A Volta dos Combo Niños
26 Capítulo 26 - Novo Problema
Notas iniciais
Era mais uma bela manhã em Nova Nitza. Dentro da prefeitura tinha um homem de pele branca, com um cabelo preto arrumado, com barba, usando um terno, sentado em uma cadeira na sala de espera.
— Você veio aqui para uma reunião com a prefeita? – Perguntou a secretária, se aproximando do homem.
— Sim. Meu nome é Nilier. – Disse o homem para a secretária.
— Certo. Pode aguardar um pouco, que a prefeita já vai chamá-lo. – A secretária avisou e Nilier concordou. Depois de algum tempo, a secretária o chamou. – Com licença senhor Nilier. Pode entrar. A prefeita está aguardando.
— Entendi. Obrigado. – Disse o Nilier se levantando e seguindo em direção a sala da prefeita.
— Olá senhor Nilier. Em que posso ajudá-lo? – Perguntou a prefeita enquanto os dois se cumprimentavam.
— Olá prefeita. Posso me sentar? – Perguntou Nilier e a prefeita concordou, então os dois se sentaram, cada um de um lado da mesa da prefeita. – Sabe, prefeita... Eu soube que a época das eleições estão chegando.
— Sim. Isso é verdade. – A prefeita concordou.
— E eu também soube que você está tentando se re-eleger. – Nilier continuou.
— Novamente é verdade. – A prefeita concordou novamente com ele. – Eu me preocupo muito com essa cidade, e não quero vê-la nas mãos de um prefeito que não liga para ela. Não sei se você se lembra do antigo prefeito, Diadoro.
— Não exatamente. Na verdade não faz muito tempo que eu cheguei na cidade, mas com o tempo em que eu estive aqui, eu percebi um dos maiores problemas da cidade, senão o maior. O problema das criaturas que aparecem de tempos em tempos. – Disse o Nilier, chamando a atenção da prefeita. – E acho que sei como resolver esse problema.
— Continue. – Disse a prefeita, demonstrando interesse.
— Sinto que descobri como essas criaturas aparecem, e como evitar que elas voltem... De uma vez por todas. – Nilier explicou. – Como você se importa com essa cidade, sinto que você quer ajudá-los quanto a isso. Eu também quero, mas preciso da sua ajuda para isso.
Mudando de cena:
Os Combo Niños estavam no salão de treino, quebrando alguns bonecos que saiam do chão, enquanto Grinto tocava seu berimbau e o Cabeça Velha pulava nos atabaques.
— Muito bem crianças. Já está quase na hora da aula. É melhor se prepararem. – Disse o Grinto, se levantando e apertando alguns botões de uma das pilastras, fazendo com que os bonecos parassem de sair do chão.
— Grinto. – Disse o Paco se aproximando um pouco do Grinto. – Eu sei que você vai dizer que precisamos nos preparar para enfrentar os membros dos 15 Fatais, como cada um é muito mais poderoso que os outros. Mas eu acho que devemos parar nos prepararmos para enfrentarmos os destroyers e começarmos a nos preparar para enfrentarmos o Glen.
— É verdade. Afinal, se conseguirmos derrotá-lo, não teremos que nos preocupar com os destroyers, pois ninguém poderá soltá-los. – Disse o Serio para o Grinto. Assim que ouviram isso, Grinto e o Cabeça Velha se entreolharam, parecendo chateados.
— Grinto. – Disse a Pilar, chamando a atenção do Grinto. – Eu gostaria de saber, por que sempre que falamos no Glen, vocês ficam chateados desse jeito?
— É uma longa história. Mas vocês têm razão. Glen é uma grande ameaça. E é melhor eu começar a ensiná-los a como enfrentá-lo. – Enquanto Grinto dizia isso aos quatro, o Cabeça Velha olhava para ele, parecendo chateado.
— Precisamos aprender o máximo que pudermos. O Glen é muito habilidoso, e sabe muito bem como nos enfrentar. – Disse a Azul pensativa.
— Sem contar que não podemos nos aproximar dele sem que tenhamos a chance de sermos torrados. – Pilar complementou.
