A Vingança De Uma Nerd
28 Sombras do Passado - Parte 1
Notas iniciais
–Bella! Bella! Pelo amor de deus fala alguma coisa! – Edward estava me sacudindo, tentando me fazer sair de meu transe. Meu cérebro estava em modo off. A única coisa que estava conseguindo processar era que Caroline, minha filha, estava nas mãos do pai biológico, psicopata que havia morto a mãe a sangue frio e traumatizado a minha garotinha. O mesmo homem que acabou de confessar que matou Johny, o guarda-costas de minha filha…
Caroline… Estava sozinha com aquele psicopata! Senti um arrepio percorrer todo o meu corpo. O medo era o único sentimento que estava conseguindo distinguir na avalanche de sensações que estavam se apoderando de meu peito e de minha mente.
–Bella! Pelo amor de deus! O que aconteceu?! Me explique o que houve! – abri a boca querendo formalizar alguma coisa mas não estava saindo nada.
–Caroline foi raptada. Antes de morrer Johny, o guarda-costas de Caroline conseguiu acionar o código de emergência no celular. Eu e os outros caras logo seguimos o sinal de GPS mas… — Seth ofegou visivelmente perturbado.
–Mas a única coisa que achámos foi o corpo de Johny na mala do carro… — senti minha garganta arder e as lágrimas se formar em meus olhos. Abafei o grito que estava preso em minha garganta, ao contrário de Edward que acabou gritando e chutando uma cadeira completamente furioso puxando seus cabelos acobreados.
–COMO PODE UMA COISA DESTAS! TEMOS DE CHAMAR A POLICIA! – assim que ouvi a palavra “policia”, me lembrei das palavras do psicopata. Não podia chamar a polícia… Um passo em falso e a vida de Caroline estaria em risco… Eu não poderia permitir aquilo. Senti meu celular vibrar ainda em minha mão e olhei para o ecrã.
“Se lembre do que falei. Um passo em falso e a pequena morre. Se prepare minha querida, o jogo está prestes a começar.” Engoli em seco enxugando as lágrimas. Eu teria de me manter fria e forte.
–Não podemos chamar a polícia… Ele é perigoso… Ele não hesitará em matar Caroline caso se sinta ameaçado… — Edward tentou se acalmar chutando novamente a cadeira que ele já havia jogado no chão.
Digitei discretamente uma resposta para o psicopata, querendo ganhar tempo.
“Eu faço tudo o que você quiser. Só por favor não a machuque.”
–NÃO PODEMOS SIMPLESMENTE CRUZAR OS BRAÇOS! – Edward estava completamente histérico, e eu não estava muito diferente. Minha vontade era chutar tudo, gritar berrar, espernear… Mas eu teria de me manter forte e de cabeça fria se queria tirar Caroline das garras daquele homem. Ele queria “jogar”, e se “jogar” significasse salvar a minha filha… Eu teria de jogar.
–Se acalmem… Eu e os outros caras estamos fazendo de tudo para o achar. – Seth estava com seus olhos cravados em mim tentando decifrar meu estado de espirito que estava realmente péssimo.
–Bella… Eu lamento. Eu prometo que eu e os caras vamos fazer de tudo para achar Caroline. – assenti me sentindo oca e vazia. Tentei engolir todos os sentimentos ruins que estavam se apoderando de mim. Toda a minha vida era isto… Um filme cheio de dramas idiotas que estavam até já dando náuseas. Porque não podia ter o meu final feliz, com tudo cheio de florzinhas, água com açúcar e um “viveram felizes para sempres”? A vida estava sendo realmente injusta. De tantas quedas e tropeções que dei ao longo dos anos este seria mais um…
–Por favor peço que se retirem. – me mantive fria e rodei a cadeira não querendo que vissem as lágrimas que estavam insistindo em cair.
–Bella… Eu… — não deixei Edward terminar e mordi os nódulos de meus dedos ainda de costas para eles.
