A Yullen Horror Story
2 Olhos vermelhos...
Notas iniciais
Espero do fundo do coração que não tenham me abandonado, acontece que eu tive um problema com todas a minhas história devido a uns idiotas nojentos que queimaram meu caderno de fics e eu perdi tu-do. E agora finalmente as coisas estão voltando ao normal e depois de reescrever esse cap umas duas vezes ele ficou no clima do original.
Mas enfim, espero que gostem!
~Boa leitura~
Olhei angustiado para Kanda já ativando minha inocência silenciosamente e me encostando na parede a lado da porta. Tentei espiar, mas o quarto parecia vazio.
- Oe, o que foi? – Perguntou baixinho já se encostando na parede do outro lado da porta e desembainhando a Mugen.
- Tem alguém ai. – Sussurrei de volta vendo-o tentar ver alguma coisa dentro do quarto também.
- A porta dos fundos estava aberta. – Informou já se preparando para avançar pelo cômodo.
Kanda entrou no quarto com a mugen em punho, pronto para atacar a qualquer mínimo movimento, e eu entrei praticamente ao mesmo tempo com a Crow Clown ativada e colei minhas costas nas suas protegendo sua retaguarda e não deixando brechas na nossa formação.
Mas... Havia um detalhe.
O quarto estava vazio.
- Oe, não baixe a guarda. – Kanda sussurrou baixinho e nós começamos a vasculhar os locais “suspeitos” do quarto, como atrás de portas, embaixo das camas, atrás dos móveis...
E mesmo que não houvessem mais locais para procurar, nos olhávamos os mesmos lugares novamente... Afinal, aquela sensação constante e opressora de estar sendo observado não nos deixava parar.
- Kanda, não tem como ter algo aqui. A gente já virou esse quarto de cabeça pra baixo! – Conclui me encostando numa cômoda enquanto ele virava o armário de lado.
- Tch, esse infeliz deve estar fazendo a gente de palhaço, só pode. – Murmurou irritado.
Suspirei cansado e fiquei observando (leia-se babando) o Kanda que ainda parecia determinado em encontrar algo ali e por algum motivo, que sinceramente eu não entendi, desviei rapidamente o olhar da minha paisagem para a janela bem a tempo de ver algo se movendo pelo quarto numa velocidade assustadora através do reflexo.
- Kanda ali!
- O que?
As luzes se apagaram de repente...
Um arrepio percorreu o meu corpo. Parecia até que tinha alguma coisa atrás de mim.
- Yuu... – Sussurrei tentando enxergar algo na completa escuridão.
- Calma, eu vi uma caixa de velas no armário, é só achar a porta. – Respondeu tateando o armário em busca da fechadura.
E cada vez mais aquela sensação de que havia algo atrás de mim piorava. Aquela presença fria e espectral parecia estar cada vez mais pesada e cada vez mais próxima...
- J-Já achou as velas?
Por favor diga que sim.
- Quase...
Engoli em seco.
Uma respiração quente e pesada começou a bater na minha nuca...
Eu ia erguer minha inocência para atacar seja lá o que fosse, mas senti uma lâmina gelada passando por trás de mim antes.
- Nem ouse. — A voz grave do Kanda atravessou a escuridão desencadeando a corrente de reações a seguir.
A coisa, seja lá o que for, desviou da mugen e apenas pude ouvir o som da espada cortando o ar assustadoramente perto do meu pescoço. Outro golpe rasgando o ar na escuridão foi ouvido e uma mão gélida e áspera com garras enormes agarrou meu pulso.
Pu...
- AAAAHHH ME ERRA ASSOMBRAÇÃOOOO!!!! – Me desesperei e enterrei minhas garras no braço da criatura fazendo-a soltar um grito agudo e gutural que parecia vindo dos mais profundos abismos do inferno.
Aquilo, em hipótese alguma, poderia ser provindo de um ser humano.
- MORRA! – A voz do Kanda soou, parecendo vir de cima, junto com o som de mais um golpe de espada e um baque surdo no chão.
Mais um grito agoniado e perturbador saiu da garganta da criatura, que em segundos atravessou a janela com vidro e tudo.
As luzes voltaram.
O chão do quarto estava coberto de sangue.
Uma espécie de “mão” se debatia no chão.
E um Kanda muito puto estava a ponto de pular pela janela.
- VOLTA AQUI COM A MINHA MUGEN SEU BASTARDO FILHO DE UMA PUTA!!!!!!
- TA QUERENDO SE MATAR IDIOTA? – Berrei agarrando-o pela cintura e o puxando de volta.
