A Volta dos Retardados

6 Time and Relative Dimension in Space


Notas iniciais
Heey, pessoal! Como podem ver, fiz esse capítulo para agradar os Whovians! (Eles me trancaram em uma sala junto com Daleks e Cybermens) Mas, claro, o capítulo não é inteiramente sobre isso, então se você não assiste Doctor Who, pode ficar despreocupado! Não vou dar spoilers! (talvez) Espero que gostem do capítulo!

POV. Astrid Murray

Sempre escuto as pessoas falando coisas como “Nossa, o verão é a minha estação favorita do ano!” ou “Vou aproveitar esse verão!”. A verdade é que o verão é a época do ano em que o Hades assume o clima e tenta transformar todos os seres humanos em churrasco. Quer dizer, você fica suado e cansado. Isso não pode ser da Zeusa.

Então lá estava eu, uma pobre e sofredora filha de Hermes, jogada no chão do Chalé 11 com um ventilador ligado na minha cara. Todos os meus meios-irmãos estavam pelo acampamento, na aula de arco e flecha, esgrima, roubando alguma coisa... Tanto faz.

– Ah... O que é isso? – perguntou Travis entrando no chalé e franzindo a testa.

– Está muito quente – sussurrei.

– Eu sei. Mas você não pode ficar aí o dia todo.

– Só vou levantar daqui para matar Apolo e seus filhos.

– Vamos lá, Astrid! – Travis segurou minha mãe e forçou a ficar de pé – Mexa-se! Vá nadar no lago! Faça companhia aos seus amigos!

– Meus amigos têm ar condicionado no chalé?

– Creio que não.

– Então não gosto deles.

De qualquer jeito, Travis Stoll, o Sem Coração, me expulsou do chalé e me forçou a sair naquele sol horrível. Os únicos chalés que não estavam sofrendo com o calor eram os de Tique, maldita deusa da sorte, e... Oh.

Corri até o Chalé 21 e bati na porta com força. Uma garota atendeu e, assim que a porta se abriu, um delicioso ar gelado tocou a minha pele. Suspirei e sorri.

– Oi – falei – Qual seu nome?

– Mandy Lupin – ela respondeu. Seu cabelo era escuro, os olhos eram como chocolate e a pele era clara, mas nada disso importa, porque eu só quero o ar condicionado mesmo.

– Olá, Mandy! Meu nome é Astrid Murray! Caso você não tenha visto, está muito quente aqui fora e eu queria saber se...

– Não! – ela respondeu – Sua interesseira! Nunca nem falou comigo, nem sabia meu nome, e quer entrar no meu chalé só porque está frio? Absurdo! Nunca!

– Ei, fica fria.

Percebi que essa foi a coisa errada para se dizer para uma filha de Quione quando ela bateu a porta na minha cara. O ar voltou a ficar horrivelmente quente e, mais uma vez, me arrastei miseravelmente pelo acampamento até chegar ao Chalé 1.

– Otário – abri a porta – O que... Blaise?

Como Blaise Zabini foi reclamado como filho da Zeusa, ele dorme no Chalé 1 sozinho, já que o Jason é romano e a Thalia teve inteligência suficiente para fugir desse lugar.

Nesse momento, Blaise Zabini, sonserino e filho da Zeusa, estava jogado no chão com um ventilador ligado na cara.

– O que Hades você está fazendo? – perguntei.

– O chão – ele falou – é de mármore. Está gelado.

– Oh, Zeus!

E me joguei no chão confortavelmente gelado. Suspirei e decidi que só sairia dali na primavera. Mas, obviamente, as Parcas estavam rindo de mim.

– Blaise Zabini e Astrid Murray, por favor se apresentem na Casa Grande – disse a voz de Quíron nos auto falantes.

– Oh, não – Blaise disse – Não saio daqui nem por um milhão de galeões.

– Venham logo antes que eu os traga pelas orelhas – ameaçou Sr. D nos auto falantes.

E enfim fomos para a Casa Grande. Quando abri a porta, esperando encontrar uma daquelas reuniões chatas de que eu realmente não preciso em um dia quente, encontrei uma enorme piscina de plástico inflável no meio da sala.

– Oi – Carol sorriu.