–Eu já falei para saírem! – o silêncio dominava até que ouvi o som da porta bater e me desfiz em lágrimas. Não sei nem descrever por quanto tempo chorei até sentir de novo o celular vibrar indicando uma nova mensagem.
“Venha ter comigo hoje à meia-noite à casa dos Denali. SOZINHA! E nada de joguinhos docinho, ou a bastardinha sofre.”
Engoli em seco sentindo meu estômago querendo sair pela boca. Peguei minha mala e saí de minha sala caminhando pelos corredores da empresa ignorando todo mundo. Minha cabeça estava a mil disparando pensamentos em todas as direções possíveis tentando arrumar um jeito de salvar minha pequena.
–Bella! Onde raios você vai? –congelei no lugar ouvindo a voz de Rosalie. Rose tinha um sorrisinho pervertido no rosto provavelmente se lembrando da cena desta manhã de mim completamente corada tentando ignorar suas piadinhas sobre Edward ter dormindo na mansão comigo.
–Rose… Preciso de ir resolver alguns problemas. Por favor não me ligue. – me virei de novo a deixando para trás sem lhe dar qualquer explicação. Não podia envolver mais ninguém nesta situação ou acabaria dando merda. Desci até ao parque subterrâneo e entrei em minha Ferrari acelerando para fora da empresa sem destino certo. Eu precisava de manter a calma… Precisava de manter a cabeça fria e não ficar agindo que nem uma idiota vingativa. Os últimos meses passaram todos em frente meus olhos me recordando de cada momento. Não me arrependo de rigorosamente nada. Foi bom poder provar para aqueles idiotas que estavam errados, foi maravilhoso conhecer Caroline e criar um laço com ela que agora era minha filha, foi estranho mas ainda assim bom ter Edward me amando… Tudo estava melhorando, tudo estava começando a assentar e a dar certo, mas agora tinha de vir este psicopata estragar tudo! Já não bastava ter morto a mãe de Caroline e destruído a mente de minha garotinha, também estrupava Tanya e …
Tanya! Era isso! Minha mente fez um clique e asselarei o carro em direção ao hospital. Eu estava visivelmente muito acima do limite máximo de velocidade mas ignorei tudo aquilo e assim que estacionei no parque do hospital, corri até ao quarto de Tanya tentando me lembrar onde era ao certo. Subi até à ala de Neurologia no terceiro piso pelas escadas não querendo esperar pelo elevador. Merda… Agora qual era o quarto mesmo? Senti algumas gotas de suor escorrer por minha teste e meu coração bater forte. Merda… Tanya era minha única esperança agora. Ela poderia me ajudar.
–Isabella? – estremeci reconhecendo aquela voz grave.
–Oh… Hã. Bom dia doutor Salavtore! – tentei controlar minha respiração ainda exausta.
–É realmente um prazer revê-la aqui senhorita Swan. Posso ajudar você? – Damon sorriu docemente e logo me lembrei que era ele o médico de Tanya.
–Na verdade pode sim doutor. Não me recordo bem qual o quarto de Tanya… — Damon sorriu com e seus olhos brilharam assim que falei de Tanya. Meio estranho aquilo…
–Ah sim… É o quarto 302.
–Obrigada Damon! – me virei na direção correta e logo praticamente corri pelo corredor até ao quarto de Tanya.
–Isabella! Espere! – Damon me segurou pelo braço me virando para ele fixando seus olhos nos meus.
–Tanya está um pouco… hmmmmm…. Frágil… Peço que tenha calma com ela…. – assenti me desfazendo do aperto do doutor e entrei no quarto de Tanya. Tanya estava muito pálida com grandes olheiras por baixo de seus olhos que estavam fechados. Me aproximei tocando levemente sua mão a querendo acordar. Tanya se moveu meio sonolenta e gemeu de dor. Senti pena em meu peito… Eu não conseguia simplesmente odiar aquela mulher mesmo depois de tudo o que ela fez… Eu sempre me perguntava o “porquê” de ela me tratar do jeito horrível que sempre me tratou… Sempre tentei perceber… E agora que conhecia os motivos que fizeram Tanya ser tão horrível comigo não conseguia simplesmente sentir apenas ódio. Sentia pena, raiva, compaixão e até um pouco de desejo de perdoar… Mas não era por esse motivo que eu aqui estava. Eu precisava de salvar minha filha, e se havia alguém no mundo que me pudesse ajudar agora seria Tanya.
