A alma da conquistadora.
16 A visita de Lyceus.
Notas iniciais
Gente espero que gostem deste capítulo. Aos poucos a conquistadora está aprendendo a ter um pouco de humanidade, será que Gaby conseguirá alças ar seu objetivo?
Ainda faltavam algumas marcas para que o carro de Apolo apontasse no céu Gabrielle tinha acabado de adormecer, dormia tão serenamente, algo que eu realmente invejava, pois a muito tempo meus sonhos eram tumultuados por lembranças de um passado que eu jamais conseguiria esquecer. Meia marca de vela depois começo a ouvir o som de batidas vindas do pátio do palácio, "creio que já começaram a construir a cruz", pensei... Então Gabrielle acordou.
– Oi meu amor o que houve? — perguntei.– Não sei ouvi batidas. — fiquei intrigada Gabrielle sempre teve o sono muito pesado.– É verdade, já estão construindo a cruz em que executarei Tebas. — ela abaixou o olhar.– Bem, eu lamento que tenha que tomar medidas tão drásticas, mas fazer isso não a tornará melhor que ele. — ela disse ainda sonolenta.– Mas que merda acha que está dizendo Gabrielle? Achas mesmo que sou pior que aquele traste? Aquele imbecil que pensa poder afrontar a conquistadora, que sequestra criancinhas por causa de um orgulho idiota e posses? Ele nem mesmo queria saber o que seria feito de Dylan quando armou o sequestro Gaby, ele simplesmente permitiu que Ares a levasse. — disse alterada com um olhar distante.– Eu sei meu amor mas é que...– É que coisa nenhuma Gabrielle, minha palavra foi dada e eu o farei. — saí de meus aposentos batendo fortemente a porta enquanto Gabrielle permanecia pensativa. Cheguei ao pátio do palácio e os guardas já traziam Tebas ao berros para sua execução. Ele estava totalmente machucado com hematomas por toda as partes de seu miserável corpo. Não dei muita importância, embora não tivesse ordenado o espancamento dele antes da crucificação. – Vamos com isso não tenho o dia todo. — ordenei.– Não senhora, por favor, misericórdia... tenho filhos, esposa, eu lhe suplico, piedade minha senhora... — Tebas chorava e se debatia enquanto os guardas o levavam ao seu destino. Nesse momento lembro das palavras de Gabrielle "...Não será melhor que ele..." sinto uma mão repousar em meu ombro e vi Gabrielle, certamente a besta não se atreveu em comparecer a esse espetáculo, ou eu teria jogado Gaby longe, mas aquela loirinha já estava me irritando muito. — ela sorriu e com um aceno me convidou a acompanhar-la a um local mais reservado, enquanto Tebas gritava e os guardas esperavam minha ordem para lhe cravarem na cruz.– Xena é isso mesmo que você quer, continuar sendo o mesmo monstro de sempre? Essa é a oportunidade de mostrar um pouco de piedade a este povo minha rainha. Quero dizer ele tem uma família... como se sentiria se nunca mais pudesse ver Dylan ou se celesta viesse te buscar e a deixasse desamparada, se ela não tivesse a mim ou sua familia para cuidar dela?– Pelos deuses! Gabrielle você não desiste mesmo? — perguntei indignada.– Achei que não custava tentar mais uma vez.- ela sorriu sem graça, quando ouvi um grito vindo do pátio.– Papai... — um menino era afastado por meus guardas, o jovenzinho não devia ter muito mais Verões que Dylan, mas ainda assim teve coragem de se aproximar de mim e ajoelhar aos meus pés chorando.– Senhola imperatliz por favor dessa meu papai ir pá casa. — acredito que algo parecido com sensibilidade despertou dentro de mim, pois vi naquele pequeno a minha pequena princesa e me coloquei pela primeira vez na pele de algum de meus acusados. Voltei para os guardas. – Mudei de idéia, quero que meus súbitos saibam que a conquistadora pode ser misericordiosa, soltem — no. — ordenei. – Muito obrigado senhora, muito obriga...- O calei antes que pudesse dizer algo mais.– À partir deste momento estás sentenciado ao exílio. Suma de minhas vistas antes que eu mude de idéia e agradeça a esse jovenzinho que teve a coragem de enfrentar a imperatriz, e implorar pela sua miserável vida.