— Muito bem. Está na hora de vocês irem para a aula. Conversaremos mais a respeito disso no treinamento depois da aula. – Disse o Grinto para os quatro, que concordaram, então cada um pegou sua mochila e depois seguiram até o centro do salão de treino, então Grinto os transportou para o depósito, e cada um foi para a sua sala de aula.
— Tudo bem? – Perguntou o Cabeça Velha se aproximando do Grinto, que estava cabisbaixo.
— Não posso dizer que eles estão errados. – Disse o Grinto, ainda cabisbaixo.
Mudando de cena:
Glen estava encima de um prédio, no centro da cidade, olhando em volta, sorrindo.
— Uma cidade tão bela, cheia de cidadãos únicos. Cada um vivendo sua vida. Homens, mulheres, crianças. Todos vivendo alegremente. – Disse o Glen, enquanto olhava em volta. – E pensar que assim que o meu plano estiver completo, tudo isso vai virar cinzas.
— Como sempre, seu plano me surpreende, Glen. – Disse o Destroctos enquanto ria.
— Por enquanto deixaremos os membros dos 15 Fatais para outra hora. Estou pensando em outro destroyer para libertar. Um que será muito mais útil. – Disse o Glen pensativo, sorrindo de forma cruel.
Mudando de cena:
As aulas tinham acabado, e os quatro estavam se preparando para se encontrarem nos corredores da escola. Enquanto a Pilar seguia pelos corredores, ela encontrou o Serio sozinho dentro da sala onde ele teve a aula, e foi até ele.
— Oi Serio. – Disse a Pilar entrando na sala e se aproximando do Serio. – Já está pronto?
— Quase. Só estou terminando de guardar as minas coisas. – Disse o Serio colocando seus cadernos dentro se sua mochila, até que um caderno caiu no chão, abrindo na última página, onde tinham vários desenhos de corações com as inicias S e A.
— Por acaso esse S seria de Serio e esse A seria de Azul? – Pilar perguntou, pegando o caderno, deixando o Serio corado.
— Pode me devolver? – Serio perguntou estendendo a mão.
— Não entendo. Por que você não admite de uma vez para a Azul o que sente por ela? – Pilar perguntou para o Serio parecendo preocupada com ele.
— Já falei sobre isso. E se a Azul só se apaixonou por mim por causa da situação em que estávamos? E se ela não sentir o mesmo por mim? – Serio perguntou cabisbaixo.
— Você só vai saber se perguntar. Não prefere arriscar a passar o resto da sua vida pensando como seria se você tivesse dito a ela? – Pilar perguntou para o Serio que continuava cabisbaixo.
— Você não entende, Pilar. A Azul e eu somos tão próximos. E se ela não sentir o mesmo por mim? Como isso vai nos afetar? – Serio perguntou pegando o caderno de volta da mão da Pilar.
— Serio, você precisa tentar. E se ela sentir o mesmo por você? Não se lembra como era antes de ela perder a memória? – Pilar perguntou ainda preocupada.
— Sempre me lembro. – Disse o Serio enquanto guardava o seu caderno na mochila.
— Serio. Eu te peço apenas que pense nisso. – Disse a Pilar se aproximando e colocando a sua mão no ombro dele.
— Certo. – Disse o Serio sorrindo. – Pilar. Por que você quer tanto me ajudar?
— Porque eu percebo que você ama a Azul realmente. E um amor assim não pode parar desse jeito. – Disse a Pilar sorrindo para o Serio, que sorriu também.
Então os dois saíram da sala e seguiram pelo corredor, até encontrarem o Paco e a Azul esperando por eles.
— Finalmente as aulas acabaram! – Exclamou o Paco, sorrindo.
— Você parece mais animado que você fica normalmente quando acabam as aulas. – Disse o Serio para o Paco.
— É porque agora aprenderemos como dar uma surra naquele Glen! – Paco exclamou enquanto os quatro andavam pelos corredores, até chegarem ao lado de fora da escola.
— Ainda acho curioso o jeito que o mestre Grinto se comporta, sempre que falamos sobre o Glen. – Disse a Pilar pensativa.