- AQUELE DEMONIO TA COM A MINHA MUGEN! ME LARGA!
- E VOCÊ VAI ATRÁS DELE DESARMADO IMBECIL?
- ME LARGA SE NÃO EU TE QUEBRO MOYASHI!
-EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ SE MATAR BAKANDA!
- ORA SEU... – Ele virou por cima de mim, me prendendo de costas no chão, mas parou de repente olhando para algo na parede e subindo o olhar em direção ao teto.
- Putamerda... – Xingou se levantando.
- O que foi?
- Agora eu sei onde aquilo tinha se escondido. – Apontou para um canto no teto onde haviam marcas de pegadas de lama e arranhões, que desciam pela parede até onde eu estava antes, perto da cômoda, e depois viravam uma confusão no meio do quarto onde ele lutou com a gente e terminavam numa trilha ensangüentada até a janela.
- O que era “aquilo”? – Sussurrei observando a mão sinistra que ainda se debatia no meio do sangue.
- Tch, só sei que fantasmas não deixam esse tipo de rastro. – Comentou tirando algo do armário.
- O que vai fazer? – Perguntei vendo ele pegar uma arma, éter e um pote de vidro.
Espera ai, com o quê exatamente Komui abasteceu essa casa?!
- Vou matar o infeliz que seqüestrou a mugen e encontrar logo essa inocência. – Respondeu capturando a mão dentro do pote e o enchendo de éter enquanto a mão ficava arranhando a parte de dentro do recipiente com suas unhas negras e pontiagudas. – E você vai ser meu resgate desgracinha. – Sussurrou para a mão com um sorriso sádico.
Ok, meu namorado não é normal.
- Kanda, não é melhor fazer isso amanhã? Afinal, de acordo com a história aquilo não vai sair da cidade. – Tentei colocar um pouco de razão na cabeça do moreno.
- Tô puto demais pra isso. – Respondeu já indo em direção a janela.
- Yuu... – Sussurrei abraçando sua cintura e enterrando minha cabeça em seu peito.
- Ah nem vem moyashi, eu...
- Por favor... – Sussurrei contra seus lábios. – Não quero que se machuque...
- Moyashi...
Hora de apelar.
- Não me deixa aqui sozinho... – Sussurrei com uma vozinha manhosa escondendo o rosto no seu pescoço.
- Tch,você é uma peste.
Sorri malignamente.
- Então... Você vai ficar... Não vai? – Perguntei com a boca colada no seu ouvido.
- Como se você me desse opção. – Respondeu se dando por vencido e me abraçando de volta.
Depois de verificar que o resto da casa estava segura, de vedar todas as entradas, dar um jeito naquele quarto, deixar a mão devidamente protegida e tomar um banho deveras divertido, já eram por volta de umas duas da manhã nos estávamos na cozinha.
Eu estava sentado à mesa com um saco de gelo em cima do pulso onde a criatura tinha segurado, já que tinha ficado roxo e inchado, secando o Kanda que fazia nosso jantar.
Sim, meu Kanda cozinha.
E ainda por cima sem camisa, com os cabelos presos num coque bagunçado e de avental.
É nessas horas que a gente nem liga se a comida demorar uma eternidade...
O que infelizmente não aconteceu.
- Seu pulso melhorou? – Perguntou calmamente quando eu já estava no meu sétimo prato.
- Uhum – Murmurei indo para o oitavo prato. Sério, se o Kanda não fosse exorcista ele deveria ser Cheff de cozinha – Um dia você ainda vai me ensinar a fazer isso. – Comentei fazendo-o sorrir de canto.
Mas acabei esquecendo completamente do meu prato vendo ele se levantar pra colocar seu prato na pia e então soltar os cabelos que deslizavam pelas suas costas nuas e refletiam levemente a luz da lua que entrava pela janela.
Agora eu estava com fome de outra coisa...
Me levantei pra deixar meu prato na pia também mas acabei prensado contra esta.
Pelo visto eu não era o único com segundas intenções ali...
- Allen... – Ele sussurrou meu nome lenta e demoradamente, aproximando seu corpo do meu na mesma velocidade para então me puxar com força para trás colando seu corpo quente nas minhas costas – Eu quero você... – Completou fazendo um arrepio violento percorrer todo o meu corpo arqueando minha coluna.
Sério, Yu Kanda tinha o dom de acabar com a minha sanidade em tempo recorde.
- Não deveríamos... Hmmnn... Ir pro quarto? – Sugeri gemendo no meio da frase quando sua mão subia por dentro da minha camisa, explorando pelo meu abdômen.
