A Vingança De Uma Nerd

29 Sombras do Passado - Parte 2 fim


Notas iniciais
Hey gente :D Sorry, não consegui voltar na quarta porque tive prova :S MAS AQUI ESTOU EU :D ESTAMOS NA RETA FINAL :( Obriga a todas as pessoas que comentaram :) assim eu possível irei responder aos reviewa de todas :D

Pov. Edward

Desespero total. Era isso que estava sentindo percorrer cada célula de meu corpo. Seth tentou me explicar ao certo tudo o que estava acontecendo já que Bella nos expulsou de sua sala. Eu estava irritado, frustrado… Mas sobretudo irritado! Cada vez que aparecia um problema, Bella colocava de novo aquela máscara de indiferença me afastando, sem qualquer chance de aceitar qualquer tipo de ajuda vindo de mim.

Me quebrava o coração saber que depois de tudo o que aconteceu na noite passada ela continuava, me afastando… Eu a queria, eu a amava… Não só a ela mas também àquela adorável garotinha que eu já considerava como sendo minha filha. Eu faria qualquer coisa para as fazer felizes, mas infelizmente a porra do mundo estava conspirando contra mim.

Agora surtos à parte, tentei me concentrar no que Seth estava falando.

Já chegámos à conclusão que não poderíamos chamar a policia… Só restava tentar rastrear o celular daquele psicopata, mas segundo Seth aquele idiota era inteligente e havia cruzado as linhas deixando os rastreadores da equipe de segurança completamente confusos.

–QUE MERDA! O que vamos fazer agora?! – puxei meus cabelos acobreados sentindo a dor em meu peito aumentar. Eu prometi a Caroline na noite passada que a protegeria… Que não deixaria nada nem ninguém a machucar… E bastaram apenas algumas horas para eu quebrar minha promessa e ferrar com tudo.

–Se acalme senhor Cullen. Nós vamos acha-la… Nem que tenhamos de revirar a porra do país. – era a primeira vez que escutava Seth falando um palavrão, e vindo dele aquilo era até um pouco estranho. Tentei pensar em alguma coisa coerente e útil que eu pudesse fazer e não simplesmente me sentir um inútil.

–Você não entende Seth. Eu prometi para aquela garotinha que nada de ruim iria-lhe acontecer! Eu prometi que a iria proteger de tudo e todos…. E agora, estou aqui aterrorizado que nem um babaca, de mãos atadas sem saber o que fazer. – Seth estava mexendo em seu celular e seu notebook dando ordens para todo mundo.

– Senhor Cullen, você não poderá fazer nada… E desculpe, mas estando aqui só estará perdendo seu tempo e atrapalhando. Por favor tente se acalmar, vá para casa tomar um duche e tomar um calmante. – chutei uma cadeira que ali estava e bufei me irritando de novo. Seth não se moveu nem um centímetro e continuo mexendo em seu celular e seu notebook. E eu? Bom, eu saí da empresa com a raiva e o ódio explodindo dentro de mim. Entrei em meu volvo completamente irritado e acelerei pela cidade de Forks sem destino sentindo as lágrimas e a dor que estava sentindo fialmente explodir com todo o meu ser.

Pov. Tanya

Arrependimento, dor, dor e mais dor… Era tudo isso que vinha sentindo nos últimos dias. Eu posso ter sido uma vadia, uma sem coração para Isabella… Eu posso ter ferrado com a sua adolescência… Eu posso até mesmo ter causado danos irreversíveis em sua alma e coração… Mas… Eu me arrependi…

Eu sendo uma vadia, uma sem coração… A “Putanya” como eu sabia que até as minhas adoráveis amigas me chamavam… Tudo isso… Nunca me importou… Eu gostava de toda a atenção que recebia na escola, eu gostava de ver os garotos babando, e as outras meninas se roendo de inveja… Quando na verdade era eu que tinha inveja delas. Eu invejava o amor e carinho que elas recebiam dos pais. Eu invejava cada vez que o diretor chamava os pais de algum idiota que aprontou alguma coisa… Eu invejava até mesmo Jessica cada vez que ela levava um sermão dos pais por ter tirado uma nota vermelha, ou cada vez que a senhora Stanley a botava de castigo por não ter feito os deveres de casa.

