A Volta dos Combo Niños
25 Capítulo 25 - Pesadelos
Notas iniciais
Era uma bela manhã em Nova Nitza, e os Combo Niños estavam no salão de treino, se alongando.
— Crianças? Prontas para o próximo exercício? – Grinto perguntou para os quatro.
— Pode mandar. – Disse o Paco terminando de se alongar, então os quatro se levantaram.
Grinto e o Cabeça Velha se entreolharam e sorriram, então Grinto apertou alguns botões em uma das pilastras. De repente um buraco aparece no chão, e uma cobra de madeira, com cerca de quatro metros, sai de dentro desse buraco.
— O exercício de vocês é derrotar essa cobra de madeira. – Disse o Grinto enquanto se sentava e pegava seu berimbau. – Muito bem. Podem começar.
— Isso vai ser fácil. – Disse o Paco pulando na direção da cobra, que desviou, fazendo-o cair em pé no chão.
— Deixa comigo. – Disse o Serio correndo na direção da cobra, tentando atingi-la com vários chutes, mas a cobra conseguia desviar de todos os ataques.
Azul tentou se aproximar por trás da cobra de madeira, tentando atingi-la sem que fosse vista, mas a cobra rapidamente saiu do lugar, fazendo com que a Azul caísse em pé, perto do Paco e do Serio.
Pilar correu na direção da cobra e pulou para cima, tentando atingi-la no queixo, mas a cobra novamente desviou, fazendo com que a Pilar perdesse o equilíbrio e caísse no chão.
Assim que Pilar caiu no chão, enquanto se levantava, ela começou a ouvir um barulho muito baixo, apitando. De repente Pilar vê os outros enfrentando a cobra de madeira, então ela corre para ajudá-los.
Todos tentavam atingir a cobra, mas não conseguiam sequer encostar nela.
— Lembrem-se crianças. Um sentido de vocês pode parecer uma ajuda, mas pode, várias vezes, atrapalhar. – Disse o Grinto para os quatro, que não entenderam muito bem, mas continuaram a tentar atingir a cobra.
Enquanto tentava atingir, Pilar se lembrou do barulho que tinha escutado antes, até que ela teve uma idéia.
— Já sei como derrotar essa coisa. – Disse a Pilar, chamando a atenção dos outros. Depois Pilar correu até onde estavam as mochilas dos quatro. – Vou pegar sua blusa, Serio.
— Apenas cuidado com o que você vai fazer com ela. – Serio alertou. Então, depois dele dizer isso, Pilar enrola a blusa dele e amarra na cabeça, tampando sua visão, assustando a todos.
— Pilar! O que está fazendo? – Azul perguntou, ao ver o que a Pilar tinha feito.
Nesse momento, Pilar volta a escutar o barulho, então ela corre em uma direção, em que o barulho aumentava cada vez mais, mas também indo na direção da cobra de madeira.
— Pilar, cuidado! – Paco exclamou ao ver a Pilar se aproximando da cobra.
— Pilar! – Serio também exclamou.
— Não vá por aí! – Azul exclamou em seguida.
Pilar chegou perto da cobra, que desviou, mas Pilar continuou seguindo em frente, até chegar em uma coluna, então ela se aproxima andando, e encontra um ponto, onde o som era mais alto, e então atinge esse ponto com um soco, fazendo, em seguida, com que a cobra de madeira desaparecesse.
— O que aconteceu? – Azul perguntou, enquanto os três permaneciam confusos.
— Eu avisei que um sentido de vocês que pode parecer uma ajuda, poderia várias vezes, atrapalhar. – Disse o Grinto se aproximando. – Pilar fez o exercício de forma correta. Tirando o sentido da visão, ela percebeu o som que controlava a cobra, que ao ser desligado, revelava que a cobra era apenas um holograma, que era controlado para manter distancia de qualquer um ou qualquer coisa que se aproximasse.
— Então era isso. – Disse a Azul, pensativa, enquanto Pilar entregava a blusa do Serio para ele.
— Não tinha nenhuma cobra aqui, apenas um holograma. Lembrem-se. Os sentidos de vocês, principalmente a visão, oferecem muita ajuda, mas podem ser um grande problema. Por isso, devem tomar cuidado. Não acham? Eu acho. – Grinto explicou aos quatro. – Bem... Está quase na hora da aula.
Ouvindo isso, os quatro foram em direção as suas mochilas e as pegaram, em seguida seguiram até o centro do salão de treino, e Grinto os transportou para o depósito.
Mudando de cena:
Glen estava andando pela floresta perto da cidade. Em uma parte mais fechada e escura.
— Uma floresta escura e tenebrosa. Realmente é a cara dele. – Disse o Glen, rindo calmamente enquanto andava. Até que se aproximou de uma parede de pedra, que tinha a escultura uma mão saindo de dentro dela, com um desenho de dois olhos vermelhos na palma. – Chegamos. O local onde Lord Nightmare foi preso.
- E está na hora de libertá-lo. – Disse o Destroctos para o Glen, que se preparou, depois estendeu os dois braços na direção da mão na parede e lançou duas rajadas de fogo na palma dela, mas não surtindo efeito, então Glen lançou as rajadas com mais intensidade, mas ainda não acontecia nada. Vendo isso, Glen lançou as rajadas de fogo com cada vez mais intensidade até que os dois olhos na palma da mão começaram a brilhar.
Ao ver o que aconteceu, Glen parou com as rajadas, e começou a respirar profundamente durante alguns momentos, demonstrando ter se cansado bastante. Logo em seguida, uma enorme fumaça escura sai em alta velocidade da palma da mão esculpida na parede. Essa fumaça, enquanto estava no ar, começou a ficar em formato circular e depois adquiriu o formato de uma capa, que se abriu, revelando um destroyer verde e preto com garras enormes nos pés, tendo as costelas expostas, duas ombreiras, que tinham dois olhos e dentes em cada uma delas, garras nas mãos, com cerca de vinte centímetros cada, um pano por cima da calça, onde, nesse pano, tinham várias máscaras redondas, com sorrisos assustadores desenhados. Possuía, além de seus olhos, e os olhos de suas ombreiras, um terceiro olho na testa, e dentes afiados na boca.
— O pesadelo de todos voltou. – Disse o destroyer enquanto olhava em volta.
— Ola. – Disse o Glen, sorrindo para o destroyer.
