A alma da conquistadora.
12 A verdade não tarda.
Notas iniciais
(Gabrielle)
Nunca em minha vida imaginei ter que passar por isso muito menos vindo da pessoa pela qual estava apaixonada, Xena me decepcionou muito estou realmente assustada, admito ter chegado ao clímax algumas vezes, afinal estava sendo possuída pela mulher que eu amo, mas me senti horrível por isso pois, fui usada por ela não amada, fui tomada contra minha vontade, quando deveria ser um desejo mútuo e pior o que deveria ser uma expressão de nossos sentimentos foi uma forma de castigo, por um erro que eu nem ao menos havia cometido, ela foi fria, cruel, violenta e agressiva nunca imaginei que Xena faria algo assim... não comigo... mas o que me fez pensar que eu era diferente para ela? Amo essa mulher e não sei se vou suportar ser tratada dessa forma, será que toda vez que ela achar que fiz algo errado vai tirar suas próprias conclusões e me agredir? Não quero desistir de Xena sei que há bondade em seu interior mas, não sei se meu amor vai suportar ser maltratado dessa forma e sobreviver para ver a mudança dela.
Aquela foi a noite mais longa da minha vida nunca havia chorado tanto e a pior dor não foi da violência com a qual fui tomada ou da surra que levei mas, por saber quem havia feito aquilo comigo, eu já havia conhecido o lado bom de Xena, o carinho e cuidado que ela teve ao fazer amor comigo em nossa primeira vez, eu sabia que aquele monstro não era a minha rainha, o corpo, a pele, o cheiro e até mesmo o toque, às vezes era dela mas, aqueles olhos revelavam um outro ser vivendo dentro da minha amada porém, ainda assim estava revoltada, irada mesmo, estava me sentindo usada, imunda e me sentia pior por ter tido orgasmos dentro daquelas circunstâncias, maldita pele, cheiro, toque, lábios... MALDITA SEJA XENA!!!
–- Em que está pensando escrava? — se aproximou de mim sobre as peles ao lado da fogueira.
–- Em como pude me enganar com você! — ela me encarou incrédula.
–- Se enganou por que quis, sempre te disse quem eu era!
–- Não foi a mesma, quando me teve a primeira vez!
–- Não te considerava uma traidora, hipócrita e dissimulada da primeira vez!
–- Não sou assim Xena, mas não vou tentar te convencer, você já tirou suas próprias conclusões.
–- Já disse para não me chamar mais por meu nome, sou sua senhora ou conquistadora se preferir e agora deixe de pensamentos tolos partiremos ao amanhecer.
–- Sim conquistadora!
Mais duas noites de viagem e nenhuma palavra trocada entre Xena e eu, chegamos à um pequeno estabelecimento próximo à Corinto, Xena se aproximou do balcão.
–- Me tragam uma caneca de vinho e água para a moça, também quero um quarto e comida e água para minha égua. — quando Xena olhou para trás viu-me esquivar de um homem asqueroso, com um cheiro insuportável e enorme, que tentava me agarrar. Ela tocou em seu ombro.
–- Com licença. — disse falsamente, quando o homem se virou ela acertou um soco que fez com que ele fosse ao chão imediatamente.
–- Por que fez isso senhora? — perguntei na esperança que dissesse algo que me desse uma pista de que ainda sentisse algo por mim.
–- Ninguém toca em minha propriedade. — respondeu friamente.
–- Certo senhora, mesmo assim obrigada! — Xena sorriu maliciosamente ao ver minha expressão desapontada.
–- Esperava algo mais Gabrielle? — ergueu uma de suas sobrancelhas.
–- Na verdade, sim senhora eu esperava que ... — me puxou para si e me beijou antes que eu completasse a frase.
–- Para que todos aqui saibam à quem pertence. Agora vamos ao quarto preciso dormir. — disse me puxando pelas mãos.
Era um cômodo simples com uma cama, uma mesa, um baú e uma sala de banho, até confortável. Xena sentou-se na cama.
–- Venha até aqui Gabrielle. — gelei.
–- Sim, senhora.
–- Tire minhas botas. — tirei uma de cada vez e pus ao lado da cama.
–- Algo mais senhora?
–- Há sim. — me puxou para perto de si colocando-me sobre suas pernas e beijou-me demoradamente, como senti falta desses lábios, sendo tão gentis.
