A Volta dos Retardados
4 A Liga da Comida e a Armada de Fangirls
Notas iniciais
POV. Lyanna Harper
Eu não costumo ficar acordada até mais tarde, mas quando fico, ninjas invadem minha casa.
Vamos explicar a situação: Lá estava a minha pura pessoa usando pijamas com desenhos de uvas sorridentes enquanto assistia Doctor Who. Era uma hora da manhã. Estava chovendo muito forte, com direito a raios e trovões. Meu pote de pipoca ainda estava cheio, tudo estava bem.
Então a campainha tocou.
Congelei, desliguei a televisão e tentei escutar alguma coisa. Só ouvi a chuva caindo. Caminhei lentamente, peguei a adaga que deixo escondida no tapete de entrada (nunca se sabe) e abri a porta, pronta para atacar, no mesmo momento em que um raio iluminava a rua.
Mas era só a Carol, com o rosto arranhado como se tivesse lutado com um gato selvagem e totalmente seca por ser filha de Poseidon e tudo mais.
– Meus deuses! – exclamei e deixei a faca cair – Carol! O que aconteceu?!
– Algo muito ruim, não pergunte – a garota limpou os pés no tapete de entrada e entrou – Tive alguns problemas. Sabe o que é a S.H.I.E.L.D?
– O que? – perguntei – A S.H.I.E.L.D? A organização supersecreta do governo dos Estados Unidos que controla invasões alienígenas? Não sei nada sobre isso.
– Por favor, no dia em que você não souber algo, a Terra explode — Carol tirou o casaco e o jogou no sofá – Desculpa, eu não queria te assustar, mas preciso ficar aqui hoje a noite. A S.H.I.E.L.D veio atrás de mim, dizendo que eu sou “narcisista, possivelmente perigosa para a raça humana e blah blah blah” e tentaram me levar a força para a base deles. Talvez eles invadam a sua casa e tentem... Oh, está assistindo Doctor Who? Eu adoro!
Encarei-a com a boca aberta.
– Explica isso direito – mandei – Primeiro, vá tomar um banho. Você está fedendo como se tivesse rastejado por um esgoto.
– É, fiz isso – ela deu de ombros – Volto logo.
Carol subiu as escadas e sumiu no corredor. Respirei fundo e me sentei na poltrona da sala. Essa notícia até acabou com a minha vontade ver Doctor Who (e não é qualquer coisa que faz isso).
A grifinória voltou alguns minutos depois, secando os cabelos com uma toalha (isso não faz sentido. Por que ela simplesmente não seca o cabelo com os poderes psíquicos de Poseidon ou algo assim?).
– Me explica uma coisa – falei – Como a S.H.I.E.L.D descobriu sobre você? Uma organização supersecreta só descobre sobre pessoas excepcionalmente boas – o que, visivelmente, não é seu caso – ou sobre pessoas excepcionalmente ruins. A segunda opção me parece mais correta.
Ela mordeu o lábio e eu soube que ela ia mentir. Se tem uma coisa que todo corvino aprende é que sempre se deve observar tudo.
– Por mais incrível que pareça, eles descobriram sobre mim de um jeito bom – Carol falou esfregando aquela estranha cicatriz em forma de coração que ela tem na mão esquerda – E agora eles querem que a minha brilhosa pessoa continue trabalhando para eles. Não é como se eu fosse um elfo doméstico, certo?
– O que você fez de tão bom? – perguntei.
Quando ela abriu a boca para responder, alguém bateu com força na porta. Prendi a respiração e coloquei um dedo sobre os meus lábios, mandando-a ficar quieta. Talvez, se ficássemos em silêncio, eles fossem embora.
Não deu certo.
A porta foi escancarada revelando um cara segurando um arco e flecha pronto para disparar. Dei um grito muito pouco digno, Carol caiu de costas da cadeira. Minha mãe desceu as escadas correndo e segurando um facão (DE ONDE ELA TIROU ISSO?).
