A Yullen Horror Story
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Notas iniciais
Gomen a demora, mas é que a semana de prova e a de trabalhos, uma seguida da outra, foi de matar.
Imagino a cara de alguns serzinhos pervos por ai com o nome do cap...rsrsrrsrs.
E parando de enrolar, boa leitura!
Acordei com uma dor de cabeça arrebatadora, um cansaço imensurável e com o estômago e o esôfago queimando como se eu tivesse ingerido ácido. O que porra tinha naquele chá?
Me sentei sentindo o mundo girar, e só agora percebendo que estava largado no meio da floresta. Olhei de imediato para minhas mãos, e depois para o resto do meu corpo percebendo que não estava ensopado de sangue e suspirei aliviado. Pelo menos não tinha matado ninguém dessa vez.
Levantei-me percebendo que já estava bem escuro, e como eu tinha apagado desde a hora em que saí da cabana do alquimista, demorei um pouco para me acostumar com a sensação de ser “eu” de novo. Era como uma ressaca, e daquelas bem malditas.
Observei que a lua ainda estava baixa no céu, então provavelmente ainda era cedo. Andei um pouco entre as arvores, chegando próximo da cidade para me situar e percebi que estava próximo ao final da vila.
- Mas que horror. Todos se preparando para o grande dia, e ai você passando mal por que bebeu água benta.
Me virei na direção da voz irritante, dando de cara com aquela praga de vestido azul.
- Água benta? Sério isso? – Indaguei pensando no quanto aquilo era ridículo.
E percebendo o quanto eu havia sido ingênuo em ter ido conhecer aquele cara.
Alguma coisa no modo como ele agia... Como se estivesse te estudando para catalogar tudo num livro logo em seguida, tinha me deixado, no mínimo, desconfiado.
- Ai... Novatos... – Suspirou dramaticamente.
- Que grande dia é esse que você tava falando? – Mudei de assunto tentando não quebrar a cara daquela maldita.
- Ora, o do sacrifício. Você não percebe ele se agitando dentro de você? – Respondeu saltitando até a borda da floresta e apontando para um local.
Me aproximei olhando para a direção em que seu dedo apontava, e meu queixo caiu quando eu visualizei a cena.
Estavam construindo uma cruz enorme no meio da parte amaldiçoada da cidade, e a sua volta, haviam outras treze cruzes menores, onde estavam presos os cadáveres da família que eu matei.
Senti um enjôo repentino quando vi a condição em que eu havia deixado cada um deles.
Era tão mais fácil simplesmente não lembrar...
- O que foi? Não achou bonito? – Me perguntou ela com um sorriso aparentemente inocente nos lábios.
- Vai pro inferno vadia. – Respondi me virando em direção a floresta e seguindo para casa.
Entrei correndo no banheiro, vomitando até não poder mais, sentindo minha garganta ficar ainda pior com tudo aquilo. E a desgraça é que eu estava vomitando sangue.
Dei de ombros simplesmente, tô fudido mesmo...
Fui até a pia escovar os dentes e dar um jeito na minha cara para o Moyashi não me encontrar naquele estado deplorável e...
- Putamerda... – Olhei incrédulo a coisa do espelho, demorando a acreditar que aquilo era eu.
Ok, atualmente eu estou no status de meio demônio com outro demônio no corpo, mas aquilo... Como é que eu fui ficar assim em tão pouco tempo? Minha cara estava de fazer um vampiro parecer bronzeado, meus olhos estão clareando, meus caninos crescendo e acho que ainda estou maior.
Bufei irritado e comecei a tentar tirar aquele monte de folha do meu cabelo. Pelo menos me concentrar em algo me distraia um pouco do cansaço constante causado por aquele maldito que fica sussurrando na minha cabeça, embaralhando meus pensamentos, me enlouquecendo ao poucos para então tomar controle do meu corpo e me usar de fantoche.
Tch, vai sonhando ai vai filho da puta...
Suspirei cansado, me abaixando na pia para lavar o rosto, tirando um pouco do suor do rosto. Pelo menos o mal estar por causa da maldita da água benta estava passando. Mas eu duvido que tivesse só aquilo naquele chá... Eu senti algo diferente quando eu provei, e eu tenho certeza que essa é a causa para todas essas mudanças repentinas em mim.
Tive minha linha de pensamentos interrompida quando ouvi um grito do Moyashi e logo depois a porta batendo. Corri ate o corredor bem a tempo do meu pequeno se jogar em meus braços tremendo tanto por estar assustado, quanto por estar com frio, já que estava todo molhado.