— Depois nós pensamos nisso. Agora é melhor irmos para o salão de treino. – Disse a Azul para os três, enquanto eles seguiam, até que passaram por alguns alunos, que estavam assistindo uma pequena televisão embutida no celular de um deles, e ouviram um pronunciamento da prefeita.
— Cidadãos de Nova Nitza. Convoquei a todos, porque eu quero anunciar algo de extrema importância para a cidade. – Ouvindo a prefeita dizer isso, os quatro se aproximaram para poderem ouvir melhor. – Eu me importo muito com o bem dos cidadãos e com o bem da cidade. Por isso, quando este homem, chamado Nilier, apareceu com suas notícias, eu não pude deixar de informar a todos sobre isso. Esse homem possui a resposta para o maior problema que a nossa cidade sofre. O ataque de todas as criaturas que sempre aparecem. E ele possui a resposta para que nunca mais precisemos temer isso.
Ouvindo essas palavras da prefeita, os quatro prestaram muita atenção, enquanto Nilier se aproximava.
— Olá cidadãos. Meu nome é Nilier. Vim para a cidade há algum tempo, e nesse tempo em que estive aqui, pude perceber todos os ataques que acontecem. Então eu resolvi fazer uma pesquisa sobre tudo isso, e encontrei o monstro por trás de tudo isso. – Nilier explicava, enquanto todos ouviam atentamente.
— Será que ele sabe sobre o Glen? – Serio perguntou em voz baixa para os outros, que não souberam responder.
— Encontrei finalmente o monstro, ou talvez eu devesse dizer monstros. – Enquanto Nilier falava, todos prestavam mais atenção. – Vim dizer que os verdadeiros culpados por trás de todas as aparições dessas criaturas são... Os Combo Niños! – Assim que Nilier disse isso, todos, inclusive a prefeita, e principalmente os quatro, ficaram chocados com a notícia. – Por favor, peço que não me julguem antes de ouvirem tudo o que tenho a dizer.
— Com que provas o senhor acusa os Combo Niños? – Perguntou uma repórter.
— Com as minhas pesquisas. – Disse o Nilier, chamando a atenção de todos. – Pensem bem. Não é curioso que, de acordo com as minhas pesquisas, as criaturas e os Combo Niños pararam de aparecer ao mesmo tempo, há dois anos atrás e, exatamente no mesmo dia em que elas voltaram a aparecer, os quatro também voltaram? Sem contar que sempre que esses quatro heróis enfrentam as criaturas, eles já sabem exatamente como enfrentá-la. Mesmo sendo apenas crianças, e agora adolescentes. Me digam, quantos de vocês, adultos ou idosos, sabem qualquer informação a respeito das criaturas que aparecem? Imagino que não saibam, muito ou praticamente nada, enquanto aqueles quatro já sabem praticamente tudo sobre todas aquelas coisas.
— Mas por que os Combo Niños fariam isso? – Perguntou outro repórter ao Nilier.
— Fama, talvez? Ter a chance de ser idolatrado e lembrado sempre pela cidade como heróis? Um motivo pelo qual muitos heróis nascem. – Nilier explicou.
— Mas nós recebemos notícias há tempos que o verdadeiro culpado por essas criaturas aparecerem era o antigo prefeito da cidade, Diadoro. – Disse um homem para o Nilier, chamando a atenção de todos para essa frase.
— É verdade. No inicio os quatro poderiam ter feito isso por bondade. Mas minha pesquisa demonstrou que o antigo prefeito Diadoro não está mais na cidade há dois anos, aumentando minha hipótese, de que os quatro, nesses anos, sentiram que estavam sendo esquecidos, e resolveram libertar as criaturas por si mesmos, para serem lembrados e admirados novamente.
— Mas muitas vezes as criaturas libertadas quase os derrotaram enquanto eles as enfrentavam. – Afirmou uma repórter.