Na piscina estavam Percy e Leo, usando calções de banho, Annabeth, usando um biquíni cinzento, e Carol usando um maiô preto e se abanando com um leque. Lyanna estava deitada no sofá com um ventilador ligado na cara enquanto lia um livro.

– Uh, piscina! – Blaise tirou a camisa e pulou na piscina inflável.

– Ei, cuidado! – Leo falou – Não queremos molhar a sala da Casa Grande. Sr. D nos transformaria em sapatos.

Eu estou quase transformando-os em sapatos – Lyanna ameaçou enquanto lia – Isso é ridículo. Aqui é um local de reuniões, discussões e...

– Blá blá blá – Percy falou – Lyanna, está calor lá fora. Aproveite.

– “Aproveite” – Annabeth ironizou – Parece que somos formigas e Apolo quer nos matar colocando uma lupa contra a luz do sol.

Sentei-me na poltrona e cruzei as pernas.

– Estou surpresa que Quíron tenha concordado – falei.

– Ele não precisa saber, precisa?

Sorri e a porta foi aberta de novo. Era Will Solace. Eu sorri maliciosamente para Lyanna. Carol sorriu maliciosamente para Lyanna. O Universo sorriu maliciosamente para Lyanna. Lyanna afundou o rosto no livro.

– Ah, isso é uma piscina inflável? – o filho de Apolo perguntou.

– É sim – Carol sorriu enquanto se abanava com o leque – Só não tire a camisa, Will, não acho que Ly...

Ca-ham – Lyanna pigarreou em voz alta – Oh, olá Will. Quase não te vi aí com essa piscina na frente.

Will sorriu e suas bochechas formaram covinhas. Novamente, todo o Universo sorriu malicioso. O Universo está muito malicioso ultimamente.

– Certo, certo, vamos começar – Quíron disse entrando na sala com Sr. D — Reuni aqui hoje os campistas mais sábios e... Percy, isso é piscina inflável?

– Sim!

– ... Posso entrar também?

– Não, você é um cavalo – respondeu Blaise – Uh, sem ofensas.

– E o que uma piscina inflável está fazendo no meio da sala?! – Sr. D exclamou – Vou transformá-los em sapatos!

– Provavelmente Blaise vai ser um Crocs – falei – Quero ser um Christian Louboutin, se o senhor não se importar.

– Astrid, não é hora para seu lado Afrodite – Lyanna revirou os olhos.

– Obrigado, docinho – Dionísio falou – Veem como minha filha é sábia e inteligente? Vocês deveriam ser como ela, seus moleques.

Lyanna ficou vermelha como um pimentão e voltou a esconder o rosto no livro.

– Voltando ao assunto inicial – disse Quíron, que ainda parecia profundamente triste por não poder entrar na piscina – Chamei aqui alguns campistas que serão necessários para uma missão importante. Will Solace, um ótimo arqueiro. Blaise Zabini, um excelente... divo. Lyanna Harper, uma estrategista magnífica. Astrid Murray, excelentíssima com facas. E Carol Peruzzo, ótima com... alguma coisa.

– Eu mato zumbis – Carol falou.

– Eles não existem – Sr. D disse.

– O senhor já viu um?

– Não.

– De nada.

– E Leo, Percy e Annabeth? – perguntou Lyanna – Por que estão aqui?

– Eu trouxe a piscina – Percy falou.

– E nós viemos por causa da piscina – Leo simplificou, Annabeth assentiu.

– A missão de vocês, otários, consiste em basicamente voltar no tempo e achar um semideus – Sr. D falou — O nome dele é Leo e é filho de Hefesto.

– Filhos de Hefesto chamados Leo? Vocês são tipo uma praga? – perguntei.

– Ah, fique quieta – Leo mandou.

– E vamos voltar no tempo como? – Will disse.

O silêncio se instalou no ambiente. Obviamente Quíron pensou no plano, mas não nos detalhes. Fascinante.

– Podem usar aquela caixa azul lá fora – dei de ombros — Roubei ontem de um cara sem sobrancelhas e com uma gravata borboleta.

– Ele não tinha sobrancelhas? – Carol perguntou.

– Ele usava uma gravata borboleta! Não precisa fazer sentido!

– Caixa azul? Sem sobrancelhas? – Lyanna arregalou os olhos – Oh!