– QUE ZONA É ESSA? – caso você não conheça minha mãe, Melanie Harper, saiba que ela é uma mulher muito gentil. Menos quando a acordam no meio da noite – QUEM É VOCÊ, COSPLAY DE LEGOLAS?
– Eu sou o Agente Clint Barton – ele disse sério, uma mulher ruiva e com duas armas saiu de trás dele – E essa é minha parceira, Agente Natasha Romanoff.
– Gostei do cabelo, Nat – Carol ergueu as sobrancelhas.
– Sinceramente, não sei por que você fugiu – Romanoff disse – Nós pedimos para conversar e você pulou dentro de um esgoto.
– Você é ruiva.
– E daí?
– Sempre se deve fugir ao ver um ruivo armado.
Natasha bateu a mão na testa e Clint guardou a flecha na aljava.
– Então não preciso matar ninguém? – minha mãe perguntou decepcionada e acariciando o facão.
– Pelo contrário, Sra. Harper – um homem alto, com pele escura e um tapa olho surgiu na porta. Um relâmpago cortou o céu e deixou tudo mais dramático – Tempos sombrios se aproximam, temos que nos...
– Posso usar o banheiro? – perguntou Clint.
– Claro, é por ali – indiquei. Ele agradeceu com a cabeça e subiu as escadas.
* * *
Minutos depois, estávamos todos na sala de jantar. Minha mãe tinha feito três xícaras de chá e agora estava na porta da cozinha nos olhando, ainda com o facão em mãos. Continuava chovendo forte lá fora. O cara com o tapa-olho estava sentado nos encarando, Natasha estava olhando para suas unhas, Clint estava no banheiro, eu estava sentada com as mãos no colo e Carol estava em pé.
– Srta. Harper, você ainda não me conhece – ele disse – Sou Nick Fury, diretor da S.H.I.E.L.D.
– E qual o motivo para invadir minha casa no meio da noite? – perguntei.
– Ela é o motivo – apontou para Carol – Ela é como uma bomba-relógio.
– Obrigada – a grifinória revirou os olhos.
– Precisamos que Peruzzo volte a cooperar com a S.H.I.E.L.D, e logo.
– Vocês não podem me cobrar uma atitude! – Peruzzo bateu a mão na mesa e encarou Fury — I DO WHAT I WANT!
– Carol, você assistiu Thor de novo? – perguntei.
– ... Um pouco
– Peruzzo, se não quer nos ajudar, faremos um acordo – Nick disse — Você pode usar seus... Amigos.
– Que amigos? – perguntei. Sabe como é horrível um corvino não saber de alguma coisa? — Do que ele está falando?
– Lyanna, isso foi há muito tempo atrás – Carol suspirou — Eu era tão jovem...
– Foi ano passado.
– Calado, Tapa-Olho – minha amiga me encarou – Sabe como a S.H.I.E.L.D descobriu sobre mim? Ano passado, enquanto você e Astrid estavam de férias na Inglaterra, eu fiquei no Acampamento Meio Sangue. Aconteceu uma série de incidentes que levaram até...
– A Liga da Comida – Natasha sorriu – Aquilo foi uma das coisas mais legais que já fiz. Loki e Cronos tentaram invadir Manhattan no ano passado. Graças à Liga da Comida, tudo foi resolvido.
– Foi assim que ganhou essa cicatriz? – perguntei apontando para a cicatriz de coração.
– Sim... E não – ela enfiou a mão no bolso do casaco – Isso é história para outro dia.
– Precisamos da Liga da Comida agora – Fury disse — Nossos especialistas detectaram uma presença de outro mundo perto de Manhattan.
Os olhos de Carol brilharam, como se alienígenas fossem bons.
– Isso quer dizer...
– Sim, ele voltou – Nick revirou os olhos (ou o olho) – Então reúna a Liga.
