Notas iniciais
Oi minhas lindas, demorei, mas estou de volta! Outro capítulo fresquinho para vocês!

(Gabrielle)

Estava arrumando alguns jarros com as rosas que havia recolhido com Cassandra mais cedo pelo quarto da conquistadora, quando ouvi seus passos firmes ecoando da antecâmara em minha direção, a porta se abre.

– Olá Xena! – disse sorrindo.

– Oi Gabrielle! – passou direto por mim.

– Xena veja colhi algumas rosas para você! — apontei as flores, tentando verificar seu humor, levando em consideração, aqueles olhos gélidos, expressão séria e a túnica totalmente suja de sangue, além das mãos e rosto igualmente sujos.

– É eu já vi são lindas... Agora, preciso banhar-me. – foi em direção à sala de banho.

– Quer que eu lave suas costas? — perguntei a acompanhando.

– NÃO!... – recuei – Não Gaby, preciso ficar sozinha. – ela abaixou o olhar e continuou a seguir em direção à grande banheira de pedras.

Após se banhar, vestiu uma túnica de seda vermelha comprida com mangas até os pulsos, mas com um corte lateral que deixava suas pernas à mostra, estava linda! Andou em direção à sua cama, com os olhos cintilando aqueles azuis que eu tanto amo, sentou-se.

– Venha aqui Gabrielle, precisamos conversar. – passou a mão sobre os lençóis indicando onde eu deveria me sentar. Fiz o que ela me pedia.

– Sim, sobre o que quer falar Xena? – perguntei olhando em seus olhos.

– Sabe o que fiz essa noite, não é mesmo? – ela me perguntou de forma carinhosa.

– Imagino, por suas vestes e sabendo o que cometeram... Creio que sim. – baixei o olhar.

– Bem Gaby... Tebas ainda não foi julgado, os prisioneiros já estavam condenados mesmo antes de fugirem, eu sabia o que iria fazer e por isso pedi que se distraísse com outras coisas, não quis que assistisse aquilo. Convocarei o conselho amanhã para julgar Tebas, ele possui muitas acusações.

– Entendo, mas por que está me dizendo isso? – perguntei confusa. Ela passou a mão em meu rosto me olhando como se pedisse ajuda.

– Quero que compareça ao julgamento comigo. – me assustei, ela continuou. — preciso de sua ajuda Gabrielle, não posso me descontrolar e sei que olhar aquele crápula não será fácil, se eu perder o controle poderei matá-lo antes mesmo de terminar o julgamento e olhar para teus olhos me manterá calma, não se preocupe ele não será executado amanhã somente sentenciado, não irá presenciar nada que lhe cause mal, quero apenas que me acompanhe. Não quero ter que repetir o que fiz hoje, a menos que realmente seja necessário.

– Tudo bem Xena, não sei como poderei te acalmar se sua ira se acender contra Tebas, mas tentarei, estarei ao seu lado no julgamento. – sorri.

– E ao meu lado nesta cama também. – disse ela enquanto me empurrava contra o colchão e deitava sobre mim. Beijou meus lábios com ternura e suavemente percorria meu corpo com as mãos, passando por meus cabelos, pescoço, seios e coxas. Xena sabe como me dominar. Desfiz o beijo.

– Olha aqui senhora conquistadora. – disse em tom de brincadeira. – eu já lhe disse que dormirei em meus aposentos e não pense que um pergaminho, mudará meus pensamentos principalmente agora que posso decidir minha própria sorte!

– Ah é mesmo? Então saiba que revogarei sua liberdade obrigando-a a dormir em minha cama todas as noites. – ergueu uma sobrancelha.

– Não faria isso. – coloquei um dedo em seu rosto, enquanto sorria.

– Ei! Tire esse dedo do meu rosto, sua insolente! – disse rindo e deu um tapa leve afastando minha mão.

– Ai! Não pode me bater sabia? Sou uma mulher livre. – cruzei os braços.

– E quem lhe disse que mulher livre não apanha? — deu um sorriso.

– Eu digo! – me levantei.

– Pois se engana. A mulher da conquistadora apanha se for insolente, venha cá! — puxou-me pelo braço enquanto eu tentava fugir dela. Jogou-me de volta na cama e começou a me fazer cócegas, conversamos um pouco mais, trocamos carícias e dormimos abraçadas.

