Notas iniciais
e aí vai mais um peço perdão pois estava sem net... bjos e divirtam-se. XK

(Autora)

– Gaby,Gaby... — Xena estava em um sono perturbado.
– General a conquistadora não para de chamar uma Gaby. — dizia o soldado que cuidava de Xena para o descanso dos demais.
– Deve ser a filha dela! — disse Tobias, coçando a nuca.

Gabrielle no navio em direção a Creta.
– Ai Afrodite não aguento mais acho que se ficar mais uma hora neste navio jogo o estômago no mar.
– Não será necessário lindinha, Poseidon não quer oferenda de carne humana — riu — e além disso já estamos chegando, bem você chegará por que eu fico por aqui, não posso sair do mar ou Ares saberá que estou por trás disso.
– Mas o que eu devo fazer? — Gabrielle perguntava desesperada.
– Dirija-se ao soldado e diz que é a curadora da conquistadora, quando chegar a Xena dê a ela o líquido que você trouxe, mas você deve ser rápida ao Aportar, Xena só sobreviverá por mais uma marca de vela e meia sem o antídoto. — disse Afrodite já desaparecendo.
– Mas... — Gaby tentou ainda argumentar mas a deusa já havia desaparecido. — Xena por favor meu amor me espere. — Gabrielle chorava ao tempo que dizia baixinho como se o coração de Xena a fosse ouvir.

Dylan se agitava e se agarrou à Athena que se passava por Gaby, esta se sentiu um pouco desconfortável mas logo se acostumou com o pequeno corpinho agarrado ao seu, acariciou os cabelos da pequenina.
– Ei pequena, espero que consigam trazer logo sua mãe ou não sei o quê Ares pode tentar fazer a você.
Neste mesmo momento se materializa para tentar sequestrar a menina, achando que era Gabrielle quem cuidava da menina.
– O que faz aqui Ares? — a deusa pergunta se levantando.
– Saia de minha frente Garotinha insuportável vou levar a minha filha para o futuro que a aguarda.
– Afaste-se da menina Ares.- Athena diz tomando sua forma divina.
– O que acontece aqui, Athena o que faz aqui?-Ares pergunta receoso.
– Estou cuidando de Dylan ou esquece que ela é minha protegida? E é isso que estou fazendo a protegendo de você. — Athena respondeu com um sorriso vitorioso.
– Todo aquele trabalho para me livrar de Xena, agora isso. — Ares sussurrou para si.
– É sei que achou que encontraria Gabrielle aqui e seria muito fácil se livrar dela e levar Dylan sem a interferência de Xena, mas fui mais rápida querido irmão, agora me diga, vai me desafiar ou tem um mínimo de autopiedade e vai ir embora enquanto está inteiro? -Athena parecia se divertir com a cara de espanto do irmão.
– Mas... Mas como você... Onde ela... O quê? — o deus da guerra estava inconformado.
– Onde ela está é um assunto meu, agora vá Ares antes que eu perca minha paciência. — disse jogando um raio em sua direção e ele desapareceu.
– Viu criança o risco que está correndo aqui? Logo que sua mãe voltar te enviarei com Lyceus de volta à Amphipolis, lá estará mais protegida. — Athena dizia baixinho enquanto Dylan ressonava, agora tranquilamente.