– Não posso – ela falou – Tentei conversar com eles, mas o resto da Liga não quer mais. Muitos riscos e poucas recompensas.
– Então forme uma nova Liga.
– Com quem?
Todos os olhos da sala se voltaram para mim. Carol deu aquele sorriso de “Agora-é-que-a-diversão-começa-bitches”.
– Não – falei decidida – Não vou entrar em um grupo de pessoas que mal conheço para lutar com um vilão super poderoso e...
– Nós temos um carro de doce.
– Quando começamos?
– Amanhã, quanto mais cedo melhor – Fury nos olhou com a frieza de um comandante militar – Temos que salvar o nosso mundo.
Um relâmpago cortou o céu e um trovão soou forte. Tudo isso seria bem dramático, se Clint não tivesse apertado a descarga e estragado todo o clima.
* * *
O ar da manhã era frio e nossas respirações formavam nuvens brancas no ar. Nick saiu de dentro da minha casa seguido pela minha mãe, que – adivinhem – ainda segurava o maldito facão.
Um estalo foi ouvido, olhei para trás e vi as pessoas que aparataram. Astrid, Blaise e... Hermione?
– Hermione? – perguntei – O que faz aqui?
– Eu participei da Liga da Comida original e vou continuar até o fim, fiz um juramento – ela bateu a mão no peito – Quando todo o açúcar se esvair e a ameaça surgir, lá estarei eu, para defender civis e trazer glitter ao mundo.
Blaise secou uma lágrima.
– Isso foi lindo – ele sussurrou emocionado.
– Prontos para voltar para a ação? – Carol saiu de dentro da casa. Ela usava um manto preto com desenho de torta preso nos ombros, um lenço com dois buracos nos olhos, um chapéu preto e um par de botas de Quadribol.
– Nós vamos ter que usar uniformes estilosos? – perguntei.
– Claro que sim – Astrid respondeu – Somos super heróis, dã.
– Não se preocupem – Fury disse cruzando as mãos na frente do corpo – Eu já providenciei seus uniformes.
* * *
– Patético – falei me olhando no espelho – Isso é simplesmente patético e...
– Olha como essa calça realça minha bunda! – Blaise falou se olhando no espelho.
– Ninguém vai olhar, urgh – Hermione fez uma careta.
Eu usava uma calça escura com uma camiseta marrom com desenho de Nutella, botas curtas e uma máscara da cor do chocolate. Hermione usava um manto rosa com estampa de cupcake preso nos ombros, um lenço lilás com dois buracos nos olhos, botas brancas e luvas vermelhas. Astrid usava um macacão caramelo e uma máscara preta (a roupa menos constrangedora daqui). Mas, sem dúvida, o pior uniforme era o do Blaise.
Ele usava uma camiseta branca apertada com os dizeres “I’m sexy and I know it”, calças jeans apertadas DEMAIS, botas pretas que iam até os joelhos e uma máscara feita de embalagens de bombom.
– Heróis – Fury disse enquanto um helicóptero nos levava até Manhattan – Nossos agentes nos informaram que Loki pretende formar um exército.
– De aliens? – perguntei.
– Não, de fangirls.
Todos ofegaram.
– Ele é louco! – Blaise exclamou – Loki não tem ideia do poder com que está brincando. Fangirls... Pelos deuses, isso é perigoso demais.
– O último que tentou brincar com isso foi Finnick Odair e, bem, ele explodiu – Hermione disse – Pois bem, se Loki conseguir esse exército ele poderá fazer qualquer coisa. Como ele fará isso?
– Talvez ele tenha usado o Tumblr – Astrid disse – Mas... Ele é insano! Ainda bem que não temos nenhuma fangirl do Loki aqui.
Todos olharam para a Carol.
– Sei meu lugar – ela falou – Salvar o mundo vem antes de ser fangirl do Loki, aquele perfeito divo e... – ela percebeu que todos a encaravam – Louco. Psicopata. Loki ruim.
