A alma da conquistadora.
17 O pedido de Filemon
Notas iniciais
Saí da sala de armas, em direção às cozinhas e me deparo com Dália e Filemon conversando.
– O quê fazem aqui tão tarde, não dormem?
– Senhora conquistadora? Deseja algo? – Dália me pergunta surpresa.
– Desejo sim. Que vá dormir. Deixe de alugá-la Filemon! – disse me servindo de uma taça de vinho.
– Senhora não está tarde para beber? – disse Dália.
– E desde quando tenho problemas com isso? Bem vou me retirar preciso descansar teremos muito trabalho ao amanhecer. Aconselho-vos a irem se deitar também, boa noite. – subi as escadas levando, a jarra de vinho comigo.
– Boa noite senhora! – responderam ambos. Entrando em minha câmara de dormir sento-me em algumas almofadas próximo á lareira e fico olhando minhas duas preciosas, deitadas lado á lado em minha cama. Daria todo meu reino para presenciar este momento todos os dias, parei por um instante e lembrei-me que se tenho que cumprir as exigências de Ares e Gabrielle terá responsabilidades em minha ausência, preciso de alguém para cuidar de Dylan.
– Pelos deuses por que as coisas se complicam, quando parece estar tudo bem! E se Dylan esta doente por minha ausência vai continuar, pois não sei quanto tempo ficarei em Creta. Atena preciso de ajuda! – nesse instante, sinto uma presença muito forte e uma aura de poder começa a surgir em minha frente.
– Saudações Xena, não imaginei que fosse pedir meu auxilio depois de quase me expulsar de sua presença! – Atena riu irônica.
– Também não imaginava precisar de você, mas por minha filha faço esse pequeno esforço e faria mais se fosse preciso.
– Ok, ok, mas diga logo o que quer não tenho o tempo todo. – gesticulou me apressando.
– Dylan está doente creio que seja algo relacionado ao sequestro, pois ela sempre viveu com minha mãe e nunca teve problemas com minha ausência, mas o que me preocupa é que se ela está adoecendo por sentir minha falta, não poderei me afastar dela agora, então como cumprirei as exigências de Ares?
– Soube de seu acordo com Ares e realmente não creio que Dylan seja filha de meu irmão, mas não tenho certeza disso, pois ao mesmo tempo em que ele disse estar com você, a Gália estava perdendo para o exército da conquistadora ao comando de Demétrio e este já não está mais entre nós para confirmar.
– O que Ares disse que Demétrio chegou da batalha pela manhã o que não fez com que se perguntasse como aconteceu, quando eu descobri a gestação de Dylan eu deveria ter feito algum comentário com relação a marca que chegou, mas não poderia imaginar que... Enfim não é sobre isso que quero falar, preciso que faça com que Dylan não sinta minha ausência ou que a cure de uma vez! – disse alterada.
– Não será necessário Xena, continue cuidando da menina, por essas luas que ainda estarás aqui e ela irá se recuperar bem e não a envie novamente para Amphipolis, mas também não deixe que ela saiba das batalhas que terá que lutar, mas conte a Gabrielle ela saberá como ocultar de Dylan, pois cuidará da menina em sua ausência. – Atena me surpreendeu.
– Mas a Gaby? Ela terá outras obrigações e não posso dizer a ela irá se magoar e... – Atena me interrompe.
– Pediu minha ajuda então faça como estou dizendo, ou será você a deusa da sabedoria? – ela riu – Tudo ficará bem, desde que siga exatamente o que eu disse, Gabrielle é a pessoa mais indicada para cuidar da menina, nisso minha irmãzinha acertou! – piscou-me um olho e desapareceu. Não compreendi bem o que quis dizer com isso, mas entendi que tinha um dedo de Afrodite. Bem, segui em direção à cama estava realmente cansada, me deitei e consegui, rumar ao reino de Mofeu.
Aproxima-se a noite que todos nós esperávamos Filemon seria homenageado por sua nova posição no exército seria agora o General de minha guarda.
– Então Filemon está preparado para esta noite? – disse esfregando as mãos.
– Não. – ele respondeu simplesmente.
– Como assim homem, o que te incomoda?
– Como falarei com ela? Não tenho coragem de fazer o pedido a Dália. – respondeu.
– Ah sim, o grande problema de sempre, mas me parece que não tem problemas em fala com ela pelas madrugadas em minha cozinha. – disse arqueando uma de minhas sobrancelhas.
– Mas é diferente Xena, conversamos sobre coisas do cotidiano, não é um pedido de casamento. – Filemon andava de um lado ao outro.