Gabrielle aporta em Creta, dando graças a todos os deuses que conhecia. Encontra o soldado.
– Olá! — disse ao homem.
– Oi a senhora deve ser a curadora que enviaram de Corito, certo? — perguntou o soldado.
– É... É isso mesmo... Onde ela está?- perguntou Gabrielle sorrindo.
– Vamos levarei a senhora temos pouco tempo. — disse o jovem soldado.
– Sim temos e espero ser suficiente, aguarde meu Amor estou Chegando — Gabrielle disse tão Baixo que o jovem não a ouviu.
– Disse algo senhora?
– Não. — mentiu — vamos?
– Sim.
Já amanhecia e Dylan pulava no colo de Atena.
– Tia Gaby, tia Gaby... Já acordei tô com fome!
– Quem é tia Gaby?... Ah sim sou eu... — Athena reclamou baixo enquanto Dylan esperava ansiosa ela levantar.
– Tia vamos quelo ir tomar leite na cozinha, pala Dália me dar doxe. — Dylan a puxava pela mão.
– Não deveria comer doces tão cedo. — disse a deusa seguindo a menina.
– É você semple diz ixo tia. — ela ri e ergue uma de suas sobrancelhas.
–Digo? É... Eu digo porquê é a verdade! — Athena descia as escadas conversando distraidamente com Dylan quando chega a cozinha esbarra na bandeja que Dália carregava.
– Olha o que fez menina! — Dália agitava as mãos — deveria prestar mais a atenção em seu caminho... Me ajude a recolher isso. — Dália dizia um pouco irritada.
– Como ousa falar comigo desta forma? , Athena dizia com ar superior e continuou- ... Eu sou uma de... — olhou para si mesma, enquanto Dália e Dylan a olhavam, assustadas. — de...descuidada é isso, ando muito descuidada ultimamente. — deu um sorriso amarelo.
– Eu acho que não está bem menina ... Acho que a ausência de Xena está mexendo com seus nervos... — Dália dizia enquanto recolhia as coisas e Dylan sentava na mesa da cozinha.
– Ei menina quantas vezes vou ter que dizer para não sentar na mesa? — Dália pegou Dylan no colo e a pôs na cadeira.
– Semple que eu sentar, ué! — ela escolheu os braços, e sorriu.
– Ai não posso com isso! — Dália passava a mão pelos cabelos e Athena ria das duas figuras.
– Dália você está muito resmungona hoje, vou falar pla o tiu Filemon te colocar de castigo... — Dylan dizia agitando um dedo para Dália.
– Acho que ela já está ... Mas isso não é assunto pra você Dylan... — a deusa ria olhando para Dália que a fez uma careta.
– Então o que querem para o desjejum? — perguntou mudando de assunto.
– Eu quelo bolo de noges!
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– General, a curadora da imperatriz está aqui. — disse o soldado, ao entrar no acampamento.
– Mande-a entrar.
– Sim senhor. — fez um cumprimento de punho no peito e se retirou. — O general pediu que a senhora entrasse.
– Obrigada. — Gabrielle entrou, ao avistar Xena inerte chorou.
– Olá, senhora...
– Gabrielle. — ela enxugou as lágrimas.
– Então senhora Gabrielle, já sabe o ocorrido?
– Sim, quanto tempo temos?
– Não sei ao certo mas, o quanto antes agirmos melhor.
– Tudo bem deixe-nos à sós. — disse seriamente.
– Mas... — Tobias tentou argumentar.
– Agora, por favor. — ela indicou-lhe a saída. O homem se retirou.
– Xena meu amor fale comigo.
– Gaby... — Xena abriu os olhos lentamente, e sorriu.
– Olá meu amor. — sorriu-lhe de volta.
– Eu... Te ... Amo. — e fechou novamente os olhos. No mesmo instante Gabrielle pegou o antídoto, abriu os lábios dela e fez com que engolisse todo o conteúdo do frasco ao mesmo tempo que se desesperava.
– Xena, meu amor, acorde! Por favor não faça isso comigo. — aproximou o rosto pra sentir a respiração, estava fraca, sentiu a temperatura ardia em febre, foi até o guarda mais próximo.
– Providenciem água e um pano limpo.
– Sim, senhora...
– E sem essa coisa de senhora, sou Gabrielle, agora vá rápido por favor. — Gabrielle voltou à tenda.
– Xena me responde... — sentiu seu pulso. fraco.
– Gaby... não... Dylan... — Xena dizia baixo, era quase inaudível e ofegava.
– Estou aqui querida vai ficar tudo bem. — acariciava seus cabelos.
– Senhora, digo Ga...Gabrielle, está aqui a água. — ele trazia um recipiente, como uma pequena tina e o pano dentro. Gabrielle umedecia e colocava no rosto de Xena a fim de estancar a febre.
– Quando será que fará efeito? — pensava. Xena então segurou sua mão, ela se assustou.
– Diga... A Dylan... Que... Eu... A amo. — disse com dificuldade e os olhos ainda fechados.
