A alma da conquistadora.
39 Chegada a Potédia.
Notas iniciais
— Filha sente-se precisamos conversar.
Dylan sentou-se de imediato juntando seus pezinhos e colocou as mãos sobre os joelhos olhando-me atentamente.
— Posso saber o que passou pela sua cabeça em sair do palácio sem autorização e se colocar em risco desta forma. – seus olhinhos marearam e começou a soluçar.
— e...eu, só... que...queria a mamãe. Ia bus...buscar ela.
— Filha, você não percebe o quanto me preocupou, o quanto preocupou sua avó, você é uma criança Dylan! Imagina como sua mãe se sentiria culpada se algo te acontecesse ao tentar “busca-la”?– disse irritada.
— Mas eu sou esperta, eu le...levei co... comida e ia fazer uma fo...fogueila e... — agora ela chorava.
— E NADA DYLAN! – gritei. – Você foi irresponsável e egoísta, se soubesse o que passei todos esses anos para mantê-la segura e se põe em risco dessa forma e sem necessidade! – eu andava de um lado à outro.
— Você foi embola porquê quis e por isso mamãe Gaby não quer mais a gente.
— Sua mãe é adulta ela sabe o que faz, e eu tive meus motivos para ir... proteger você foi um deles... O que seria em vão se você morresse naquela floresta Dylan! – disse asperamente.
— Mas eu quero minha mamãe Gaby! – ela disse baixinho enquanto ainda chorava. Passei minha mão em meus cabelos, como uma forma fracassada de manter a calma. Respirei fundo, expirei audivelmente e sentei-me ao seu lado.
—Eu também quero princesa, mas não é cometendo atos impensáveis que iremos trazê-la de volta. Você é só uma garotinha, por mais que seja muito inteligente não sobreviveria nessa sua “aventura”, tem pessoas ruins que poderiam te fazer mal, tem predadores na floresta que poderia te atacar, animais peçonhentos que poderiam te envenenar, há muitos perigos que você ainda não conhece minha filha.
— Mas mamãe Gaby foi sozinha...
— Sim, e me preocupo com ela mas ela é uma adulta e uma mulher livre, eu não poderia impedi-la o que podemos fazer é torcer para que ela chegue à Potédia bem e encontrarmos uma forma e traze-la de volta, e estou trabalhando nisso mas precisa ter calma minha filha e não me causar mais problemas que já tenho!
— Tudo bem. – suspirou. – me desculpe mamãe eu não quis te dar ploblemas. – disse tristemente.
— Eu sei que não meu amor. — a abracei. – só não me desespere dessa forma de novo eu não suportaria te perder. E nós vamos juntas buscar a sua mãe.
— POMETE MAMÃE? – Dylan deu um salto da cama sorrindo.
— Eu prometo, mas primeiro o primeiro, vou encontrar meios de convencê-la a voltar então, espere até eu te dizer quando iremos.
— Tá bem mamãe. – disse com pouca animação.
— Tem mais uma coisa.- ergui uma de minhas sobrancelhas.
— O quê? – Dylan pergunta curiosa.
— Não sairá desse quarto até segunda ordem! – sorri vendo a expressão de seu rosto indignada.
— Mas mamãe... – sem mais Dylan, sem mais. Disse enquanto seguia para a porta de seu aposento erguendo a mão para que não se pronunciasse mais.
(Gabrielle)
Após sair da hospedaria, tomei uma embarcação ruma a Athena de lá seguiria para Potédia, paguei alguns dinares à mais para levar minha montaria e alimenta-lo durante o trajeto, a embarcação era grande e havia um compartimento para os cavalos. Segui para minha cabine após deixar meu Corcel em segurança e tentei aplicar os pontos de pressão que Xena me ensinou em nossa viagem à Amphipolis. “Só preciso lembrar-me de não comer nada que não comeria normalmente”, pensei.
Algumas luas mais tarde avisto uma pequena aldeia, à muito conhecida por mim, e feliz avanço a cavalgada para que chegasse mais rápido à meu destino, meia marca de vela depois entro no vilarejo e sou reconhecida por algumas pessoas e um sorriso se despontou em meu rosto ao ver uma em especial saindo de um comércio local.
—Lilah!!! – desmontei e corri em sua direção puxando as rédeas comigo.
— Gaby! – minha irmã vem ao meu encontro e nos abraçamos.
— Quanta saudade minha irmã, como cresceu. – ela sorri timidamente.
— O que fazes aqui? Como voltou Gaby? – Lila me pergunta.