Ela sorriu e saiu correndo da Casa Grande. Will a seguiu.

– Deveríamos segui-los? – perguntou Blaise.

– Creio que sim – respondeu Carol.

– Mas estou com preguiça. E não quero sair da piscina.

– Nem eu.

– Argh, vamos logo – levantei da poltrona e segui Will e Lyanna. Eles estavam atrás da Casa Grande, ao lado do meu último furto.

Na verdade, a caixa azul era uma cabine azul da polícia. Pelo o que pesquisei, os criminosos ficavam presos nisso até a polícia chegar em 1960. Tipo, na época dos dinossauros. Will e Lyanna pareciam super felizes com aquilo.

– Sem sobrancelhas e com gravatas borboletas – Will dizia baixo – Ele deve ter regenerado.

– Pessoalmente, ele era mais bonito quando usava o terno – Lyanna passou a mão na parede da cabine – Astrid, você está com as chaves?

– Aqui – tirei-as do bolso do short e a joguei para Lyanna – Como vocês dois conhecem esse negócio?

– Esse negócio se chama TARDIS, um acrônimo de Time and Relative Dimension in Space – a filha de Dionísio respondeu.

– Nós já viajamos com o Doutor uma vez – Will comentou alegremente.

– O que?

– Ah, esquece. O Doutor nos mostrou maravilhas indescritíveis...

– Will, essa história de um cara de mostrando maravilhas indescritíveis é estranha – Carol disse saindo da Casa Grande com uma toalha sobre os ombros, apesar dela estar seca depois de ter saído da piscina.

– De qualquer modo – Blaise disse também com uma toalha nos ombros – O que esse negócio faz?

– A Tardis pode nos levar até qualquer lugar em qualquer momento da história – Will respondeu.

– Oh, posso ver a venda do primeiro perfume Chanel? – perguntei.

– Posso ver o meu nascimento? – perguntou Blaise.

– Posso dar um soco na minha mãe no dia em que ela pensou que eu deveria ter 17 nomes do meio? – perguntou Carol.

– Sim, sim e totalmente sim! – Lyanna sorriu.

– Você tem dezessete nomes do meio? – Will franziu a testa.

– Não importa, todos para dentro desse negócio – mandei.

– É TARDIS!

– Tanto faz.

Lyanna abriu a porta e entrou.

– Só um aviso – ela sorriu antes de nos deixar entrar também – É maior por dentro do que por fora.

E, por Merlin, realmente era. Quer dizer, como uma bruxa muito competente, estou acostumada com cabanas pequenas por fora e grandes por dentro. Mas uma cabine de telefone da época dos dinossauros que é uma nave espacial? Isso é estranho.

– Hm, antes de irmos, temos que pegar roupas e materiais e...

– Que nada! – Will puxou uma manivela – A Tardis tem tudo!... Menos uma cantina. Seria legal ter uma cantina.

– Tem closet enorme de roupas lá embaixo – Lyanna disse – Venham.

Ela levou Carol e Blaise pelas escadas. Sentei-me em um banco enquanto Will puxava manivelas e apertava botões, ligando a nave.

– Então... Conheceram o Doutor? – perguntei – Quem é ele?

– Ah, sim, foi no ano passado – respondeu – Não sabemos muito, mas ele é Senhor do Tempo. A Tardis é a sua nave. Como conseguiu roubá-la?

– Ela estava no meio do Central Park. O Doutor, sem sobrancelhas e com sua gravata borboleta, estava conversando com uma ruiva e um cara. Peguei as chaves e arrastei a Tardis até o acampamento.

Arrastou?

– Você não tem noção do que os filhos de Hermes podem fazer.

Depois que a Tardis fez barulhos estranhos, Lyanna, Blaise e Carol voltaram. Lyanna continuava normal, mas Carol usava um vestido longo medieval e Blaise estava parecendo um rei (não o deixe ler isso).

– O que é isso? – perguntei.

– No guarda-roupa inteiro, só haviam roupas assim – Blaise deu de ombros – Pessoalmente, gostei.

– Já sei por que – Will falou olhando para o painel de controle – Aqui diz que estamos em 1467, Vinci, Florença, Itália.

– Ah – falei – Então vá à frente, Carol.

