A Yullen Horror Story
1 E o terror começa...
Notas iniciais
Primeiramente agradeço a todos por lerem minha história! (ou mais essa fic se já é minha leitora).
Esse primeiro cap não vai ser muito hardcore...Ainda.
Ah, sim, ia esquecendo: Vai rolar lemon! *.*
Divirtam-se!
Sério... Eu juro que eu só estou na sala até agora por causa do moyashi, por que se esse carinho que ele faz na minha nuca não fosse tão aconchegante eu já teria saído dali a séculos.
Sim, porque ouvir o komui falando horas seguidas era um saco.
- Bem é isso garotos, se vocês partirem agora chegarão lá ainda ao anoitecer.
Até que fim! Quase que essa porra não acaba.
- A-anoitecer? – O moyashi perguntou parecendo assustado com algo que eu não entendi.
- Relaxa Allen, foi só uma história. Muitas lendas são criadas em torno de fenômenos que no final são apenas inocências, não é?
— Er né... – O pequeno murmurou desconfortável me puxando para sair da sala do inspetor.
O que foi que eu perdi?
- O que foi que houve? – Perguntei fechando a porta atrás de mim e caminhando com ele em direção ao nosso quarto.
- Você não ficou assustado com aquilo? – A coisa branca indagou me olhando pasmo.
- Aquilo o quê porra? – Perguntei já puto de tanto não entender nada.
- A história do lugar que a gente vai! – Exclamou.
- hmmm sei... – Tentei disfarçar e ele ergueu a sobrancelha. – Ok, acho que dormi nessa parte. O que era?
- Você não tem jeito mesmo Bakanda... – Murmurou rindo já entrando no cômodo.
- Vai dizer o que foi ou não? – Perguntei já me estressando com aquela enrolação eterna e comecei a fazer minha mala.
- Vai querer mesmo que eu explique agora? – Ele falou terminando a frase com um tom, no mínimo, sugestivo...
Olhei para trás bem a tempo de vê-lo desabotoando o colete sensualmente, jogando-o para um canto qualquer e depois começando a desabotoar a camisa.
E nessas horas que eu pensava que a idéia de termos um quarto nosso foi brilhante.
- É para isso que serve um caderno descrevendo a missão, não é? – Sussurrei perigosamente perto dos seus lábios antes de atacá-los voluptuosamente de uma vez por todas.
Imprensei-o contra a parede, puxando seu corpo contra o meu e apreciando mais a sensação que seus lábios me causavam.
Me chamem de louco, mas eu tenho certeza que se o mundo acabasse e meu moyashi continuasse aqui eu simplesmente não iria me importar.
E tem sido assim há dois anos... Surpreso? Não tanto quanto eu, acredite.
Até porque não tenho idéia de como consegui passar tanto tempo ao lado de alguém, e ainda mais um moyashi estúpido, idiota, irritante, sexy, sem noção,irritante, estúpido, atraente, chato,irritante, safado, petulante, delicioso, amaldiçoado, irresistível,insolente, adorável, irritante... Deixa pra lá, o ponto é que eu acabei irremediavelmente viciado nessa criatura.
Terminei de me livrar da sua camisa, explorando seu pescoço com meus lábios e depois descendo pelo seu peito, ouvindo ele sussurrar meu nome baixinho entre gemidos enquanto eu atacava seus mamilos.
- nhhmm... Yu... Não quer tomar banho comigo? –Perguntou adoravelmente corado e encostando sua testa na minha.
- Ainda pergunta? – Abracei sua cintura sentindo-o prender as pernas em volta da minha cintura e fui em direção do banheiro já com nossos lábios unidos em outro beijo de tirar o fôlego.
Me separei rapidamente daquele corpo tão tentador apenas para me livrar do resto das suas roupas, deslizando minhas mãos e minha língua por toda a extensão da sua pele desnuda. Logo senti ele fazendo o mesmo comigo, passando as unhas de forma tortuosamente lenta pelas minha costas, tirando meu sobretudo, e logo depois pela minha barriga, chegando até o cós da minha calça, me arrepiando até o último fio de cabelo.
- Desse jeito eu não vou conseguir te largar hoje moyashi. –Sussurrei mordiscando seu ouvido e depois chupando seu pescoço com vontade, descendo pelo seu ombro e subindo as mãos pelas suas pernas.
- Nem pensem em fazer igual aquele dia que você me agarrou no trem... – Falou arfando levemente quando minhas mãos começaram a explorar a área próxima ao seu quadril.
- Mas você bem que gostou... – Respondi com uma voz maliciosa.
E se gostou...
