A alma da conquistadora.
32 Gabrielle. A Imperatriz parte 2
Notas iniciais
(Xena)
— Homens avancem, temos três marcas de vela pra chegar a Tessalônica vamos expandir o império grego custe o que custar, antes de meio verão quero toda Trácia e Macedônia ligados aos domínios de Xena A Conquistadora.
Já se fazia muito tempo que não via minha menina, minha esposa, minha família... Eu não aguentava mais tanta carnificina, tudo isso me enoja muito, mas não tenho mais como escapar disso já me sujei demais, me enoja muito mais, saber que um dia fui conquistadora por amor ao poder e hoje sei o verdadeiro significado de escravidão. Batalhas e batalhas são vencidas em um único objetivo, coletar vitórias para Ares o deus que conseguiu uma forma de ter-me novamente, como ele mesmo costuma dizer: — “Se não no amor, te terei em minhas batalhas”.
E é o que posso fazer para mantê-los em segurança.
Avancei com o meu exército contra o exército tessalônico, não eram muitos homens mais o suficiente para uma batalha de no mínimo duas ou três luas. Empunhei minha espada e montei o corcel negro, bradei para que os homens avançassem, ao que eles responderam: “PELA VITÓRIA E POR XENA!”. Ouvir isso sempre me revigorou, porém hoje só uma coisa mudaria meu humor, sangue, sangue em minha espada, sangue derramado por minhas mãos e fui em busca disso.
Vi os homens de Ares com fogo nos olhos e homens sendo atravessados por lâminas gregas, vi á frente do exército minha bandeira e aquilo me encheu de puro ódio, senti a besta que já beirava a superfície de minha mente possuir meu corpo e perdi o controle sobre mim mesma, avancei pelo primeiro homem transpassando-o pelo meio na horizontal, girei a espada em punho acertando o pescoço do segundo, um outro tentou acertar-me por trás quando dei um salto de sobre o corcel e com um mortal parei atrás do homem cortando ambas as pernas e lutei ao mesmo tempo sobre o solo com cinco homens que usavam maças gregas com correntes em sua estrutura, sabia que se fosse acertada teria no mínimo meu crânio esmagado, mas também tinha consciência do poder que a besta me dava então avancei sobre eles, tirei da empunhadura uma segunda espada e com uma atacava enquanto desviava os golpes da maça com a outra, consegui desarmar o primeiro e arranquei o braço de um outro, quando o primeiro que desarmei tentou pegar o armamento do homem sem braço transpassei os dois ao mesmo tempo e dei um golpe para trás mas certeiro no peito de um terceiro que tentou acertar-me, outros dois vinham em minha direção cada um de um lado os atraí girando as espadas em punho e quando se aproximaram e giraram as maças para me acertar dei um mortal para sobre minha montaria e as correntes das maças enroscaram o que me deu tempo suficiente de avançar com o corcel em uma boa velocidade e arrancar suas cabeças vendo o corpo cair de joelhos e desfalecer no chão.
Meus homens estavam em desvantagem quando chegamos, estamos batalhando a apenas uma lua e o exército oponente já se iguala ao nosso número, consigo ver pela quantidade de fogueiras, visto que tendo seis homens por fogueira o número deles deve ser igual ou superior à 1800 homens, estamos acampando no momento pois quando viram que estavam em desvantagem bateram em retirada, mandei dois sentinelas ao encontro e fui avisada que haviam pedido reforços, por esse motivo estou aqui contando as fogueiras, pois avistei os reforços chegando e nem mesmo com os reforços o exército consegue ser maior que o exército de Ares. Acampei meus homens próximo ao acampamento deles, mas ficamos atrás de uma colina, disponho de três exércitos com mil homens cada. acampei um à oeste, um ao sul e outro que é o que lidero no momento à norte visto que à leste chegavam os reforços.
Mais uma vez o carro de Apolo se aproxima e antes que o céu esteja claro o suficiente avanço com meus homens subindo a colina os demais generais avistam-me e avançam com os seus exércitos com o brado “PELA VITÓRIA E POR XENA”, começa novamente o massacre, sim, digo massacre porque nem de longe o exército Tessalônico consegue nos superar, não digo em número, por ser superior, mas em técnica de guerra. Eles possuem homens fortes diria até grandes, uma dúzia de gigantes com maças e tridentes, poderia derrota-los facilmente se não estivessem equipados com o maldito elmo de bronze forjado em Corínto, como eles conseguiram? Bom, isso não importa agora vou derrota-los o que faz um bom guerreiro não é a armadura que usam e sim lutar por Xena a Conquistadora.
— HOMENS QUERO QUE AVANCEM ASSIM QUE AS FLECHAS FOREM DISPARADAS, QUERO AS MONTARIAS COM LANÇAS ATRÁS DAS MONTARIAS COM ESPADAS E A FRENTE DE BATALHA AVANÇA COMIGO E SEUS GENERAIS CORRESPONDENTES.
As flechas foram disparadas e pelo menos uns 500 homens foram atingidos, não abatidos mais suficientemente feridos, seguimos em frente de batalha meus homens com duas espadas, ou espadas de duas mãos, em seguida vinham os montados com escudo e empunhadura e em seguida, as montarias com lanças. Essa batalha durou duas luas sem descanso e conseguimos acabar com todo exército Tessalônico e como após todas as guerras que vencíamos os homens foram festejar e eu fui até a tenda de Ares, mas ao me aproximar ouvi que ele conversava com alguém.
— Não acredito que Xena se prestará à isso Ares, não pode mandar sequestrar a sua própria filha, só para que a mãe se case com você e se algo acontecer com a menina! – era Athena.
— Pouco me importa com o bem estar dela, contanto que me entreguem ela viva para convencer Xena a ficar comigo.
— Ares ela é sua filha! Não permitirei que faça mal á minha sobrinha, ela é sangue de meu sangue ainda que seja filha de um idiota como você.
— Pare de dizer, asneira Athena essa fedelha não é sua sobrinha, ela não tem sangue de Deus algum, Demétrio estava com Xena na noite em que o exército venceu sobre suas ordens era eu lá, vi a oportunidade de dizer que a pirralha era minha, pois todos achavam que a vitória era de Demétrio e ele não desmentiu, preferiu levar o crédito e Xena acreditou, pois ele voltara na mesma noite ao acampamento.
— ENTÃO VOCÊ NÃO É PAI DE DYLAN??? – irrompi pela entrada de sua tenda. – Ares eu nunca achei que encontraria prazer em palavra alguma proferido por você. – voltei-me para Athena. – Creio que já que minha filha não tem o sangue de vocês Ares não pode mandar o Pantheon atrás dela!
— Claro que não Xena o Pantheon virá busca-lo, para que seja julgado. – dito isso Athena envolveu Ares em sua aura e os dois desapareceram.
“ Minha filha e de Demétrio! Essa guerra acaba hoje!
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