– Por quê?!

– Seu sobrenome é Peruzzo. É a coisa mais próxima da Itália que nós temos.

Todos concordaram com esse argumento. Levantei-me, sorri para todos e abri a porta com força. Acertei o rosto de alguém.

– Ai meu Zeus! – exclamei ajoelhando-me ao lado do garoto que eu acertei.

Ele tinha aparentemente dezessete anos, com fartos cabelos loiros, olhos claros e um nariz reto e fino.

– Me desculpe! – exclamei.

– Tudo bem – ele apoiou-se sobre os cotovelos e esfregou a testa – Eu estava distraído e... Oh! Senhorita, porque está neste estado de nudez?!

– Hein?

Carol saiu da Tardis seguida por todo mundo. Todos me encararam. Encararam o garoto. E me encararam de novo.

– Alguém disse Astrid em um estado de nudez? – Blaise pulou para fora da cabine policial.

– Cale a boca.

– Olá! – Carol disse para o garoto como se ele fosse retardado – Macarrone! Pizza! Mussarela! Torre de Pisa!

Essa é a tentativa dela de falar italiano?

– A senhora está com problemas? – o garoto perguntou confuso – Quem são vocês?

– Eu sou – Blaise deu um passo para frente – Lorde Blaise Zabini de Hogwarts. Esta é minha irmã, Lady Carolina Peruzzo.

– Vocês são irmãos? – o garoto perguntou incrédulo.

– Sim, somos! Olhe, somos praticamente gêmeos!

(silêncio constrangedor)

– E esses são nossos escravos – Carol sorriu – Astrid e Lyanna, minhas damas de companhia. Will é um cara que nós compramos em um mercado de prostituição.

– Certo – o garoto se levantou e fez uma reverência – Sou Leonardo, meus amigos me chamam de Leo.

Sabe aquele momento em que todos têm uma súbita compreensão do que está acontecendo? Nem eu, porque a Carol estragou esse momento.

– Oh! – entenderam todos.

– Hã? – menos a lerda.

– Esse é Leonardo – Lyanna apontou para Leo – Estamos na cidade de Vinci.

– E?

– Leonardo... Em Vinci...

– Sim, isso eu entendi. E aí?

– ELE É O LEONARDO DA VINCI, SUA ANTA! – berrei – SABE, O CARA DA MONALISA?

– Ah – Carol sorriu entendendo. Acho que ela se faz de burra, só pode.

– Posso ajudá-los? – perguntou Leo confuso.

– Claro – Blaise disse – Existe alguma estalagem aqui por perto?

– Me sigam.

Enquanto seguíamos Leo, as pessoas olhavam feio para mim. Não é minha culpa se os shorts jeans ainda não haviam sido inventados no século 15!

– Vocês podem ficar nesta estalagem – Leo disse – Eu trabalho como aprendiz no ateliê ao lado. Se precisarem de algo, me digam.

– Obrigado – agradeceu Will, o único educado o suficiente para isso.

Carol e Blaise foram alugar dois quartos. Lyanna e Will foram tentar conseguir algum dinheiro. E, como as pessoas estavam realmente me olhando feio agora, roubei (ops, quis dizer, achei jogado no chão e peguei) um vestido de serviçal. Melhor que nada.

– Se seu pai nos mandou aqui, algo vai acontecer com o Leo – falei para Lyanna.

– Mas o que? – ela perguntou – Está tudo ocorrendo perfeitamente. Leonardo da Vinci com dezessete anos, trabalhando como aprendiz no ateliê de Andrea di Cione, um dos mais bem sucedidos artistas desse tempo.

– Ele pode ser atacado – Will falou – Alguma coisa pode acontecer esta noite, Leonardo pode morrer e estragar todo o avanço da civilização humana.

Nossa, Will é um raio de sol (desculpem o trocadilho).

– Ficaremos de olho nele – então uma coisa passou pela minha cabeça – Espera, estamos na Itália.

– Parabéns, Capitã Óbvia – Lyanna resmungou.

– Obrigada, Sargento Sarcasmo – mostrei a língua para ela, em um gesto muito maduro – Quero disser, bem, eles falam italiano. Como nós estamos entendendo?

– A Tardis traduz – Will respondeu dando de ombros.