- O finder que espiou a gente a tarde inteira pela fechadura também... – Comentou com um sorrisinho de canto.
- Tch, eu amarro o finder no teto do trem na próxima.
- Kanda! Você é lou... Ahhhh... – Acabou a frase gemendo longamente no meu ouvido, entrelaçando as mãos no meu cabelo (que eu nem sabia que tinha soltado), quando minha mão alcançou seu membro e começou a estimulá-lo.
- Sim, sou completamente louco. E a culpa é sua. – Murmurei com meus lábios colados no seu ouvido, fazendo-o se arrepiar.
Suas mãos desceram pelo meu corpo, deixando leves marcas de arranhões por onde passavam, até começarem a desabotoar as minhas calças.
- Então me deixa te enlouquecer mais um tantinho... – Concluiu a frase se abaixando me mandando um olhar extremamente insinuante enquanto tirava o resto das minhas roupas deslizando as unhas lentamente pelas minhas pernas.
- awww... Maldito... – Puxei-o de volta pelo cabelo, o prendendo num beijo selvagem, colando seu corpo no meu, sem nenhuma peça de pano entre nos dessa vez.
Ele entrelaçou uma das minhas mãos nas suas e a ergueu até a boca, começando a chupar deliciosamente três dos meus dedos, me encarando com o olhar nublado de desejo.
Desnecessário dizer que palavras são insuficientes para descrever o quanto meu interior reagiu a essa cena.
Comecei a beijar seu pescoço suavemente, somente acariciando sua pele macia, enquanto o invadia com um dedo.
- hmmmmm... – Ele gemeu prazerosamente empurrando seu corpo contra o meu fazendo nossas excitações se roçarem e meu corpo inteiro formigar em deleite.
Mordisquei o lóbulo da sua orelha, passado os lábios pela extensão do seu maxilar até sua boca, sugando seu lábio inferior e o beijando lenta e intensamente, distraindo-o do incomodo do segundo digito que invadia seu interior.
- nhmmmm Kanda... Vem logo... – Sussurrou inclinando o quadril levemente pra trás e arranhando minha nuca.
Só deus (ou o diabo) sabe o quando meu corpo estava fervendo pelo seu naquele momento, mas por incrível que pareça, meu sadismo falou mais alto.
- Hm, só se você pedir com jeitinho. – Falei com a voz arrastada contra seus lábios vendo ele assumir uma expressão indignada que ficava surpreendentemente adorável em conjunto com suas bochechas rosadas.
- Você é um maldito de um bastardo. – Comentou tentando fazer uma cara séria.
- hm... Resposta errada. – Murmurei com um sorrisinho torto, começando a estimulá-lo ao mesmo tempo em que fazia movimentos em seu interior lhe arrancando um gemido alto.
- Adoro ouvir sua voz assim... – Sussurrei em seu ouvido aumentando a velocidade dos movimentos.
- Ahhhh... Yu... Onegai... – Gemeu no meu ouvido me tirando realmente do sério dessa vez.
- Onegai o quê? – Praticamente arfei em seu pescoço, me controlando ao máximo para não atacá-lo de uma vez.
Para minha surpresa, ao invés de falar qualquer coisa, ele entrelaçou as mãos no meu cabelo e me beijou luxuriosamente me arrancando um gemido com os movimentos ousados e provocantes da sua língua contra a minha.
- Acho que você entendeu. – Sussurrou ofegante contra meus lábios. Nem que isso valesse minha vida eu conseguiria me segurar agora.
Levantei-o pelo quadril, sentindo suas pernas se enroscarem novamente em volta da minha cintura, encaixei melhor nossos corpos e comecei a penetrá-lo lentamente, sentindo minha mente praticamente sair do meu corpo e um espasmo de prazer correr pelo meu corpo a medida que seu interior quente e apertado me envolvia.
- Allen... Meu Allen. – Murmurei contra sua nuca, abraçando seu corpo enquanto suas mãos se agarravam com força no meu cabelo e seu rosto se enterravam no seu pescoço.
- Yu... – Ele levantou o rosto do meu pescoço me encarando intensamente – Me faz perder a cabeça.
Mordiscou delicadamente meu lábio inferior, sem tirar os olhos dos meus, com um sorrisinho de canto surgindo seus lábios.
Comecei a me mover lentamente, apreciando os constantes arrepios que percorriam meu corpo a cada estocada. E logo as ações se tornavam mais selvagens, os movimentos mais intensos, nossos gemidos se misturavam e ecoavam por todo o lugar e nossos corpos queimavam em antecipação.
- Yu! Aí de novoo! Mais forte...ahh – Ele praticamente berrava empurrando seu corpo contra o meu.