— Sim. Muitas vezes uma bagunça que criamos pode sair do nosso controle, mas ainda não quer dizer que não fomos nós que criamos. – Nilier explicou. – Quero que todos saibam que estou apenas mostrando o que entendi graças as minhas pesquisas. Não estou afirmando nada, e nem pedindo para que vocês acreditem nisso, mas pretendo mostrar a todos que os Combo Niños não ligam realmente para os cidadãos, ou para a cidade, mas para a fama que recebem com tudo isso. Apenas peço a paciência de vocês. Obrigado.
Assim que disse isso, Nilier começou a se afastar, enquanto as pessoas faziam mais perguntas. Enquanto isso, os quatro estavam chocados com tudo o que ouviram.
— Nossa. E pensar que os Combo Niños estavam por trás disso o tempo todo. – Disse um dos garotos que estavam assistindo, para o outro.
— O que você pensa que está falando?! – Paco exclamou irritado com a afirmação do garoto, mas os outros tamparam a boca dele bem a tempo.
— Desculpe por isso. Ele gosta muito dos Combo Niños. – Disse a Azul sorrindo enquanto os quatro se afastavam, ainda com os três tampando a boca do Paco.
— Se acalma, Paco. Vamos apenas falar disso para o Grinto. – Disse o Serio e todos concordaram, então seguiram em direção ao depósito.
Chegando no depósito, os quatro correram até o Grinto, que estava esperando por eles.
— Crianças. Onde vocês estavam? – Grinto perguntou, enquanto os quatro se aproximavam.
— Grinto. Acabamos de ver um homem na televisão, o qual a prefeita apresentou. E esse homem está nos acusando de sermos os responsáveis pelas aparições dos destroyers. – Pilar explicou rapidamente, deixando o Grinto um pouco confuso.
— É melhor vocês me explicarem isso melhor no salão de treino. – Disse o Grinto para os quatro, que concordaram e depois foram transportados para o salão de treino.
Mudando de cena:
Glen estava andando pela floresta perto da cidade, em uma área que tinha um denso nevoeiro.
— Quem você pretende libertar, Glen? – Destroctos perguntou enquanto o Glen andava pela floresta.
— Smoket. – Glen respondeu enquanto andava.
— Que ajuda o Smoket poderá oferecer? – Destroctos perguntou sem entender o plano do Glen.
— Depois do discurso que ocorreu no centro da cidade, os Combo Niños ficaram na corda bamba, então vamos ajudá-los a ter um pouco mais de popularidade. – Glen explicou sorrindo. – Sem contar que quando você não consegue ver seu adversário, e tem dificuldades em ouvi-lo, é muito mais difícil derrotá-lo.
Enquanto o Glen andava a névoa ficava mais densa.
— Parece que você entrou no território do Smoket. – Disse o Destroctos enquanto Glen continuava andando calmamente.
— Um lugar onde a névoa é tão densa que você não consegue ver nem o que está à sua frente. – De repente o Glen parou e se abaixou. – Mas é fácil de ver o chão. – Glen se aproximou de um desenho no chão de uma nuvem com um alvo dentro, então ele lança uma rajada pequena de fogo no desenho. De repente toda a névoa do local começa a girar e entra no desenho.
Assim que a névoa sai do chão, ela está vermelha, então saem dois braços de dentro dela e um rosto com uma boca parecida com a de um dragão.
— O doce cheiro da liberdade. – Disse o destroyer olhando em volta, até que ele vê o Glen. – Há quanto tempo, Glen.
— Olá Smoket. – Disse o Glen sorrindo.
— Por que eu fui solto? – Smoket perguntou curioso.
— Tenho uma missão para você. – Assim que disse isso, Glen coloca a mão na testa, onde estava a marca do Destroctos. – Para meu plano funcionar melhor, precisarei disso.
Ao dizer isso, Glen puxa um pedaço da gosma da marca do Destroctos, até conseguir tirar.
Mudando de cena:
Os quatro contaram ao Grinto tudo o que havia acontecido.
— Não podemos culpá-lo por pensar assim. Realmente tudo o que aconteceu se tornou uma enorme coincidência. – Disse o Grinto pensativo.
— Mas e agora? O que faremos? – Pilar perguntou enquanto todos esperavam uma resposta do Grinto. De repente o berimbau do Grinto começou a tocar.