— Quem é você? – Lord Nightmare perguntou.
— Meu nome é Glen. Sou o aprendiz do Destroctos. – Glen explicou, ainda sorrindo.
— É mesmo? Então acho que você não se importaria se eu fizesse um... Pequeno teste em você. – Disse o Lord Nightmare para o Glen.
— Sinta-se a vontade. – Disse o Glen, concordando.
Assim que Glen disse isso, Lord Nightmare ficou no formato de uma fumaça e desapareceu, deixando Glen, por alguns momentos, apenas esperando.
De repente, dois olhos vermelhos enormes se abrem na frente do rosto do Glen, que não demonstrava nenhum medo. Depois de poucos segundos, os olhos enormes somem e Lord Nightmare volta ao normal.
— Realmente. Olhando em seus olhos é até difícil acreditar que você é humano. – Disse o destroyer, observando.
— Obrigado. Sinto até vergonha em lembrar que já fiz parte dessa raça inferior, e patética. – Disse o Glen de forma pensativa.
— Por que fui solto? – Lord Nightmare perguntou curioso.
— Ordens de Destroctos. Estou aqui para te passar uma missão. – Glen começou a explicar.
— Uma missão? Fale mais. – Disse o destroyer, animado.
— Para que você saiba. Todos os membros do primeiro e do segundo nível dos 15 Fatais receberam essa missão, e falharam. – Disse o Glen, surpreendendo o destroyer.
— Todos? – Lord Nightmare perguntou, ainda surpreso.
— Desde o Quake, até a Ave do Tempo. – Glen afirmou.
— Estou gostando cada vez mais da minha missão. – Disse o Lord Nightmare cada vez mais animado. – Qual a minha missão?
— Imagino que você se lembre dos Combo Niños. – Assim que o Glen disse isso, o destroyer ficou com uma expressão muito irritada, rangendo os dentes.
— Me lembro bem. – Lord Nightmare respondeu, ainda irritado. – Como eles podem ainda podem estar vivos?
— Não estão. Mas eles possuem sucessores, os quais são os atuais, que estão derrotando todos os outros. Tudo o que você precisa fazer com eles, é o que você faz de melhor. – Glen explicou ao destroyer, que ao ouvir isso, encostou nas máscaras, que estavam presas no pano, que estava por cima de sua calça.
— Apenas me diga o local, e pode considerar a missão cumprida. – Disse o destroyer de forma confiante.
— Na cidade em frente. – Glen estendeu o braço em direção a cidade, mostrando o caminho ao destroyer que, ao ouvir isso, pulou e, enquanto estava no ar, ficou no formato de uma fumaça e voou em direção a cidade, enquanto ria cruelmente.
— Tem certeza de que ele conseguirá cumprir a missão? – Glen perguntou ao Destroctos.
— Não se preocupe. Ele não é um membro do terceiro nível dos 15 Fatais, sem um motivo. – Disse o Destroctos para o Glen que sorriu enquanto olhava para a direção da cidade.
Mudando de cena:
A hora do recreio tinha finalmente acabado e, junto com todos os outros alunos, os quatro seguiram em direção as salas deles.
— Final do recreio. Agora seguir de volta para sala, para continuar com as aulas. – Disse o Paco, de forma desanimada, enquanto seguia em direção a sala de aula, com os outros.
— Parece que você poderá até mesmo se alegrar com essa notícia. – Os quatro ouviram a voz do Grinto, então olharam para o lado e o viram, usando o seu uniforme de zelador e limpando as paredes da escola. Ao ver que os outros alunos tinham se afastado, Grinto voltou a falar. – Há pouco tempo, meu berimbau começou a tocar sozinho. Tem um destroyer a solta. É melhor vocês irem.
— Pode deixar. – Disse a Pilar e os outros concordaram.
— Mais uma coisa. – Disse o Grinto, chamando a atenção dos quatro. – É um membro dos 15 Fatais, e é um do terceiro nível. Tomem muito cuidado.
Os quatro concordaram, depois saíram do colégio, colocaram suas máscaras e seguiram em direção ao centro da cidade.
Mudando de cena;
Assim que chegaram no centro da cidade por cima dos telhados, os quatro viram que estava tudo normal.
— Isso está me parecendo familiar. – Disse a Pilar, olhando em volta, pensativa.
— É a mesma situação de quando a Ave do Tempo foi solta. – Disse o Paco, se lembrando do que tinha acontecido quando eles enfrentaram a Ave do Tempo.
— Vamos procurar por qualquer rastro do destroyer. – Disse a Azul para os três. – Mas dessa vez vamos procurar com mais cuidado que da última vez. Quem não conseguir achar nada, volte para cá.
— Se alguém encontrar algo estranho, chame pelos outros. – Disse o Serio e os outros concordaram com a idéia.
Os quatro procuraram pela cidade inteira, durante algum tempo. Depois, Paco seguiu em direção ao telhado onde os quatro estavam anteriormente, e viu que os outros já estavam lá, os três sentados, esperando por ele.
— Pelo que vejo, parece que vocês também não encontraram nada estranho. – Disse o Paco, olhando para os outros.
— Nada. – Serio respondeu.
— Nada, também. – Disse a Azul.
— Bem, a única coisa estranha que eu vi, foi um cachorro usando uma roupa de bailarina. Mas acho que isso não se enquadra no que estávamos procurando. – Disse a Pilar para os três.
— Acho melhor voltarmos. Já perdemos praticamente uma aula inteira. – Disse a Azul, enquanto todos ficavam de pé e começavam a andar.
De repente, sai de dentro de uma pequena chaminé, que estava na frente deles, uma fumaça preta, que passou por eles, fazendo-os andar para trás, tossindo.
— Por essa eu não esperava. – Disse o Serio, enquanto os quatro continuavam tossindo, mesmo depois de a fumaça ter dissipado.
— Acho que é nisso que dá nos reunirmos encima de uma padaria. – Disse a Pilar, olhando para baixo, vendo que o local onde eles estavam encima, era uma padaria.
— Vamos. É melhor voltarmos rápido e contar ao Grinto o que aconteceu. – Disse o Paco para os três.
— Para prevenir, eu acho melhor olharmos sempre para trás, para certificarmos de que ninguém está nos seguindo. – Disse o Serio, e os outros concordaram com a idéia.
Mudando de cena:
Os quatro seguiram por cima dos prédios, até que se aproximaram do portão da escola.