Uma nave alienígena entrou no meu cérebro e está traduzindo coisas. Normal.

* *

– Então, Sr. Verrocchio — Carol ia dizendo entrando no ateliê em que Leo trabalhava – Em que o senhor vem trabalhando?

– Somente rascunhos no momento, minha menina – ele respondeu. Era um homem bem vestido, com a barba escura e olhos verdes escuros – Não tenho nenhum projeto em mente.

– Em 1474 e 1475, pintou O Batismo de Cristo, na Galeria Uffizi, em Florença – murmurou Lyanna.

– O que disse?

– Oh, nada. Nada não.

A verdade é que nós não damos a mínima para o que esse cara pintou ou deixou de pintar, estamos aqui só para vigiar a área. Blaise e Will estão guardando as entradas, Lyanna, Carol e eu estamos do lado de dentro.

– O senhor também é escultor? – Carol perguntou apontando para argila em cima de uma mesa.

– Pintor, escultor e ouvires – Verrocchio disse orgulhoso – Porém devo dizer que no futuro irei me contentar apenas esculpindo, meu jovem Leonardo está me ultrapassando em técnica e genialidade.

– Absurdo – Leo sorriu corando – Nunca farei nada excepcional.

– Foi um polímata italiano, uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico – murmurou Lyanna distraída.

– Pare de dar spoilers da vida dele – sussurrei.

– Desculpa! É difícil resistir.

E foi aí que as janelas explodiram. Casualmente, sabe.

Levantei-me do chão, tossi e puxei Lyanna e Carol para fora do ateliê. Will disparava flechas na direção de alguma coisa que vinha na nossa direção. Algumas casas pegavam fogo, pessoas gritavam desesperadas, o choro de uma criança era ouvido.

– O que é isso? – gritei.

– Não sei – Blaise empunhou a espada com a dignidade de uma galinha – Parecem robôs ou...

– DALEKS! – gritou Will atirando uma última flecha.

– Por Zeus – Lyanna arregalou os olhos.

– Daleks? – Carol perguntou – Mas que Hades é isso?

– EXTERMINAR! EXTERMINAR! – um robô branco em forma de um saleiro que atirava raios gritou avançando pela rua.

– Hmm – falei coçando o queixo – Creio que isso é um Dalek.

– Como eles vieram parar aqui? – Lyanna gritou.

– Pergunta para eles – Carol deu de ombros.

– O que? Não seja estú... – a loira parou – É, pode dar certo. Esperem aí.

Lyanna correu pela rua na direção dos robôs. Will gritou e correu atrás dela (se isso não é um ship, não sei o que é).

– O que são aquelas coisas? – perguntou Leonardo assustado – Parecem... Discos voadores. Um veículo de guerra equipado com canhões carregados pela culatra e que atingem um ângulo de 360°. As manobras são controladas de dentro do veículo?

– Provavelmente – dei de ombros.

– Fascinante!

Lembrei-me que o meu livro de História Trouxa dizia que Leonardo da Vinci inventou os tanques de guerra. Fascinante pensar que os tanques de guerra foram feitos com base nos Daleks.

– DALEKS! – gritou Lyanna – MEU NOME É LYANNA HARPER! VENHAM FALAR COMIGO!

– Onde está o Doutor? – perguntou o robô.

– Ele não está aqui.

– Mentirosa! – exclamou um segundo robô. Percebi que só havia dois Daleks. Eles fizeram todo esse estrago? – Nós avistamos a Tardis!

– Na verdade – Will pigarreou – Nós meio que roubamos a Tardis dele.

– Então são inimigos do Doutor?

– Não, eu não diria esse termo...

– Então vamos exterminá-los!

– Somos inimigos do Doutor! – gritei – NÓS O ODIAMOS!

Felizmente, os outros entenderam o plano.

– Doutor é um otário! – gritou Carol.

– Doutor Quem? – Blaise zombou [Autora: Desculpem, não resisti]

– Odiamos o Doutor – Will disse — Sério. Não nos matem.

– Bem, se é assim... – o Dalek pensou um pouco – Não vamos matar vocês. Mas nós realmente precisamos do humano chamado Leonardo da Vinci...

– Por quê? – perguntou Lyanna.