–Isa… Isabella? – Tanya piscou algumas vezes tentando se certificar de que era mesmo eu.
–Oi…. Como você se sente hoje? – eu estava visivelmente sem jeito sem saber bem por onde começar.
–Igual… — Tanya me analisou ainda descrente. É, era meio que estranho eu vir visitar ela né….
–Bom… Hmmmm… você já decidiu se vai fazer a quimioterapia? – Tanya arqueou uma sobrancelha me analisando.
–Isto é estranho… Olha Isabella eu não sou boba. Fala logo o que você realmente quer. – me senti corar ligeiramente. Ah merda de praga a minha de corar por tudo que nem uma boba.
–Olha Tanya… Eu sei que você precisa de descansar e tudo o mais mas é realmente importante. – Tanya apenas assentiu com seus olhos azuis visivelmente cansados fixos nos meus, esperando eu falar alguma coisa.
–Eu investiguei o seu tio Derek pelo que ele fez a Caroline… Seth e alguns detetives que contratei fuçaram tudo, mas nunca nenhum achou nada em concreto. Relatos da policia… Tudo sumiu… O pouco que sei foi o professor Barney que me falou… Na verdade tudo o que sei é pelo que as pessoas em Forks falam. Mas já é hábito que as pessoas acabam sempre destorcendo alguma coisa e adicionando teorias… Facto é que algumas coisas que sei de pessoas que foram questionadas sobre o que realmente aconteceu a Caroline não batem certo… As versões são todas tão diferentes… Seth fuçou todos os registos da policia mas nada… — Tanya fechou os olhos e respirou fundo abrindo os olhos fitando o nada.
–Você não conseguiu achar nenhum registo policial porque meu pai tratou de desaparecer com tudo. Tom... Apesar de ser um bêbado e viciado idiota sempre foi um bom advogado. Corrupto, mas ainda assim bom advogado. Você sabe perfeitamente que o dinheiro pode comprar tudo e dinheiro sempre foi algo que nunca nos faltou até Tom cair completamente no vicio do jogo. Meu… Meu “tio” Dereck é dono de algumas boates em Seattle e Los Angeles… Na verdade penso que também comanda uma rede de prostituição… Seja como for pelo que sei foi em uma de suas boates que ele conheceu Elizabeth…A mãe de Caroline…
De um jeito estranho ele parecia mesmo gostar da moça, tanto que deixou de me procurar para me… bem você sabe… — Tanya respirou fundo limpando uma lágrima solitária.
–Eu também não sei grande coisa… Apenas sei algumas coisas através das poucas conversas que escutei…. Houve um dia… Bom, Dereck estava possuído. Ele simplesmente surtou, xingou todo mundo e gritou com Tom. Ele falava que Elizabeth estava grávida e que a criança não podia ser dele. Ele falou que odiava crianças e que não podia permitir que Elizabeth tivesse o bébé… Mas a moça parecia ter outros planos e fugiu…
Meu pai e Derck a procuraram por muito tempo… Tom estava sempre controlando possíveis movimentos de contas bancárias ou registos de Elizabeth em hospitais ou até mesmo nas fronteiras. Não preciso nem de falar que meu pesadelo recomeçou naquela época. Dereck simplesmente enlouqueceu. Ele me batia, me estrupava… Ele… Teve vezes que… — Tanya soluçou e por instinto afaguei sua mão direita a querendo acalmar.