Antes que eu perguntasse o que aconteceu, ele começou a chorar e eu não consegui fazer mais nada alem de abraçá-lo. Allen não era mais aquele pirralho tolinho que chorava toda vez em que alguém se machucava um pouquinho, a cada missão ele se tornava mais forte a ponto de impedir as coisas de acontecerem ao invés de só chorar quando elas já estivessem feitas, e vê-lo assim tão perdido me preocupava.
- Yuu... Esse lugar esta me enlouquecendo. – Murmurou soluçando enquanto eu o abraçava ainda mais forte.
- Sei como é... – Comentei fazendo carinho no seu cabelo.
Acredite, eu havia me tornado expert em enlouquecer nesses últimos dias.
- Desculpa... – Sussurrou fungando, como se estivesse tentando parar de chorar, embora que sem o mínimo sucesso.
- Não se desculpe. – Respondi puxando seu queixo na minha direção, erguendo sue rosto, e fitando carinhosamente as orbes prateadas. — Se te faz se sentir melhor, pode continuar que eu vou ficar com você assim a noite inteira. – Completei, vendo-o dar um daqueles sorrisos bobinhos que ele costumava dar antes de comentar algo sobre mim relacionado à fofura que eu sempre discordava.
Peguei-o em meus braços, indo em direção a cama, para que ele pudesse se aninhar melhor no meu colo como sempre fazia nesses momentos até se acalmar.
Um tempo depois, quando os soluços finalmente cessaram foi quando ele pareceu reparar nas mudanças na minha aparência. Por um momento eu prendi a respiração esperando alguma reação como nojo, aversão, medo... Ou qualquer coisa do tipo. Mas ele simplesmente pulou no meu pescoço me abraçando como se não fosse soltar nunca mais.
- Oe... Você tá bem? – Perguntei depois de algum tempo de silêncio.
- Uuhum. – Respondeu afirmativamente. – Se eu te perguntar algo, você promete que vai me dizer a verdade? – Perguntou sério me fazendo ter um arrepio na espinha quando lembrei da pirralha irritante na floresta.
Não era de hoje que ela ficava fazendo insinuações sobre o Moyashi descobrir algo dessa história toda... E lembrando agora do fato de que a casa do alquimista também ficava na floresta, dava a ela a oportunidade perfeita para dar com a língua nos dentes.
Sério, vou testar a lâmina da Mugem no pescoço dessa maldita amanhã.
- Sim. – Respondi somente.
- Eu vi algo hoje na floresta... E quero sabe se é verdade. – Começou se ajeitando no meu colo, sentando com uma perna de cada lado para então me encarar. – Mas não agora. – completou com um sorriso travesso, me deixando confuso. – Guarde sua promessa para amanhã. – Continuou, me empurrando para trás na cama.
- Mas o qu... – Antes que eu dissesse algo ele me calou com um beijo que me fez entender todas as suas primeiras, segundas e terceiras intenções para aquela noite.
- Agora eu quero me perder em você... – Sussurrou provocante, mordendo meu lábio inferior.
Vai entender essa coisa branca...
Dane-se, eu gosto assim.
Puxei-o pela nuca para mais um beijo de tirar o fôlego, já me livrando do seu casaco, enquanto ele se sentava melhor no meu colo, entrelaçando as mãos no meu cabelo, me puxando para mais perto de si em uma caricia inconscientemente sensual de sua parte.
Subi minhas mãos pelas suas coxas, agarrando com força sua cintura, ouvindo-o suspirar baixinho em meio ao beijo, daquele jeito que fazia meu corpo inteiro implorar por mais daquelas reações deliciosas que me tiravam do sério.
Joguei-o contra a cama, atacando seu pescoço, as vezes beijando, as vezes apenas deslizando os caninos afiados, marcando superficialmente sua pele clara enquanto ele apertava fortemente as coxas em volta da minha cintura, deslizando as unhas pelos meus braços, arqueando as costas de maneira a deixar seu corpo mais colado no meu.
- Acabo de descobrir uma coisa... – Começou com um sorriso completamente safado, subindo as mãos quentes por debaixo da minha camisa, me deixando totalmente arrepiado. – Acho que tenho fetiche por dentinhos de vampiro. – Concluiu com uma risadinha me fazendo arquear uma sobrancelha.
“Dentinhos de vampiro”? Sério isso?
Sorri malignamente diante da idéias que me passavam a cabeça.
- Sendo assim... Me deixe te mostrar um dos meus. – Sussurrei me afastando do meu albino brevemente para alcançar o baú que ficava embaixo da cama.
- O que vai fa... – Sorri mais ainda quando as palavras morreram em sua boca assim que ele viu as grossas correntes que eu tinha em mãos.