É estranho? É assim tão estranho eu desejar tudo aquilo? É… Pode parecer estranho mesmo… Quem é a garota que deseja levar um sermão dos pai? Pois é… Essa garota sou eu…

Eu só queria que Tiffany e Tom se importassem comigo. Eu queria que me proibissem de sair às 2 da manhã para ficar com um garoto. Eu queria que Tiffany conversasse comigo sobre os meus problemas, me desse conselhos de mãe… No fundo tudo o que eu sempre quis foi sentir um pouco de amor.

Sim, porque cada vez que Jessica falava que os pais a ficavam aperreando por não ter feito os deveres ou aprontado, era isso que eu sentia. Eles a amavam, se preocupavam com o seu futuro… Eles queriam o melhor para ela…

E os meus? Bom… O meu “papai” me estrupava e minha querida mãe, só queria sair com as amigas e estourar rios de dinheiro, nunca movendo um dedo sequer para m proteger, me ajudar….

E Isabella Dawyer… Bom, eu sentia inveja daquela pequena Nerd. Ela tinha uma mãe que a amava, que ficou com ela apesar de todas as criticas por ter engravidado de um desconhecido… Mesmo sendo humilhada pela cidade ela amou aquela pequena Nerd desde inicio… E eu sentia ciúme. Os professores a adoravam, ela era sempre a que tinha melhores notas e a única que no meio de todos aqueles idiota alguma vez teria a chance de ter um futuro brilhante…

A humilhar, e a fazer se sentir inferior era o jeito que achei de alguma maneira me sentir menos inútil. De me sentir superior… Eu sabia que ela tinha uma paixoneta por Edward… Afinal, todas as garotas tinhas… Ficar com Edward foi apenas mais um jeito de provar para todos que eu era melhor que eles… Que eu tinha o cara mais desejado, que eu era a mais desejada… E tudo isso para esconder na verdade o enorme abismo que existia entre mim e eles… Ninguém nunca fez ideias de que na verdade era eu que invejava cada um deles e não o contrário…

Mas seja como for… O destino se encarregou de me castigar… Talvez tenha sido o destino, o carma ou outra macumba qualquer. Olhei para meu relógio ansiosa sentindo todo meu corpo meio pegajoso por conta do suor. Isabella já havia saído daqui há algumas horas completamente equipada com o que precisávamos. Tinha uma certa vantagem ser filha de um advogado, drogado, corrupto e sobrinha de um criminoso ajudante da mafia. Esse “privilégio” me dava acesso a certos “brinquedinhos” que nunca achei que fosse precisar mas ainda assim deixava bem escondidos. Tom estava sempre demasiado bêbado para perceber que eu o havia roubado, e Dereck não estava nem aí para aquilo. Afinal eu era a sobrinha dele e ele não se importava de pagar alguma coisa depois de me estrupar, me relembrando sempre de que eu não deixava de ser uma de suas “putinhas” mesmo que eu fosse obrigada. A verdade era que depois de algum tempo simplesmente desisti de me tentar defender. Era mais fácil fazer ele acreditar que não me importava do que me debater.

Sacudi minha cabeça tentando afastar aqueles pensamentos e peguei no pequeno aparelho que Isabella havia deixado no meu criado mudo. Puxei a antena o ligando, mas ainda não havia qualquer sinal de GPS. É, eu havia dado a Bella um pulseira com um pequeno dispositivo GPS. Como os seguranças de Bella não se haviam lembrado daquilo? Bom, é simples… Os amigos Haker de meu tio Dereck conseguiriam de imediato localizar qualquer sinal GPS vindo de um satélite normal. O mais provável é que assim que se dessem conta do dispositivo avisariam Dereck e Isabella e minha sobrinha seriam mortas na hora.