–Nã… Não importa. O que realmente importa é que ele a achou alguns anos depois… Eu ouvi ele se gabando para Tom de como ele havia morto o “amante” de Elizabeth… Ele estava gargalhando e sorrindo feliz pelo facto de ter morto a mulher que supostamente amou como vingança… Ele… Quando Tom lhe perguntou sobre a criança, Dereck falou que a policia a levou. Tom roubou a pasta de Elizabeth e Caroline na Policia e nos arquivos do tribunal. Ele se certificou de que a criança não falaria para ninguém o que havia acontecido naquela noite. Os registos dos psicólogos falavam que Caroline havia sofrido um grave trauma provavelmente pela morte da mãe… A criança nunca falou para ninguém… Ninguém nunca soube o que realmente aconteceu… Por um tempo a policia andou bem perto de achar Dereck… Eles seguiram o passado de Elizabeth e acabaram tropeçando em uma das boates de meu tio… Desmascararam a rede de prostituição e…. E o novo passa tempo de Dereck… Ele havia ganho o gosto de matar… Ele estrupava e matava as mulheres que já não serviam para o negócio… Ele sumui por um tempo, se escondendo e usando fundos de uma conta que nossa família tinha na suiça… Tudo andava calmo… Até que Descobrimos que meu pai estava devendo muito dinheiro para a Mafia… Perdemos tudo… Tiffany nunca quis aceitar que estava na miséria… Manter as aparências… Tentei fazer o mesmo por um bom tempo, mas quando fiquei sem dinheiro até para comer resolvi procurar um emprego… E foi aí que acabei na sua empresa… — Tanya me olhou ainda com os olhos vidrados e cansados.
–Você nuca tentou procurar a sua… Prima? Caroline é sua prima…- Tanya sorriu de olhos fechados.
–Para quê? Você acha que eu iria querer ela em minha vida? A criança estava muito bem onde estava, longe de minha “família”. Já bastou eles destruírem minha vida. Não era preciso destruir mais a vida de uma criança machucada e quebrada…
Sabe Isabella… Eu fiquei feliz quando descobri que você estava querendo adotar minha prima. Você tinha dinheiro, poder e a protegeria de meu tio… Mas… Daí você fez aquela cena no baile… Todo mundo descobriu quem você era… Quando Tiffany soube logo quise se aproveitar. Afinal Caroline tinha parentes vivos, e bastava Tom abrir um processo em tribunal para termos a guarda da pequena…. Batava difamar você, fazer você parecer uma louca perturbada incapaz de cuidar de uma criança… Tiffany queria dinheiro… E você sabe o que ela fez… — eu estava completamente em choque sem saber o que fazer.
–Você… Não me falou o que aconteceu na noite em que a mãe de Caroline morreu… — Tanya suspirou.
–Dereck a estrupou bem na frente de Caroline… Ele a mutilou, estrupou e a queimou viva segundo sei… Caroline assistiu a tudo…Dereck falou algo em estar ganhando o jogo… Ele ficou completamente fascinado pelo que ele dizia ser a “arte de matar”. Meu tio sempre teve um fascínio estranho por uma serie de filmes de terror que consiste em fazer jogos mortais com as vitimas…- meu cérebro estava completamente paralisado tentando processar toda a informação que Tanya me havia dado. Aquilo não podia ser verdade! Se antes estava apavorada com a ideia de Caroline estar sozinha com aquele psicopata agora estava completamente horrorizada, morrendo de medo.
–Mas porque você quer saber disto tudo afinal?
–Dereck… Ele raptou Caroline… — senti meu peito se rasgar com aquelas palavras. Contei tudo para Tanya em meio dos soluços e choro sofrido. Eu odiava me sentir uma fraca. Odiava mostrar minha dor … Principalmente para Tanya. Se havia algo que nunca imaginei, nem em meus piores pesadelos era que algum dia pudesse estar em um hospital junto de uma Tanya doente sendo consolada por ela.
Tanya afagou minha mão me consolando falando que tudo iria dar certo.
–Você não entende Tanya. Eu não sei o que fazer… Se eu chamar a policia ele mata Caroline… Mas se eu for…
–Se você for morrem as duas. Acredite em mim… Dereck é esperto… Aposto que ele arrumou algum jeito de vigiar você e provavelmente você tem seu celular e os de seus amigos e guarda-costas sobre escuta. Dereck tem amigos criminosos… E isso inclui hackers e policiais corruptos.