– Que pedido de casamento? – Gabrielle invade meu escritório.
– Pelos deuses Gabrielle não chegue desse jeito! – disse Filemon levando a mão ao coração.
– Que matar o homem do coração? Ele já está alterado.
– Por quê? – Gabrielle pergunta se sentando em minha mesa.
– Porque ele não consegue criar coragem para pedir Dália em casamento. E você já pode descer de minha mesa, pegue uma cadeira! – disse gesticulando e ela sorriu sem graça e se sentou em uma cadeira a minha frente.
– Ah Filemon então deixe que te ajude. Diga assim Dália você é a pessoa com quem eu gostaria de passar todos os meus dias, poderia me conceder a honra de se casar comigo? – disse como se pedisse a mim.
– Não! – eu respondi.
– Xena assim você não o ajuda! — começo a rir juntamente a Filemon.
Em meus aposentos terminávamos de nós arrumar, Gabrielle estava radiante em um vestido verde de seda que combinava com seus olhos, enquanto tentava convencer Dylan a vestir o vestido que havíamos comprado mais cedo.
– Não quelo um vestido, eu plefilo calças!
– Mas Dylan, sua mãe e eu compramos esse lindo vestido para você, e olhe nós já estamos com os nossos vestidos.
– Eu não tenho culpa complalam vestidos pla vocês. Eu não quelo um! – disse cruzando os bracinhos.
– Xena não sei mais o que fazer para convencê-la. – Gabrielle me olhava suplicante.
– Dylan, se você não se vestir agora, iremos nos atrasar e eu não gosto de me atrasar. Você vai se levantar, colaborar com Gaby e colocar seu vestido ou ficará no quarto durante o jantar inteiro, sozinha e Lyceus a levará para Amphipolis ao amanhecer, pois não gosto de meninas desobedientes, estamos entendidas? – ergui uma sobrancelha, ela me olhou assustada.
– Tá bom. – fez uma carinha de brava. – Tia Gaby tlas o vestido. Dloga!
– Essa tem o gênio da mãe. – disse Gabrielle trazendo o vestido e sorrindo para mim.
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(Gabrielle)
Havia chegado a hora do tão esperado jantar, chegávamos Xena, Dylan e eu na porta do grande salão onde seria realizado o banquete e o baile, quando foi aberto o portal e um soldado da guarda real anunciou nossa presença.
– Todos de pé para receberem Vossa Majestade Real, a Imperatriz Xena Conquistadora da Grécia, A princesa Dylan e a Dama Gabrielle. – eu não me acostumara ainda com esse tratamento “Dama” nunca achei que seria chamada dessa forma, olhei para Xena e ela sorriu para mim, segurando uma de minhas mãos e a mãozinha de Dylan, sentamo-nos lado a lado.
O jantar prosseguia normalmente com algumas formalidades e algumas descontrações, um bardo foi convidado e contava com muita desenvoltura histórias sobre as conquistas de Xena, fiquei fascinada, havia muita comida e bebida, servidas por algumas escravas que transitavam livremente pelo grande salão. Dylan corria por todos os lados com os filhos dos soldados e Generais que também eram homenageados nessa noite pelo bom trabalho no resgate da pequena e por suas promoções. Dália estava ao meu lado e reclamava.
– Não sei por que Filemon fez questão de minha presença aqui, eu me sinto tão bem em minha cozinha! E esses trajes, e sandálias me apertam! – Eu somente a olhava e sorria ao ver seu desagrado.
– Xena não sei se conseguirei, estou nervoso, minhas mãos suam e... – Xena o interrompeu fazendo um gesto aos músicos, e nesse momento a música parou.
– Peço a atenção de todos vocês, Filemon tem um comunicado a fazer. – Filemon a olhou assustado e petrificado — Vamos homem não temos a noite toda! – Xena disse visivelmente alcoolizada.
– AArãm. – pigarreou – Bem, eu... é... então, tenho não um comunicado mais um pedido especial a fazer essa noite. – Olhou para Dália – Gostaria de dizer que a muito estou apaixonado pela mulher mais bonita, gentil e doce desse império... – há obrigada Filemon, mas ... – brinquei – Gabrielle sente-se – Xena me interrompeu fazendo-me sentar – Todos riram, Filemon continuou – E quero lhe fazer um pedido... – ele se aproximou de Dália e pegou em suas mãos. — Dália quer compartilhar seus dias comigo? – ele tirou do bolso um lindo anel com uma pedra brilhante e o ofereceu à Dália, que abria e fechava a boca repetidas vezes.
