A Volta a Hogwartes
1 Tudo está bem?
Notas iniciais
Capítulo Um: Tudo está bem?
A senhora Weasley se encontrava, novamente no quarto de seus filhos, Fred e George. Se achava sentada na cama de um deles, o que ela por desgraça perdera na guerra, Fred. Não suportava mais chorar. Pensava que não havia mais lágrimas para tal, mas, em momentos dos quais ela lembrava do filho, até mesmo olhando para o gêmeo, seus olhos se enchiam de grossas e sentidas lágrimas. Passava agora a mão envelhecida na foto de Fred. Observava os olhos brilhantes e vivos do filho, que, agora já não tinham vida. O sorriso maroto que ele levava na foto, significando talvez, uma nova travessura...
A senhora recolocou a foto cuidadosamente na estante e, quando se virou para observar o quarto, viu o marido, o senhor Weasleyy, que, estava com a mesma expressão da esposa, uma profunda tristeza.
— Estamos prontos, Molly querida – Anunciou ele, assim que seus olhos encontraram os da esposa. Iam, naquela manhã no funeral do filho. A professora Minerva, fizera uma homenagem a todos os que lutaram na batalha e, naquele dia, não só a família Weasley iria se despedir uma última vez de seus filhos, professores e até alunos mas também todos que perderam seus entes queridos.
Molly saiu do quarto juntamente com o marido e, da apertada sala foram, um a um para Hogwartes. Harry e Hermione também estavam com a família, pois, os dois não tinham um lugar para ficar no momento. Harry ainda tinha a casa que seu padrinho lhe dera, pensava em ver isso em uma hora mais oportuna; Quanto Hermione, ela precisava encontrar seus pais e recuperar suas memórias, para que pudesse voltar para casa. Eles foram os últimos a sumirem na mancha verde esmeralda da velha lareira dos Weasleys.
Assim que colocaram os pés nos terrenos da escola, se depararam com decorações em prata e dourado aos que deixaram o mundo bruxo. Harry se sentia, naquele momento culpado. Se ele não fosse o escolhido de Voldemort, se ele, como qualquer amigo tivesse uma família, seus pais e, quem sabe até irmãos?
Seria um bruxo comum, e não iria presenciar todas essas pessoas que perderam suas vidas por ele.
Harry acordou de seus devaneios com a voz firme e clara da professora Minerva, que, agora seria a nova diretora de Hogwartes.
—Queridos alunos, pais, ex alunos. É com imensa tristeza que o colégio faz esta homenagem aos nossos alunos que perderam a vida na guerra.
A todos eles, pela coragem, garra e determinação. Eles, como todos nós aqui presentes, desejavam libertar o nosso mundo e o mundo dos não mágicos. Graças a eles também, somos, finalmente livres. Não precisamos pensar em quando o lorde das trevas regressará, pois um dos nossos alunos, pôde terminar com todo este sofrimento –Minerva fitou rapidamente Harry, que fitava o túmulo de Fred. A senhora Weasley chorava copiosamente no ombro do marido. Ginny, por sua vez, não suportou mais. Até aquele momento, se fizera de forte. Ela abraçou Harry, deixando suas lágrimas de tristeza e dor mancharem seu rosto.
A agora diretora, terminava seu discurso com uma chuva de estrelas prateadas e douradas, fazendo em seguida, um floreio com a varinha, depositando placas das mesmas cores da chuva de estrelas nas lápides.Feito isso, ela deu permissão para todos regressarem às suas casas, afinal, ainda tinham muito o que fazer para recuperar o castelo de magia e bruxaria de Hogwartes.
Harry se dirigia para o portão de saída da escola, com uma de suas mãos agarrada com as de Ginny. Ele sabia que ela precisava mais de sua pessoa do que nunca.
Imaginou que seria muito difícil para a família, que ele considerou desde os doze anos de idade, suportar o fato de perderem um filho.
