A alma da conquistadora.
18 Creta
Notas iniciais
(GABRIELLE)
– Tia Gaby, tia Gaby, cadê a mamãe, ela ainda não segou da viazem? – Dylan corria em minha direção, descalça e despenteada. Enquanto eu voltava do escritório em direção aos aposentos de minha amada.
– Dylan! Eu acabei de lhe arrumar! E onde estão suas botas? – perguntei sentando-lhe na beira da cama ao meu lado, já prendendo com uma fita os cabelos dela.
– Elas me apetam tia Gaby, eu dei plo gato! – ela disse com um sorriso brincalhão.
– Ora essa Dylan gatos não usam botas!
– Nem eu também! Cadê a mamãe tia?– ela sorriu novamente, se jogando na cama.
– Já disse que sua mãe está em uma viagem a trabalho e não vai gostar de chegar e vê-la sem suas botas, vá buscá-las! Uma princesinha não pode andar descalça por aí! – disse pegando-a em meus braços e indo buscar o calçado.
– Então não quelo mais ser plincesa, tia! — cruzou os bracinhos e fez um beicinho.
– É mesmo mocinha? Pois você não tem escolha, agora vá pegue as botas e vamos vesti-las. – a pus no chão e ela foi correndo ao seu quarto e voltou com as botas e um pequeno gato de brinquedo dentro de uma delas.
– Viu tia ele gotou mais que eu! – ela ergueu uma de suas sobrancelhas, sorri, com sua expressão e com o que disse!
– Ele gostou, mas são suas! – coloquei as botas em seus pés. – Vamos até a cozinha! – falei pegando-a pela mão.
– Eu quelo a mamãe! Tô com saudade! Ela tá demolando muito. – Dylan ia resmungando.
– Dália pode preparar um copo de leite para essa garotinha resmungona? – Dália nos olhou sorrindo!
– Mas é claro! Contanto que essa garotinha me dê um beijo. – ela disse se abaixando para receber um abraço e um beijo de Dylan. Conversamos, comi uma sopa enquanto Dylan apreciava seu copo de leite com bolachas e logo em seguida eu levava a menina pelos corredores de volta aos aposentos.
– Tia, posso domir com voxê? – ela dizia com uma carinha pidona e os olhinhos azuis brilhavam como os de sua mãe.
– Pode! – sorri – Ai! – levei uma mão ao peito esquerdo e quase caio, me apoiei em uma das paredes do corredor.
– O quê foi tia! – Dylan me olhava assustada e um guarda me ajudou à levantar.
– Não foi nada, já estou bem, não se preocupe. – disse, já entrando na antecâmara com Dylan em meu encalço.
Tomei um banho e dei banho em Dylan logo em seguida. Contei à Dylan um história e ela logo adormeceu. Comecei à pensar em Xena.
– Como ela deve estar? Será que pensa em mim? – disse bem baixo como se pensasse em voz alta. Senti um cheiro de rosas e me assustei com uma fumaça rosa que se formou ao lado da cama.
– Pensa, menina e por pensar acabou com uma flecha cravada no peito! – a mulher levava uma mão ao peito como se encenasse uma peça teatral, me ajoelhei reconhecendo a figura.
– Afrodite? A que devo a honra... Flecha? Como assim flecha? Onde está Xena? O que aconteceu? – me assustei novamente ao me dar contas de suas palavras.
– Calma menina, tudo ao seu tempo, mais como me reconheceu?
– Por sua estátua no antigo templo próximo a Potédia! – respondi enquanto ela me puxava com uma das mãos fazendo com que eu me levantasse.
– Bem menina, a questão é... Você vai salvar sua Xena, ela foi atingida e precisa daquele liquido verde que está na prateleira esquerda da sala de ervas peça ao curador e volte aqui. Te levarei até Xena ela não tem muito tempo! – dizia desesperadamente, agitando as mãos.
– Mas e Dylan? – falei ainda assustada. – Atena cuidará dela. – Senti uma presença poderosa aparecer ao lado de Afrodite. Ajoelhei-me novamente.
– Ora queridinha! Levante, ande, ande não tenho todo o tempo do mundo, aliás, ela não tem! – Afrodite disse me empurrando pela porta.
– Aqui está – voltei com o medicamento em mãos sem entender nada.
– Então como vê, Atena está aqui e irá cuidar de Dylan, tomará seu lugar. – nesse momento Atena olha para mim me pisca um olho e toma minha forma se tornando idêntica; assustei-me.
– Então lindinha, Xena está muito mal, te levarei até uma embarcação perto de Creta e você aportará encontrará um soldado e dirá a ele que é a curadora da imperatriz, ele a levará à ela. – Afrodite disse olhando fixamente para mim.
– M..mas uma embarcação? Eu passo mal em barcos não sei se vou conseguir. – disse tristemente.
– Conseguirá será por pouco tempo, meu tio nos encobrirá para que Ares não saiba que estou lhes ajudando, mas para isso não posso deixa-la em Creta tenho que estar no mar que são os domínios de Poseidon. Enquanto isso Atena que é protetora de Dylan desde que nasceu, cuidará dela se passando por você, para que a menina não se assuste e ninguém no palácio perceba sua ausência. Entendeu?
– S...sim, mas quando partiremos? – perguntei aflita, quase em prantos, por minha amada.
– Agora mesmo! – disse Afrodite enquanto uma névoa rosa nos envolvia.
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(XENA)
– Senhora conquistadora acorde! – abri lentamente os olhos e me assustei.
– Quem é você! – perguntei com a visão um pouco turva.
– Tobias senhora um de seus homens, não se lembra? — O homem responde se aproximando mais.
– Ah sim claro! Não estou muito lúcida! E a flecha vocês removeram? — me recordava aos poucos dos fatos ocorridos anteriormente.
– Sim senhora, ela transpassou. Pudemos removê-la facilmente não atingiu nenhum órgão vital, perfurou um pouco abaixo da clavícula e bem acima do coração, mas... – Tobias abaixou o olhar.
– Mas? – perguntei já me alterando. Ele me estendeu a ponta da flecha que me atingiu. Senti um cheiro conhecido. – Envenenada! – disse entre os dentes.
– Sim senhora e lamento dizer que este veneno é criação sua nós usamos contra os Gauleses, portanto o antídoto só temos em ...
– Corinto! – preocupei-me.
– É, mas já enviamos um soldado ágil para ir buscar, só não sei se teremos tempo suficiente senhora. – ele novamente abaixou o olhar.
– Quanto tempo eu dormi? – já me sentia fraca novamente.
– Por três horas senhora. – Tobias respondeu.
– E qual o limite para o efeito final? – os olhos estavam turvos novamente.
– Oito horas senhora! – ele disse prontamente.
– Me perdoe Gaby, por favor, cuide de Dylan. – disse fechando os olhos novamente e de novo a escuridão.
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