– Ssim Filemon, realmente estou surpresa, pois já havia desistido de esperar, mas é claro que aceito passar meus dias com você é tudo que mais quero! – Filemon abraçou e deu um beijo na mão de Dália colocando em seguida o anel em seu dedo anelar direito, então deu um beijo rápido em seus lábios e os dois ruborizaram quando ouviram as palmas que percorriam todo o salão. E a noite percorreu com muita música, dança e bebidas.
– E aí o que eu perdi? – Lyceus toma a taça de Xena de suas mãos, totalmente descabelado e alcoolizado, senta-se ao seu lado onde Dylan estava anteriormente.
– Onde estava Lyceus? – Xena pergunta pegando sua taça de volta e o encarando seriamente.
– Então minha querida irmã não aprecio muito essas comemorações públicas, prefiro apreciar minhas festas particulares. – Disse Lyceus sorrindo e pegando minha taça.
– Que tipo de festas? – pergunto a Lyceus enquanto, pego a taça de Xena que me olhou erguendo uma de suas sobrancelhas. E pediu em seguida outra taça, a uma escrava que servia mais vinho.
– Mamãe, poquê o tiú tava agarrando a moça lá no cantinhu do salão? – Dylan se aproxima, sentando no colo de Xena enquanto nós duas encarávamos Lyceus.
– Então... como em um salão tão grande não existem corredores, escritórios, quartos ou outros lugares privativos? – ele perguntou fingindo certo aborrecimento.
– Existe sala de banho meu querido irmão. – disse Xena sorrindo de lado para Lyceus enquanto lhe piscava um olho.
– Xena! Não incentive! – reclamei dando uma cotovelada em Xena.
– Qual o teu problema Gabrielle.- Xena pulou na cadeira passando a mão na costela, eu sorri de sua irritação.
– Mamãe, axo que a tia fez isso poquê voxe falou po tiu, fazer a festa dele na sala de banhu! – Dylan disse muito interada na conversa.
– Ei Dylan, isso é conversa de adultos, vá brincar! – disse Xena colocando-a no chão.
– É semple assim, as meloles convesas são dos adultos... Dloga! – ela saia em direção aos seus amiguinhos muito irritada.
Muitas marcas de vela se seguiam e a festa parecia que iria durar até o amanhecer.
– Apreciem o resto da noite seguirei aos meus aposentos. — Xena se levantava com Dylan que dormia em seu colo e me puxava pela mão.
– Xena, vou me banhar. – seguia a sala de banhos, enquanto Xena colocava Dylan sobre a cama.
– E não me convida para compartilhar esse momento maravilhoso? – Ela perguntou se aproximando da grande banheira.
– Desde quando minha senhora precisa de convite para se meter em meu banho? – sorri, enquanto olhava as curvas bem feitas daquela mulher que me fascinava, se despindo em minha frente.
– Verdade, mas não estou muito interessada em me banhar. – ela me olhava maliciosamente enquanto entrava na água refrescante.
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(Xena)
Passaram-se algumas noites, após o banquete e os dias seguiam-se normalmente, então depois de revisar alguns pergaminhos e fazer o meu habitual trabalho em meu escritório, com a ajuda de Gabrielle que já havia aprendido a resolver e negociar os assuntos do império, como brigas de camponeses, falta de alimentos e a contagem dos cofres do império, achei que ela já estava preparada para assumir por um tempo o palácio sem minha presença.
– Gaby, precisamos conversar – disse olhando-a.
– Sim Xena. — ela deixou de lado o pergaminho que lia e me olhou.
– Estive pensando e... Como já sabe terei que viajar dentro de algumas luas.
– Sim, eu sei. – ela disse abaixando o olhar.
– Sei que está triste com isso, mas será necessário... Bem, o que quero dizer é que terá que assumir esses assuntos e deixá-los organizados para quando eu voltar.
– É você já havia dito que seria assim quando fosse partir. – Gabrielle não me olhava.
– Gaby olhe para mim. – segurei suas mãos e ela me olhou. – não é apenas isso, bem preciso também que cuide de Dylan por mim, sei que temos as criadas que cuidam dela durante o dia, mas ela precisa de uma figura materna para cuidar dela, dar carinho, colocá-la na cama à noite enquanto eu não estiver e sinceramente você leva até mais jeito com ela do quê eu! – sorri acompanhada por Gabrielle.
– E para onde você vai Xena? – Ela finalmente perguntou.
– Eu esperava que me perguntasse isso, vou para Creta. – disse esperando uma próxima pergunta que sabia que ela faria.
– E o que fará em Creta, Xena?
– Esperava que me perguntasse isso também... – sorri, Gabrielle não. – Eu preciso tomá-la. Disse por fim.