Mais atrás, Hermione ia pensando em seus pais. O que será que foi feito deles? Será que, ela, com toda sua inteligência conseguira que o feitiço que jogara nos pais imperasse até o presente momento? Eram questões que ela precisava responder, o mais rápido possível. Assim que chegassem na toca, ela iria pedir à senhora Weasley para que ela lhe desse permissão para buscar seus pais na Austrália. Hermione levou um susto quando sentiu o toque leve de Rony.
— Me desculpe... –Pediu ele, encabulado. É que vi que estava distraída e... – Ele se perdera em explicações. Depois do beijo que Hermione roubou de Rony, ele todas as vezes que à via ficava extremamente encabulado. Não sabia como agir. Tinha medo que Hermione o chamasse para conversar e dissesse que o beijo fora um erro e que deveriam ser somente amigos... Ele sentira ali, naquele dia, que o beijo deles fora cheio de significados, que não era um desespero momentâneo...
Hermione, por sua vez, carregava o mesmo receio. Porém, com um diferencial. Ela tinha medo de que ele pensasse que ela fosse saliente demais ao roubar-lhe um beijo naquele dia, daquela forma.
—Mione... –Chamou Rony, desta vez, sem tocá-la.
—Sim? –Ela respondeu, parando a caminhada, na estradinha que levava à hoguesmead.
—Tem notícias dos seus pais? –Foi a primeira coisa que veio a mente de Ron.
— Ainda não... – Ponderou ela, enquanto chutava uma pedrinha no caminho. –Assim que chegarmos à toca, irei pedir à sua mãe que me deixe ir a procura deles na Austrália. – Rony estremeceu. Quase perdera Hermione naquela maldita guerra. E se acontecesse algo de mal à ela? Como ficaria!
—deixe eu ir com você, Mione... Eu prometo que... – Hermione pousou um dos dedos nos lábios, pedindo silêncio. Rony ia dizer que prometia à ela que desta vez não fugiria, como fez quando viajavam à procura das orcrux.
— Me desculpe, Ron. Eu preciso resolver isto sozinha. Tem que ficar aqui para apoiar sua mãe e seu pai, sem contar no George, Ginny, Gui... –Rony ia retrucar, porém O senhor Weasley pediu que apertassem o paço, pois o expresso de Hogwartes já ia partir...
Toda a família se acomodou em um dos vagões, mas, em um dado momento, a senhora Weasley pediu para sair. Arthur sabia que ela iria se enfiar em um vagão qualquer e cair em lágrimas. Pediu licença aos outros e foi atrás da esposa.
Ela adentrou um dos inúmeros vagões vazios e antes que pudesse fechá-lo completamente, viu os cabelos ainda ruivos do marido. Abraçou-o e ouviu as palavras carinhosas e confortadoras que ele lhe proferiu, baixinho.
—Molly, querida. – Ele respirava fundo a cada frase, procurando um controle onde não tinha. Não podia chorar, se não desesperaria ainda mais a esposa.
—Temos mais cinco filhos que precisam ainda muito de nós... E George, ele... – Arthur respirou fundo mais uma vez... – Ele vai precisar em dobro de nós dois. Precisamos ser fortes, a guerra já machucou muito a nós e aos nossos filhos, não podemos abandoná-los agora. E temos Harry e Hermione, não podemos abandoná-los agora. –Molly enxugava as lágrimas em um delicado lencinho. Sabia que precisava ser forte e ajudar os filhos, mas, se perguntava de onde tiraria forças para isso. Quanto a Harry e Hermione, jamais os abandonaria. Eram como se fossem seus filhos. Sentiu o abraço reconfortante do marido e pensou que, dali para frente, sua vida seria uma grande batalha. Sabia que não poderia desistir. Iria perder a guerra algumas vezes, se deixaria levar pela tristeza e a saudade do filho, mas não podia cair em depressão... Jamais...
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