— Éuma longa história Lila, porque não te conto enquanto vamos pra casa estou muito cansada e com fome. — sorri.
— É, algumas coisas não mudam, quando não está com fome Gaby? – Dei um leve tapinha em seu braço e seguimos até a casa de minha mãe.
Em minha casa fui recebida muito bem por minha mãe que me disse ter expulsado meu pai de casa quando descobriu o que havia feito comigo, que passaram por dificuldades financeiras devido as dívidas que ele tinha mas, que já estavam “livres” das dividas e de meu pai. Minha mãe me contou também que todo o vilarejo sabia de meu casamento com Xena, o que não era novidade visto que toda Grécia sabia e que meu pai ficou enfurecido. Lilah preparou uma cama para mim em seu quarto e ajudei mamãe à fazer o almoço e assim passamos o dia entre conversas e risadas.
(Xena)
Mais marcas de velas tratando sobre as aldeias devastadas e tudo estaria restaurado os comerciantes já tinham seus comércios em pleno funcionamento com as provisões que o império havia fornecido até que conseguissem se abastecer por conta própria, as terras já haviam sido devolvidas e moradias reerguidas, os aldeões já começavam seus cultivos e poços foram perfurados para abastecimento das aldeias.
— Quero informações de como as aldeias estão se mantendo, se os plantios e comércio estão evoluindo e as contas dos cofres do impérios com os custos e nossa quantia atualizada, lembrando que os impostos não serão aumentados das cidades ou vilarejos não invadidos e não serão cobrados por um determinado tempo aos restaurados.
— Sim Senhora. – disse filemom se retirando.
Segui aos aposentos de Dália para saber como estava o herdeiro de Filemom. Bati em sua porta.
— Entre. – Disse Dália.
— Olá futura mamãe. – disse eu entrando nos aposentos.
— Imperatriz! Não esperava que fosse a senhora. – Dália sentou-se em sua cama.
— Dália és minha amiga não se cansas de me tratar assim, achei que já havíamos esclarecido isso.
— Me desculpe Se... digo Xena é a força do hábito. – nós rimos.- mas à que devo a honra, faz tempos que não à vejo.
— Terminei os últimos assuntos sobre a restauração das terras, andei muitas marcas de vela tratando sobre esse assunto e não tinha forças para mais nada e depois da fuga de Dylan fiquei com receio de escapar de novo e passei a dar-lhe mais atenção.
— E por falar nisso como vai o castigo? – Dália ri.
— Ela está cumprindo, irei findar em duas luas quando for buscar minha mulher.
— Fiquei abismada quando soube, sabe que com o risco Filemon não me deixa sair desse aposento e sei das coisas por ele ou Cyrene que passa as tardes aqui comigo. – acenei positivamente.
— Sim eu sei, mas logo estarás fora de risco e poderás estar à gritar com as serviçais das cozinhas novamente.
— Assim eu espero Xena. – rimos e seguimos por conversas até o carro de Apolo sumir do céu.
(Gabrielle)
Acordo revigorada e vou até a cozinha ajudar minha mãe com o desjejum
— Bom dia mamãe! – assusto-me com o que vejo. – Mas oque ele faz aqui? Não disse que ele havia ido embora?
— Ah então é verdade, você voltou sua imunda? – disse meu pai com ar de desprezo.
— Eu já disse que não é bem vindo nesta casa! – disse minha mãe o expulsando.
— Calma já estou indo mulher, só precisava ver com meus próprios olhos que esta perdida teve a coragem de voltar. – disse enquanto era empurrado por minha mãe, lágrimas rolavam em meu rosto. – Sabe Gabrielle, prefiria que Dracus tivesse te matado de tanto de foder à te vender pra aquela libertina que te transformou na aberração que você é hoje. – cuspiu no chão e logo em seguida caiu desfalecido com o golpe que levou de minha mãe com a panela de ferro que segurava.
— Eu, não acredito que ele realmente pense assim. – disse entre soluços.
— Filha, eu gostaria de dizer que não, mas ele disse isso várias vezes: Que não tinha mais filha e que preferia que tivesse morrido em escravidão que casado com “esta mulher”.
— Pois esta mulher me deu a liberdade e mais dignidade que ele jamais ao menos tentou me dar. – disse secando as lágrimas de meus olhos. – Lila chega nas cozinhas sonolenta.
— Mas que Hades aconteceu aqui? O que o pai faz no chão.
— mamãe o acertou com uma panela. – eu ri e Lila também.
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