– Ótimo – Fury disse – Então vocês têm ideia de onde ele estará?
– Na casa do David Karp, o Rei do Tumblr – falei – Temos que ir para lá.
Chegamos lá meia hora depois. O Rei do Tumblr morava em um palácio enorme e azul, bem no meio de Manhattan. Fontes de glitter estavam espalhadas por todo o jardim, as flores eram azuis-Tumblr e pandacórnios pastavam no gramado. Era o local perfeito para se conseguir um exército.
– Ali está ele – Blaise disse.
Loki estava em pé na sacada do palácio, com milhares garotas espalhadas no jardim gritando “LOKI!” e usando camisetas com a foto dele. O deus nórdico olhou para cima, viu nosso helicóptero e sorriu. Vi a Carol conter um suspiro.
– Se segurem em mim – Blaise falou. Astrid fez uma careta e segurou no braço do sonserino. Ele pulou do helicóptero carregando Astrid, Hermione e eu. Fury segurou Carol pelo braço e a impediu de vir conosco. O que foi algo sábio.
– Então... Esses são os novos heróis? – Loki sorriu com sarcasmo.
– Não pode nos vencer, Loki – Hermione avançou – Isso é loucura! Fangirls possuem um poder que você não compreende!
– Cupcake Maravilha – ele ergueu as sobrancelhas – A tenente da Liga da Comida. Onde está a psicótica que chamam de Capitã?
– Super Torta está... Incapacitada – menti – Mas nós podemos cuidar de você, Cabelos Sedosos.
– Duvido – Loki jogou os cabelos para trás, fazendo as fangirls darem um suspiro coletivo – Talvez queira se apresentar, garota.
– Eu sou a Rainha da Nutella – falei – Estes são Caramelo Explosivo e...
– Bombom Delícia – Blaise estalou os dedos na cara do deus da trapaça.
– Seja como for – o asgardiano disse – Vocês não podem mais me deter. As fangirls estão aqui e elas farão qualquer coisa por mim! E usarei minha arma secreta...
– Que arma secreta?!
Loki avançou até a ponta da sacada, olhou para as fangirls e arrancou a parte de cima da sua armadura, ficando praticamente pelado. O grito das garotas foi tão alto que quase estourou meus ouvidos, mas mesmo assim pude ouvir a Carol berrando “AI MINHA ZEUZA!”.
– AQUELA QUE MATAR TODOS OS MEMBROS DA LIGA DA COMIDA SERÁ MINHA ESPOSA! – Loki berrou.
As garotas gritaram e começaram a escalar o prédio até chegar à sacada. As garotas enlouquecidas vieram para cima de nós com pedras, facas e pedaços de pão. Loki saiu correndo para dentro do palácio enquanto o resto da Liga lutava. Saí correndo atrás dele.
Ele desceu as escadas e entrou e saiu de salas, tentando se livrar de mim, mas continuei seguindo-o. Até que o deus das mentiras entrou em uma sala escura e eu o segui. A porta se fechou sozinha. Saquei minha colher de comer Nutella.
– Laufeyson! – bradei – Apareça!
– Como seus amigos lutarão contra mim, se estarão ocupados demais lutando contra... Você? – ele sussurrou tocando meu coração com seu cetro, mas nada aconteceu.
– Hum... O que isso deveria fazer? – perguntei erguendo as sobrancelhas.
– Deveria me dar o controle da sua mente – ele tentou de novo – Por que não consigo achar seu coração?
Dei uma risada tão histérica que Loki se assustou.
– Eu assisto Doctor Who – falei – Não tenho coração desde que o Doutor morreu por causa do Wilfred!
Quando ele abriu a boca para responder, um holofote iluminou um palco. Olhei para o nórdico, mas ele parecia quase tão confuso quanto eu.