– O-oquê? – Ela parecia não entender.
– Sente-se aqui Gabrielle irei lhe explicar. – apontei uma cadeira ao meu lado.
– Não entendo Xena! – ela disse com os olhos marejados e um olhar curioso.
– Quando resgatei Dylan, fui chantageada por Ares para conseguir levá-la para casa...
– Ares o deus da guerra – ela me interrompeu eufórica.
– Sim esse mesmo! Como ia dizendo ele me chantageou, disse que havia tomado o lugar de Demétrio no dia que vencíamos a Gália e, portanto era o pai de Dylan e que poderia cobrar seu direito de paternidade se eu não cooperasse, ou seja ele levaria minha filha, ele a tiraria de mim e mais disse também que a converteria em uma guerreira para que ela fizesse o que eu desisti a muito tempo. – disse batendo os punhos na mesa em minha frente.
– O quê Xena! – perguntou.
– A faria guerrear em suas batalhas, a transformaria no mostro que eu fui e que ainda insiste em me atormentar, tomando as rédeas de algumas situações em minha vida. – eu disse cabisbaixa.
– E o que ele quis em troca de deixa-la com você Xena. – Gabrielle perguntou temerosa, já imaginando a resposta.
– Que eu me tornasse esse mostro novamente e lutasse em suas batalhas. – respondi fechando meus olhos.
Gabrielle me olhou por um tempo e logo em seguida me abraçou.
– Nós resolveremos isso Xena, encontraremos uma saída juntas meu amor.
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Após as luas determinadas por Ares, Gabrielle contava uma história para Dylan que já aceitava dormir em seu próprio quarto e eu arrumava minhas provisões para partir ao nascer do sol, não levaria Argo já que teria que seguir a maior parte do trajeto em uma embarcação e também não iria expor minha amiga de anos aos perigos e incertezas de um combate, estava sentada em minha cama quando Gabrielle se aproximou.
– Um dinar por seus pensamentos.
– Creio valem um pouco mais, minha pequena. – disse sorrindo e enlaçando Gaby pela cintura aproximando-a de meu corpo.
– Dylan já está dormindo. — ela sentou-se sobre minhas pernas de frente para mim.
– E o que acha que deveríamos fazer agora? – perguntei enquanto mordia seu pescoço.
– Não sei talvez aproveitar a noite enquanto ela não acorda e vem correndo para seu quarto e dormir. – Gaby sorriu.
– Dormir? Então você quer dormir antes de ficar sabe-se lá quanto tempo sem me ver? – respondi fazendo cócegas em Gabrielle.
– Não, para Xena, paráaaa. – Gabrielle ria descontroladamente, girei o corpo jogando-a na cama.
– Eu tenho uma ideia melhor para aproveitarmos essa noite. – encarei aqueles olhos verdes que começavam a escurecer e brilhar como uma antecipação de sua excitação.
– É mesmo? Então me diz qual a sua brilhante ideia. – ela desafiou meu olhar, lançando aqueles olhos nos meus.
– Vou lhe mostrar... Beijei os lábios de Gabrielle demoradamente enquanto passava as mãos em seus seios por cima da blusa e começava a desatar o laço que tinha na parte frontal, desamarrei e comecei a apreciar aqueles seios maravilhosos com o olhar, logo com as mãos e por fim devorei um a um com uma voracidade surpreendente como se fosse a última vez que os teria, tirei a saia de Gaby ao mesmo tempo que sugava aqueles seios e fui descendo lentamente beijando seu abdômen bem torneado, desci para suas coxas beijando e mordendo sedutoramente uma após a outra e Gabrielle gemia entre minhas carícias, tirei a peça intima com um único puxão rasgando-a, Gaby vibrou me puxou para mais contato me afastei e tirei minha túnica deixando-a escorregar por meu corpo, deitei sobre Gabrielle beijando seus lábios, pescoço, seios, abdômen e ela gemia e arranhava minhas costas em cada contato dos meus lábios em seu corpo, aproximei meus lábios daquela gruta úmida e deliciosa e introduzi levemente minha língua Gabrielle agarrou meus cabelos forçando mais contato, afastei os lábios e comecei a acariciar o clitóris com um de meus dedos, ela movia os quadris em direção à minha mão e eu tornei a beijar sua barriga.
– Chega Xena não me torture mais, já não aguento. – O líquido de Gabrielle escorria por meus dedos e ao ouvir esse pedido de minha amada, não resisti e devorei àvidamente aquela fenda que se abria para mim, lambi e suguei com voracidade e introduzi severamente minha língua em sua entrada, Gaby ofegava, gemia, empurrava minha cabeça de encontro ao seu sexo enquanto movimentava os quadris e gemia sofregamente, quando espasmos começaram a percorrer seu corpo e ela começou a gritar.