— O fato de alguns olharem para vocês de forma diferente, não muda quem vocês são. – Grinto explicou. – Vocês ainda são os Combo Niños. E vocês ainda tem o dever de proteger essa cidade. Espero que não tenham mudado de idéia quanto a isso.
— Claro que não! – Paco exclamou para o Grinto.
— Essa ainda é a nossa cidade. – Disse o Serio firmemente.
— Não vamos parar de lutar por essa cidade. – Disse a Azul e os outros concordaram.
— Pode contar com a gente. – Disse a Pilar sorrindo.
Ouvindo isso, Grinto sorriu e depois transportou os quatro para o depósito, onde eles colocaram suas máscaras e seguiram em direção ao centro da cidade.
Mudado de cena:
Assim que chegaram no centro da cidade, os quatro viram uma enorme fumaça vermelha encima de um prédio. De repente sai dessa fumaça dois braços e um rosto com uma boca parecida com a de um dragão, revelando ser o destroyer.
— Quem é esse? – Paco perguntou surpreso.
— De acordo com o meu rastreador, o nome desse destroyer é Smoket. É estranho, pois ele não é membro dos 15 Fatais. – Disse a Azul olhando o seu rastreador. – Aqui também diz que fumaça dele não é tóxica.
— Isso quer dizer que podemos atacá-lo. – Disse o Paco para os outros de forma confiante.
— Calma Paco. – Disse o Serio chamando a atenção do Paco. – Mesmo não sendo um membro dos 15 Fatais, ainda é melhor tomarmos cuidado com esse destroyer.
— É verdade. O Glen provavelmente o soltou por algum motivo. – Disse a Pilar pensativa.
Nesse momento o destroyer esticou seu braço na direção de um prédio e o atingiu, quebrando alguns pedaços desse prédio.
— Combo Niños, vamos! – Paco exclamou e os quatro correram na direção do destroyer até se aproximarem por outro prédio, chamando a atenção do Smoket. – Destroyer! Está na hora de você voltar para o seu mundo.
— Acham mesmo que podem me deter? – Perguntou o Smoket rindo, então, logo em seguida ele estica o braço na direção dos quatro, pronto para atingi-los com um soco, mas os quatro desviaram, pulando para os lados. Assim que fizeram isso, Smoket lançou fumaça pelos lados dos braços, fazendo com que nenhum deles conseguisse ver nada em volta.
Em seguida, Smoket se lança na direção do prédio onde os quatro estavam e os cobre com sua fumaça.
Nesse momento, vendo o que estava acontecendo, Nilier correu em direção ao local e, vendo-o correndo até lá, alguns cidadãos também foram.
Enquanto estavam cobertos pela fumaça do destroyer, os quatro tentavam olhar em volta, mas não conseguiam ver nada.
De repente Paco é atingido por um soco na bochecha, jogando-o para o lado. Logo em seguida, Serio é atingido por um soco abaixo do queixo, jogando-o para trás. Depois Azul foi atingida por um soco na barriga, também jogando-a para trás. Em seguida Pilar foi atingida por um soco nas costelas, jogando-a também para o lado.
— O que está acontecendo? – Pilar perguntou enquanto eles ouviam a risada do destroyer.
— Como podemos derrotar uma criatura feita de fumaça? – Serio perguntou enquanto os quatro se levantavam.
— Mesmo que essa coisa seja feita quase toda de fumaça, ele ainda deve ter alguma parte em que possamos atingir. – Disse a Azul para os outros.
— Então nós apenas precisamos achar essas partes. – Disse o Paco pensativo.
— Não pensem que não posso ouvir vocês falando. Afinal vocês estão dentro de mim. – Disse o destroyer, chamando a atenção dos quatro. – Sim, eu realmente possuo partes que podem ser atingidas, mas será que vocês poderão encontrá-las? Essas partes mudam para locais diferentes do meu corpo sempre que eu quero. Ou seja, vocês precisarão se esforçar bastante se quiserem me atingir, enquanto eu posso atingir vocês a qualquer momento conforme a minha vontade.
De repente, os quatro começaram a ser atingidos por vários socos por várias direções diferentes.