— Chegamos. E dessa vez sabemos que ninguém nos seguiu. – Disse a Pilar sorrindo.
— Só espero que não levemos muita bronca por perdermos uma aula inteira. – Disse a Azul, enquanto os quatro se aproximavam cada vez mais do portão.
Enquanto seguiam, Paco coçava seu queixo sem parar.
— O que houve, Paco? – Serio perguntou, vendo o Paco coçando o queixo o tempo todo.
— Não sei por quê? Eu comecei a ter essa coceira no queixo, e não importa o quanto eu coce, a coceira não para. – Disse o Paco, ainda coçando seu queixo.
— É melhor depois você ir até a enfermaria. Talvez a enfermeira te passe uma boa pomada. – Disse a Pilar para o Paco.
De repente a parte da frente da escola explode, empurrando os quatro para trás.
— O que foi isso?! – Paco perguntou, enquanto os quatro permaneciam assustados com o que tinha acabado de acontecer. Depois eles seguiram até os escombros. – Rápido! Tentem encontrar alguém.
Os quatro procuravam, mas não conseguiam encontrar ninguém. Nesse momento, os quatro escutam uma risada cruel.
— O que é isso? – Azul perguntou, enquanto os quatro procuravam a direção de onde a voz vinha.
— Será que é o destroyer? – Pilar perguntou, olhando em volta.
— Não temos tempo para isso. Precisamos encontrar alguém. – Disse o Paco, voltando a procurar nos escombros.
— E quanto a parte da escola que ainda está inteira? – Serio perguntou, apontando para a parte do colégio, que ainda estava de pé. – Ainda pode ter alguém lá. Melhor ajudarmos antes que aconteça o mesmo lá.
— Certo. – Paco concordou. – Serio, Azul. Vocês vão até a parte da escola que ainda está inteira. Pilar e eu vamos procurar por qualquer um que ainda possa estar por debaixo dessas pedras.
Todos concordaram, então Serio e a Azul seguiram para a parte que ainda estava inteira, enquanto Paco e Pilar permaneciam procurando por outros entre os escombros.
Serio e Azul procuravam entre as salas, mas não conseguiam encontrar ninguém.
— Onde será que estão todos? – Azul perguntou, enquanto os dois continuavam olhando.
— Não sei. – Disse o Serio, olhando em volta, pensativo. – Procure no seu rastreador qualquer informação sobre o que está acontecendo. Talvez encontremos qual é o destroyer que está por trás de tudo isso.
— Pode deixar. – Azul concordou com a idéia do Serio, e começou a procurar por seu rastreador, mas não conseguia encontrá-lo. – Onde está o meu rastreador?
— Será que você o deixou cair? – Serio perguntou, enquanto Azul olhava em volta.
— Espere um pouco. E o mestre Grinto? – Azul perguntou assustada, deixando o Serio assustado também.
— Rápido. Precisamos encontrá-lo! – Serio exclamou, e os dois seguiram pelos corredores. De repente ocorre outra explosão, fazendo com que o teto da parte do corredor caísse na direção dos dois, mas Serio puxou a Azul e pulou para trás, caindo de costas, segurando-a. – Tudo bem?
— Tudo. – Disse a Azul, enquanto os dois se levantavam, vendo o monte de pedras na frente, que bloqueavam a passagem.
— Precisamos achar outro caminho. – Disse o Serio para a Azul. De repente o chão abaixo do Serio se quebra para cima, jogando-o para cima fazendo com que ele caísse junto com as pedras em direção ao andar de baixo, mas Azul consegue segurá-lo pela mão. Assim que ela o segura, os dois vêem a cabeça um monstro enorme, com dentes afiados no andar de baixo.
— Se segura firme. – Disse a Azul, enquanto puxava o Serio para cima. De repente saem três línguas finas e longas de dentro da boca da criatura. Uma amarrou o pescoço do Serio, a outra segurou o outro braço dele, e a outra segurou a perna dele. Essas línguas o puxavam cada vez mais para baixo. Azul tentou puxá-lo o máximo que pôde, mas a mão do Serio começou a deslizar, até que ele caiu. – Serio!
A criatura puxou o Serio para dentro de sua boca, começou a mastigar e engoliu, depois entrou no chão e sumiu.
Azul não conseguia acreditar no que viu. Seus olhos se enchiam de lagrimas, ao ver o que tinha acontecido com o Serio.
De repente apareceu, quebrando a parede, uma criatura, com garras nos pés, braços longos e o rosto igual ao de uma das máscaras que o Lord Nightmare carregava consigo. A criatura começou a atacar a Azul, esticando seus braços, mas Azul conseguiu desviar dos ataques dele, e depois começou a correr.
Nesse momento, Paco e Pilar continuavam procurando por alguém entre os escombros.
— Encontrou alguém? – Paco perguntou cansado, começando a cocar o queixo novamente.
— Nada. – Disse a Pilar, também cansada. – Será que os alunos podem ter conseguido escapar?
— Mesmo que tenham. Precisamos ter certeza. – Disse o Paco, então os dois voltaram a procurar.
Então Pilar começa a escutar alguém chamando por socorro, em voz baixa.
— Está ouvindo isso? – Pilar perguntou ao Paco.
— O que? – Paco perguntou, não ouvindo nada. Em seguida, Pilar vê, dentro de um pequeno beco, um braço encima de alguns escombros. Vendo isso, Pilar corre até lá. – Pilar! Espere! – Paco começou a correr atrás dela. Assim que a Pilar se aproxima do beco, quando ela encosta na sombra do beco, rapidamente essa sombra a absorve. – Pilar. Pilar!
De repente Paco escuta o som de algo quebrando, não estando muito longe de onde ele estava, então ele corre até lá.
Enquanto isso, Azul estava desviando dos ataques da criatura que tinha aparecido. Em um dos ataques, em que a criatura estica o braço, Azul consegue pular por cima, mas o braço esbarra na perna dela, fazendo com que a Azul caísse no chão. Depois a criatura tenta atingi-la com um soco no chão, mas Azul rola para o lado, desviando. De repente a criatura a segura pelo pescoço com a outra mão e se prepara para atingi-la com outro soco, mas assim que iria atingi-la, Paco atinge a criatura no peito, jogando-a para trás, fazendo-a soltar a Azul.
— Rápido! É melhor sairmos daqui. – Disse o Paco e a Azul concordou. Então os dois correram, até chegarem novamente aos escombros.