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– Gabrielle! Gabrielle! Acorde! – Xena me chamava.

– Oi amor! – sorri ainda com os olhos fechados.

– Bom dia, minha loirinha! – ela passou a mão sobre meu rosto.

– Não quero acordar. – continuei com os olhos fechados.

– Abra os olhos Gabrielle! Vamos temos que nos alimentar falta pouco para o julgamento. – disse Xena me levantando da cama.

–Você não disse que seria pela manhã! – me espreguiçava.

– Eu não disse à que marca seria! – Xena caminhava em direção à antecâmara.

– Certo, não disse! – respondi.

– Então não pode reclamar! – ela sorriu e piscou-me um olho.

Comíamos enquanto conversávamos, eu a olhava fascinada Xena é sem dúvida a mulher mais linda que já havia visto na vida, como gostaria de tê-la para sempre, mas se um dia ela resolvesse dividir sua vida com alguém certamente não seria comigo, uma ex-escrava, sem nome ou linhagem nobre! “Espero que ela não resolva se casar nunca!”, ri de meus pensamentos.

– O que é Gabrielle! – Xena pergunta enquanto morde uma maçã.

– Nada, lembrei-me de uma coisa engraçada. – menti.

– O que pode ser mais engraçado que você lutando com um pedaço de cordeiro? – ela apontava para mim e ria.

– Não luto, tento cortá-lo. Vê? Consegui.

– Que seja, estava engraçado! – ela disse voltando a atenção à sua maçã. Olhei- a com ternura e me perdi novamente em sua beleza.

– O que é agora Gaby? O que olha algo sujo? – olhou a si mesma procurando algo fora do normal.

– Não! Algo lindo. – franziu o cenho. – Você, meu amor! Você é linda! E fica ainda mais com os cabelos molhados! – ela ruborizou.

– Resolvi lavá-los ao acordar. – tentou disfarçar o rubor.

– É sério que consegui desconsertar a conquistadora? – perguntei sorrindo.

– É claro que não Gabrielle! Mas que ideia! – levantou-se rapidamente, passando a mão pelo rosto.

– Não é o que me parece! – disse ainda sorrindo.

– Pois lhe parece mal! Agora vamos. Pedi à Dália que lhe trouxesse uma túnica nova, vá vê-la está em seu baú. Irei me aprontar também. – voltava a sua sala de dormir.

– Xena é linda! – a túnica tinha bordados dourados nas pontas como as vestes dos nobres! Fiquei admirada.

– Não Gaby é uma túnica simples, mas apresentável, tem que estar bem vestida, pois comparecerá ao julgamento ao lado da conquistadora. – ela riu.

Terminei de vestir minha túnica e amarrei uma tira de couro trabalhado também com adornos dourados em minha cintura, dando um realce na peça, coloquei as sandálias, que estavam junto com a túnica, nos pés e escovei meus cabelos, fui até a antecâmara onde Xena me esperava e ela sorriu ao me ver.

– Não achava que poderia ficar mais linda. — corei. – mais ainda falta uma coisa.

– O quê. – perguntei confusa.

– Isso! – Xena colocou uma corrente dourada em meu pulso, com pedrinhas verdes.

– Eu havia comprado para dar a Dylan, depois do resgate, mas achei que combinava mais com você, ia te dar quando voltei à Amphipolis, mas... Bem deixe para lá! – sei o que Xena diria depois e me entristeci um pouco com a lembrança, mas ela logo pegou minha mão e guiou-me em direção á sala de julgamentos.

Abriram-se as portas do tribunal e Hector, um dos soldados da Conquistadora anuncia nossa presença.

– Todos de pé para receber Vossa Majestade Xena, A Conquistadora, Senhora do Mundo Conhecido, Imperatriz da Grécia e a Dama Gabrielle. – me surpreendi com a forma à qual o soldado se referiu a mim, olhei para Xena ela apenas sorriu para mim. Havia duas cadeiras no centro da grande mesa que havia ali, era uma mesa em formato de um “C” e as cadeiras colocadas na parte externa da mesma. Xena puxou uma das grandes cadeiras para que eu me sentasse e logo em seguida também se assentou sendo seguida pelos demais, ali presentes.

