A alma da conquistadora.
8 A viagem para Amphípolis Parte II
Notas iniciais
A noite passou rápido e já ao amanhecer ouvi passos na estrada próxima à nós, acordei Gabrielle e nos escondemos entre os arbustos, vi os três prisioneiros que haviam fugido e como já esperava logo em seguida avistei Tebas, general de meu exército, ele tramava algo que não consegui ouvir com aqueles homens, recolhi minhas coisas, selei novamente Argo e seguimos viajem, descobri que estavam acampados próximos à nós pois vi os vestígios da fogueira e pegadas de cavalos, pelos rastros deixados pude observar que seguiam à Amphipolis, gelei... Se fossem eles quem realizariam o que me disse Athena, teria que chegar à Amphipolis antes deles, logo teria que aumentar o ritmo de minha viagem, sem muitas paradas para descansar.
–- Gaby me desculpe, sei que não está acostumada com esse tipo de viagem mas, teremos que ser rápidas e só faremos uma parada hoje á noite pois, pretendo chegar à Amphipolis até o entardecer de amanhã, porque minha filha corre perigo. Sei que sofrerá com a viagem será muito cansativa pra você mas, confie em mim tudo ficará bem. — disse olhando em seus olhos.
–- Tudo bem Xena, faça como achar melhor meu amor, confio em você. — ela me respondeu sorrindo, como era bom ver aquele sorriso e muito melhor ouvi-la me chamar de meu amor.
Seguimos em marcha forçada por horas, sentia o vento em meus cabelos e o recostar do corpo de Gabrielle em meu corpo me fazia estremecer, Argo já se sentia exausta até porque carregava duas pessoas, não muito tempo após o pôr do sol, encontramos uma pequena pousada entrei e perguntei se haviam quartos disponíveis, fui reconhecida.
–- Conquistadora! Não temos nada à sua altura, nossos aposentos são simples e... — disse o dono do local.
–- Não vim procurar luxo, se assim fosse ficaria em meu palácio, apenas preciso de um lugar para descansar, uma refeição para mim e minha acompanhante, água e comida para meu cavalo e um lugar para que descanse.
–- Sim conquistadora, logo providenciarei. — respondeu prontamente.
–- E outra coisa quanto menos souberem quem sou eu, ou que estou aqui melhor! Então pare com tanta bajulação, certo? — disse já irritada.
–- Claro senhora, claro me perdoe. Só tem um problema senhora só temos um quarto é bem espaçoso mas para casal, se a senhora quiser podemos colocar uma outra cama e ...
–- Não será necessário, mostre-nos o quarto, cuide para que meu cavalo seja bem cuidado e leve nossa refeição ao aposento o mais rápido possível.
–- Claro, minha senhora! — seguimos até o pequeno cômodo, não tinha nenhum luxo mas, tinha um quarto de banho e uma pequena banheira, uma cama grande e uma mesa, bom jantaríamos ali, puxei Gabrielle para um beijo.
–- E então... muito cansada? — perguntei a abraçando.
–- Um pouco, mas acho que um banho e uma boa noite de sono resolveria, Xena.
–- O que houve com o "meu amor"?. — disse erguendo uma de minhas sobrancelhas.
–- Ora, eu só te chamei assim uma vez e já está mal acostumada?
–- Me acostumo rápido com o que é bom. — rimos e a beijei novamente, quando bateram à porta. — deve ser nosso jantar.
–- Deixa que eu atendo. — Gabrielle abriu a porta, logo entrou um jovem com uma bandeja com a refeição e uma garrafa de vinho, pedi que deixasse na mesa e saiu, fechei a porta e me sentei seguida por Gabrielle, servi — me de uma taça de vinho e servi também a Gabrielle.
–- Xena eu... não bebo... nunca tomei vinho! — disse Gabrielle olhando para sua taça.
–- Pois hoje irás me acompanhar Gaby e não irás negar. — afirmei.
–- Tudo bem, meu amor. — ela me olhou com um olhar doce, me serviu um pouco do guisado de cordeiro da badeja à nossa frente e a si própria, jantamos e conversamos animadamente, logo em seguida preparei um banho e pedi Gabrielle que se banhasse comigo.
–- Mas Xena, eu... — disse ela enrubescendo.
–- Não lhe tocarei Gaby, é só um banho. — disse tentando acalmá-la e já me despindo, o que fez com que Gabrielle corasse ainda mais, porém, não deixava de me olhar e senti aqueles olhos me devorarem, quando percebeu que eu a vi me observando desviou o olhar e de costas começou a se despir também, quase a ataquei quando vi aquela pele suave sendo desnuda, as mechas loiras caindo por suas costas, ela virou-se de frente à mim com a intenção de entrar na banheira mas, percebeu que eu não tirava os olhos dela então parou, aquelas pernas bem desenhadas, a barriga lisa e seios fartos, sem falar daquele triângulo de cachos loiros... como é linda, pensei, Gabrielle enrubesceu, principalmente quando viu que eu mordia o lábio inferior, ela se aproximou.