— Obrigada pela ajuda. Mas onde está a Pilar? – Azul perguntou, olhando em volta.
— Ela sumiu. – Disse o Paco um pouco cabisbaixo. – Parece que ela viu alguém no meio dos escombros, foi ajudar, e sumiu. Mas o que houve com o Serio?
Assim que o Paco perguntou, os olhos da Azul se encheram de lagrimas, enquanto ela tentava achar um jeito de contar.
— Uma criatura apareceu, e o puxou. Mastigou ele, depois o engoliu, e sumiu. – Azul explicava cabisbaixa, enquanto as lagrimas caiam de seus olhos. – Eu tentei ajudá-lo, como ele me ajuda nos momentos em que eu estive em perigo, mas não fui forte o bastante. Não consegui.
— Calma. Não se preocupe. – Disse o Paco, colocando a mão no ombro da Azul, confortando-a. – Já vimos o Serio escapar de situações muito piores. Não se preocupe, ele é um cara durão, não pense que algo assim vai pará-lo.
Ouvindo isso, Azul concordou. De repente uma criatura enorme com o corpo preto, com metade do rosto com a aparência de outra máscara que o Lord Nightmare carrega, e a outra metade com a aparência de uma máscara diferente, também do destroyer. De repente essa criatura se divide em duas, cada uma tendo o rosto completo de uma das máscaras, e as duas criaturas pularam em cima de cada um, absorvendo os dois.
Mudando de cena:
Serio acordou no centro da cidade de Nova Nitza, mas sem nenhum habitante além dele.
— Bem vindo. – Disse o Lord Nightmare aparecendo de repente na frente dele.
— Quem é você? – Serio perguntou, pronto para lutar.
— O dono de seus pesadelos. – Disse o destroyer, sorrindo. – Pude te observar bem. Você é um grande lutador, claro, quando está junto de seus amigos. Mas tem muito medo de tê-los contra você. Não consegue sequer imaginar como seria enfrentá-los completamente sozinho.
— Por que está dizendo isso? – Serio perguntou, sem entender o que estava acontecendo.
— Apenas para te preparar para sua nova vida. – Assim que disse isso, Lord Nightmare começou a afundar no chão, até desaparecer completamente.
De repente todos os habitantes da cidade apareceram, todos andando devagar na direção do Serio.
— O que está acontecendo? – Serio se perguntou ao ver que todos estavam agindo de forma estranha, olhando fixamente na direção dele, até que um que estava perto dele o atacou, mas Serio conseguiu desviar, pulando para trás.
Mudando de cena:
- Acorde! – Pilar ouviu uma voz, então abriu os olhos e levantou a cabeça de repente. Assim que faz isso, Pilar vê uma professora, a qual ela nunca viu antes. Que tinha a mesma cor de pele dela, o cabelo igual, exceto que estava enrolado, a mesma cor dos olhos dela, e usava um vestido branco.
— O que está acontecendo? – Pilar perguntou para si mesma, enquanto a professora voltava a explicar a matéria. Vendo que não conhecia a professora, Pilar olha em volta e percebeu que apenas tinham alunas na sala. Todas, também com a mesma cor de pele, mesmos olhos e o mesmo cabelo, também enrolado, todas usando um vestido branco. Pilar começou a ficar assustada, até que teve uma idéia. – Com licença. Será que eu posso ir ao banheiro?
— Pode ir. – Disse a professora, e Pilar, assim que saiu da sala, começou a correr pelos corredores, sem saber nada do que estava acontecendo.
— Gostando de sua nova vida? – Ouvindo isso, Pilar olhou para frente e viu o Lord Nightmare.
— Quem é você? Que lugar é esse? – Pilar perguntou, preocupada com o que estava acontecendo.
— Essa é a sua nova vida. – Disse o destroyer para ela.
— Você é o destroyer que foi solto, certo? – Pilar perguntou ao se lembrar do que já havia acontecido.
— Acho que posso admitir isso. – Lord Nightmare respondeu sorrindo calmamente.
— O que você quis dizer com “nova vida”? – Pilar perguntou olhando firmemente para o destroyer.
— Simples. Sabe, eu percebi que você possui um estilo único, um estilo apenas seu, um estilo que você ama ter. Realmente, você é uma garota única. Mas nesse mundo não. Aqui você é igual a todas. – No momento em que o destroyer disse isso, Pilar se assustou. – Sua identidade, seu jeito único, tudo que faz você, quem você é, foi tirado. Aqui você é como todas as outras.
— Isso não é verdade! – Pilar exclamou, estando irritada e assustada ao mesmo tempo.
— Se não acredita em mim, veja você mesmo. – Disse o destroyer, flutuando até a porta do banheiro, então Pilar foi até lá, e assim que se olhou no espelho, viu que também estava usando o vestido branco, e estava com o cabelo amarrado, assim como todas as outras garotas, deixando-a mais assustada.
Assim que viu isso, Pilar tira com força o seu prendedor de cabelo, mas assim que olha no espelho novamente, vê que seu cabelo continuava preso, e que o prendedor ainda estava lá.
Mudando de cena:
Azul acordou encima de um prédio. Olhando em volta, ela não vê ninguém, não importava onde ela olhasse.
— É uma bela vista, não é? – Azul ouviu uma voz, então olhou para o lado e viu o Lord Nightmare, sentado no chão.
— Quem é você? – Azul perguntou, se levantando rapidamente.
— Nessas horas que sua invenção se mostra realmente útil, não é mesmo? – Perguntou o destroyer para a Azul. – Eu andei te observando. Realmente você é muito habilidosa e inteligente, mas é tão fraca, que não consegue nem mesmo proteger a si mesma. Sempre precisa de seus amigos para te salvar. Não consegue resolver nenhum problema, sem ajuda. – Enquanto ouvia as palavras do Lord Nightmare, Azul ficava cada vez mais assustada. – Desde que você era pequena, você tinha medo de ficar sozinha, mas esse problema tinha sido resolvido quando você conheceu os seus amigos... Mas agora, você deverá fazer tudo sozinha.
Assim que disse isso, Lord Nightmare pula de costas de cima do prédio onde eles estavam.
— Espere! – Azul exclamou, correndo até a ponta do prédio, mas o destroyer havia sumido. Depois Azul olhou em volta, vendo que não tinha realmente ninguém por perto.