A diferença era que este pequeno e engenhoso dispositivo rastreador pertencia a uma rede da máfia. Quando se tem tanto poder e influência como a mafia Italiana ter este tipo de privilégios é algo normal. Há alguns anos a NASA “destruiu” um satélite que estava com “defeito” e ficou no espaço sendo considerado lixo espacial. Mas nunca ninguém pensou sequer que aquilo não era nada mais nem menos que uma conspiração mafiosa que acabou se apoderando do satélite e criando a sua própria rede WEB, linha telefónica e isso incluir sinal, ou seja sinal GPS.

Dereck foi expulso da Mafia depois de sua rede de tráfico humano e prostituição ter sido descoberta. Ou seja não existia a mínima chance de algum de seus amiguinhos ter acesso ao dispositivo.

Olhei fixamente para o relógio e para o dispositivo. Já era 00:00 Isabella se encontraria com ele… Combinámos que ela só ligaria o dispositivo quando estivesse junto de Caroline evitando assim Edward ou o seu segurança porem o burro na frente dos bois e ferrar com tudo. Se Dereck percebesse que ela falou para alguém o que estava acontecendo, nunca mais acharíamos a garota. Minha… Bom, minha sobrinha…

Seja como for… Divagação à parte…. Edward idiota não atendia minhas chamadas e o segurança de Bella me ignorou! Agora estava aqui desesperada tentando ligar para alguém implorando que acreditassem na minha história. Falei com Rosalie, mas aquela loira chata me odeia e logo tratou de desligar o celular na minha cara. Alice nem atendeu, e o babaca do Edward não atendeu nem uma das mais de 20 ligações que fiz, e ignorou completamente a sms que mandei, falando para me ligar com urgência.

Fantástico…

Fui tirada do meu transe por suaves batidas na porta e logo escondi o pequeno dispositivo por baixo de meu travesseiro.

–Boa noite Tanya. – meu coração disparou quando o doutor Salvatore surgiu sorridente. Damon Salvatore era um médico muito competente para além de incrivelmente lindo… Ele vinha tentando me convencendo a fazer a quimioterapia não querendo de jeito nenhum aceitar meus argumentos e todos os motivos que eu dava para não fazer aquele mal dito tratamento.

–B….Bom dia dtr Salavtor.

–Tanya, por favor. Já passámos essa fase. Me chame apenas de Damon. – o medico lindo se aproximou sorridente checando meus aparelhos e mexendo um pouco no soro e nas saquetas com os remédios.

Com grande azar o dispositivo começou a bipar e aquilo era o sinal de que Isabella precisaria de ajuda. Damon me olhou com a testa franzida e bom, eu estava desesperada mesmo sem saber o que fazer.

–O que…

–Damon. Por favor me ajude… — em poucos segundos falei que Isabella estava em perigo e que precisava de chamar Edward e o segurança de Isabella. Damon me olhou completamente assustado sem saber o que fazer.

–Meu Deus! Isso parece coisa de filme!

–Eu sei! Por isso preciso que me ajude a sair daqui! Eu preciso de avisar o Edward! Aquele babaca não atende a merda do celular! E não posso simplesmente chamar a policia.

–Tanya, você sabe que não pode sair do hospital. – o dispositivo continuava a fazer aquele bip chato, e meu coração disparou. Aquela era a única chance que eu teria para me remediar de todo o mal que fiz. Ignorei Damon e comecei a arrancar os fios com todos os soros e medicamentos.

–Pare com isso! Você não pode…

–Você não entende! Eu preciso! Você não faz ideia de todo o mal que fiz para ela! Você não faz ideia! Me deixe ir! Por favor me ajude! Senti minha garganta seca e ofeguei pelo esforço tentado abafar as lágrimas de desespero.

Damon estava segurando meus braços com força me impedindo de meu mover, com seus intensos olhos azuis fixos nos meus.

–Eu…. – Damon parecia estar a meio de uma batalha interna, sem saber o que fazer.

–Eu ajudo você. Com uma condição. – senti uma pontada de esperança e meu coração disparou.

–Eu faço qualquer coisa! Só me ajuda!

