A alma da conquistadora.

33 Gabrielle. A Imperatriz parte 3


Notas iniciais
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(Gabrielle)

O carro de Apolo se fazia presente no meio do céu e seria um dia doloroso, Filemon havia me avisado em reunião na primeira marca do dia que seriam julgados três estupradores e eu realmente estava tensa, pois todos os ladrões, assassinos, e outros meliantes se encontravam nos cárceres das masmorras, porém os tais já se matavam por espaço e pelo alimento que estava escasso.

— Senhora tens que ir, os soldados já trouxeram os acusados. — disse- me Filemon.

— Filemon, confesso que após esses dois verões agrada-me ainda mais atender aos pedidos de alimento e abrigo das aldeias do que julgar esses animais.

— Deveria ser mais fácil senhora, pois eles não merecem clemência. Como a imperatriz costumava dizer, ladrões perdem as mãos, assassinos são mortos e estupradores empalados ou estuprados até a morte, isso na melhor das hipóteses... quando a imperatriz encontrava-se de bom humor. – Filemon sorriu ao ver minha expressão de espanto.

— Bem, não deveria assustar-me com esse esclarecimento até mesmo porque, Xena tem feito coisas piores que ser a "puta de Ares", matar mulheres e crianças nunca foi algo que ela costumava fazer antes, mas agora... Matar estupradores seria a atitude mais nobre dela. – Filemon abaixou a cabeça. Entramos na sala de julgamentos e me deparei com três homens gravemente feridos e acorrentados.

— Essa é a “Cruel” imperatriz que irá nos punir? – disse um dos homens, cuspindo o sangue que havia em sua boca. – Conheço bem sua fama, a Imperatriz piedosa que tomou posse do trono de Xena... me solte e nunca mais irá querer saber da conquistadora, posso te fazer esquecer Xena antes que goze no meu amigo a primeira vez. – colocou a mão acorrentada sobre seu órgão e me fiz de indiferente sentando sobre o trono central.

— Não lembro de ter-lhe dado permissão para falar e muito menos refirir-se à mim desta maneira, não sei o que ouviu à meu respeito, mas receio informar-lhe que estás gravemente equivocado.

— Ele não está equivocado. – outro homem fala. – É o que mais é comentado pelas províncias, o número de crimes aumentou consideravelmente devido às penas suaves como as suas e concordo com Fidélis que você é uma perdição, fodo você e Xena juntas, de forma que nunca mais irão querer saber de mulher.

— E você inútil? — apontei para o terceiro. – também tem algum comentário a fazer?

— Me solte e mostro-lhe quem é inútil.

— Só posso estar ouvindo coisas, esses homens não tem o mínimo respeito ou escrúpulos. – falei com Filemon.

— Lamento informar senhora, mas desde que assumiu o trono os crimes aumentaram de um por lua, para um a cada marca de vela.

— É muito gostosa essa Imperatriz...

— CALE-SE INFELIZ. – meus nervos estavam alterados. – E O PRÓXIMO QUE FALAR SERÁ AÇOITADO ATÉ QUE EU DECIDA O QUE FAZER COM VOCÊS.

— E quem vai ordenar o açoite? Você? – disse o primeiro.

— Não vê que vai ser o guarda-costas ali? – o segundo.

— Claro que ela não tem coragem para fazer isso!

— GUARDAS!!! LEVEM-NOS À SALA DE EXECUSSÃO! Açoite-os até que estejam calmos, se continuarem a falar corte suas línguas e traga-os aqui novamente para que eu possa julga-los. Os guardas os levaram como eu havia ordenado.

— Parece que algo mexeu com seu temperamento Senhora!

— Filemon eu já disse que quando estivermos a sós ou em família sou só Gabrielle! E o que me incomodou foi me tratarem como um pedaço de carne, é muita ousadia. Traga-me vinho e conversemos até que os guardas retornem com eles.

Duas marcas de vela depois os guardas voltam com os homens, suas vestes estavam totalmente rasgadas com marcas profundas de açoite e arrastados, pois nenhum deles podia andar, dois dos tais tinha muito sangue escorrendo de sua boca, olhei interrogativamente para um dos guardas.

— Tive que cortar a língua desses, eles não se calavam e diziam coisas obscenas a seu respeito senhora. – assenti.

— Creio que agora estejam mais calmos. Pode ler a acusação deles. — pedi ao escrivão que acompanhava o julgamento.

— Estes homens são acusados de crime de latrocínio e estupro... foram pegos em flagrante estuprando as mulheres da casa que haviam roubado, logo após terem assassinado o chefe da família e o filho mais velho, as vítimas foram a esposa e a filha do casal que possui seis anos de idade senhora.

Fiquei pasma com a crueldade do relato.

— Eles serão levados para o calabouço para aguardar a punição. – disse isso, assim ganharia tempo para saber o que fazer com eles.

— Senhora, não temos mais espaço os calabouços estão superlotados, os homens estão se matando e os piores sobrevivendo. – disse Filemon.

— A verdade Filemon, é que não posso mandar matar esses homens!

— MAS EU POSSO! – bradou em alto e bom som irrompendo pelos portões da sala de julgamento a mulher que esperei por mais de dois verões, olhei em seus olhos, dei um breve sorriso e em seguida tudo escureceu.

— Quando acordei estava em meus aposentos com Xena ao meu lado, levantei em um impulso.

— Vo...você voltou?

— Voltei Gaby... para você meu amor!

— Não me chame de amor.

— Mas é o que você é para mim Gabrielle!

— Não Xena! Seu amor é a guerra... é só isso que importa à puta de Ares!

— Nunca mais me chame assim Gabrielle! – Xena disse entredentes.

— Então me diga Xena, como é chamada a mulher que se deita com Ares? Até porque esposa não pode ser, já que és casada comigo! E todos do Império a chamam assim: “Xena a Puta de Ares!” – nesse momento Xena segura com força minhas mãos.

— Não fale comigo dessa forma Gabrille! – Bradou Xena.

— E como deveria chamar a “minha” esposa, que tem se deitado com o deus da guerra!

— Você não sabe o que está dizendo. – ela segura ainda mais forte meus braços e seus olhos em fúria.

— Solte-me Xena está me machucando. — ela não solta então, faço mais força com uma das mãos conseguindo me soltar e acerto um tapa com as costas da mão no rosto de Xena e a aliança cravejada que possuía no dedo corta sua face... ela abaixa o rosto e em seguida lança um olhar gélido para mim, que já estava com lágrimas nos olhos.

— Eu nunca me deitei com ele! E o último corpo que tive em meus braços foi o seu, cabe a você acreditar ou não. – disse ela de forma suave levou a mão ao rosto e viu em seus dedos o sangue que escorria ali, lançou-me um último olhar e retirou-se em seguida de nossos aposentos.

Notas finais
ENTÃO É ISSO ! AGORA A COISA VAI ESQUENTAR ENTRE ELAS ESPERO QUE ESQUENTE NO BOM SENTIDO. ATÉ O PRÓXIMO GALERA!