom, ela esgueira-se pelos soldados e se aproxima do oficial.
—- Oi amigo! — toca em seu ombro, antes mesmo de se virar ele reconhece a voz.
—- Senhora! — a olha assustado.
—- O quê há homem, viu uma assombração?
—- Claro quê não senhora, vejo uma bela guerreira, me surpreendi pois chegou rápido!
—- Saí logo após enviar os mensageiros e trata-se da segurança de Dylan, mas vamos ao que importa, reúna os homens, direi o que planejei.
Xena organiza os soldados em grupos de cinquenta para que, surpreendessem os soldados de Tebas. Seriam seis grupos vindo de todas as direções ou seja em torno dos soldados de Tebas.
—- Esperemos o cair da noite, que certamente será reduzido a guarda e os surpreenderemos, façam o mínimo de prisioneiros possíveis, desertores não merecem uma segunda chance e quero Tebas, VIVO! — disse Xena com um olhar gélido e um sorriso perverso.
A noite se avizinhava e os nervos de Xena estavam a flor da pele.
—- Senhora de seu sinal e partiremos! — disse Filemom.
—- Quando retornarmos ao palácio serás um de meus generais Filemom, até mesmo porquê irá vagar um posto depois que eu matar aquele desgraçado! — riu diabolicamente, Filemom acompanhou o sorriso, não deixando de perceber o olhar da besta nos olhos de sua majestade. — Partiremos em uma marca de vela. — ordenou.
Partiram no tempo determinado e os primeiros soldados foram surpreendidos estes estavam assentados em volta de fogueiras, quando viram os homens de Xena se aproximarem, muitos já estavam ao chão, a batalha foi sangrenta muitos lutavam corpo à corpo, Filemom bloqueava um ataque frontal, quando sentiu um outro em suas costas enfiou sua lâmina no abdômen do homem o chutando em seguida para tirá-lo de sua lâmina, Xena bloqueava vários golpes e decepava cabeças enquanto procurava sedentemente por Tebas e o confronto entre seus soldados e os de Tebas seguia com uma vantagem visivelmente grande para o exército da Conquistadora, seus olhos avistaram o homem desesperado, os olhos de Xena tinham um ar triunfante, quanto mais assustado Tebas aparentava, mais alimentava a fúria dela, aproximou-se e lutaram, Tebas temia por sua vida mas sabia que não teria como fugir e se se entregasse seria torturado até a morte, talvez tivesse sorte e finalmente se livrasse da conquistadora naquele momento.
—- Então Tebas, realmente resistirás? — perguntava Xena enquanto esquivava de um ataque do general e desferia um golpe com sua espada sendo bloqueado por Tebas, que aproveita o momento para golpear a conquistadora com um chute, Xena se esquiva e lhe desfere outro golpe com a lâmina que passa superficialmente no braço de Tebas que se desequilibra e Xena não perde o momento, avança sobre o homem e lhe põe a lâmina em seu pescoço, olha ao redor e vê que seu exército está vencendo, passa a lâmina por toda a face direita de Tebas que está caído ao chão, arrancando uma boa quantidade de sangue.
—- Você fez muitas coisas que lhe garantiriam a forca, porém preferiu sofrer as consequências por tocar em alguém de meu sangue e creia, caro Tebas, sofrerás muito antes que eu lhe tire a vida! — Lhe direcionou essas palavras, com um olhar gélido e um ar vitorioso. — Acorrente-o — disse ao soldado mais próximo e seguiu para a caverna onde deduziu que encontraria Dylan.
rondando a gruta encontra uma pequena abertura lateral, avista Dylan presa em grades, a menina à vê e sorri, Xena faz um sinal com o dedo sobre os lábios para que a menina faça silêncio, a pequena acena com a cabeça positivamente, Xena surpreende o primeiro guarda lhe quebrando o pescoço e aplica o golpe no segundo homem.
—- Tap,tap,tap. — Ares vinha em sua direção, aplaudindo lentamente — Que comovente a mamãe, deixa a namorada, enfrenta um exército e agora terá que matar um deus para resgatar a filhinha, oh mas que ironia, deuses não morrem! — Ares ria, os olhos de Xena faiscavam, mas ela simplesmente o desafia.
—- O que quer Ares? — pergunta entre dentes.
—- Sabes bem o que quero, minha cara! Quero você, guerreando minhas guerras como sempre foi, entre meus lençóis e conquistando tudo o que queríamos. Ah Xena! Há quanto tempo não vejo esse fogo em seus olhos essa chama que arde incessantemente...
—- Solte minha filha Ares — o cortou.
—- Ora onde estão seus bons modos ? Eu ainda estava falando, mas tudo bem, se o que você quer é essa pirralha vou lhe devolver com uma condição. — disse se aproximando.
—- Para o tártaro com seus tratos Ares!
—- Ora isso é um insulto? Bem, deveria tentar, pois é lá que meu tio lhe aguarda, quem sabe com um trato ele lhe ofereça um lugarzinho melhor... mas em fim, Dylan volta com você e você luta minhas batalhas e se livra daquela loirinha insuportável ou a menina fica comigo e você nunca mais vê sua filhinha Xena. — disse aproximando-se ainda mais.
—- E o que acha disso? Eu levo minha filha comigo ou lhe dou uma surra como as que eu lhe dava no passado e a levo de qualquer forma!?
—- Eu a tiraria de você novamente, sabe Xena... não se pergunta porque raptei a menina? Eu nem gosto dessas miniaturas são criaturinhas realmente insuportáveis!
—- Não, não me pergunto e realmente não me interessa — Xena diz se afastando e indo à direção de Dylan que prestava a atenção em todos os movimentos mas não conseguia ouvir devido à distância.
—- Mas vou lhe dizer assim mesmo, porque vejo nela o mesmo brilho que vejo em seus olhos, que com tempo, um pouco de treino e um " pequeno incentivo" tenderá a ter a mesma sede de sangue que você e poderá certamente ser uma guerreira tão ou mais magnifica que a mãe, até porquê ela é uma semi-deusa! — Xena ouviu isso e gelou.
—- Está louco Ares? O quê quer dizer? — perguntou confusa, com um tom de voz mais que agressivo.
—- Simples, tomei o lugar de Demétrio em seu leito, quando estavam na Gália ele nunca foi ao seu encontro, eu fui! Nessa noite você concebeu Dylan, nossa filha! — concluiu sorrindo.
—- Você é doente, seu filho de uma bacante desprezível, eu jamais acreditaria que não era Demétrio comigo aquela noite e mesmo que acreditasse não permitiria que tirasse minha filha de mim.
—- Você é quem sabe, se quiser arriscar... mas lhe asseguro que a menina é minha filha e amanhã mesmo todo o Panteon estará à procura dela se não aceitar meu acordo, não suspeitava de Athena ter aceitado de tão bom grado, ser guardiã da menina, já que te odeia?
—- Certo seu desgraçado o que quer de mim, para que eu saia daqui com minha filha, sem a pertubação desse bando de infelizes em meus calcanhares? — disse ela exaltada quase decapitando Ares.
—- Já lhe disse Xena, que tome a frente de meu exército, já que não tenho seu amor quero suas vitórias e que se livre daquela...
—- Não, não me livrarei de Gabrielle, mas aceito comandar os seus exércitos.
—- Tudo bem à principio ela é insignificante para mim, não atrasará meus planos logo se cansará dela e a terei em meus braços novamente. — disse aproximando os lábios do pescoço de Xena, ela sorri, lhe crava a espada o afasta com um empurrão e segue para pegar Dylan. — Não se esqueça Xena, lutará por mim ou perderá seu bem mais precioso. — disse isso e desapareceu ao passo que a jaula que Dylan estava presa também, a menina correu e abraçou Xena elas se abraçaram e choraram muito.