Apenas agarrei seu quadril e comecei a me movimentar com o dobro da força, mas tomando um certo cuidado levando em consideração que quando eu me descontrolo o moyashi não se levanta no outro dia, ouvindo seus gemidos cada vez mais altos a medida que ele se aproximava do clímax.
Estoquei-o com força uma ultima vez, sentindo seu corpo vibrar de prazer, uma de suas mãos, que se apoiava na parede, acabou esbarrando no registro e abrindo o chuveiro ao mesmo tempo em que ele chegava ao ápice, me levando junto.
Roubei-lhe um beijo apaixonado, sentindo aquela sensação entorpecente ser intensificada pela água gelada que escorria pelos nossos corpos em brasa.
- Te amo pequeno. – Sussurrei baixinho no ouvido do albino que sorriu docemente e me beijou de volta.
- Eu também te amo... Muito. – Ele me roubou um selinho no final da frase me fazendo sorrir também. – E pare de dizer que eu sou pequeno.
- E eu to mentindo? Quando eu te vi pela primeira vez eu achava que tinha uns treze anos pela altura.
- Humpf. Bakanda. – Murmurou tentando parecer bravo, mas acabou rindo. – Meu Bakanda.
Ele me puxou para mais um beijo e eu já sentia as coisas esquentando novamente até ouvir umas batidas desgraçadas na porta.
- KANDAA! ALLEN!! O BARCO SAI EM DEZ MINUTOSS!
Eu e o moyashi nos encaramos horrorizados.
- Dez...
- Minutos?
Ops... Acho que agora fudeu.
---------------- POV do Allen -------------------------------
Já fazia algum tempo que estávamos no trem e o sol já havia começado a baixar no céu. Sério, será que a gente não podia chegar lá em um horário mais iluminado não?
Acomodei melhor minha cabeça no colo do Kanda vendo sua expressão quando ele olhava de mim para o caderno da missão e depois de volta pra mim.
- O que foi? – Perguntei me sentando em seu colo.
- Não acredito que ficou assustado só com isso. – Ele respondeu se segurando pra não rir.
- Como assim SÓ com isso? Essa história é de arrepiar. E se “ele” realmente estiver lá?
- É bem provável que esteja. – Comentou dando de ombros.
- Quer me deixar com mais medo do que eu já estou desgraçado?! – Exclamei revoltado fazendo-o dar uma risadinha.
- Tch, já matei um espadachim de mil anos, isso ai vai ser só mais uma antiguidade na lista. – Murmurou displicente.
- Doido.
Puxei o caderno das suas mãos segurando de forma que ele também pudesse ler. Estava bem na página da história.
Esse maldito conto havia sido enviado à ordem por carta, e até o aspecto do papel me assustava.
Os relato que lhes faço é de uma história de muito tempo atrás, mas que ainda causa arrepio nos ossos quem a escuta devido a perversidade da sua trama.
Não se sabe ao certo o dia e o ano, mas as antigas gerações ainda lembram-se do terror de quando a calamidade se abateu sobre nós.
Há um tempo, havia um médico na nossa vila, que por ser muito pequena, não possuía prédios como escolas ou hospitais. Seu nome era doutor Marcus, e era um moço deveras simpático devido a sua profissão, mas além disso, possuía também um nobre coração e ajudava até mesmo aqueles que não tinham como pagar.
O jovem médico possuía uma bela família constituída por uma esposa meiga e carinhosa e duas lindas filhas gêmeas de cinco anos de idade. Era fato conhecido por toda a comunidade que sua mulher havia tidos sérios problemas para engravidar, os mais religiosos até chegavam a comentar que talvez não fosse a vontade de Deus. Mas mesmo diante de todas as dificuldades, a moça que já estava quase a desistir do seu sonho de ser mãe, foi repentinamente tomada por um inesperado entusiasmo e resolveu tentar uma última vez.
Por mais estranho que pareça, sua ultima tentativa dera certo. Certo até demais. Já que a gestação ocorrera perfeitamente, sem nenhum susto ou risco de interrupção. Mas estranho ainda era o fato de que, de um casal onde ambos eram loiros de olhos claros, as duas meninas haviam nascido com o cabelo negro como piche, pele assustadoramente pálida e olhos negros ligeiramente avermelhados.
Diante do espanto da população, o médico explicou que talvez elas tivessem herdado um gene de algum outro ancestral da família de um dos dois. Devido aos fatos devidamente explicados, ninguém questionou a estranheza da aparência das meninas em relação à aparência dos pais, afinal, ele era um doutor não? Quem questionaria?
Porém, foram poucos os que notaram o olhar inseguro e assombrado do médico ao explicar a história.