Isso é maldade.
Seus lábios roçavam tortuosamente no meu pescoço, mordiscando vez ou outra enquanto umas de suas mãos alcançava o meu mamilo esquerdo e a outra descia arranhando minha coxa.
Isso é muita maldade.
- A cama não iria sobreviver. – Comentou maliciosamente no meu ouvido antes mordiscar minha orelha, depois me virando de frente e atacando meus lábios.
Essa era uma das coisas que eu achava que o Kanda tinha de mais encantador, toda essa selvageria e esse fogo do seu temperamento que acabava me deixando em brasa também... O modo apaixonado com que me beijava e a maneira possessiva com que suas mãos percorriam meu corpo... Seu jeito violento e ao mesmo tempo gentil... Eram coisas demais pra explicar. Coisas essas, que me ajudam a entender por que meu coração acelera ao seu mínimo toque.
Separamos nossos lábios em busca de ar e logo senti meu pescoço voltando a ser atacado.
- E você jura que a mesa vai? – Respondi ofegante já sentindo o móvel contra as minhas costas.
- Não. Mas qualquer coisa a gente dá um enterro descente pra coitada. – Comentou com um sorrisinho sacana antes de morder manhosamente meu lábio inferior.
- Maluco. – Murmurei antes de enroscar uma de minhas mãos no seu cabelo e puxá-lo para um beijo ardente enquanto explorava seu peito definido com a outra mão.
Senti suas mão erguerem meu quadril, me ajudando a sentar na mesa, aproveitei e passei minhas pernas em torno da sua cintura unindo ainda mais nossos corpos. Ele começou a desabotoar minha camisa, mas acabou desistindo e a puxou com tudo fazendo os botões saltitarem pela cozinha e finalmente me livrando daquela peça da roupa incômoda que me impedia de sentir sua pele contra a minha.
- Deita. – Praticamente ordenou contra meus lábios deixando meu corpo mais e mais quente em ansiedade para saber o que viria a seguir.
Me inclinei pra trás, deitando contra a mesa ainda com as pernas a sua volta, vendo-o se inclinar junto comigo para então começar a beijar a base do meu pescoço, logo descendo pelo meu peito até meus mamilos enquanto suas mãos subiam pela lateral do meu corpo.
- Aawwww você ama me torturar... – Gemi arrastado quando ele começou a estimular meus dois mamilos ao mesmo tempo.
- Hm? Tortura? Nem fiz nada ainda... – Sussurrou com um sorriso pervertido descendo com a língua pela minha barriga até a minha calça que ele desabotoou com os dentes para então puxá-la lentamente, mordiscando minha coxa a medida que se livrava do tecido.
Ele parecia especialmente sádico essa noite.
Aliás essa era uma marca do Kanda quando tinha tido um grande estresse durante o dia. E era sempre depois desse ataques de raiva que tínhamos as melhores noites das quais consigo recordar.
Se eu já tinha essa intenção quando pedi para que ele ficasse mesmo sabendo que irado do jeito que estava por ter perdido a mugen era mais provável que ele matasse até o diabo do que fosse morto?
Fica a dúvida.
Sua língua subia lentamente pela minha perna me arrepiando, chegando ate meu membro que ele mordiscou tortuosamente ainda por cima do tecido da boxer.
- Você me dá água na boca com essa expressão... – Sussurrou mordiscando a minha orelha enquanto me estimulava lentamente e roçava seu corpo contra o meu me levando a loucura.
- D-d-d-d-de... aahh... praavado... – Sussurrei de volta gemendo alto quando senti seus dentes no meu ombro e sua mão aumentando o ritmo.
Se um dia eu acabar no hospício a culpa é dele.
- Depravado? SÓ depravado? – Indagou com um sorrisinho de canto muito pervertido já tirando minha boxer lambendo os lábios sensualmente.
- Quem dera fosse só is... aaaahhhhh... – Gemi alto quando senti sua língua na base do meu membro subindo vagarosamente e então circulando a glande.
- Me pede. – Sussurrou com uma carinha inocente como se nem tivesse me lambendo naquele exato momento.
- QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ????!!
- Quero te ouvir me dizendo isso. Há muito tempo...
Sério, já não bastava todo tipo de baixaria que eu acabava falando nesse tipo de situação?
- Sádico, depravado, bastardo...
- Certeza que você não quer? – Murmurou mudando a expressão inocente para uma completamente pervertida e me lambendo novamente, forte e lentamente, sem tirar seus olhos dos meus.Aquelas duas fogueiras negras nubladas de desejo...