(Xena)
Após tomar Gabrielle brutalmente, não me senti satisfeita, senti um vazio nunca existente em mim a vi pensativa e resolvi perguntar o que se passava.
–- Em que está pensando escrava? — me aproximei tentando desvendar algo.
–- Em como pude me enganar com você! — ela estava infeliz aquilo me doeu.
–- Se enganou por que quis, sempre te disse quem eu era! — não deixei transparecer.
–- Não foi a mesma, quando me teve a primeira vez! — me recordei com pesar, naquele dia estive completa.
–- Não te considerava uma traidora, hipócrita e dissimulada da primeira vez! — tentei disfarçar meus pensamentos.
–- Não sou assim Xena, mas não vou tentar te convencer, você já tirou suas próprias conclusões. — fiquei olhando-a abaixar a cabeça, será possível que tenha me enganado de novo com meu julgamento sobre a inocência da menina? Não, não poderia ser.
–- Já disse para não me chamar mais por meu nome, sou sua senhora ou conquistadora se preferir e agora deixe de pensamentos tolos partiremos ao amanhecer. — falei encerrando a conversa.
–- Sim conquistadora!
Partimos aos primeiros raios de sol, fomos comendo algumas provisões que ela havia trago, pelo caminho mas não trocamos palavras, à noite acampamos e fui andar para ficar um pouco só, quando senti aquele cheiro se rosas conhecido e uma presença irritante se aproximou.
–- Minha cara você está fazendo tudo errado.
–- Boa noite para você também Afrodite! — disse irritada.
–- Não vejo porque boa se você faz tudo parecer tão complicado. — Afrodite estava exaltada.
–- E não é? Acabei de espancar a única pessoa por quem me apaixonei depois de Demétrio e decidi mantê-la minha escrava para não ter que me afastar dela. — estava furiosa comigo mesma.
–- Você é uma tola Xena é só o quê eu tenho a dizer, terá que fazer com que ela te perdoe.
–- Me perdoar? Ela me enganou! Com Lyceus. — fiquei intrigada.
–- Você estava tão perto, será que não vê? Sua alma pertence à essa menina, essa é a conquistadora do seu coração Xena, poderia recuperá-la agora e ela iria te libertar lhe devolvendo seu bem mais precioso. — disse andando de um lado ao outro.
–- Você me ouviu sua deusa burra? Como pode essa ser a pessoa da qual me disse que conquistaria meu coração se a vi agarrada com meu irmão? — Nunca vou ama-la depois disso!
–- Não só irá como já a ama e burra é você pois, é a única que não viu que não foi traída, que o abraço entre Gabrielle e Lyceus só aconteceu porque ela chorava ao ombro dele sua falta, sentia saudades e preocupação por você guerreira estúpida e seu irmão é um dos homens mais íntegros que conheço, se bem que eles fariam um casal lindo. — bufei com esse comentário. Afrodite desapareceu.
Então minha mãe estava certa Gabrielle não me enganou mas, agora como faço para me redimir, para reparar o mal que a causei? Viajamos mais um dia sem nenhuma palavra e chegamos á uma hospedaria fiz alguns pedidos quando me virei para Gabrielle estava sendo cortejada por um ogro, se é que aquilo poderia se chamar de cortejar alguém, lhe arrebentei os dentes e ele ficou desacordado. Gabrielle me perguntou porque eu havia feito aquilo, disfarcei meus ciúmes dizendo que ninguém tocava em minha propriedade ela ficou decepcionada, achei aquela cara de desapontamento tão linda que me fez sorrir. "ela me ama" pensei. E a beijei com a desculpa que seria para mostrar a todos com quem ela estava, fomos aos aposentos. Ao chegar ela olhou tudo ao redor, eu observava cada expressão parece que o lugar lhe agradou. sentei-me na cama e pedi que retirasse minhas botas ela obedeceu, quando perguntou-me se eu queria algo mais a sentei em meu colo e a beijei novamente, suavemente e ela se afastou me olhando assustada.
–- O quê foi Gabrielle? — perguntei sorrindo para ela.
–- Eu não sei, acho que me assustei, não esperava receber um beijo tão bom. — ela disse enrubescendo.
–- Quer dizer que os outros foram ruins? — sorri erguendo uma de minhas sobrancelhas e brinquei com seu embaraço.
–- Não é isso, é que... eu ... pensei ... na última noite não foi assim! — ela abaixou o olhar, tristemente.