–Você vai aceitar fazer a quimioterapia. E assim que avisarmos o tal Edward vamos à policia. – Damon estava me pedindo algo que eu realmente não queria. Eu não queria ter de passar pela quimioterapia. Claro que existem casos de sucesso, mas eu não queria… Não tinha motivos… E em relação a chamar a policia… Isso eu já pretendia de qualquer jeito.

–Ok! Eu prometo! Agora vamos! – Damon despiu sua bata de médico me pegando em seu colo.

Pov. Edward

Um inútil. Eu estava me sentindo um inútil. Me recostei melhor na enorme rocha fitando o mar de La Push. Tentei imaginar onde Caroline poderia estar agora e o que estaria acontecendo. Rodei a cidade durante horas tentando pensar em um jeito de ajudar Caroline. Tentei falar com Seth mas não havia nada de novo… Olhei de novo para meu celular que tinha várias ligações perdidas de Tanya. Não sei nem como ela ainda tem meu número… Fosse o que fosse que ela quisesse não devia ser importante.

Respirei fundo várias vezes tentando acalmar a horrível dor de cabeça que estava sentindo.

–EDWARD! PELO AMOR DE DEUS HOMEM! – me levantei meio confuso tentando perceber de onde vinha aquela voz. Um homem corria com uma mulher em seu colo que eu logo percebi ser Tanya.

–EDWARD! SEU BABACA IDIOTA! PORQUE NÃO ATENDEU A MERDA DESSE CELULAR?! – Tanya estava me xingando e esbravejando ainda no colo do homem. Tanya estava bem diferente e visivelmente frágil, mas ainda assim estava gritando furiosa comigo.

–O quê? Pera… Como me achou aqui? – eu estava boiando com toda aquela situação.

–Você é previsível demais. Apesar de tudo namoramos por algum tempo. Sei perfeitamente que você vinha para aqui quando não estava a fim de ver ninguém. Mas isso agora não importa! Isabella precisa de ajuda! – meu cérebro congelou quando Tanya meio que ofegante me contou tudo o que ela e Bella haviam aprontado e me jogou um pequeno dispositivo GPS que piscava com uma luz vermelha.

Não esperei nem mais um segundo. Corri para meu volvo e digitei uma sms para Seth o avisando do que estava acontecendo. Acelerei sempre atento às indicações do pequeno GPS rezando para que nada de mal tivesse acontecido.

Pov. Caroline

Tudo estava acontecendo de novo! Não! Não! Minha cabeça estava doendo muito, minha garganta e meus olhos estavam ardendo muito por conta do choro… Eu estava sentindo medo… Muito medo. Eu estava mordendo muito o meu lábio tentando acordar do pesadelo…. Estava mordendo com tanta força que aquele gosto nojento a sangue me deixou enjoada. Aquilo não era nenhum sonho… Não era um pesadelo como sempre… Aquilo era real… Eu podia sentir o cheiro do monstro, eu podia sentir aquele arrepio gelado que só ele me fazia sentir….

E pior… Ele estava aqui… Ele estava amarrando mamãe Bella, tal como havia feito com mamãe Elizabeth. As recordações dos piores momentos de minha vida ficaram meio baças à medida que o tempo ia passando, mas agora estavam voltando com toda a força.

Mamãe Bella continuava inconsciente e eu estava apenas chorando, fechando os olhos com todas as minhas forças rezando para que aquilo não fosse real.

–Caroline, Caroline. O que nós já falámos sobre manter seus olhos fechados? – meu sangue gelou quando senti a lâmina gelada tocar minha bochecha.

–Mas bom, desta vez as regras do nosso joguinho serão diferentes. Eu vou dar a você a chance de se salvar. – abri meus olhos me enchendo de coragem.