— Precisamos sair daqui! – Serio exclamou para os outros.
Então os quatro correram para direções diferentes, tentando encontrar uma saída.
Azul estava correndo por dentro do destroyer, tentando achar uma saída, quando de repente ela tropeça e cai pela fumaça, mas ela segura em algum lugar com suas mãos. Então Azul olha em volta e vê que estava se segurando na ponta do telhado do prédio. Em seguida Azul vê uma escada de incêndio e pula nela.
Enquanto corria pela fumaça, assim que o Serio consegue sair ele se vê na quina do telhado, prestes a cair, mas então ele consegue pular para outro prédio ao lado. Paco também consegue pular no telhado de outro prédio, e em seguida ele pula por outros prédios até se aproximar de onde o Serio estava.
Logo depois os dois vêem a Pilar pulando na direção de onde eles estavam, mas ela não conseguia se aproximar o suficiente do prédio onde os dois estavam, mas eles conseguiram segurar os dois braços dela a tempo e a puxaram.
— Agora só falta a Azul. – Disse a Pilar para os dois.
— Pessoal! – Os três ouviram a voz da Azul, então olharam em volta e a viram na rua. – Vamos!
— Não pensem que escaparão de mim tão facilmente. – Disse o Smoket enquanto se jogava na direção do prédio o Serio, o Paco e a Pilar estavam.
Vendo isso, os três rapidamente pularam na escada de incêndio e desceram até chegarem na rua. Logo depois se esconderam em um beco um pouco distante do destroyer.
— Enquanto estivermos mais próximos da superfície, será mais difícil para esse destroyer conseguir nos atingir.
— E agora? Como vamos deter esse destroyer? – Paco perguntou pensativo.
— Precisamos encontrar o símbolo do totem, que provavelmente está na parte sólida dele. Ou seja, se encontrarmos um, encontraremos outro. – Disse a Azul enquanto os quatro pensavam em um plano.
— Precisamos pensar em um jeito de encontrar essas partes. – Disse o Serio para os três. – É obvio que usar a visão não vai ajudar muito.
— E quanto a audição? – Pilar sugeriu.
— Não adianta. Dentro daquele destroyer é sempre o mesmo barulho. – Disse o Paco tentando achar uma forma.
— Bem... Eu não quero usar o meu paladar. – Disse a Pilar para os outros.
— O olfato também não vai ajudar. – Disse a Azul pensativa.
— A única coisa que sobrou usar é o tato, mas o único momento em que podemos sentir algo dentro daquela coisa é quando levamos um soco. – Disse o Paco para os três.
— É isso! – Exclamou a Azul.
— O que foi, Azul? – Serio perguntou sem entender.
— É como o Paco disse. Quando somos atingidos pelos socos, sentimos algo. Algo mais sólido que uma fumaça. – Azul explicou.
— O que está sugerindo, Azul? – Pilar perguntou curiosa.
Mudando de cena:
Smoket estava sobrevoando a cidade procurando em todos os cantos pelos quatro.
— Ei! Cabeça de fumaça! – Ouvindo a voz do Paco, Smoket olha em volta, e vê os quatro encima de um prédio. – Está procurando por alguém?
— Obrigado por facilitarem a minha busca. – Disse o destroyer se aproximando dos quatro.
Enquanto Smoket se aproximava dos quatro, Serio vê um brilho um pouco abaixo do destroyer.
— Abaixo do rosto dele. Tem algo brilhando ali. – Serio avisou os outros, que também viram.
— Se preparem. – Disse o Paco para os três.
Assim que o destroyer envolveu os quatro com sua fumaça, eles voltaram a ser atingidos por vários socos.
De repente, assim que foi atingido por um soco na barriga, Paco conseguiu segurar o que o atingiu. Ao ser atingido por um soco no rosto, Serio também consegue se segurar no que quer que tenha o atingido.
Pilar foi atingida no queixo, mas também consegui se segurar. Azul foi atingida abaixo das costelas por um soco, mas rapidamente conseguiu segurar também.
Assim que os quatro conseguem se segurar, eles são todos puxados por essas partes sólidos, e começam a girar por dentro do destroyer.