– Nossa nave precisa de reparos – o outro respondeu – Precisamos da criatividade dos humanos. Por mais que sejam baixos e ridículos, somente uma de suas mentes criativas pode solucionar nosso problema.

– Baixos, ridículos e criativos – Blaise resmungou – Boa descrição da raça humana.

– Como matamos esses robôs? – perguntei – Eles não parecem ter pontos fracos.

– Fogo – Leonardo disse.

– Eles podem atravessar o fogo.

– As máquinas podem. Você disse que há alguém controlando estes robôs, precisamos matar este alguém.

– Isso é brilhante! Não é a toa que você é considerado uma das mentes mais inteligentes da história!

– O que?

– Nada.

Corri até Lyanna, Will e os dois Daleks.

– Ei, otários – falei – Querem o Da Vinci?

– Basicamente – eles responderam.

– Peguem isso! – exclamei – Blaise, a foto!

Um pequeno segredo: Nós, sonserinos divos, temos uma sociedade secreta chamada Hot & Dangerous. Nome ridículo, mas foi o Salazar Slytherin que o escolheu. Durante séculos, somente sonserinos realmente brilhosos e anti-recalque participaram de reuniões divertidas com jogos tradicionais, como Coloque o Rabo no Grifinório ou Pega-Pega (Pega-Pega literalmente não é um jogo para menores de 500 anos).

Nas reuniões da sociedade, coisas muito loucas acontecem. Na última reunião, Blaise e eu conseguimos uma foto chocante. Chocante o suficiente para destruir a armadura de um Dalek.

Sim, era a foto do Snape vestido como a Rapunzel (essa é uma longa história que um dia pretendo contar, mas por hora basta dizer que Snape se vestiu de Rapunzel, Blaise se vestiu de Flynn Rider e eu fui a Branca de Neve).

– AH! EXCESSO DE INFORMAÇÕES! – gritaram os Daleks – EXTERMINAR! EXTERMINAR! EXTERMINAR!

E assim, eles atiraram em si mesmos. Acho que isso é melhor do que ver aquilo. Blaise imediatamente jogou aquilo no fogo, porque era demais até para ele.

– O que aconteceu aqui? – Verrocchio saiu de seu ateliê assustado.

– Eu também não sei, mas acho que o Snape salvou o dia – Carol de ombros – Se cuida, cara.

Ela tirou um óculos escuros de algum lugar, os colocou e saiu andando como uma diva na direção da Tardis. Só lembrando: Ela não fez absolutamente nada. Blaise e eu derrotamos os Daleks, Will e Lyanna falaram com eles e Carol ficou lá, parada. E depois saiu como uma diva. Mereço.

**

– Aqui estamos – Will abriu a porta da Tardis – Central Park, New York, Estados Unidos, 2014. Lar doce lar!

– Eu me pergunto – Blaise pensou alto – Será que o Doutor já notou o sumiço da Tardis?

– Claro que não – dei de ombros.

– EI! – gritou uma voz atrás de nós – DEVOLVAM A TARDIS!

Olhei para trás. Um cara sem sobrancelhas e usando uma gravata borboleta corria na nossa direção, seguido por uma ruiva e um cara.

– Ah, o que fazemos agora? – Lyanna perguntou.

– O que nós fazemos melhor, minha cara – Carol falou com um ar sábio – CORRE!

E assim corremos pelo Central Park fugindo do Doutor e seus companheiros. Basicamente, um dia comum.

Notas finais
E no próximo capítulo... “- Oh, Halloween! Minha época favorita do ano! - É a época em que você sai de casa com toda a sua feiura e ninguém te julga, Malfoy? - Calada.” “- Alunos, Dumbledore deu para casa um tema para se vestirem nesse Halloween. - E qual o tema da Corvinal? - Hm... Seriados televisivos trouxas. - EU SOU A RIVER SONG E NINGUÉM ME SEGURA!” “- Por Zeus, o que é aquilo? - Aparentemente, Comensais da Morte que vão nos torturar até a perda da nossa sanidade e, enfim, nos matar cruelmente. Vou tomar um chá.” “- Voldemort? - Dumbledore? - Por Merlin, essa batalha será horrível! - Por quê? - Olhe bem, Murray! Eles estão... usando a mesma roupa!”