- Me chupa. – Pedi sem rodeios nem acreditando que eu disse mesmo isso. Sério, Kanda é capaz de enlouquecer a mente de qualquer pessoa quando quer – Por favor... – Praticamente implorei vendo um sorriso malicioso aparecer em seus lábios.
- Com prazer... – Respondeu com a voz rouca antes de me abocanhar de vez fazendo um espasmo percorrer todo meu corpo a ponto de meus olhos girarem nas orbitas.
Ele ia mais rapidamente e voltava sugando com força, em um vai e vem enlouquecedor que me fazia praticamente urrar de prazer entrelaçando minhas mãos no seu cabelo e arranhando sua nuca pedindo por mais.
- K-Kand..aaa...e-eeu... – Tentei avisar que estava quase no meu limite mas ele apenas aumentou a velocidade deslizando as mãos pelas minhas coxas com o olhar nublado de desejo.
Eu nunca aprendi a resistir a seus olhares.
- aaaaahhh.... Yuuuuuu!!!..............
Cheguei ao ápice praticamente berrando seu nome enquanto minha visão falhava e eu desabava pra frente, quase batendo de testa com o moreno.
- Isso é perigoso. Desse jeito eu vou acabar gostando de ser chamado pelo primeiro nome... – Sussurrou lambendo sensualmente um pouco do líquido branco que havia ficado em seu lábio.
Não agüentei.
Tomei seus lábios em um beijo avassalador, tirando seu cinto e o usando para colar mais nossos corpos.
- Nem se atreva. O Lavi só te chama assim. – Murmurei sem fôlego e ainda meio mole por causa do forte orgasmo, mordiscando seu lábio inferior vagarosamente.
- Que possessivo. – Comentou voltando a me beijar deliciosamente enquanto eu me aproveitava para me livrar das suas peças de roupa restantes podendo finalmente sentir seu corpo por inteiro.
Senti suas mãos no meu quadril me virando de costas para si e logo sua boca atacando minhas costas com beijos e chupões que faziam minha pele se arrepiar, suas mãos deslizavam pelo meu corpo daquela maneira única que conseguia ser fogosa e possessiva ao mesmo tempo em era gentil. Daquela maneira única que só o Kanda tinha.
- Yuu... – Gemi languidamente quando ele começou a descer a língua pela minha coluna e depois subindo novamente abocanhando minha nuca e me abraçando com força colando seu corpo no meu.
- Quero te devorar... – Sussurrou com a boca colada no meu ouvido, mordiscando o lóbulo da minha orelha logo em seguida, depois descendo para o meu pescoço me enlouquecendo.
Logo seus beijos desciam novamente pelas minhas costas... Suas mãos trilhavam novos caminhos pelo meu corpo... E eu tinha cada vez mais certeza que não agüentaria aquilo por muito tempo.
- E o que é que esta esperando? – Respondi quase gemendo quando senti seu quadril se colando no meu.
- Você não tem jeito moyashi... – Sussurrou entrelaçando uma de suas mãos na minha e segurando minha cintura com a outra. – Amo isso em você... – Continuou alcançando meus lábios, afogando um gemido de dor e prazer co um beijo apaixonado enquanto seu membro me invadia vagarosamente.
Seus movimentos começaram lentos e vigorosos, e a medida em que aquela sensação entorpecente causada pela união dos nossos corpos aumentava de intensidade, ele ia e vinha dentro de mim cada vez mais rápido, me fazendo perder totalmente o controle a ponto de arranhar a mesa gemendo, ou melhor, gritando o seu nome ouvindo-o chamar pelo meu.
Meu corpo em chamas parecia esquentar a ponto de derreter qualquer linha contínua de pensamentos que não se concentrasse unicamente no meu moreno, nas sensações que ele me causava, tanto no meu corpo como no meu coração. E esse foi meu estado mental durante toda a madrugada onde meu Yu me fez alcançar o paraíso seguidas e seguidas vezes.
------------------------------- POV do Kanda -------------------------------------------------------------
Bocejei pela milésima vez aquela manhã apertando os olhos na tentativa de me manter acordado. Eu simplesmente não tinha dormido absolutamente nada, considerando o fato de que eu simplesmente não consegui largar aquele moyashi a noite inteira, e não teria largado o dia inteiro também se nos não tivéssemos uma maldita de uma missão para cumprir e se eu não tivesse que resgatar minha mugen.
Agora, o moyashi estava buscando informações com os moradores, afinal eu realmente não levo o mínimo jeito pra isso. E eu deveria estar explorando a parte antiga da cidade.