Mudando de cena:
Paco acorda no meio de uma rua, mas não havia nenhum carro por perto.
— Ola. – Paco olhou para frente e viu o Lord Nightmare em pé na frente dele.
— Você é o destroyer por trás de tudo isso que está acontecendo, não é? – Paco perguntou firmemente para o destroyer, o qual permanecia calmo.
— Realmente você possui seus momentos de esperteza. – Disse o destroyer, sorrindo.
— Onde estão os outros?! – Paco perguntou olhando de forma irritada para o destroyer.
— Acredite. A pessoa com quem você mais deve se preocupar por aqui... É você. – Disse o Lord Nightmare se aproximando do Paco, que deu um chute nele, mas a perna do Paco passou por ele, como se tivesse passado por uma fumaça, depois, rapidamente, o corpo do destroyer voltou ao normal. – Consegui observar bem como você é. Um garoto forte, corajoso, e determinado para proteger seus próximos. Mas sabe que no fundo é apenas um garotinho que age por impulso, o qual sabe que seus atos representaram um perigo para seus amigos, várias vezes. – Ouvindo isso, Paco se irritou e deu um soco no rosto do destroyer, mas o braço dele também atravessou o Lord Nightmare. – Seu maior medo é não ser forte o suficiente para poder proteger seus próximos. – De repente uma explosão ocorre, não muito longe de onde eles estavam. – Divirta-se. – Depois de dizer isso, Lord Nightmare começou a se transformar em fumaça aos poucos, até sumir completamente. Então Paco, depois de ver isso, correu em direção a explosão.
Assim que se aproximou do local, Paco viu a mesma criatura que o tinha atacado anteriormente, a qual o mandou para esse lugar. E viu também os outros enfrentando essa criatura.
Serio atacou a criatura, que conseguiu segura-lo com uma das mãos e depois o jogou no chão.
Vendo isso, Paco corre até a criatura e tenta atacá-la, mas essa mesma criatura o atinge com o outro braço, jogando-o para trás.
Depois de fazer isso, a criatura transforma seu braço em uma lâmina e atinge o Serio.
— Não! – Paco gritou.
— Serio! – Azul exclamou, atacando a criatura, a qual a segurou pelo pescoço com uma das mãos e a jogou contra uma casa, que caiu totalmente encima dela.
— Não! – Paco exclamou assustado, então ele correu na direção da criatura e tentou atingi-la, mas a criatura o segurou pelo pescoço e o prendeu no chão.
— Peguei! – Exclamou a Pilar, pulando nas costas da criatura e segurando-a pelo pescoço, mas a criatura esticou o braço para trás, segurando a Pilar pela perna, tirando-a de suas costas.
— Não. – Disse o Paco, enquanto se levantava, temendo o pior, então a criatura joga a Pilar para trás, com força, fazendo-a quicar várias vezes no chão, para longe. – Pilar!
Mudando de cena:
Serio estava enfrentando os habitantes da cidade, evitando ter que atingi-los.
— Parem com isso. – Disse o Serio enquanto desviava dos ataques de todos, até que viu o Paco, a Azul, a Pilar, o Grinto e o Cabeça Velha se aproximando. – Pessoal! – Serio exclamou feliz ao vê-los, mas então, ele percebe que os cinco também estavam andando devagar e estavam olhando fixamente na direção dele. – Essa não.
Mudando de cena:
Pilar saiu do banheiro, ainda preocupada.
— Vamos, 73. – Pilar ouviu uma voz, então ela olha para o lado, e vê duas garotas olhando para ela.
— Vocês estão falando comigo? – Pilar perguntou para as duas.
— Claro que sim, 73. – Disse uma das garotas.
— Meu nome é Pilar. – Disse a Pilar para as duas, que começaram a rir em voz baixa.
— Todas nos chamamos Pilar. E você é a septuagésima terceira garota por aqui com esse nome. – Disse a outra garota. – Vamos.
— Esperem aí. Eu não sou um número. – Disse a Pilar para as duas. De repente as pernas da Pilar começaram a andar sem controle. – O que está acontecendo? – Pilar perguntou para si mesma enquanto ela se aproximava das outras duas garotas, andando igualmente. – Por que eu estou andando igual a elas? – Então Pilar vê uma fila de garotas iguais a ela, e as três entram no meio dessa fila. – Não. Esperem.
Mesmo tentando o máximo para parar, Pilar continuava andando junto com a fila.
Mudando de cena:
Azul continuava andando sozinha pela cidade, sem conseguir encontrar ninguém.
— Olá? Tem alguém aí? – Azul chamava, enquanto olhava em volta. Ficando preocupada por não conseguir achar ninguém por toda parte – Alguém...
De repente, sai do chão a mesma criatura a qual a tinha quebrado a parede da escola, e atacado ela anteriormente, assustando a Azul.
Assim que saiu do chão, a criatura estica o braço na direção dela, mas Azul conseguiu desviar, depois ela pula na direção da criatura e a atinge com um chute no peito, mas assim que ela atinge, se surpreende por não conseguir causar dano algum, não conseguindo nem mesmo fazer a criatura se mover. Em seguida a criatura atinge a Azul, jogando-a no chão. Vendo que não conseguia causar danos a criatura, Azul começa a fugir.
Mudando de cena:
A criatura, depois de acabar com os outros, começou a atacar o Paco, que estava ajoelhado no chão, irritado e triste pelo que tinha acontecido.
— Como eu não consegui ajudá-los? – Paco perguntava a si mesmo, ainda ajoelhado. De repente a criatura se aproxima e o chuta para trás. – Não fui forte o suficiente para protegê-los. – Disse o Paco, caído no chão, virado para cima, enquanto a criatura se aproximava. – Espere um pouco? Como o colégio está inteiro novamente? – Paco se perguntou, vendo a escola inteira. – Que lugar é esse, realmente? Se eu pensar bem, os outros não seriam derrotados facilmente daquele jeito. Nenhum deles deixaria aquela criatura fazer o que fez com os outros. – Paco falava consigo mesmo, enquanto se levantava, ainda coçando o queixo, enquanto a criatura se aproximava. – Mas como eu poderei derrotar essa coisa? – De repente Paco se lembra das palavras do Grinto, sobre os sentidos
Percebendo isso, Paco se lembra da sua coceira no queixo, e percebe que por mais que coçasse, não conseguia sentir que estava coçando. Vendo que a criatura estava prestes a atingi-lo, Paco fecha os olhos, e percebe que nada tinha acontecido a ele.