– Quero dizer que para os que aqui estão presente que a partir desta data ficará oficializado que deverão se dirigir a Gabrielle com formalidade e respeito, pois é uma hospede de meu palácio, sendo assim espero que desapareçam de suas caras essas expressões de assombro! Sem mais, peço que comecemos este julgamento. – Xena concluiu e eu estava mais vermelha que um pimentão. Xena segurou minha mão.

– Que entre o prisioneiro Tebas Ex General da Guarda da Conquistadora! – anunciou o soldado Hector.

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(Xena)

Foi encantador ver os olhos de Gabrielle brilhando a cada novidade, desde sua túnica nova até o momento em que sentou ao meu lado, e quando dei uma ordem àqueles imbecis que a olhavam com espanto, ela corou. Que linda! Segurei sua mão para que se tranquilizasse.

Tebas foi colocado na frente do conselho e foi devidamente julgado, estava acorrentado e gritava implorando por piedade, eu via aflição nos olhos de Gabrielle toda vez que ele tentava se aproximar dela implorando clemência! Levantei-me.

– Calado seu hipócrita se não quiser que eu acabe com seu desespero agora mesmo! – meus olhos eram pura fúria! – ouvi burburinhos entre os líderes do conselho e nobres que ali se encontravam. Gabrielle segurou-me pela mão e pediu silenciosamente com o olhar para que eu me acalmasse – Bem prossigam com o julgamento.

– O réu foi acusado de roubo dos cofres do império, dar fuga a três prisioneiros, o assassinato de três soldados da guarda, conspiração contra a Conquistadora e o Sequestro da menina Dylan. – disse Giulius o chefe do conselho.

O julgamento transcorreu sem mais delongas.

–Pois bem, Foram apresentadas todas as provas e defesas para o prisioneiro e que veredicto chegamos senhores? – perguntei aos conselheiros.

– O réu foi declarado culpado de todas as acusações. – respondeu o chefe do conselho. – Me ergui e andei em direção ao acusado. Gabrielle me olhava com um olhar de súplica, meus olhos já enevoavam de satisfação e um sorriso vitorioso surgiu em meus lábios, dei um chute na cabeça do homem ajoelhado ao chão.

– E agora infeliz? Suplique ao deus da guerra que o salve, só quero lhe dizer uma coisa e que fique bem claro aos seus ouvidos imundos, “a Conquistadora sempre vence”, afinal não foi à toa que cheguei onde estou. Não é mesmo meus caros? – Olhei para o conselho, Gabrielle estava assustada, ela disse em tom inaudível mais pude ler seus lábios.

– Xena, por favor, pare, já chega! – me recompus e voltei até o meu lugar, ainda com os olhos sombrios e gélidos.

– O prisioneiro está sentenciado à crucificação ao amanhecer, onde será esfolado vivo e faço questão que seja por minhas próprias mãos – dei um sorriso maléfico. — e eviscerado. – o homem quase desmaiou ao ouvir sua sentença – Por agora podem deixá-lo no cárcere e alimente-o para que resista à crucificação ou não poderei me divertir. – Finalmente gargalhei e via o homem sendo arrastado pelos guardas enquanto esperneava e chorava como um covarde!

– Pois bem senhores estão dispensados, uma boa noite para todos. – Me levantei e peguei pela mão a dama que estava ao meu lado.

– Xena isso foi cruel! – disse Gabrielle abaixando a cabeça, enquanto voltávamos aos meus aposentos. Senti-me culpada por tê-la feito comparecer ao julgamento.

– Existem coisas Gaby que devem ser feitas, sabe o que ele poderia ter feito com Dylan se tivesse sido permitido por Ares? Ou por quanto tempo ele conspirava contra mim e me roubava pelas minhas costas? Se não receber uma sentença cruel como você considera. – eu ri da colocação de Gaby. – Outros tentarão fazer o mesmo é desta forma que me mantenho no poder, assim todos me respeitam.

– Desculpe Xena, mas eles te temem, é diferente. – ela disse.