Enquanto giravam, Pilar consegue ver de repente algo brilhando e percebe que é seu símbolo do totem.
De repente os quatro começam a ser atingidos encima das partes sólidas.
— Parece que esse destroyer não gostou de estarmos encima dessas coisas! – Serio exclamou enquanto era atingido.
— Se algum de vocês pode fazer algo, faça rápido! Estou começando a me sentir enjoado! – Paco exclamou enquanto se segurava firme.
— Continuem firmes! – Disse a Azul se segurando enquanto era atingida pelos socos.
Assim que a Pilar viu que estava indo na direção do símbolo do totem, ela se preparou, mesmo sendo atingida pelos socos e, assim que se aproximou bastante, ela pulou, conseguindo encostar no símbolo do totem.
— Totem tocar, transformar! – Pilar exclamou no momento em que tocou no símbolo do totem, e os quatro se transformaram, espalhando a fumaça do destroyer.
— Pilar, você conseguiu. – Disse o Paco para a Pilar enquanto os quatro se aproximavam, de repente a fumaça do destroyer os cobriu novamente
— É impressionante o jeito como vocês conseguiram se transformar, mas mesmo assim, ainda estão em meu domínio. – Disse o Smoket para os quatro.
— Esse destroyer pode ter razão quanto a isso, mas dessa vez eu tenho uma idéia. – Disse o Serio sorrindo. – Azul. Será que você gostaria de me ajudar nisso?
— Claro. – Disse a Azul começando a voar.
— O que pensam que estão fazendo? – Smoket perguntou, atingindo-os com vários, socos, mas dessa vez os quatro, principalmente o Paco, aguentavam mais os golpes.
De repente Azul começa a bater suas asas, fazendo um vento, que começou a afastar a fumaça. Nesse momento, Serio pula de cabeça para baixo, com as mãos no chão, estende as pernas para os lados e começa a girar no lugar em alta velocidade, também afastando a fumaça, fazendo com que os quatro conseguissem enxergar melhor.
Assim que isso acontece, Paco consegue ver várias pedras grandes, em formato de mãos, se aproximando, então ele as atinge, quebrando-as. Também conseguindo ver melhor, Pilar consegue desviar de outras mãos.
De repente os dois vêem o rosto do destroyer, e logo abaixo, o peito dele, que demonstrava se sólido.
— Pronto, Paco? – Pilar perguntou correndo até a ponta do telhado, do lado oposto de onde o destroyer estava, e segurando com suas duas mãos na ponta.
— Pronto! – Paco exclamou correndo na direção da Pilar e começou a rolar, atingindo-a, esticando a Pilar para trás e fazendo-a jogá-lo de volta na direção do peito do destroyer e, assim que o Paco se aproxima, ele atinge o Smoket com um soco, fazendo com que ele se aproximasse mais do telhado.
Em seguida a fumaça cobriu apenas a parte solida do destroyer e seguiu para baixo do prédio.
— Rápido, vamos atrás dele. – Disse o Paco para os outros, então os quatro pularam até um beco ao lado do prédio, onde a fumaça estava densa novamente.
— Deixem comigo. – Disse a Azul voando para cima, então ela começa a bater as asas, afastando novamente a fumaça.
Nesse momento, Paco vê um vulto mais escuro atrás da fumaça, com o formato do rosto do destroyer.
— Ali está! – Paco exclamou para os outros. – Deixem comigo, eu vou pegá-lo!
Paco correu rapidamente na direção do vulto e, assim que se aproximou bastante ele atinge esse vulto, jogando-o para trás e atingindo-o com força no chão.
De repente Paco se assusta ao ver que, em vez do destroyer, ele tinha atingido um cidadão, que agora estava caído no chão, sem se mover.
— Viram o que eu disse?! – Paco escuta a voz do Nilier, então ele olha para trás e vê vários cidadãos olhando para ele, todos assustados com o que viram, e com o Nilier logo na frente.
Continua...
Notas finais
Pessoal, peço desculpas se esse capítulo foi um pouco menor. Devo postar o próximo até dia 26 ou até 2 da manhã do dia 27.
Fale com o autor