Paco começou a passar as duas mãos em seu rosto, percebendo que não sentia nada, assim que ele passa as mãos por debaixo do queixo, começou a sentir seus dedos, depois passou a mão por cima da cabeça, e ainda conseguia sentir seus dedos. Ao perceber o que tinha acontecido, Paco coloca as duas mãos embaixo de seu queixo e começa a puxar para frente.
— O que está fazendo? – Paco ouvia a voz do destroyer, enquanto ele puxava com cada vez mais força seu queixo, até que, de repente ele abre os olhos e vê um chão e, no chão, uma máscara, com o mesmo rosto da criatura que o atacava. – Então você conseguiu sair do meu pesadelo. – Paco olhou para frente e viu o Lord Nightmare.
— Era tudo um pesadelo. – Paco observou, então ele olha para os lados, e vê que estava dentro de um lugar escuro, com os braços acorrentados a parede, por uma corrente um pouco longa, que o permitia movimentar um pouco os braços, depois percebeu que os outros estavam em volta dele, também com os braços acorrentados, e dormindo, todos usando as máscaras do Lord Nightmare.
— Espero que tenha gostado das minhas máscaras do pesadelo. – Disse o destroyer, chamando a atenção do Paco. – Quando é colocada em alguém, esse alguém fica em total contato com o mundo de pesadelos, onde eu domino. – Vendo isso, Paco tenta estender o braço até a Pilar, que estava do seu lado, para tirar a máscara dela. – Poupe sua energia. Depois de colocada a máscara, apenas eu e quem está usando, que podemos tirá-la.
— Pessoal! Acorde! Isso é apenas um sonho! – Paco exclamou para os outros.
— Não adianta. A voz de um ser humano não passa por essas máscaras. Nenhum deles pode te ouvir. – Lord Nightmare explicou. – Não sei como você conseguiu criar lógica o suficiente para perceber o pesadelo, mas duvido que seus amigos percebam antes que seja tarde.
— Como assim? – Paco perguntou preocupado.
— No meu mundo de pesadelos, quando alguém está ligado a uma de minhas máscaras, se esse alguém for destruído no pesadelo, sua mente deixará de existir. E sem uma mente, o ser já pode ser considerado... Eliminado. – Disse o destroyer, começando a rir. – Agora apenas sente e aproveite enquanto seus amigos são eliminados. Depois eu cuido de você. – Vendo isso, Paco pensou bem. Então ele pegou a máscara no chão, usando seus pés, depois a levou até a sua mão, conseguindo pegá-la. – O que está fazendo?
— Dando um jeito em seu plano. – Disse o Paco, colocando a máscara de volta em seu rosto.
— Tolo. Apenas voltou para seu pesadelo. – Disse o destroyer, observando o que aconteceu.
Assim que abriu os olhos, Paco aparece na frente da criatura, que estava prestes a atacá-lo, mas Paco consegue desviar, pulando para trás.
— Tem algo que você esqueceu, destroyer. Quando alguém entende o pesadelo, consegue fazer algo contra ele! – Paco exclamou enquanto a criatura tentava atingi-lo. – Mesmo que as vezes eu não seja forte o suficiente para proteger alguém, eu sei que eles também são fortes para se protegerem, e protegerem uns aos outros. – Disse o Paco para a criatura, enquanto desviava dos ataques dela. – Mesmo que eu não seja forte o suficiente para derrotar alguns oponentes... Eu ainda sou forte o suficiente para derrotar você! – Paco exclamou, desviando de um dos ataques da criatura, e depois pulou na direção da cabeça dela e a atingiu com um soco no rosto, quebrando o rosto dela, abrindo uma passagem. – E é por aqui que eu vou ajudar os outros.
Ao dizer isso, Paco entrou no rosto da criatura.
Mudando de cena:
Serio estava desviando dos ataques dos outros, não conseguindo atacá-los, algumas vezes até sendo atingido pelo golpe de um deles.
Paco apareceu próximo ao Serio, mas não podia ser visto por ninguém, e nem podia tocar em nada.
— Serio. – Disse o Paco, chamando a atenção do Serio.
— Paco? – Serio perguntou, assustado, ao ouvir a voz do Paco tão próxima dele.
— Serio. Não somos nós quem você realmente está enfrentando. E mesmo se fossemos, acha mesmo que iríamos querer realmente que você apenas ficasse parado, sem fazer nada? – Paco explicou ao Serio.
— Mesmo assim. Não consigo enfrentar todos vocês juntos. – Disse o Serio, ainda desviando dos ataques.
— Lembre-se. Você já sabe como nós lutamos. Use isso. – Disse o Paco, deixando o Serio pensativo.
De repente a Pilar começa a atacá-lo.
— A Pilar é ótima em desviar dos ataques, mas no momento em que ela ataca... – Enquanto o Serio falava, Pilar pulou e deu um chute por cima. Nesse momento, Serio se abaixou e atingiu a Pilar com um chute na barriga, enquanto ela estava no ar, fazendo-a desaparecer. – É o momento em que ela está mais vulnerável para um ataque. – De repente o Paco do sonho do Serio começa a correr na direção dele. – Eu sei que seus ataques são fortes, mas o melhor jeito de te atacar é simples. – Disse o Serio para o Paco, que estava ouvindo-o. Assim que o Paco do sonho se aproximou o bastante, ele tentou atingi-lo com soco de frente, mas o Serio apenas se virou de lado, desviando, e depois voltou e o atingiu com uma joelhada no peito, fazendo o Paco do sonho desaparecer.
— Vou me lembrar dessa da próxima vez. – Disse o Paco para o Serio. De repente a Azul correu na direção dele.
— Lembre-se. Não é a Azul... – Disse o Paco, que começou a mover a cabeça para os lados, e colocou as mãos no rosto. – Rápido, Serio. O destroyer está tentando tirar a minha máscara. Não sei quanto tempo eu aguento.
— A Azul possui ótimos ataques. – Disse o Serio, enquanto a Azul se aproximava. Assim que se aproximou bastante, ela deu um chute na direção dele, mas Serio conseguiu segurar. – Mas a força dos ataques dela, eu ainda posso conter. – Depois, Serio deu um soco na barriga dela, fazendo-a desaparecer.