Sim, deveria.
Mas eu resolvi fazer algo mais interessante no momento.
Parei de frente para a construção abandonada e acabada pelo tempo, que no passado provavelmente deveria ser bonita e bem acabada, mas agora ostentava apenas uma bela arquitetura sem cor definida.
Trepadeiras se enroscavam pela frente da casa dando-lhe um aspecto ainda mais sinistro, a atmosfera fria em contraste com o clima seco do lugar causava um breve arrepio em qualquer um que se aproximasse da construção, a madeira dos degraus que levavam até a porta de entrada rangia de maneira demorada e agourenta, as paredes que pareciam querer devorar qualquer visitante aparentavam estar famintas, manchas curiosas e arranhões se espalhavam perto da porta.
É, dava ate pra entender por que diziam que o lugar era mal assombrado.
Agora, vocês já devem ter uma dica de onde eu estou.
Sim, isso mesmo.
Essa é a casa do médico, que foi mencionado na carta.
Pensei até em bater e perguntar se tinha alguém em casa ou algo assim... Mas acho que seria muita sacanagem.
Arrombei a porta e entrei empunhando uma Desert Eagle(*) em cada mão. Ah, sim... Essa belezinha faz um belo de um estrago, então se aquela coisa que nos atacou na noite passada aparecesse de novo não iria perder somente uma mão... E se não fosse suficiente, eu ainda tinha mais quatro 9mm, 16 facas e 64 shurikens dentro do casaco. Tudo isso com direito a bala benta e lâminas banhadas em sal.
Eu não saio dessa cidade antes de matar essa porra, seja demônio, fantasma, zumbi, espantalho ou qualquer coisa. Esse infeliz ia me pagar... Se ia.
A casa não era lá muito grande, mas tinha um hall de entrada sinistro, uma sala escura e uma cozinha que parecia pertencer a algum filme de apocalipse zumbi no andar debaixo, provavelmente os quartos eram todos no andar de cima.
Subi as escadas me irritando com todos aqueles degraus que não paravam de ranger, bocejei mais uma vez, casas supostamente mal assombradas são tão escuras (mesmo de dia) que dá vontade de puxar um colchão e tirar um cochilo. Continuei subindo chegando ao andar de cima e sentindo de novo aquela maldita sensação de estar sendo observado, e parecia ser de perto.
Olhei pra trás não vendo nada atrás de mim, mesmo com aquela sensação persistindo. Olhei para os lados, para o teto e... Nada.
- Ah, foda-se.
Avancei pelo corredor, reparando em algumas marcas de arranhões nas paredes que pareciam se estender por todo o lugar... Imagino o que deve ter feito isso. Olhei para o chão e percebi algo interessante: sangue fresco.
Ajeitei melhor as pistolas na minha mão e comecei a seguir a trilha ensangüentada sentindo uma pressão cada vez mais forte sobre as minhas costas, algo como uma presença opressora que queria se fixar na minha coluna e extrair a energia do meu corpo.
Tch, to andando muito com aquele moyashi.
A trilha acabava num quarto. Ok, talvez tivesse algo interessante lá não?
Abri a porta que por um milagre não estava emperrada levando em conta a idade que aquela casa parecia ter e entrei no aposento encontrando algo no final dele que me fez ganhar o dia.
Minha mugen!!!
Corri até ela e no momento em que eu pus a mão na espada, a porta se fechou num estrondo.
Ah....Tá de brincadeira né?
Me virei bruscamente para trás dando de cara com dois olhos vermelhos cor de sangue que pareciam saídos das profundezas do inferno. A respiração quente da coisa batia no meu rosto me dando náuseas, mas essa não parecia ser a mesma coisa de antes, não sei por que mais senti que sua presença era menos agressiva.
Mas mais maligna porem.
- Você vai morrer exorcista... – A criatura sussurrou com uma voz que parecia arranhar a sua garganta e ao mesmo tempo um grito de arrepiar foi ouvido de onde parecia ser o porão da casa. Era um grito de mulher, e parecia que ela estava sendo estrangulada.
- Vou é? Quero ver você tentar.
Notas finais
-> Pra quem quiser ter uma idéia das belezinhas do Yu (adoroo elas).
Neee falando do Kanda... Qual será o destino do nosso samurai no próximo capítulo?
Olha, prometo não demorar dessa vez, ok?
E então? Gostaram? Odiaram? Reviews?
Quero saber a opinião de vocês!
Até logo~
kissu #..#
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