(Xena)


Não via a hora de ter minha filha em meus braços novamente, poder abraçá-la e agora mais do que nunca temia por ela, não podia arriscar perdê-la, sabendo que Ares costumava tomar o lugar dos soldados e se deitar com suas mulheres, só nunca achei que isso poderia acontecer comigo! — Dylan jamais saberá! — prometi à mim mesma. Saí dali com Dylan em meus braços ouvi os gritos de meus soldados, fariam uma grande festa no palácio eu só queria descansar com a minha criança em segurança.
Dormimos no palácio, foi a primeira vez que Dylan entrou ali e ficou admirada, olhava para todos os lados e sorria, olhava para cima esse encantava com os lustres as tapeçarias e apontava tudo que achava interessante, quase não pude dormir, pois Dylan não parava de falar.
—- Que banheila gande vou me banhar aí?
—- Sim Dylan!
—- hum sua cama é gande mamãe! Poxo deitar com voxê?
—- Sim, pois irá dormir ao meu lado, mas eu disse DORMIR Dylan! — enfatizei a palavra, mas de nada adiantou passou umas duas marcas de vela falando sobre as escadas, os quartéis a quantidades de cavalos.
—- Quem é aqueles moxos com o tloço gande na pota? — perguntou.
—- São soldados filha, a guarda real e o "tloço gande" — a imitei — são lanças! — respondi sorrindo.
—- E eu vou molar aqui?
—- Amanhã, voltaremos para Amphipolis depois vemos isso!
—- Tá bem! — finalmente dormiu.
No dia seguinte seguimos para Amphipolis, algumas paradas e um ritmo lento, estava sendo uma experiência incrível para Dylan e para mim também, ela amava cada novidade na viagem e eu amava estar passando mais tempo com minha filha, levamos mais de quatro noites para chegar ao vilarejo. Entramos na taberna, Dylan correu para os braços da avó que começou a chorar, entrei direto e ao entrar na sala gelei no lugar, Gabrielle estava abraçada à Lyceus. meus olhos nublaram.
—- Xena? — disse ele assustado eu só olhava para Gabrielle.
—- Xena, meu amor como senti sua falta estava muito preocupada! — disse se aproximando de mim.
—- Pois não parece Gabrielle, estava muito bem consolada. — disse secamente a segurei pela camisa e a joguei no chão. Lyceus correu em sua direção para tentar levantá-la, desembainhei minha espada e aproximei de seu pescoço;
—- Mais um passo e esquecerei que é meu irmão! — disse com um ódio mortal e tentando conter ao máximo meu lado negro, para não arrancar-lhe a cabeça naquele momento. Gabrielle se levantou.
—- Meu amor por favor pare com isso Xena.
—- Cale-se — disse lhe dando um chute — minhas contas com você acerto depois.
—- Xena calma, vamos conversar — disse Lyceus erguendo as mãos e caminhando lentamente para trás. Quando ouvi uma vozinha chorosa.
—- Mamãe! — Dylan chegava na sala.

Notas finais
E aí gostaram ??? deixem um coment! kk