–Linda garota. Agora, vamos fazer um trato… Da ultima vez eu queria seu silêncio total. Agora eu quero você falando. Quero você me contando do quanto tem sentido falta da rameira da sua mãe. E claro, também quero você gritando. Por cada grito é 1 minuto de avanço que dou a vocês duas para fugir.– arregalei os olhos completamente chocada. Ele era louco! O homem mal era louco! Eu não conseguia… Eu não conseguia nem falar uma palavra… Eu não conseguia… Senti as grossas lágrimas já correrem pelo meu rosto. Ele sabia que eu não conseguia! Nunca teria como eu ganhar este jogo…

–SE AFASTE DELA! – o monstro olhou para mamãe Bella que já havia acordado e estava o fuzilando com os olhos.

–Olha só, a bela adormecida finalmente acordou. Bom, eu estava apenas explicando as regras de nosso joguinho para Caroline… Mas já que você acordou… Podemos começar. – Dereck se levantou e foi até mamãe Bella a acariciando na face com a faca. O mostro passou as mãos pela blusa de mamãe Bella que se retorceu tentando se soltar. Tentei fazer o mesmo. Tentei me soltar das grossas cordas que estavam me prendendo à cadeira.

–Não me toque seu nojento!- Mamãe Bella cuspiu na cara do monstro o irritando ainda mais.

–Sua puta! – o monstro deu um forte tapa na cara de mamãe Bella que caiu no chão gemendo de dora ainda presa à cadeira. Senti um enorme bolo se formar em minha garganta. Tentei falar, tentei soltar minha língua, tentei até gritar com todas as forças, mas não estava conseguindo. Eu conseguia gritar em meus pesadelos… Eu conseguia gritar! Porque não estava conseguindo agora?! Eu conseguia! Eu tinha de conseguir!

O monstro estava sorrindo para mim acariciando o rosto de mamãe Bella com a ponta da faca. Me pareceu escutar a porta de um carro batendo e naquele momento o homem mal paralisou bufando irritado.

–SUA PUTA! VOCÊ FALOU PARA ALGUÉM! – não percebi ao certo o que aconteceu. Só vi o monstro bater de novo em mamãe Bella e desaparecer subindo as escadas irritado. O monstro voltou poucos segundos depois com uma vela, um cordão e um enorme bidon vermelho… Aquele tanque horrível vermelho… Me lembrava daquela noite… Ele havia jogado aquela água estranha pela casa e depois… depois veio o fogo…

O monstro espalhou o liquido pela cala e pousou o cordão sobre o liquido estranho. Em seguida acendeu a enorme vela e prendeu o cordão em seu redor.

–Em aproximadamente 15 minutos a chama da vela irá chegar ao cordão e incendiar a gasolina. Ta me escutando sua vadia? Se você tiver chamado alguém para a ajudar e eu não ter voltado em 15 minutos para brincarmos, vocês duas virarão chorrasco!

–SEU LOUCO! PSICOPATA! ELA É APENAS UMA CRIANÇA! PELO MENOS A DEIXE IR! – mamãe Bella estava desesperada, e eu estava sentindo todo meu corpo gelar.

–Não me importa! Você quebrou as regras! Eu falei que não devia falar para ninguém! – o homem bateu mais uma vez em mamãe Bella e saiu com a faca na mãe.

–Caroline? Bébé, você está bem? – solucei ainda chorando olhando para mamãe Bella que estava sangrando do lábio ainda amarrada à cadeira no chão. Tentei de novo soltar minhas mãos mas nada estava surtindo efeito.

–Caroline. Você precisa se acalmar. Não faça muita força com os braços. Fique quietinha, respire fundo e depois esfrega devagarinho seus pulsos. – mamãe Bella estava tentando me acalmar mas eu não estava conseguindo. Tentei me soltar das cordas respirando fundo algumas vezes mas estava entrando em pânico a cada pedacinho que a cera da vela escorria aproximando a chama cada vez mais da corda. Me lembrei de mamãe Elizabeth e de como ela morreu por eu não ter conseguido parar de gritar… Tentei me acalmar e não sei nem como fiz mas consegui soltar minhas mãos das grossas cordas. Tentei desfazer os nós das cordas de meus pés mas já era tarde demais. A chama da vela já havia atingido o fio que em poucos segundos incendiou toda a cabana. Corri para junto de mamãe Bella tentando desfazer os nós da corda de suas mãos, mas aquilo estava muito apertado.