Prendi repentinamente suas mãos acima da sua cabeça, atacando seus lábios em um beijo avassalador enquanto pressionava sua ereção como o joelho, fazendo-o gemer baixinho contra meus lábios.
Comecei a prender seus pulsos sorrateiramente, distraindo-o ao máximo, e sem lhe dar nenhuma chance de defesa. Até porque, se eu quisesse mesmo acorrentar os pulsos de Allen Walker, era bom tomar o cuidado de não lhe dar a chance de ativar o braço esquerdo.
Fechei o cadeado enorme que acompanhava as correntes, deixando minhas mãos livres para explorar seu corpo, descendo uma delas pela sua perna, tratando de me livrar das suas botas, enquanto subia a outra pelo seu abdômen, arranhando devagar, vendo-o arquear as costas, acabando por pressionar ainda mais seu membro no meu joelho.
- Aahh... K-Kanda... Vou te fazer pagar... Por isso depois. – Sussurrou ofegante enquanto eu mordiscava levemente seu pescoço.
- Calma... – Sussurrei em seu ouvido, mordendo o lóbulo da sua orelha logo depois. – Eu ainda nem comecei. – Conclui, rasgando sua camisa de uma vez só, fazendo os botões saírem pulando pelo quarto, vendo-o me encarar com um misto de surpresa e excitação.
- Sentiu minha falta tanto assim nesses... Um dia? – Comentou com um sorriso sacana que foi correspondido com o dobro da intensidade.
- Me deixe te mostrar o quanto. – Murmurei mordiscando a região abaixo do seu umbigo, fazendo-o arfar deliciosamente.
Comecei a subi lentamente, mordiscando e beijando seu abdômen enquanto arranhava a sua cintura, sem desconectar meu olhar do seu. Observando cada movimento dos lábios rosados entreabertos, cada nuance de vermelho que coloria suas bochechas, e cada sensação que era refletida em seus olhos.
Abocanhei seu mamilo esquerdo, sentindo minha coluna arrepiar com o gemido longo que escapou da sua garganta. Mordisquei-o em seguida, o circundando vagarosamente com a língua, fazendo-o estremecer com o meu toque.
- Aaawwnn... Yuu... — Grunhiu puxando as correntes, mas sem conseguir juntar a força necessária para arrebentá-las.
- Não Moyashi... – Sussurrei com a boca colada no seu ouvido. – Quietinho ai... – Conclui sugando a pele do seu pescoço com vontade, para então descer até seu outro mamilo, provocando-o, vendo meu pequeno morder os lábios para não gemer alto.
Como se eu fosse deixá-lo me impedir de ouvir sua voz naquele tom tão adorável...
Apertei com força sua cintura enquanto descia pelo seu abdômen numa trilhas de beijos e chupões até chegar ao botão da calça, que eu tirei lentamente com os dentes, abrindo o zíper mais lentamente ainda, fazendo questão de enlouquecê-lo completamente. Não havia nada mais excitante do que o olhar ardente e suplicante do Moyashi quando eu testava seu autocontrole desse jeito.
- Kanda eu vou te matar... Sério. – Murmurou me lançando um projeto de olhar irritado, apenas aumentando meu sorriso malicioso.
Ataquei seus lábios de maneira apaixonada, arranhando sua nuca com uma das mãos e massageando seu membro ainda por cima do tecido, aumentando a pressão e a força dos movimentos fazendo-o ofegar em meio ao beijo.
Parei por um momento observando o albino em meus braços e me encantando completamente com a visão, seu rosto corado, seus lábios inchados e seus olhos transbordando desejo...
Realmente... Acho que a palavra “fetiche” não chega nem perto de descrever o desejo que eu tinha de vê-lo dessa forma e ainda acorrentado a minha cama.
Era a mais pura e louca paixão.
Lambi toda a extensão do seu ombro até seu pescoço, mordiscando sua orelha no final, enquanto puxava sua calça junto com a sua boxer vagarosamente, arranhando a pele sensível das suas coxas, sentindo-o se arquear contra mim, sua pele quente entrando em contato com a minha e fazendo meu corpo entrar em combustão.
Me afastei de si, ouvindo um gemido contrariado em resposta, segurando uma de suas pernas na altura do meu rosto e começando a beijar desde o seu pé, até atrás do joelho onde mordi lentamente, para então continuar provocando a parte interior da sua coxa até chegar a sua virilha, onde comecei a beijar levemente antes de intensificar as carícias, ouvindo-o me xingar de tudo no mundo por não ir direto ao ponto.