– O que você sugere? – enxuguei uma lágrima insistente e Tanya sorriu fracamente.
–Eu vou ajudar você.
(…)
Faltavam poucos minutos para a meia noite. Estava uma noite gelada e meu coração estava batendo descontroladamente. Rodei algumas vezes minha a pulseira em meu pulso tentando me distrair um pouco de meu nervosismo. Olhei para o ecrã de meu celular e já tinha 10 chamadas não atendidas de Edward e pelo menos uma 20 de Seth. Não sei nem ao certo como consegui despistar meus seguranças e fugir em minha antiga pick up. Agradeci aos céus por ter mantido minha lata velha. Nunca ninguém desconfiaria que a poderosa Isabella Swan estaria por aí passeando nesta lata velha, mas ainda assim fiel companheira. Olhei para a noite escura tentando enxergar alguma movimentação ou algum vestígio daquele psicopata. Fiquei por um bom tempo rodando minha pulseira nervosamente até que por fim finalmente decidi sair da pick-up e caminhar pelo Jardim dos Denali. A casa estava completamente às escuras e parecia desabitada. Olhei por uma das janelas mas aparentemente não estava ninguém em casa. Merda…
Senti alguém tapar minha boca e uma lâmina fria sendo encostada ao meu pescoço.
–Pontual docinho… — senti um arrepio percorrer todo o meu corpo e o medo me consumir. O hálito quente do psicopata em meu ouvido estava me dando náuseas. O homem me puxou para trás apertando seu corpo contra o meu.
–Vamos… Não queremos chegar atrasados à nossa festinha particular não é mesmo? Me passa a chave de seu carro! – Dereck rugiu cada palavra mordicando o lóbulo de minha orelha me dando náuseas. Deixei o monstro arrancar as chaves de minha pick-up de minha mão e nos arrastar até ao carro.
–Ugh! Podia ter trazido sua ferrari não é mesmo? Tanto dinheiro e anda com esse lixo! — o idiota bufou e me vendou. Amarrou minhas mãos e fez sinal para me sentar no banco de carona. Nunca senti tanto medo em toda a minha vida. A única coisa que estava mantendo minha sanidade era saber que logo estaria junto de Caroline e a protegeria.
Não sei ao certo quanto tempo passou, mas assim que a pick-up parou senti todo meu sangue gelar. O homem tirou minha venda e senti meu coração disparar assim que percebi onde estávamos.
–Admirada baby? Bom, é realmente poético na verdade… Mas sou um homem poético mesmo… — Dereck brincou com a ponta da faca contra minhas costas. Analisei a velha cabana no meio da floresta sentindo o medo percorrer minha espinha. Caminhei sendo empurrada pelo monstro que abriu a porta da velha cabana que estava sendo iluminada pelas chamas da lareira. Mas nada mais importou assim que vi Caroline sentada em uma cadeira de madeira amarrada. Corri para junto de minha menina que tinha seu rostinho completamente manchado de lágrimas. Me ajoelhei meio trémula ainda com as mãos marradas encostando minha testa contra a sua lhe sussurrando palavras de consolo.
–Tudo vai ficar bem bebé. Nós vamos sair daqui… Eu prometo… — Caroline chorava cada vez mais e aquilo estava quebrando meu coração.
–Oh não amor. Ela não vai… Afinal, ela já conhece as regras. Quem melhor do que ela para ensinar você? –Caroline me olhou assutada.
–Você é doente! A solte! – me joguei contra ele o apanhando de surpresa fazendo ele cair. O homem se irritou e me deu uma forte pancada na cabeça. Senti meu estômago se revirar e fiquei tonta. Antes de cair definitivamente na inconsciência rodei a pequena chave de minha pulseira e rezei para que aquilo desse certo e para que o monstro não machucasse minha menina que gritava desesperadamente.
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