A partir daí, a rotina da vila correu sem acontecimentos relevantes... Até aquela noite.
Foi um acontecimento que marcou como iniciada a maldição que se abateu sobre o nosso povo. Na noite do aniversário de treze anos das duas meninas, quando o pai das meninas decidiu batizá-las, já que concordava que elas deveriam escolher a própria religião; o padre apareceu morto, e de uma maneira tão brutal que nem os mais bravos homens ousavam permanecer no recinto.
Naquela noite sinistra, o relógio da igreja bateu treze vezes.
Mesmo esta estando vazia.
Treze dias após esse terrível acontecimento, os animais das fazendas próximas começaram a morrer misteriosamente. Desde os pequenos criadores, até os grandes proprietários de terra, começaram a se assustar com a situação, já que morria por volta de um animal por dia e dos vários veterinários chamados para cuidar da situação, nenhum deles havia conseguido alguma resposta.
Mais treze dias depois, os animais começaram a morrer um maior número, chegando a cinco por dia, e dessa vez até mesmo os pássaros da região, animais domésticos e os peixes do riacho foram também afetados pela maldição. Em pouco tempo, a cidade que sobrevivia a base da pecuária estava a um passo de afundar na miséria.
E foi nessa época, que outra desgraça se abateu sobre a vila.
A esposa do médico morreu de uma doença misteriosa, doença esta que a levou em treze dias.
Isso está ficando obcessivo, não?
Por um período de tempo, que não sei informar ao certo, o jovem doutor se fechou na própria casa somente na companhia das duas filhas. Não atendia nem mesmo os moradores da vila que batiam a sua porta para prestar solidariedade ou os amigos da família que vinham prestar os pêsames e ajudar com o velório.
Velório, aliás, que não aconteceu.
Nem o enterro.
Na verdade, depois desse período de reclusão, o médico voltou a atender como se nada houvesse acontecido. Sem sinal de luto ou tristeza, nem nele, nem nas filhas. Mas poucos foram os que desviaram sua surpresa desse fato para reparar que também não havia nem sinal do corpo da sua esposa.
Durante o tempo que se passou depois do retorno do moço,sua aparência começara a mudar aos poucos. Ele estava cada vez mais magro e pálido, seus cabelos antes dourados como trigo, agora começavam a ficar cada vez mais escuros a ponto de começar a se aproximar do tom do das filhas, e no final de treze semanas sua aparência já era assustadora de tão bizarra. Seu cabelo escorria longo e fino pela pele assombrosamente pálida, a ponto de parecer translucida, seus olhos haviam clareado a ponto de parecerem prateados e as extremidades do seu corpo pareciam pontudas, tanto que seus dedos lembravam galhos secos de uma árvore.
Mais trezes semanas se passaram, e a medida que a aparência do médico começava a se assemelhar com algo não humano (até mesmo sua voz agora, que antes era forte e jovial, zoava como algo frio e forçado. Ela chegara a um tom que, embora muitos definiam como doente ou envelhecido, poucos definiam como maligno). E no final desse período, as crianças que nasciam na vila, vinham ao mundo mortas ou com estranhas deformações como unhas pontudas, dentes serrilhados, olhos avermelhados e chifres.
Mas o desfecho dessa história se dá treze meses depois do retorno do médico. Quando a calamidade finalmente se consumou.
Na cidade sempre quente e seca, caiu uma tempestade. O médico saiu de casa para visitar a vila pela manhã e voltou à noite como o usual. A única diferença é que ele voltou totalmente ensangüentado, e todos os habitantes estavam mortos de maneiras terríveis de ser imaginar. E ao chegar em casa, estuprou e matou as duas filhas.
Algumas versões dizem que a esposa do pobre doutor havia feito um pacto demoníaco para poder realizar seu desejo de ser mãe, dando em troca a alma do marido, que desapareceu misteriosamente após destruir a cidade.
Outras dizem que ele somente enlouqueceu e ao voltar a si e perceber o que fez, correu até a cidade mais próxima e se entregou a polícia, sendo condenado a cadeira elétrica pelas suas atrocidades.
Mas o fato é,sempre que a cidade é reabitada, a calamidade se repete; e quando ela é abandonada, ela se espalha.
Conto desesperadamente com a ajuda da santa igreja para livrar seus dedicados fiéis desse terrível tormento.
Engoli a seco quando o trem parou. Havíamos chegado.
Sai da cabine do trem praticamente enterrado nas costas de Kanda, segurando sua mão em busca de apoio.