Sorri malignamente me aproximando de seu membro enquanto ele praticamente me implorava com o olhar e comecei e lamber bem vagarosamente. Ouvindo-o gemer realmente alto dessa vez, adorando o tom que seu timbre adquiria nesses momentos. Circulei a língua lentamente pela ponta, para então abocanhá-lo finalmente, nem tão devagar e nem tão rápido, mirando seus olhos perderem a sanidade a cada movimento.
- Nhh... Yuuu... M-Mais... – Ele apertava as correntes com força, gemendo manhosamente meu nome, me fazendo enlouquecer ainda mais na vontade de tê-lo.
Aumentei a freqüência dos movimentos enquanto arranhava a pele sedosa de suas coxas, sentindo seu corpo se arrepiar e estremecer em resposta e seu olhar ficar cada vez mais imerso no prazer luxurioso do momento, brilhando perigosamente na penumbra do quarto mal iluminado.
Continuei o que estava fazendo atento a cada mínima reação sua, agarrando com possessividade sua pele macia, até senti-lo se desfazer em minha boca, gemendo meu nome em alto e bom som, fazendo um sorriso travesso começar a se formar em meus lábios.
- Se todos os doces tivessem seu gosto, acho que seria diabético. – Comentei lambendo carinhosamente a pele do interior da sua coxa enquanto ele corava violentamente.
Como alguém conseguia ser tão malditamente adorável?
Sem agüentar mais, alcancei seus lábios em um beijo necessitado, compartilhando seu gosto e ao mesmo tempo acalmando um pouco a minha vontade insana de tê-lo. Era inacreditável o quanto aquele pequeno conseguia me deixar fora de controle.
Logo o beijo se tornou avassalador, animalesco e até violento, a ponto de quase devorar seus lábios como se estivesse para devorar sua alma. E parecia que quanto maior o contato, maior era meu desejo de possuí-lo.
Subi de joelhos em cima de si, com uma perna de cada lado da sua cintura, começando a me livrar do restante das minhas roupas, fazendo uma espécie de “showzinho” particular para o meu albino, sentindo-o começar a se excitar novamente já que estava praticamente cavalgando em seu colo.
- Já comentei que simplesmente adoro a sua disposição...? – Sussurrei provocante, mordiscando sua orelha enquanto me acomodava deitado em cima de si, roçando nossos corpos de maneira enlouquecedora.
- Vai apreciá-la mais ainda quando eu sair daqui. – Sussurrou de volta em um tom mais provocante ainda, fazendo minha espinha se arrepiar ao sentir seu hálito quente no meu ouvido.
- Mas enquanto você não sai... – Comecei sugestivamente, sussurrando contra seus lábios, descendo minhas mãos pelo seu abdômen, alcançando seu quadril e puxando-o contra meu corpo, deixando meu membro bem próximo a sua entrada, tocando levemente, apenas para ter o prazer de ver o meu pequeno explodindo de tesão sem que eu ao menos tivesse começado nada.
Era complicado descrever a ligação física que nos tínhamos, era algo que surgiu antes mesmo da ligação sentimental. Nossos corpos se atraiam involuntariamente como imãs, a cada simples toque descargas elétricas pareciam percorrer toda a superfície da pele, e a cada carícia parecia que seria impossível nos separarmos de novo.
Senti sua língua quente subir do meu ombro até o meu pescoço, em um pedido mudo para que eu prosseguisse. Mas também não era como se eu ainda tivesse autocontrole o suficiente para continuar com esses joguinhos.
Prendi-o em um beijo apaixonado enquanto invadia seu interior, sentindo meu corpo vibrar e ondas de calor percorrerem meus músculos em um prazer intenso, que me tirava completamente do sério, que destruía qualquer migalha de sanidade que ainda existisse em mim. E ouvi-lo gemer longamente com a boca colada no meu ouvido não ajudava em nada na tarefa de manter o controle.
Tch, foda-se essa porcaria de controle.
Mordisquei seu lábio inferior, começando a me mover devagar e aumentando o ritmo a medida que o albino se movia embaixo de mim, empurrando seu corpo contra o meu, me incentivando a ir mais fundo dentro de si, me enlouquecendo inconscientemente.
Aliás, só a visão que eu tinha nesse momento já fazia meu sangue ferver em excitação, seus cabelos prateados estavam bagunçados, seus lábios inchados e avermelhados, o rosto corado e seus olhos acinzentados brilhavam como luas cheias em um céu de desejo. Minhas mãos percorriam sua pele lisa e suada, apertando-o mais contra mim, marcando-o, acariciando-o, sentindo-o, arrastando-o para a loucura junto comigo.
- AAAAWWNN... M-MAIS RÁPIDO! – Praticamente rugiu, mordendo meu pescoço sensualmente e apertando as pernas a minha volta.