– Aii Xena isso, assim, isso aaah Xenaaa! – deixou o corpo cair sobre a cama e sorria, subi deitando-me ao seu lado e tomei aqueles lábios rosados que eu tanto amava. Traçamos carícias por mais algumas horas Senti o toque de Gabrielle em mim e rumamos ao reino de Morpheu satisfeitas.
Ao nascer do sol me despedi de Gaby, a beijei e ela não parava de chorar.
– Amor promete que volta para mim?
– Mas é claro! Acha que vou deixa-la aqui sozinha com Lyceus por muito tempo? – sorri lhe dando mais um beijo.
– Não demore e cuidado não quero ficar viúva antes de me casar! – olhei assustada para Gaby, e engoli em seco.
– Casar? – eu disse reflexiva, ela ruborizou.
– Desculpe é que... – eu coloquei um dedo sobre seus lábios.
– Você acaba de me dar a melhor ideia que já tive em muitos anos! – disse triunfante – Quando eu voltar teremos outra festa! – Gaby não entendeu.
Dei um beijo em Dylan que ainda dormia e segui rumo à Creta.
Depois de um dia e meio de viagem aportei em Creta. Um oficial já me aguardava guiando-me ao acampamento.
– Então qual é a situação da batalha? – perguntei ao homem enquanto caminhávamos.
– O número de homens do exército inimigo é equivalente ao nosso, verificamos pela quantidade de fogueiras ainda não sabem de nossa presença imagino, pois enviamos dois homens para que nos mantivessem informados.
– Bom, mas precisamos de uma estratégia de combate o quanto antes, quero acabar logo com isso e voltar logo para Corinto.
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Temos que seguir com três frentes de batalha uma pela rota sul, uma segunda pela rota leste posso solicitar o general Nicodemos ao leste e Tobias pelo sul, avançarei com duzentos homens pela rota ao norte.
– Mas senhora é onde está concentrado o maior número de soldados. – disse Nicodemos em um impulso.
– E é exatamente onde terão o maior número de baixas.
– Mais seria preciso pelo menos uns quatrocentos homens pela rota norte, conquistadora. Disse Tobias.
– Acalmem-se senhores, enviei um informante que deve chegar em breve com minhas ordens.
– Senhora conquistadora. – chamavam em minha tenda.
– Aí está deve ser o informante. – entre.
– Senhora, descobri onde eles guardam as armas, precisei arrancar a informação de um soldado que estava na ronda do acampamento, mas a consegui.
– Certo como se chama meu jovem? –perguntei.
– Gabriel Jarbas senhora. — respondeu com uma mão levada ao peito.
– Certo Gabriel, me foi bem útil! Lembrar-me-ei de você quando vencermos esta batalha.
– Obrigado senhora.
– Certo. As ordens são as seguintes senhores avançaremos como foi dito anteriormente e enviarei mais cento e cinquenta homens durante a batalha para pegar as armas e trazê-las ao acampamento pela rota oeste, enquanto estivermos em batalha... e faremos o seguinte...
Passamos várias horas discutindo formas de combate, rotas de fuga e resolvemos o ataque surpresa.
Lutávamos com fúria, o campo de batalha era uma obseção da qual eu queria me livrar mas quando estava em combate, minha única obseção era vencer, nunca conheci a palavra derrota eu vencia qualquer oponente que me sobreviesse, o exército inimigo teve muitas baixas, roubamos suas armas, fortalecendo assim meu exército no combate corpo a corpo, com montaria ou sem, lutavam incansavelmente sob meu comando, o céus se coloria com chuvas de flechas e lanças o exército oponente bateu em retirada e nós comemorávamos a vitória, após três luas de batalha, meus pensamentos foram levados à Corinto para uma pequena de olhos azuis e um anjo de olhos verdes, me perdi em minhas lembranças e virei em um reflexo para pegar três flechas que vinham em minha direção, apanhei duas em minhas mãos e recebi a terceira no peito esquerdo, caí de minha montaria no mesmo instante, lembrei do que havia conversado com Gabrielle antes de viajar:
“- Amor promete que volta para mim?
– Mas é claro! Acha que vou deixa-la aqui sozinha com Lyceus por muito tempo? – sorri lhe dando mais um beijo.
– Não demore e cuidado não quero ficar viúva antes de me casar!”
Sorri com essa lembrança e tudo escureceu.
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