Em seguida, o Cabeça Velha pulou na direção do Serio, mas ele conseguiu desviar, pulando para trás. Em seguida, Grinto o atacou, mas Serio novamente consegue pular para trás, desviando do araque.
— Serio. Lembre-se de que não são os verdadeiros Grinto e Cabeça Velha. Você pode vencê-los. – Disse o Paco, se esforçando para que o destroyer não tirasse a máscara dele.
De repente o Cabeça Velha pula na direção dele novamente, então Serio apenas espera e, no momento certo, enquanto o Cabeça Velha ainda estava no ar, Serio atingiu o com um chute, fazendo o Cabeça Velha desaparecer.
Depois disso, Grinto o atacou com o bastão. Nesse momento, Serio consegue segurar o bastão. No momento em que segura o bastão, Serio olha para o Grinto e vê que, em vez de ser o rosto do Grinto, era o rosto de uma das máscaras do destroyer.
Vendo isso, Serio estica a perna para cima, atingindo-o no queixo. Quebrando o rosto da criatura, abrindo uma passagem.
— Muito bom. Entre por aí e vá para o mundo real. Eu ainda vou ajudar as duas. – Paco explicou ao Serio.
— Entendido. – Disse o Serio, e os dois atravessaram a passagem no rosto da criatura.
Assim que atravessou, Serio olha em volta, e vê o destroyer tentando tirara a máscara do Paco, que lutava para segurá-la.
Ao ver isso, Serio se levanta e estende a perna na direção do destroyer, atingindo-o, empurrando-o um pouco para trás. Fazendo com que o Lord Nightmare ficasse mais irritado.
Mudando de cena:
Pilar estava andando na fila, junto com todas as outras garotas, andando do mesmo jeito que elas. Apenas olhando para frente, parecendo desanimada. De repente o Paco aparece do lado dela.
— Pilar! – Paco exclamou.
— Quem está aí? – Pilar perguntou de forma calma.
— Sou eu. O Paco. Não se lembra? – Paco perguntou, vendo que a Pilar continuava andando reto, sem demonstrar reações. – Pilar! Acorda!
— Eu sou a Pilar numero 73. Talvez você esteja me confundindo com outra. – Disse a Pilar, sem demonstrar nenhuma expressão.
— Não, Pilar. É com você mesmo! – Paco exclamou.
— Como você pode saber? Sou exatamente igual a todas aqui. – Pilar continuava do mesmo jeito.
— Não! Não é! – Paco exclamou para a Pilar. – Pilar. Desde que eu te conheço, ninguém conseguiu te fazer agir como os outros. Você sempre conseguiu achar um jeito de ser você, não importa o que acontecesse. Você talvez possa se ver como mais uma no meio de todas essas outras garotas. Mas eu sempre vou te ver como a Pilar que eu sempre conheci. A primeira e única.
Assim que ouviu tudo aquilo, Pilar ficou pensativa, até que conseguiu voltar a si. Então teve uma idéia.
Pilar se esforçou bastante e, de repente girou no lugar, e começou a andar de costas, chamando a atenção de todas em volta. Depois Pilar se esforçou mais um pouco e cruzou os braços e depois começou a assobiar enquanto andava. Chamando a atenção, inclusive da professora que estava na frente de todas.
— O que pensa que está fazendo?! – Perguntou a professora, se aproximando dela.
— Sendo eu mesma. – Disse a Pilar sorrindo.
— Você é apenas mais uma dentre todas as outras! – A professora exclamou cada vez mais irritada.
— Enquanto eu souber quem eu sou, eu continuarei tendo a minha identidade única. – Disse a Pilar sorrindo e olhando firmemente para a professora, cujo rosto ficou igual ao de uma das máscaras do destroyer.
De repente todas as outras garotas seguraram a Pilar pelos braços e pelo pescoço, enquanto a professora seguia na direção dela para atacá-la.
— Ei! Olhem! Sorvete de pistache e morango! – Pilar exclamou olhando para o lado, e todas as outras a soltaram e olharam para a mesma direção, enquanto a professora se aproximava. Nesse momento, Pilar pulou para trás, colocou as mãos no chão e deu um chute para frente, atingindo o rosto da criatura, quebrando-o e abrindo uma passagem. – É nisso que dá tentar fazer garotas parecidas comigo. Eu sei o melhor jeito de enfrentá-las. – Disse a Pilar enquanto as outras garotas sumiam.
— Rápido. Passe por aí e volte para o mundo real. Eu ainda preciso ajudar a Azul. – Disse o Paco para a Pilar, que concordou, então os dois atravessaram a passagem.
Mudando de cena:
Azul estava fugindo da criatura, que se aproximava cada vez mais dela.
— Azul. – Disse o Paco, estando do lado dela.
— Paco! – Azul exclamou enquanto a criatura se aproximava. – Eu não sou forte o bastante para enfrentar essa coisa sozinha. Eu... Preciso de ajuda.
— Azul. Você sempre pode contar com a ajuda dos seus amigos, mas não pense que você não é forte o suficiente. – Disse o Paco para a Azul.
— Mas eu não consigo causar dano nenhum a ele. – Disse a Azul, ainda fugindo.
— Então ataque de novo. Dessa vez confiante de que dará certo. – Disse o Paco de forma mais firme. – Não deixe um destroyer te dizer o quão forte você é. Mostre o quão bom você consegue ser. Lembre-se também de sua inteligência. O que te ajudou tanto, até hoje.
Ouvindo isso, Azul pensou bem, até que teve uma idéia.
De repente a criatura aparece na frente dela, fazendo-a pular para trás.
— O que foi? Já ficou cansado? – Azul perguntou para criatura, que, ouvindo isso, esticou o braço na direção dela.
Azul conseguiu desviar e, assim que o braço da criatura estava voltando, Azul se segurou nele, sendo puxada junto. Assim que se aproximou bastante, ela pulou na direção da cabeça dele e o atingiu com um soco no rosto, quebrando o rosto da criatura, abrindo uma passagem.
— Rápido. Vamos sair daqui! – Paco exclamou para a Azul, que concordou e os dois atravessaram a passagem.
Mudando de cena:
De repente os dois acordam junto com os outros, fazendo com que o Lord Nightmare ficasse cada vez mais irritado.
— Como isso é possível! Como vocês conseguiram escapar do meu mundo? – Exclamou o destroyer irritado.