– Não meu bem, você mesma dirá à ela quando voltarmos. — Gaby chorava incessantemente, Xena beijou sua mão. Te... amo... pequena.
– Inspirou...
– XENA... ACORDE... XENA... FALA COMIGO. — sacudia e começou a soprar em sua boca e pressionar o peito. — VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO COMIGO, VOCÊ PROMETEU VOLTAR... — chorava e deu um soco em seu peito.
– Cof... Cof... — Xena tossiu. — Você forte pequena! — deu um sorriso travesso.
– Xena... — a abraçou. — Achei que tinha...
– Ai... — levou a mão ao ombro ferido. — Também achei que estava indo mas, fiz uma promessa a uma certa loirinha. — sorriu. Xena ainda falava muito baixo e fraco mas, Gabrielle já se sentia mais tranquila e continuou passando o pano até a febre passar, a alimentou, limpou o ferimento e na manhã seguinte partiam em direção à Corinto.
– Ai Xena acho que não vou aguentar, já ofertei até os rins à Poseidon. — Xena ria.
– Venha aqui Gaby, vou lhe ensinar um ponto de pressão que fará o enjoo passar. Só que tem um efeito colateral e pode fazer passar muito pior depois. — Xena dizia enquanto, se levantava lentamente na cama da cabine do barco.
– Como assim ? — Gabrielle se preocupou.
– Perderá o paladar e talvez sinta vontade de comer coisas estranhas. — Xena a advertiu.
– Tudo bem é só não deixar que eu coma nada que me arrependa depois. — deu um sorriso amarelo.
– Tentarei. — Xena aplicou o ponto de pressão.
– Passou! — disse surpresa.
– É sempre dá certo. — Xena disse deitando-se novamente. Mais tarde após almoçarem Gaby volta aos aposentos devorando um polvo ainda cru.
– Sabe Gaby, eu não lhe aconselharia comer isso...- Xena dizia com uma expressão de nojo.
– Ah Xena não sabe o quanto é gostoso...
– Venha aqui que lhe mostro o que é gostoso. — Xena a puxou pelo braço, ia beijar-lhe a boca... — mas primeiro livre-se desse gosto de molusco. — se afastou rindo, Gaby também riu e foi ao reservado lavar a boca. trocaram carícias mas não fizeram amor pois Xena ainda estava debilitada.
Quando aportaram em Corinto, Athena desapareceu e Afrodite recebeu-as no caminho do palácio.
– Bem vindas queridas... E Xena você está péssima!
– Jura Afrodite!? — Xena disse enfezada.
– É difícil se manter absolutamente deslumbrante como ela costuma ser. — Gaby piscou para Xena. — após uma ser mortalmente atingida por uma flecha envenenada.
– Certo, certo... Você só está com a sua guerreira agora por que o destino escolheu essa tragédia em forma de mulher para sua vida.
– Afrodite!!! — Xena se irritou. Gabrielle gargalhava, acompanhada por Afrodite.
– Bem menina só vim lhe dizer que tudo está em ordem e Atena foi correndo se recuperar do terremoto. — Gabrielle riu ainda mais.
– Obrigada Afrodite, gostaria de agradecer a Atena também. — disse a menina um pouco receosa.
– Pois vá ao templo e se puder dê uma passadinha no meu também. — piscou-lhe um olho e desapareceu.
– Que terremoto é esse que vocês falavam Gaby? — Xena perguntou confusa.
– Ah... — Gabrielle ri. — É um chamado Dylan. — as duas riram e no caminho de volta Gabrielle contou a Xena a ajuda das duas deusas e como ocorreram os fatos.
Ao chegar foram direto para seus aposentos e Gabrielle continuava dedicando sua atenção à Xena.
– Mamãe, mamãe voxê chegou! ... Tlouxe o quê pla mim? – Dylan pula no colo da mãe.
– Minha presença lhe apraz? – disse Xena erguendo a sobrancelha.
– Aplaz, mas ia gostar também de um plesente ou doxe! – Dylan respondeu imitando o gesto de sobrancelha da mãe.
– Bem Dylan, sua mãe está muito machucada ela precisa descansar. – disse Gabrielle tirando a menina de cima da mãe.
– Tá dodói? Deisa eu ver? É um felimento de guerra? Cadê mamãe? Deisa ver... – dizia a menina eufórica.
– Calma Dylan deixe eu me levantar e te mostro. – Xena se sentava na cama e mostrou a menina onde a flecha havia acertado, ela ficou estática e maravilhada e pediu a mãe que contasse como tudo aconteceu.
– Essa menina não existe, sabe Xena ela disse que não quer mais ser princesa pois tem que usar botas. – disse Gabrielle provocando Dylan.
– Ah não mais ser princesa? Mas eu não pretendo deixar de ser conquistadora... então não pode mas ser minha filha. – disse Xena fingindo estar pensando no assunto.
– Mas eu gosto de ser sua filha... tudo bem, eu uso botas! Mas me conta mamãe po quê não segulou a fecha?

Notas finais
E aí gostaram? Se sim comentem.