– Mas senhora para onde irei...Toda minha vida está neste palácio? – Isso não me diz respeito, realmente não me importo e em seu lugar não reclamaria pois a sua vida nesse momento poderia estar se esvaindo nesta cruz e sob minhas mãos, além disso, saiba que faria de muito bom grado. E a propósito quero você é toda essa sua prole bem longe das minhas terras, seja nos arredores da Grécia, Gália, Chin ou qualquer outro lugar que souber que pertence a conquistadora e se eu encontrar você ou qualquer membro de sua família em minhas propriedades, cumprirei minha sentença inicial, após te fazer assistir a execução de sua esposa e filhos um após o outro, eu garanto que não terei piedade, fui clara? — dei um sorriso perverso e olhar gélido. Gabrielle me olhava como se visse o proprio Ades em meus olhos.– Ssim senhora foi bem clara. — o homem respondeu trêmulo. – AGORA DESAPAREÇA DE MINHAS VISTAS. — berrei, o homem saiu desesperado tropeçando nas próprias pernas. Entrei no palácio seguida por minha loirinha saltitante, derrepente ela pára olhando para mim.– O que é agora Gabrielle, quer que eu declare paz às amazonas aos centauros ou que eu liberte todos os prisioneiros do império? — ela riu com minha ironia.– Não Xena, só queria saber se é sério o que disse sobre o que faria com a família de Tebas caso os visse em suas posses? — me perguntou com olhos suplicantes.
– Ah Gabrielle, pois lhe digo que para o bem dele melhor que não voltem, pois dessa vez certamente iria cumprir.- ela me olhou assustada.– Mas são crianças!– Se ele voltar não os ama e se ele não ama os próprios filhos eu não farei isso. Lamento! Entretanto, não voltará, Tebas sabe quem sou e do que sou capaz. Bem, agora temos que acertar nossas contas não é?- disse entrando em meus aposentos.– Que contas amor?-Gabrielle perguntou inocentemente.– Cumpri um pedido seu o que acha de cumprir um meu também? — a sentei na mesa da antecâmara colocando — me entre suas pernas e sorri maliciosamente. – Um pedido seu?- ela perguntou se insinuando e passando o indicador entre meus seios.– Acho que me entendeu. — sorri.– Claro meu amor, mas temos que trabalhar, depois prometo te dar tudo que você quiser. — piscou-me um olho e se desvinculou de mim correndo para o escritório.Enquanto eu pensava no "tudo que você quiser" que ela havia dito.Algumas marcas de vela depois decidia os detalhes do jantar que eu daria em honras ao novo general de minha guarda, Filemom. – Então senhora quando será o jantar? — Filemom perguntou.– Creio que em breve, gostaria que fosse em dois dias o que acham? – Como desejar minha senhora! — disse Filemom. – És a imperatriz da Grécia seu desejo é minha ordem senhora. — disse Gabrielle em tom de brincadeira, fuzilei-a com o olhar ela se encolheu.– Tudo bem então será feito! preparemos tudo o que for necessário pois haverá uma festa dentro de duas noites. — ouvi batidas à porta.– É o mensageiro. — disse Filemom– Que entre. — ele entrou — espero que tenha um motivo muito bom para interromper uma reunião. – Desculpe senhora, mas é que vim avisar que está aqui um jovem que diz ser seu irmão e traz uma mocinha muito atrevida que disse que mandará a senhora prender todos nós se não os deixarmos entrar. — um sorriso escapou de meus lábios.– Dylan!!! — corri em direção aos portões. — deixem-no entrar.– E vi Lyceus entrando, montado em um lindo Corcel preto, com Dylan montada a sua frente. — ele desmonta desce a menina e ambos vêm em minha direção. Pego minha filha no colo e olho receosa para Lyceus. – É certamente lhe devo Desculpas irmão. — abaixei o olhar.– Deixe disso Xena, é claro que mamãe quer te matar, mas eu também teria a mesma reação se visse o que você viu, ainda mais tendo um irmão tão charmoso quanto eu! – É, você não tem jeito meu irmão. — Eu ri — Venha cá me dê um abraço. — Nos abraçamos durante algum tempo. – Ei! e eu não tenho atenção, não é? — disse Dylan.– Claro minha princesa dei um beijo em Dylan que pulou de meu colo indo em direção a Gabrielle que estava ao meu lado.– Tia Gaby!!!– Oi Dylan como vai? — enquanto conversavam continuei falando com Lyceus e entrávamos no palácio. – Então Lyceus o que os traz aqui? Vocês nunca vieram à Corinto. – Na verdade Xena achei que você não nos receberia, mas Dylan adoeceu e não parava de chamar por você já não sabíamos mais o que fazer pois ela dizia ver um homem que vinha buscar ela creio que foi trauma do sequestro. – Eu senti que está quente. Há quanto tempo está assim? — perguntei preocupada.– Ela adoeceu assim que você partiu. Ao cair da noite. — ele me disse ao mesmo tempo que Dylan contava sua versão para Gabrielle.– Não to bem, po que minha mamãe me dessou lá e um moço mau disse q vem me bucar e eu disse que ela mentira e meu tio disse q ela mentira e eu fiquei dodói e com feble.- Gabrielle me olhou assustada.– É minha princesa mais agora você está com a mamãe e nenhum homem mal vai ter coragem de lhe incomodar, tudo bem? — disse tentando acalmar Dylan.– Tudo bem! — disse sorrindo — Agora vou morar aqui com você e a tia Gaby? — perguntou sorridente se jogando do colo de Gaby ao meu, quando chegamos em minha antecâmara. – Veremos isso, mas por agora, temos que cuidar dessa febre não acha?– Não! — respondeu simplesmente. – Mas como assim? — fiquei indignada com a resposta daquela pequena.– É que meu tio me tlouxe pla cá porque eu tô dodói se eu melholar ele me leva pá casa. — ela concluiu. – Ah sim! Se o problema é esse não permitirei que ele a leve daqui tá bom? — lhe pisquei um olho.–Tudo bem então. — ela sorriu. Pedi a Cassandra que providenciasse um banho frio, iria ajudar à baixar a febre de Dylan e também um quarto para Lyceus. Conversávamos muito e banhei Dylan. a febre já seguia mais amena.Lyceus se despediu e seguiu para o aposento que foi destinado a ele.– Dylan quer um quarto só pra você. com uma cama só sua e brinquedos? — perguntei. – Quelo. mas você vai dormir lá comigo? — perguntou receosa. – Não Dylan seria só para você!– Mas eu quero dormir com você, mamãe. — seus olhos marejaram. –Tudo bem, princesinha não chore, dormirá aqui em minha cama como da última vez. — ela sorriu. olhei para Gaby.– Já era... meu "tudo que eu quiser!" — ela começou a rir, atirei um travesseiro em sua direção e recebi outro em troca e ficamos nisso por um tempo, Dylan observava rindo e aplaudia quando Gaby me acertava. Vencidas pelo cançasso nos deitamos lado a lado e Dylan se jogou na cama entre nós. — ri da situação e fiquei olhando Gaby e Dylan que logo adormeceram. levantei sorrateiramente da cama e saí do quarto em direção ao meu salão de armas e logo comecei a me exercitar, não sentia sono aquela noite, me preocupava por Dylan. – Ares APAREÇA! — ordenei enquanto movimentava uma espada no ar.– Ora, ora parece que ainda está ligada à mim por perceber quando estou por perto. — ele sorria vitorioso.– Na verdade, sinto seu cheiro de cão sarnento de longe. — agora eu expressava o mesmo sorriso que ele havia me lançado anteriormente. – Vê bem Xena... vim te avisar que tem cinco luas para resolver suas coisas e comandar minha batalha na ilha de Creta poderá tomar as terras só quero a glória do combate.– Eu quero saber uma coisa antes, porque está incomodando o sono de Dylan, quer assustar minha filha com que finalidade, Ares?– Não fiz isso Xena, tenho coisa mais importante a fazer que brincar com uma criança e o que eu pretendia obter de você com essa menina na verdade eu já consegui. — Ares disse isso e desapareceu, se ele realmente não tinha nenhum envolvimento com o problema de saúde de Dylan. Quer dizer que ela sentiu minha falta, talvez agravou-se pelo susto que tomara durante o sequestro e eu teria que cuidar dela até que estivesse totalmente recuperada.
Notas finais
O próximo vai demorar menos PROMETO! deixem seus comentários e se tiverem sugestões mandem privado... Please! Bjoooss.
XK.
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