–- Somente um banho não é Xena? — disse com um ar travesso nos lábios.
–- Claro Gaby, venha. — segurei suas mão e a conduzi para dentro da banheira, sentei-me e Gabrielle se posicionou em minha frente de costas para mim, a envolvi com os braços e me pus à beijar e mordiscar levemente seu pescoço.
–- Huum... Xena, disse que só iríamos nos banhar! — disse suavemente, inclinando levemente a cabeça para o lado à cada beijo.
–- E que mal há em lhe acariciar durante o banho, não está bom? — perguntei maliciosamente.
–- Claro que está! Mas temos que descansar, a viagem é longa e se continuar assim não te deixarei dormir.
–- E quem disse que preciso dormir? — disse rapidamente a girando e trocamos de posição me pondo de frente para ela. Projetei meu corpo para frente empurrando levemente Gabrielle para trás fazendo-a encostar a cabeça na borda da banheira, posicionei-me em cima dela apoiando o peso do corpo sobre a mão esquerda enquanto com a direita acariciava o rosto, os ombros e seios de minha loirinha, Gabrielle fechava os olhos e gemia baixinho a cada toque. Cravou as unhas em minhas costas quando levei os lábios aos seus seios e baixei minha mão, acariciando suas coxas e subindo delicadamente entre elas, mordi levemente o seio e suguei fortemente fazendo-a arquear as costas, fechei os olhos deliciando-me com a carne entre meus lábios, quando senti uma de suas mãos em minha nuca, enrolando os meus cabelos entre seus dedos e a outra descendo por minhas costas em direção as minhas nádegas, senti que ela se preparava para o que viria a seguir, arrisquei, coloquei minha mão, sobre seu sexo e introduzi um dedo forçando a entrada estreita e apertada e como esperava Gabrielle, gemeu, puxou meus cabelos e aferrou a mão em meus glúteos, sabia que faria mas não com tanta força, arfei. Continuei fazendo movimentos contínuos para dentro e fora de Gabrielle, roçando vez ou outra em seu clitóris, Gaby gemia e me apertava cada vez mais.
–- Huuum Xena!!! Aaaah... isso! — ela estava me deixando louca.
–- Diz como quer... — disse rouca em seu ouvido.
–- Mais forte!!! Mais rápido!!! Aaah por favor Xenaaaaa!!! — até que senti espasmos percorrer todo seu corpo e soltar meus cabelos, relaxando em baixo de mim, a beijei suavemente e me afastei, Finalmente nos banhamos, tomei Gabrielle em meus braços e me ergui com ela, nos enxugamos e fomos em direção a cama, sentei-me na cama e posicionei Gabrielle em minha frente, peguei suas mãos, levei aos lábios.
–- És minha? — perguntei baixo e com um sorriso no rosto.
–- Sempre, Minha senhora. — olhou dentro de meus olhos, com uma certeza plena e seriamente, de repente abriu o mais encantador dos sorrisos. — Minha Xena!!! — e pulou em cima de mim me enlaçando com as pernas. Ainda entre as pernas de Gabrielle me deitei de costas para cama com ela sobre mim, a respondi com o mesmo sorriso.
–- Quero ver o quanto?
–- E quer ver agora... depois de me fazer sua mulher?
–- E você acha que eu terminei?
Passamos horas, nos amando e Gabrielle parecia não se cansar, eu não estava em minha melhor forma, mas não deixei a desejar, quanto mais minha loirinha queria, mais ela tinha e nos amamos a noite toda até que Gaby foi vencida por Morpheu e caiu em um sono merecido, porque essa noite ela quase me venceu.
–- Que disposição tem essa menina? — pensei- é difícil ter que admitir mais estou completamente entregue, completamente apaixonada! "É XENA, O QUE FEZ? COMO SE DEIXOU SER PEGA NOVAMENTE POR ESSE SENTIMENTO? "
Lembrei-me da última vez que me senti assim... o sentimento não era o mesmo mas, a sensação de ser amada, era a mesma que sinto agora, sempre preferi mulheres entretanto, Demétrio foi o primeiro e único homem que amei, éramos muito jovens e ele esteve ao meu lado em todas as minhas conquistas, meu deu um colar com uma linda pedra azul, disse que se encantou porque eram tão azuis quanto meus olhos e que seria o símbolo de nosso amor e que quando tivéssemos um filho, o colar seria dele, pois seria a prova de nosso amor, na época eu ri pois, não cria que pessoas como nós poderiam criar uma criança, até que um dia estávamos em campanha em Gales e Demétrio como um de meus generais estava em um acampamento distante do meu, em uma noite não resistiu disse que teve saudades e foi até onde eu acampava com meus homens.
