A alma da conquistadora.

31 Gabrielle. A Imperatriz parte 1


Notas iniciais
Só espero que não tenham desistido de mim aqui vai mais um capítulo de três... é isso mesmo hoje temos mini maratona. então, apreciem a leitura. CK

(GABRIELLE)

Estava perdida em meus pensamentos, e observava o horizonte do Império ao qual Xena havia conquistado e deixado sob meus cuidados, buscando um motivo para continuar o liderando, não sabia se um dia Dylan iria querer herdar este legado, mas até então teria que sustenta-lo para que ela fizesse essa escolha, almejava que até que chegasse esse momento minha esposa, voltasse para nós e tomasse as rédeas dessa situação.

Já se fazia dois anos desde que Xena me deixara a tal carta e saiu de minha vida deixando em minhas mãos Dylan e seus interesses. Após muito pensar pedi a Filemon que me ajudasse e ensinasse tudo o que sabia e assumi a liderança do império como foi o desejo de Xena em sua carta, até que Dylan tivesse idade para fazê-lo. Pois esse era o seu destino.

— Minha Senhora, já é momento do julgamento, — Filemon, se aproxima avisando-me de minhas obrigações naquele momento.

Assinar sentenças e julgar sempre era para mim a pior parte de minhas funções como a atual Imperatriz, (pois era assim que me chamavam na ausência de Xena) recebia pessoas de toda a parte da Grécia pedido auxílio ou abrigo, pelas guerras e devastações feitas pelo exército de Xena, conhecida até o presente momento como a “conquistadora de Ares o deus da guerra”. Como ela chegou a este ponto? Perguntava-me. Os boatos que corriam e chegavam até mim era que Xena, a minha esposa, se deitava com Ares em busca de vitórias em suas batalhas, o que não fazia sentido, pois ele precisava dela para que suas batalhas fossem bem sucedidas.

— Muito bem Filemon, vamos às “batalhas” do dia. – disse por fim, saindo de meus devaneios.

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(XENA)

— Vamos seus imbecis ateiem fogo a essa aldeia, não veem que não nos ajudará em nada, não quero que restem vestígios e não façam prisioneiros, nem mesmo crianças ou mulheres. Não preciso de mais prostitutas que não satisfaçam meus desejos, quero que os tirem daqui e os façam seguir em frente ou morram com seus bens. – Não queria morte de inocentes, mas precisava das terras para satisfação de Ares então se não podiam se desvencilhar de seus pertences que se sacrificassem por eles, seria a vida deles ou infelicidade de minha família se é que eu ainda podia dizer que tinha uma.

Como ao final de toda batalha, seguia à tenda de Ares, para “satisfazer-lhe”, entregava-lhe as vitórias e mais uma vez ele seduzia-me.

E eu sabia exatamente em que seus soldados acreditavam, mas eu não devia satisfação de meus atos a eles e assim tornei-me “a prostituta de Ares”.

— Ora Xena Já fazem dois verões, acha mesmo que depois de todo esse tempo sua mulherzinha ainda irá te querer, principalmente pelo fato de que já deve ser de seu conhecimento os boatos que correm por todo o império? – Dizia Ares irritado.

— Nada do que me diga Ares me fará mudar de opinião. Desde o início lhe disse que lutaria suas guerras, mas jamais seria sua esposa, então sinta-se feliz com o que tens e não me infortunes mais. – retirei-me de sua tenda tentando acalmar-me e recompor-me, enquanto soldados festejavam nossa vitória anterior, mais uma terra tomada e mais um desprazer em minha alma. “Irei sofrer, por toda a eternidade por essas vidas inocentes”. Pensava vedo-os festejar.

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(Filemon)

A Imperatriz havia nos deixado e Gabrielle pediu-me ajuda para assumir o governo até que a mesma retornasse ou Dylan tivesse idade para governar, com o decorrer dos dias menos acreditávamos que Xena retornaria, rumores chegavam até nós fazendo-nos duvidar de que ela ainda possuía uma alma ou um coração. Mais um dia de julgamento e apelos de aldeões de cidades vizinhas e Gabrielle resolveria o que fazer a respeito.

— Anuncio a Dama Gabrielle a atual Imperatriz. – Um dos soldados da guarda anuncia a chegada de Gabrielle.

— Filemon! – Cumprimenta-me sentando-se ao lado direito da sala de julgamentos.

— Senhora! – respondo. – peça para que entre a primeira aldeã. – peço ao soldado que estava guardando a entrada do salão de julgamentos.

— Senhora Imperatriz. – Uma senhora ferida e muito abatida ajoelha-se a frente do trono de Gabrielle, chorando muito.

— Levante-se senhora. – Gabrielle se aproxima e pede para que a senhora se aproxime. – diga-me o que posso fazer por você.

— Senhora... Minha aldeia foi devastada nossos filhos e maridos foram levados como cativos a serviço do exército de Xena. Ela chegou para pedir mantimentos e armas o pouco que tínhamos não a satisfez então ela nos expulsou das terras recrutou os homens mais fortes e os jovens que sabiam empunhar uma espada e os levou com seu exercito. Preciso de abrigo senhora tenho dois filhos pequenos e não tenho como sustenta-los se eu puder ao menos ser-te em troca de abrigo e pão para meus filhos ser-te-ei muito grata.

— Filemon... peça ao guarda que entre todas as vítimas de invasão e devastação de aldeias verei o que posso fazer. – fui até a entrada e comuniquei ao soldado que guardava a entrada do salão em meia marca de vela já estavam todas as mulheres e crianças vítimas da mesma aldeia e aldeias vizinhas as da tal mulher.

— Senhora já estão todos aqui.

— De onde vieram? – Gabrielle pergunta a uma das aldeãs.

— Do sul Senhora, nossas aldeias ficavam na trácia eu vim de cípsela, ela tomou todo o território e pelo soubemos estava a caminho de tessalônica. – a mulher respondeu trêmula.

— Certo... Filemon chame Dália, leve essas mulheres até o pátio principal cada qual com suas crianças.

— Tudo bem senhora algo mais?

— Até o momento é só. – Me retirei e levei as mulheres para o pátio e fui até os meus aposentos onde minha esposa se encontrava.

— Dália, a Imperatriz quer vê-la.

— XENA VOLTOU. – Dália se exaltou.

— Não meu amor. – a abracei. – Gabrielle.

— Ora homem bem sabe que não trato a menina Gabrielle assim. – saí segurando a mão de Dália de volta ao salão de julgamentos.

— Senhora, aqui está Dália. – posiciono minha esposa em frente ao assento real .

— Dália preciso de sua ajuda, tenho por volta de trinta aldeãs e crianças por pelo menos o dobro no pátio do palácio. Quero que consiga afazeres para elas seja nas cozinhas, damas de companhia serviçais para os aposentos, limpeza do palácio, enfim cuide do que for necessário para que tenham abrigo, por pelo menos duas luas.

— Sim menina, farei isso imediatamente. – Dália se retirou.

— Filemon reúna os melhores serviçais e dê-lhes duas luas para que sevam construídos mais dez abrigos para ao menos cinco famílias cada dentro dos portões do palácio, como foi feito na lua passada já conhecem as dimensões e o que é necessário então que comecem já. — sim senhora. O farei.

Notas finais
1/3