Nesse momento, Pilar conseguiu ver nas costelas do destroyer, o símbolo do totem do Paco.
— Paco. Nas costelas dele. – Disse a Pilar em voz baixa para o Paco, que conseguiu ver o símbolo do totem. Depois disso, ele e a Pilar se entreolharam e sorriram.
— Não importa como vocês escaparam, ainda vou acabar com vocês. – Disse o destroyer irritado, preparando as suas garras.
— Será que essas garras realmente cortam algo? – Paco perguntou, irritando o Lord Nightmare.
— É claro que vou começar por você. – Disse o destroyer se aproximando do Paco, pronto para atacá-lo.
Assim que ele chegou bem perto, Pilar estendeu sua perna para trás e depois deu um chute nas costas do destroyer, empurrando-o para perto do Paco, que conseguiu tocar no símbolo do totem.
— Totem tocar! Transformar! – Paco exclamou ao tocar no símbolo do totem, e os quatro se transformaram.
Ao se transformarem, os quatro conseguiram quebrar as correntes que prendiam seus braços.
Logo depois, Paco corre na direção do destroyer e o atinge com um soco, jogando-o para fora do local onde eles estavam, revelando ser uma caverna no meio da floresta.
— Mesmo nesse mundo, eu ainda posso derrotar vocês. – Disse o Lord Nightmare, vendo os quatro saindo da caverna.
— Esse é o Lord Nightmare. Primeiro membro do terceiro nível dos 15 Fatais. Aqui apenas diz que ele possui habilidades, utilizando os maiores medos das pessoas. Mas acho que isso não é mais surpresa para nós. – Disse a Azul para os outros, olhando seu rastreador, enquanto voava.
Nesse momento, Lord Nightmare olha para a Azul, que ainda estava prestando atenção no rastreador dela. Vendo isso, ele estica o seu braço, prendendo o pescoço dela. Assim que isso acontece, Azul sorri e então começa a girar no lugar em alta velocidade, puxando o braço do destroyer fazendo-o girar junto com ela, até que Azul para de girar, jogando o destroyer na direção do Serio que, assim que o Lord Nightmare se aproxima, ele o atinge com uma série de chutes na barriga, até que o atinge com um chute mais forte, jogando-o para trás.
Enquanto estava no ar, Lord Nightmare fica em seu formato de fumaça e segue na direção dos quatro, mas azul move suas asas, fazendo um furacão de manda na direção dele, fazendo-o girar no meio deste furacão, até que ele começa a voltar ao normal.
Vendo isso, Pilar se prepara e, assim que o furacão começou a parar de girar, ela esticou sua perna na direção dele atingindo-o com um chute, jogando-o para trás.
— Você pode ter várias habilidades em seu mundo de pesadelos, mas aqui, você não pode nos derrotar. – Disse a Pilar para o destroyer, que ficou mais irritado.
— E também, acho que devemos te agradecer. – Disse o Paco, chamando a atenção do Lord Nightmare. – Graças aos seus pesadelos, nós conseguimos enfrentar e derrotar os nossos maiores medos. E agora nós estamos mais cientes do que podemos fazer.
— Eu ainda vou acabar com vocês. – Disse o destroyer se preparando para atacar.
— Tem certeza? Lembre-se que possuímos vários truques. – Disse a Pilar sorrindo enquanto os quatro olhavam para os pés do Lord Nightmare.
Assim que o destroyer olhou para seus pés, ele viu a calda da Pilar em volta do pé esquerdo dele, então, rapidamente Pilar amarra o pé dele e o puxa para cima.
Nesse momento, Serio pulou na direção do destroyer.
— Combo... – Serio exclamou, atingindo o destroyer no queixo, com um chute por baixo, jogando-o para cima, onde estava a Azul, que se preparou para atingi-lo com um chute.
— Niños... – Azul exclamou, atingindo o destroyer com um chute na cabeça, jogando-o para baixo, onde estava a Pilar, que se preparou para atingi-lo.
— Combo... – Pilar exclamou, esticando sua perna para frente e depois a esticou para cima, atingindo o destroyer com um chute de lado, jogando-o na direção do Paco.
— Ataque! – Paco exclamou, atingindo o Lord Nightmare com um soco no rosto, jogando-o para trás, transformando-o em uma pequena bola cinza, que caiu no chão.
Depois Paco pegou a pequena bola cinza no chão, enquanto os quatro voltavam ao normal.
— Como é bom estar no mundo real de novo. – Disse o Serio sorrindo, enquanto olhava em volta.
— Serio! – Azul exclamou, pulando no Serio, abraçando-o.
— O que foi isso? – Serio perguntou, corando um pouco enquanto a Azul o soltava.
— Apenas... É bom ver que você está bem. – Disse a Azul, também um pouco corada. Depois ela se aproximou e deu um beijo na bochecha dele, deixando-o mais corado ainda. – Obrigada por você sempre se esforçar para me ajudar, quando eu estou com problemas.
— Vamos. É melhor irmos até o Grinto e entregar isso a ele. – Disse o Paco e os três concordaram, e depois seguiram em direção ao salão de treino.
Mudando de cena:
Chegando no salão de treino, os quatro contaram ao Grinto tudo o que aconteceu.
— Parece que vocês passaram por uma enorme aventura. – Disse o Grinto sorrindo para os quatro, que concordaram.
— Mas ainda estou confusa. Desde quando nós estávamos no mundo dos pesadelos? – Pilar perguntou pensativa.
— Acho que foi quando aquela fumaça nos atingiu, depois que procuramos pelo destroyer em volta da cidade. – Disse o Paco, se lembrando do que tinha acontecido.
— Fizeram um bom trabalho, crianças. Estou orgulhoso. Principalmente de você, Paco, que conseguiu enfrentar o seu pesadelo e ainda ajudou os outros a enfrentar o pesadelos deles. – Disse o Grinto, olhando para o Paco, que sorriu. – Agora sugiro que vocês procurem algum colega de vocês, para anotarem todas as matérias que vocês perderam. – Assim que o Grinto disse isso, os quatro se assustaram. – Afinal de contas, vocês perderam todas as aulas que teriam depois do recreio.
Ao ouvirem isso, os quatro deitaram no chão, exaustos com tudo o que tinha acontecido.
Continua...
Notas finais
Postarei o próximo capítulo até dia 12 ou 2 da manhã do dia 13. Até lá ;)
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