Sério, por tudo que já passei na minha vida eu podia afirmar que eu não era uma pessoa que se assustava facilmente. Mas no momento em que descemos do trem, naquela rodoviária completamente deserta e mal iluminada, um calafrio desceu pela minha espinha fazendo meu coração acelerar.
Com certeza havia algo de muito errado naquele lugar.
- Oe moyashi, tá tremendo que nem um gatinho assustado. – Kanda comentou passando o braço em volta dos meus ombros e me acolhendo contra si, fazendo meu corpo voltar a esquentar.
O finder que vinha conosco continuou até a cidade vizinha para recolher informações, já que essa cidade parecia praticamente inabitada.
- Vai me dizer que esse lugar não é sinistro? – Indaguei apontando para a cidade abandonada a nossa frente, com suas construções cinzentas e suas árvores secas que assumiam contornos assustadores.
-Hm... Eu gostei. – respondeu com um sorriso de canto.
- Meu Deus, você tem problemas.
Ele riu tirando o que parecia ser um endereço do bolso e começou a caminhar cidade adentro como se aquela vila mal assombrada fosse só um parquinho à noite.
Juro que se ele não estivesse me abraçando eu não teria entrado ali por nada no mundo.
- Bem... Como aqui não tem hotel, nos vamos ficar nessa casa. – Ele anunciou depois de um bom (e apavorante) tour pelo lugar.
Olhei para a construção a nossa frente, de fato ela parecia melhor conservada que as outras, mas nem por isso menos sinistra. Parecia que a qualquer momento alguma coisa poderia descer do telhado, ou sair de uma moita, ou de um beco escuro...
Ouvi um barulho metálico e logo depois um barulho que parecia elétrico.
- Kaichu Ichigen!
Me virei pra trás esperando encontrar alguma assombração, mas só vi o Kanda com uma expressão raivosa com a espada na mão.
- Mas o que foi iss... – Comecei mas...
AAAAAARRRRRRRRRRRRRGHHHHHHHHHH!!!!!!!!
Um grito agonizante ecoou pela noite e minha alma quase saiu do corpo com o susto e o pavor que senti naquele momento.
Só despertei já dentro da casa, com o barulho da porta sendo batida.
- K-K-K-Kanda...
- shiiiuu... – Ele me abraçou afundando minha cabeça em seu peito – Não queria te assustar mas... Estávamos sendo seguidos desde o momento que em que saímos do trem. E eu não tenho idéia de que porra era aquela.
Me arrepiei com o final. Se eu não tivesse uma missão a cumprir, fugiria daquele lugar agora.
- Sal! – Lembrei de repente.
- O que?
- O komui disse pra gente espalhar sal nas entradas. – Corri para o canto da sala encontrando uma montanha de latas de sal e comecei a passar pelas portas e janelas. Pelo jeito a casa estava abastecida.
- E pra que isso? – Perguntou já se irritando.
- Pra manter o que está do lado de fora, fora. – Expliquei já temendo uma virada de humor do moreno.
- E não era só pra buscar uma inocência nesse caralho? – Exclamou já irado. Não falei que ele ia ficar fulo?
- Era.
- E pra que esse monte de sal?
- Parece que inocência não é a única coisa por aqui...
- Tch! – Exasperou furioso pegando umas latas de sal. – Vou espalhar isso nas entradas lá atrás. Não. Saia. Daqui. Ouviu? – Saiu sem esperar minha resposta murmurando algo sobre matar o Komui quando voltasse.
Ora, eu sei me cuidar muito bem sozinho!
Terminei de espalhar o sal pela sala e fui para a parte de trás da casa ajudá-lo. Até por dentro aquele lugar era sinistro.
Vi um vulto de casaco preto e com longos cabelos escuros esvoaçando pra trás passando rapidamente pelo corredor e entrando em um dos quartos.
- Hey Kanda. – Chamei e quando estava prestes a entrar no quarto o seguindo, ouvi uma voz bem atrás de mim.
- Chamou? – Olhei totalmente horrorizado e lá estava Kanda com os cabelos presos e uma camisa social branca aberta.
- E-E-Espera um mo-momento...
- O que foi moyashi? Tá branco mais branco que o normal...
- Yu... – Murmurei já angustiado.
Se o Kanda estava lá atrás o tempo todo... Quem estava dentro do quarto agora?
Notas finais
Se gostaram, não gostaram, ou querem apenas alguém pra conversar (ok,isso foi tenso) mandem REVIEWS!!!!!
Eu sinceramente tô amando esse projeto (como todos que eu faço), mas eu vou dar prioridade a The Secret Behind Your Eyes quanto a postagem. Mas eu vou tentar não demorar, ok?
KISSUS!!!
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