Carol surgiu no palco andando lentamente, com as mãos atrás do corpo e com um olhar sinistro. Posso ser a Rainha da Nutella, mas ela é a Rainha do Drama.
– E aqui nos encontramos de novo...
– AH! – Loki berrou — TIREM ESSA MALUCA DAQUI! SOCORRO!
– Vocês já se conheciam? – perguntei confusa.
– Quase nos casamos uma vez – a filha de Poseidon disse.
– VOCÊ ME SEQUESTROU E ME LEVOU PARA LAS VEGAS! – ele berrou.
– Mas você concordou em se casar comigo.
– VOCÊ ME DROGOU!
– Mas você concordou com isso.
– QUEM CONCORDARIA EM SER SEQUESTRADO E DROGADO?
Carol me olhou com uma cara de “Cale a boca dessa biscate, por favor”. Aproveitando que ele estava de costas, tirei uma algema do meu bolso e prendi as mãos dele. Loki se debateu e quase acertou a minha cabeça, mas lhe dei uma cotovelada no olho.
– Por que uma armada de fangirls? – Carol questionou caminhando e parando na frente de Loki – Por que se arriscar com algo com poucas chances de dar certo?
– Havia muitas chances de dar certo – ele respondeu – Sabia que a S.H.I.E.L.D enviaria os Vingadores para tentar me deter, mas não daria certo. Steve Rogers é bonitinho, mas não tem tantas fãs, e eu tenho mil vezes mais fangirls que o Stark.
– O Bruce Banner é legal – comentei baixinho.
Os dois me olharam como se eu fosse louca.
– Mesmo assim, foi arriscado – a grifinória disse – E seu plano de tirar a camisa na frente das fãs... Você poderia ter sido sequestrado.
– Foi um golpe de sorte. E, como sempre, me dei bem.
– Você é um psicopata.
– Tenho a impressão de que você também é.
– Sou uma sociopata funcional. É diferente.
Loki sorriu.
– Até que você não é tão ruim, Peruzzo.
– E até que você não é tão ridículo, Laufeyson.
– Quer sair para jantar um dia?
– Quando você quiser.
– Ca-ham – pigarreei – Sem querer estragar esse clima romântico, mas temos que levar o Loki para a prisão.
– É claro – Carol enfiou as mãos nos bolsos e ergueu o queixo – Vamos.
* * *
– Ele... Flertou com você? – perguntou Astrid franzindo a testa.
– Amiga, que sorte! – Blaise deu uma cotovelada amigável em Carol.
– Vão se ferrar – ela revirou os olhos.
O helicóptero agora nos levava para a Torre Stark, para a festa da vitória (por que o Stark quer comemorar? Os Vingadores não mexeram um dedo para nos ajudar!). E Carol pode dizer o que quiser, mas até um cego podia ver que o deus das trapaças piscou para ela. E também qualquer um veria que ela ficou mais vermelha que o Chalé de Ares.
– E teve aquela vez em que ele me jogou de uma janela – Tony ria na festa – Foi demais!
– Tudo bem? – Carol perguntou olhando para mim. Todos dançavam e comiam, e claro que a morta de fome já tinha um pedaço de torta nas mãos.
– Sim – respondi – É que eu não gosto muito de festas.
Ela ergueu uma sobrancelha.
– Você é filha de Dionísio.
– Se lembra da última festa em que fomos? Metade de Manhattan explodiu.
A filha de Poseidon assentiu e comeu um pedaço da torta. De repente, a música parou de tocar e todas as pessoas pararam de conversar. Olhei para os lados, esperando ver algum vilão saindo do elevador ou o Hulk se transformando, mas não vi nada.
– Ali! – exclamou Blaise apontando para o céu.
Olhei para cima. No céu escuro de Nova York, uma torta circulada de um caramelo, um bombom, um cupcake e uma Nutella brilhava.
– Vamos – Hermione sorriu – Temos trabalho para fazer.
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