"-- O que faz aqui Demétrio?
–-Não resisti, estava morrendo de saudades desse seu corpo.
–- Conheço bem a luxúria do soldado!
–- Não importa o que seja a questão é que te quero!"
E tivemos uma noite maravilhosa de amor, a verdade é que nesse dia Dylan foi concebida e quando descobri, me desesperei Demétrio disse que queria a criança o que me deixou ainda pior, eu não queria! Batalhei até o sexto mês de gestação depois disso não pude mais esconder, voltei para Corinto tive minha Filha e dois dias depois recebi a notícia que Demétrio tinha sido ferido em batalha e não resistiu aos ferimentos, a besta me sobreveio de tal maneira que estrangulei o mensageiro e cortei a cabeça de quem tentou me impedir de sair do palácio e encontrei com Filemom, meu melhor amigo em décadas, que trazia o corpo de Demétrio, chorei copiosamente e prometi a Demétrio que vingaria sua morte, foi quando entreguei Dylan à minha mãe e voltei ao campo de batalha, fui tomada de tal forma por meu lado negro que vencemos a campanha em menos de três luas e não fizemos prisioneiros foram todos executados, para que eu saciasse minha sede de sangue! Hoje me arrependo pois, não era o que ele queria Demétrio havia dito que aquela seria nossa última batalha e que criaríamos Dylan como pessoas normais. Como se isso fosse possível para alguém como eu! Mas minha filha tinha o direito de ter um pai, de ter uma mãe! E por ela só por ela me darei a chance de recomeçar, vou tentar viver ao lado de minha filha e amarei de novo, tentarei ser finalmente ser feliz!
Amanheceu e eu ainda estava perdida em meus pensamentos, quando Gabrielle acordou.
–- Bom dia pequena!
–- Bom dia, meu amor!
–- Temos que seguir viagem, Gaby.
–- Estou com fome.
–- Quando você não está com fome? — ela corou — vou pedir o nosso desjejum e depois partiremos.
–- Mas sem um beijo ao menos. -Gabrielle sorriu.
–- Essa menina está ficando muito mal acostumada! — a beijei demoradamente — mas é muito bom! — sorri. Comemos e logo em seguida nos preparamos para partir, viajamos por várias marcas até o por do sol e nos aproximamos de Amphipolis, entramos no vilarejo e segui direto para a taberna de minha mãe. Dylan correu em minha direção assim que me avistou, senti um grande alívio!
–- Mamãe! — abriu os bracinhos e veio correndo em minha direção, me abaixei e a peguei nos braços.
–- Olá Dylan, sentiu minha falta?
–- Sim, veio me bucar?
–- Ainda não, filha, não dessa vez. — minha mãe se aproximou, lhe apresentei Gabrielle.
–- Mamãe essa é Gabrielle, minha dama de companhia. — ainda não queria dizer a minha família o que Gabrielle representava em minha vida, ainda não sei qual seria a reação de minha mãe.
–- Muito prazer em conhecê-la Gabrielle.
–- O prazer é todo meu senhora...
–- Cyrene. — minha mãe completou — mas esqueça o senhora me chame só por Cyrene!
–- Essa moça é xua amiga mamãe? — Dylan perguntou preocupada.
–- Mais ou menos, ela trabalha para mim e eu tenho muita confiança nela.
–- Ah... tá bom. — disse Dylan pulando de meu colo.
–- Mãe precisamos conversar!
–- Claro vamos para casa, deve ser muito importante para ter vindo novamente aqui dentro de tão pouco tempo!
–- Sim é de extrema importância.
Seguimos para casa mamãe, Gabrielle e eu, Minha mãe chamou Lyceus e nos abraçamos.
–- Filho cuide da taberna e de Dylan sua irmã precisa conversar comigo.
–- E quem é essa moça, Xena?
–- É minha mulher e nem pense em se engraçar com ela! — pensei — É minha dama de companhia, Lyceus se chama Gabrielle — disse.
–- Olá Gabrielle estendeu a mão e abriu um sorriso enorme. — tive vontade de socá-lo.
–- Oi — respondeu Gabrielle muito tímida e baixou o olhar logo em seguida, ela percebeu meus ciúmes e não queria dar motivos. entramos em casa.
–- Então Xena o que te trouxe aqui? — minha mãe foi direto ao ponto.
–- Bom como disse o assunto é delicado, Dylan foi descoberta e corre perigo!
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