Dobrei a velocidade dos movimentos, arranhando sua cintura, beijando-o com volúpia, verdadeiramente ensandecido, e a essa altura a cama já batia contra a parede com tanta força, que não me surpreenderia se quebrasse.
- A...Alleen... – Gemi seu nome mordiscando sua orelha (me pergunto para onde vai minha vergonha na cara nessas horas), ouvindo-o ofegar mais alto ainda em resposta.
O calor do seu corpo parecia fluir para o meu, e a cada segundo era como se eu estivesse queimando de maneira cada vez mais forte, cada vez mais incontrolavelmente. Espasmos e formigamentos percorriam o meu corpo, eliminando qualquer linha de pensamento que tentasse se formar na minha mente naquele momento. E quando o ouvi gemer mais alto ainda, chegando ao seu limite, contraindo seu interior e ainda com aquela expressão tão bela e plena que eu podia jurar que ele não era desse mundo, deixando meu nome escapar em alto e bom som por entre seus lábios, acabei chegando ao meu ápice.
- Eu te amo muito insanamente... Allen Walker. – Sussurrei sem fôlego, saindo de dentro de si e distribuindo leves beijos pelo seu pescoço enquanto finalmente soltava suas mãos.
- Não mais que eu... Yuu Kanda. – Respondeu tão ofegante quanto eu, embrenhando as mãos recém libertas no meu cabelo e arranhando minha nuca.
- Mas... Você esqueceu uma coisa. – Continuou me deixando confuso.
- O que? – Indaguei.
- Minha vingança... – Respondeu com uma cara de quem iria aprontar. E muito.
Antes que eu dissesse algo, ele inverteu as posições subindo em cima de mim, assaltando meus lábios de repente em um beijo selvagem, descendo as unhas pelos meus braços que apertavam com força sua cintura.
- Está cansado, Yuu? – Perguntou com um sorriso nada inocente, rebolando sugestivamente em cima de mim.
- Jamais. – Respondi sorrindo de volta.
Allen Walker era a visão do pecado em pessoa nesse momento. O olhar apaixonado e mergulhado em desejo, o sorriso provocante e a expressão carregada de segundas intenções era de levar qualquer um ao mais profundo estado de insanidade.
Seus lábios começaram a explorar meu pescoço vagarosamente, me arrepiando e fazendo meu coração acelerar. Subi minhas mãos pelas suas costas, puxando-o pela nuca para um beijo quente que foi interrompido por ele cedo demais pro meu gosto. Mas se dependesse de mim, não largaria aqueles lábios nunca mais.
- Nee Yuu... Por onde eu começo... – Sussurrou mordiscando minha orelha, subindo as mãos travessas pelas minhas pernas, percorrendo meu abdômen, até meu pescoço, onde ele começou a fazer todo o caminho inverso arranhando.
- Como assim? – Perguntei em um fio de voz quando ele mordeu minha nuca sensualmente, roçando seu corpo no meu.
- Começo te fazendo implorar, ou te fazendo gemer meu nome bem alto? – Murmurou em um tom enlouquecedoramente sexy, mordiscando meu lábio inferior.
Como não amar minha ovelhinha se tornando um lobo mau?
- Faça o que quiser... – Sussurrei de volta com um sorriso de canto.
Ele sorriu malignamente em resposta.
- Você quem pediu... – Falou com os olhos brilhantes em desejo, me empurrando com força contra o colchão, se acomodando melhor no meu colo enquanto se movia sinuosamente em cima do meu membro, lambendo os lábios, faminto.
E observá-lo debaixo, tendo total visão de seu corpo perfeito, enquanto suas expressões demonstravam o prazer que ele sentia em me enlouquecer foi demais para mim.
Mas não me importava em me render a seu joguinho, de implorar por mais de seus toques, de admitir que ele acabava com o meu juízo, embaralhando minha mente, me fazendo esquecer a realidade, me descontrolando por completo... Afinal, era meu pequeno, meu Moyashi.
A única pessoa que é capaz de me fazer desejar sobreviver ao dia de amanhã.
Por que a cada vez que toco seus lábios...
... Sinto que não posso deixar que seja a última vez.
Notas finais
Nee e então o que acharam?
Podem tomar esses momentos como "ultimos" do casal, por que a apartir do próximo cap, a coisa vai começar a ficar feia para o lado dos dois...
Bem, se gostaram ou não, deixem REVIEW, e se realmente gostaram RECOMENDEM!
Até mais pessoal! Vejo vocês na página do face! (www.facebook.com/ByTsukiSensei)
Kissus
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