–Caroline, procura uma faca, ou uma tesoura… Alguma coisa para cortar as cordas… — olhei para todos os lados mas o fogo tornava impossível uma possível ida até à cozinha. Senti as lágrimas correrem pelo meu rosto sem conseguir evitar a dor que estava sentindo.

–Caroline! Você precisa de sair! – mamãe Bella falou aquilo assim que um pedaço do teto caiu em um canto da sala completamente em chamas. Meu pulmões já estavam se enchendo de fumo e estava começando a enxergar tudo meio turvo.

Tentei me mover correndo até à porta procurando alguém para vir ajudar mamãe bella quando um enorme pedaço de madeira do teto da cabana caiu sobre minhas pensas me impedindo de mexer. Aiii… Minhas pernas estavam doendo! Eu não estava conseguindo me mover.

–CAROLINE!

Pov. Edward

Seth já estava a caminho, mas eu não poderia esperar… Teria de entrar logo para buscar Caroline e Bella das mãos daquele psicopata.

Estacionei meu carro junto de onde o pontinho vermelho no GPS indicava e saí do carro já sentindo um frio estranho na barriga.

Caminhei ao redor da cabana tentando perceber qual o melhor jeito de entrar. Eu não era estupido, segundo Tanya o cara era perigos para além de doido… Ouvi uma porta bater e me escondi em uma moita. Um homem alto saiu com uma faca em punho olhando para todos os lados. O homem bufou irritado olhando para o meu volvo.

–SEU FILHO DA PUTA! EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AÍ! – o cara gritou que nem um louco olhando para todos os lados me procurando. Em seguida pegou um celular e digitou um numéro qualquer.

–Seu imbecil! Eu falei para você controlar a área! Está aqui o carro do namoradinho da Swan! – o homem escutou a resposta do outro lado do celular ficando cada vez mais furioso.

–NÃO QUERO SABER DESSA MERDA! VEM AQUI IMEDIATAMENTE SEU IDIOTA! – O cara desligou o celular e em poucos segundos apareceu um homem baixo com um auricular no ouvido.

–Seu idiota! Inutil de merda!

–Dereck, eu não tive culpa! Eu hackei todos os celulares, controlei tudo! A única explicação que posso achar é que o cara tem um GPS da mafia… — o tal de Dereck andou irritado, bufando escutando as desculpas do homem. Não consegui nem pensar em mais nada, em um momento o cara baixinho estava se desculpando e em outro estava morto no chão com o pescoço quebrado. Senti todos os pelos de meu corpo se arrepiar vendo o homem morto no chão.

–Bando de inúteis! – O homem olhou para todos os lados e não sei como…. Mas ele me viu.

–Te achei seu babaca! – o psicopata correu para junto de mim, e me ergui o mais rápidos possível saindo de meu esconderijo na moita, tropeçando em um ramo. O psicopata estava com os olhos banhados de ódio, e me virei para cima tentando me levantar. A Faca já estava vindo em minha direção com seu punho bem forte, mas consegui segurar no ultimo segundo, segurando seu pulso com minhas mãos.

–Ora se não é o nosso Romeu! Veio salvar as princesinhas foi? – o homem era forte e estava fazendo cada vez mais força. Tentei afastar a faca de meu rosto e consegui torcer o pulso do psicopata fazendo a faca voar para longe. O homem me socou com força no rosto tentando se desfazer de mim e chegando à faca. Consegui segurar o tornozelo de Dereck o fazendo cair de cara no chão.

–NEM PENSE NISSO! – o puxei pela perna e o soquei na cara fazendo seu rosto sangrar.

–Isto é pela Caroline! – lhe dei vários socos não me importando com a dor que estava sentindo nos nódulos de meus dedos.

–Isto é pela mãe de Caroline! – lhe dei mais um soco forte.

–Isto é pela Bella! – mais um soco. O cara cuspiu um pouco de sangue mas sempre com um sorriso doente nos lábios.

Antes que pudesse lhe dar outro soco ele me deu uma forte joelhada no Ed júnior me fazendo ver estrelas.