–- Olha Gabrielle. — levantei seu rosto fazendo com que ela me olhasse. — eu fiquei cega quando te vi com Lyceus, mas pensei no que minha mãe me disse e o que você falou e também tive uma ajudinha digamos que "divina" para abrir os olhos e perceber o que aconteceu.
–- Mas eu te disse que sentia sua falta me preocupei com você, digo com a senhora mas, não acreditou em mim. — seus olhos se encheram de lágrimas, eu não aguentava mais ver Gabrielle chorar.
–- Escuta menina. — sequei seus olhos com a ponta dos dedos. — Isso não vai mas acontecer. E pode me chamar de Xena, é tão bom ouvir meu nome em sua voz.
–- Não sei senhora está dizendo isso agora mas quando se enfurece, tira conclusões e não acredita em mim, não sei se isso vai voltar a acontecer e sofro muito quando me maltrata pois, eu te amo senhora. — ela voltou a chorar.
–- Gabrielle. — limpei novamente suas lágrimas — Eu reconheço que me enfureci mas, me perdoe quero tentar mudar, lembra que prometeu que me ajudaria a controlar a besta.
–- Sim, por isso não quis que me vendesse e me submeti as suas imposições mesmo me causando muito mal. — ela respondeu tristemente.
–- Então, me ajude! Só você até hoje foi capaz de controlá-la mesmo que tenha sido uma única vez. Não quero obrigá-la a isso é que... preciso de você na minha vida, preciso de você comigo Gaby... eu... me perdoe! — ela estreitou os lábios nos meus em um beijo apaixonado.
–- Eu te amo Xena!
–- Também te amo Gaby! Sinto muito!
–- O quê disse? — ela me perguntou sorrindo eufórica.
–- Sinto muito? — provoquei pois, sabia o que ela queria ouvir.
–- Não! A outra frase. — me aproximei de seu ouvido e disse baixinho.
–- Também te amo Gaby.
–- Diz de novo?
–- Eu te amo Gabrielle!
–- Outra vez... por favor.
–- Te amo, te amo, te amo... Gaby!
–- É lindo te ouvir dizer isso! Eu não sabia que poderia ser tão feliz em ouvir simples palavras, você me confunde Xena.
–- Tenho muitas habilidades. — Sorri ela também. — Bem agora aproveite, pois não costumo dizer isso muitas vezes. — a ergui, ainda a mantinha sentada em minhas pernas. Deitei-a sobre a cama e beijei todo o seu corpo dando uma atenção maior as marcas que eu havia causado, pedia desculpas por cada marca causada e beijei seus lábios novamente, Gaby fechou os olhos.
–- Me ame Xena!
–- Tem certeza?
–- Quero esquecer a última vez que te pertenci. — ela me olhou profundamente com aqueles olhos verde-esmeralda, vi em seu olhar todo amor que Gabrielle mantinha por mim. Como não vi isso antes? A amei durante toda a noite toquei seu corpo como se fosse a última vez que faria, memorizando cada detalhe, cada curva, saboreei seu gosto como se fosse ambrosia e ela gemia com meus toques e repetia várias vezes que me amava. Como fui capaz de ferir esse anjo? pensei. Suguei seus seios, os lambi, desci por seu ventre e cheguei até seu sexo, não a penetrei apenas a suguei e deixei que minha língua fizesse acontecer, Gabrielle agarrou meus cabelos e pressionava meu rosto contra seu sexo, ela me queria, me desejava podia sentir isso em seus gestos e gemidos quando senti espasmos e seu corpo inteiro tremer subi dando-lhe beijos carinhosos pelo corpo, olhei em seus olhos e sorri, Gabrielle me deu um olhar travesso e um sorriso malicioso, mordeu o lábio inferior, gelei.
–- Agora preciso compensá-la senhora conquistadora. — disse olhando todo meu corpo nu, me devorava com os olhos, passou a mão por meus seios descendo até o meio de minhas pernas, virou se colocando por cima de mim e chupou meu pescoço, mordeu minha orelha. — Serás minha senhora? — perguntou.
–- Sou sua Gabrielle, não escolhi, meu coração te escolheu, você conquistou a alma da conquistadora! — Gabrielle me beijou e tomou-me e nos amamos até o nascer do sol, quando a apoiei em meu ombro e Morpheu finalmente nos visitou.
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