– Bem eu não sei impor outra forma de ser respeitada se não essa, e se eu for fraca perco o que consegui até hoje com o suor de meu rosto e voz ativa. – entramos em meu quarto.

– Não concordo Xena, até mesmo por que respeito não se impõe se adquire, acho que se demonstrar um pouco piedade e ajudar os que precisam reestabelecendo aldeias que foram destruídas, acabando com um pouco da fome que existe fora dos portões desse palácio, certamente seria um bom começo para ser reconhecida e respeitada sem ser temida meu amor! – Gabrielle dizia sorridente.

– É o que acontece, quando se dá um pouco de liberdade para certas “meninas insolentes”, agora quer me ensinar a reinar em meu império. – disse rindo enquanto puxava Gabrielle pela cintura e a abraçava.

– Não Xena, não é isso, mas custa apenas pensar no que eu disse?

– Pensarei, prometo. – levei á mão esquerda ao peito, para provocá-la. Ela riu. – Agora venha aqui mocinha, joguei Gabrielle em cima da cama, e comecei a beijá-la, beijei seu pescoço, seios, levantei sua túnica e desci por sua barriga lambendo e beijando cada pedaço de pele que se arrepiava com o toque dos meus lábios, Gabrielle se contorcia de excitação e rasgou minha túnica como se me mostrasse assim sua necessidade de me tocar, levantei- a e coloquei-a sobre minhas pernas, sentada de frente para mim com as pernas em torno da minha cintura, tirei o laço que prendia a túnica de Gaby e terminei de retirar, agora com o corpo descoberto podia apreciar ainda mais aquela bela escultura à minha frente, Gaby estava vermelha e meu sangue estava fervendo. Joguei-a de costas na cama e comecei a tirar seus trajes íntimos, ela suspirava cada vez que minhas mãos alcançavam sua pele. Tirei o que sobrou de minha roupa. Voltei á beijar e lamber o corpo de Gabrielle ela gemia a cada toque, a cada beijo, eu já estava em chamas, beijei a parte interna de suas coxas subindo em direção ao sexo, daquela a quem eu amava, aquela a quem eu tornei mulher, beijei aqueles cachos loiros e suavemente introduzi minha língua, Gaby tremeu e gemeu, lentamente comecei a dar mordidinhas leves em seu clitóris e passei à chupar avidamente, ela se contorcia e empurrava minha cabeça para mais contato com seu sexo, virei Gabrielle de bruços, levantei seu quadril, ela se assustou, me aproximei de seu ouvido.

– Calma meu anjo! – e beijei seu pescoço, voltando, me posicionei em baixo dela entre suas pernas e me deitei de costas na cama. Voltei a beijar aquele centro molhado e quente Gabrielle gemia ainda mais, enquanto permanecia na posição que a coloquei, até que em um impulso ela se sentou sobre mim sem tirar seu sexo de minha boca e começou a rebolar em minha língua, gemia como nunca antes a tinha visto gemer e dizia meu nome frequentemente.

– Ai Xena... Ah Xena... Isso... Assim... Que gostoso... Ah... Ah... Aaaaaah Xenaaaaa!!!! – e caiu sobre mim com a cabeça entre minhas pernas e as pernas abertas sobre meus ombros.

– Olha meu amor, assim daria para continuar de uma forma muito gostosa, mas não acredito que você resista no momento. – Gabrielle riu de meu comentário saindo de cima de mim e se deitando ao meu lado.

– Você é terrível! – ela comentou rindo.

– Eu!!! Acabei de te fazer gemer como louca e você vem dizer que sou terrível, acho que terei que melhorar meu desempenho da próxima vez. – coloquei a mão sobre os olhos fingindo frustração.

– Para com isso sabe à que me refiro. – ela riu.

– Certo, certo. – comecei a me levantar.

– Aonde a senhora pensa que vai? – Gaby perguntou segurando meu braço.

– À sala de banho? – respondi simplesmente.

– Pois a senhora não vai a lugar algum, agora é a minha vez! – Gabrielle se colocou sobre mim e foi beijando cada pedaço do meu corpo a puxei para cima e tomei sua boca em um beijo, suplicante, rápido e quente e deixei que ela continuasse a fazer o que desejava. E ficamos assim durante muitas marcas àquela noite.

Notas finais
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