PQP! Acho que o babaca me deixou estéril! Me contorci sem ar sobre meu membro sentindo uma dor inacreditável. O cara alcançou a faca e meu deu um forte soco na cara e me chutou várias vezes. Merda, acho que quebrou minha costela!

–Seu imbecil! Achava mesmo que ia me vencer?! – o psicopata olhou para a cabana.

–Você só me fez perder tempo! Agora não vou poder mais brincar! – olhei meio confuso na direção da cabana e senti meu coração disparar quando percebi o fumo saindo pelas janelas e o fogo começando a consumir a cabana. Girei meu corpo ignorando as dores que estava sentindo em meu corpo e apertei o pescoço do babaca o fazendo sufocar. Senti uma forte pontada na minha barriga quando o psicopata cravou a ponta da faca em meu abdómen. Com a adrenalina mantive minhas mãos firmes em redor de seu pescoço até ele ficar inconsciente. Arranquei a faca de minha barriga sentindo a pior dor em toda a aminha vida. Me ergui completamente suado e ensanguentado dando um forte chute na cabeça do imbecil me certificando de que ele não fugiria.

Corri o mais rápido possível, sentindo meu coração quase saltando pela boca. Aquilo não podia estar acontecendo! NÃO PODIA! As chamas estavam consumindo a pequena barraca e os gritos eram ensurdecedores!

–BELLA! – gritei com todas a forças de meus pulmões e me joguei com todo o meu corpo contra a madeira em chamas arrombando a porta. Senti uma nova pontada de dor em meu abdómen e tentei estancar o sangue que estava correndo do enorme corte amenizando um pouco a dor, o apertando fortemente com a minha mão já manchada de sangue. A cabana estava completamente em chamas e Caroline estava caída no chão com um pedaço grosso de madeira sobre suas pernas.

–EDWARD! TIRE CAROLINE DAQUI! – Bella estava tossindo muito por conta do fumo e meio que manquei até Caroline que tentava desesperadamente sair dali.

–Caroline… Preciso que você fique quietinha…. – a menina assentiu e consegui mover o enorme pedaço de madeira, sentindo eu coração perder uma batida vendo a perna de minha menina que estava roxa e visivelmente quebrada. Caroline soltou um grito de dor, e as chamas continuavam destruindo a cabana, fazendo pedaços de madeira cair e o fumo praticamente nos intoxicar. Tentei chegar junto de Bella, mas ele me gritou.

–TIRA CAROLINE DAQUI!

–Mas Bella….

–EU FALEI JÁ! A TIRA D…DAQUI! –Bella estava tossindo amarrada à cadeira. Peguei Caroline em meu colo, já que ela não conseguia se mexer por conta da perna quebrada. Estava morrendo de dores no meu corte mas rangi os dentes evitando o grito de dor. Caroline esperneava chorando estendendo seus braços para Bella.

–Caroline, por favor se acalma. Vou tirar você daqui! – Tentei caminhar mas Caroline, esbracejava chorando e soluçando.

–M…..M……MAMÃE! – entrei em estado de choque ouvindo Caroline falando pela primeira vez, mas saí de meu transa assim que ouvi um grito de dor de Bella que estava quase queimando. Corri para a porta e pousei Caroline no chão delicadamente que continuava gritando por Bella a plenos pulmões, falando algumas palavras errado. Afinal havia ficado muitos anos sem falar. Corri até Bella tropeçando, segurando minha ferida, que estava escorrendo muito sangue. Consegui cortar as cordas das mãos de Bella que estava inconsciente provavelmente pelo excesso de dióxido de carbono. A puxei contra meu corpo e nos arrastei para fora da cabana caindo inconsciente sobre a grama já escutando as sirenes da policia e ambulâncias, me deixando levar pela escuridão.

Notas finais
E aí o que acharam ? :D #FIC COM 500 FANTASMAS É INADMISSIVEL!# Acho muito falta de respeito gente :-( Serioooo Pleees não fiquem no escuro... Quero muito conhecer vocês :D O que acharam gente? *---* