A alma da conquistadora.
14 Castigo
Notas iniciais
(Gabrielle)
Não achei que Xena me surpreenderia dessa forma, mas o que havia conversado com ela na noite anterior havia surtido algum efeito, fiquei realmente maravilhada com a atitude de minha senhora, pelo menos até esse momento, era minha senhora, mas e agora o que sou? Deixei de beijá-la e desci de seu colo.
– Me desculpe S...senhora, digo Xena, digo não sei o que digo...- estava confusa.
– Xena, pode ser Xena Gaby... – ela riu.
– O que é esse pergaminho Xena?
– Achei que havia entendido. Se levar em consideração sua reação... – riu ainda mais e ergueu aquela sobrancelha que tanto me fascinava.
– Sei mas... o que farei agora, já não tem que me manter aqui no palácio, vim pra cá em condição de sua escrava e agora...- eu estava temerosa.
– Do que tem medo Gabrielle, estou te dando a liberdade, podes fazer o que quiser... só peço aos deuses que o que queira não seja me deixar.
– Mas claro que não é o que quero Xena, por mim passaria a minha vida lhe servindo se assim fosse sua vontade, meu medo é que quisesse que eu fosse após me dar conta do que diz o pergaminho em minhas mãos, achei que não me quisesse mais e... – fiquei receosa.
– Seria louca se não a quisesse, és livre agora Gaby pode fazer o que quiser não me pertence nem tem nenhuma obrigação para comigo, não poderás mais dizer que tenho o direito de lhe agredir e nem mesmo será obrigada a se apresentar para seus serviços, se não lhe agradar me ver simplesmente não será obrigada a isso! Se realmente quiser lhe ensinarei esta nova função e lhe pagarei como à todos os meus servos, trabalhará para mim se quiser Gabrielle ou pode partir, por mais que me doa pode partir.
– Como poderia partir minha senhora? Destes liberdade ao meu corpo, mas ainda possui aprisionado meu coração e sendo assim onde poderia ir sem ele? Meu coração é escravo de tua vontade, de teu querer, sobre tudo de teu amor. Preciso de meu coração para viver e ele não vive sem você. – olhei dentro daqueles azuis que me atraíam e me convidavam à mergulhar, os vi marejando e me sorriu, com um dos mais belos sorrisos que havia visto dar, aquela bela mulher a minha frente, fechei meus olhos e senti-a aproximando-se de mim, repousou delicadamente seus lábios sobre os meus.
– Prometo cuidar bem de seu coração Gabrielle. – disse afastando os lábios.
– Confio em você Xena, preciso confiar! — lhe sorri.
Meia marca de vê-la após estávamos Xena, Filemon e eu lendo muitos pergaminhos Xena me ensinava pacientemente e eu aprendia muito rápido como tratar dos negócios do império o que não podia resolver separava para lhe entregar e o podia resolvia com êxito. Xena se surpreendeu com meu excelente trabalho segundo ela eu era uma boa aprendiza, mas logo ao entardecer pediu que eu me retirasse que fosse conversar com Dália, Cassandra ou fosse passear no jardim, pois precisava tratar do julgamento dos prisioneiros encarregados do rapto de Dylan e seu mandante, Tebas. Vi aquele olhar gélido em Xena novamente tive medo e ela pediu que eu saísse, não hesitei e fui ao jardim com Cassandra.
– Sabe Gabrielle, senti sua falta no palácio, Dália é chata comigo e não tem conversa comigo então fica me mandando de lado a outro não tinha com quem conversar aqui.
– Gosto de Dália conversamos muito. – disse eu sorridente colhendo algumas rosas, faria um buquê para adornar o quarto de Xena, quem sabe assim não suavizaria seu humor ao voltar do julgamento.
– Para que estamos colhendo estas rosas Gaby? – Cassandra me perguntou.
– Farei um buquê para que a conquistadora se acalme ao voltar, do julgamento. – respondi.
– Por Afrodite!!! Então precisaremos do jardim inteiro. – rimos juntas do comentário de Cassandra.
(Xena)
Estava no grande salão de julgamentos, o que chamava de sala do trono, sentada em minha grande poltrona aguardando os guardas trazerem os dois prisioneiros fugitivos já que o outro recebeu clemência e morreu de forma rápida por me dar informações.
– Se aproximem! – ordenei!
– Curvem- se à conquistadora.- disse um dos guardas. Eles caíram em seus joelhos me olhavam assustados como se vissem um demônio, talvez o fosse! Imploravam por clemência.
– Covardes! Já eram prisioneiros e seriam castigados por seus atos, mas preferiram desafiar minha ira se metendo com minha família, com meu sangue! Ainda assim não foram vocês os que disseram que não me diriam nada, achei que não nutriam medo de mim! – ri perversamente. Descendo de meu trono – e você! — apontei para um deles me aproximando. – cuspa em minhas botas novamente. Façamos isso ficar divertido.
– Não senhora, por favor, perdoe-me. – ele implorou.
– O que fizeram com eles no cárcere? Pareciam mais corajosos quando os enfrentei na taberna de Cyrene. – perguntei a um dos guardas.
– Acho que ouviram rumores e souberam que Tebas também foi aprisionado, logo, eles não possuem mais refúgio! – respondeu o meu soldado.
– Ah sim claro! Que pena, nem mesmo Ares poderá ajudá-los agora, mas façamos isso mais interessante, podem escolher se preferem viver ou morrer. – logo um deles, o que havia cuspido em minhas botas, se prontificou.
– Viver senhora, por favor. – eu gargalhei.
– Certo então, queres viver? Guardas! Dispam-no, será um de meus eunucos!
– Não, senhora eu imploro, não faça isso prefiro morrer, quero a morte!- Ele berrava.
– Covarde, não sei quem é pior. Se você ou seu amiguinho ali que nem mesmo diz nada! Sabe que morrerá não é imbecil? – perguntei ao outro que me olhava com enormes olhos e tremia. Logo em seguida caminhei em passos longos até o homem que gritava e já estava despido.
– Está feito, senhora e agora? – o guarda me perguntava enquanto segurava o desgraçado ajoelhado no chão.
– Então preferes morrer não é? – perguntei cinicamente.
– Sim senhora, pelos deuses!
– Tudo bem então. – ele me olhou aliviado, no mesmo instante tirei minha espada da bainha e com um único movimento, cortei o órgão do homem que urrava de dor e se contorcia no chão. Meus guardas colocaram as mãos em suas partes como se compartilhassem da dor do homem. – Agora morrerás, levem-no para o pátio do castelo e pendurem-no, sem nenhum método curativo deixem-no sangrar para que morra. – e seguiram arrastando o homem, que gritava desesperadamente, eu sorria. Logo me aproximei do outro que tremia ainda mais e se encolhia contra a parede que estava atrás dele. Girava a espada ensanguentada, bem próxima à sua face. – E agora o que farei com você?
–P...por favor senhora, clemência.
– Clemência, clemência! É tudo que sabem dizer? Por que não pensam nisso antes de fazer as merdas que fazem? – a besta rondava na superfície de meu corpo, não havia mais nem um vestígio de humanidade em meus atos. — Levante-se. – ordenei, cravei a espada em seu abdômen, mas não atravessei, aprofundei somente o suficiente para que atingisse seus órgãos e deslizei a espada para cima rapidamente, rasgando de baixo a cima até que atingisse o pulmão. — Deixem-no morrer e limpem isso tudo. Avisarei o conselho a respeito do julgamento de Tebas amanhã! – limpei minha espada na túnica do homem que morria e segui para meus aposentos.
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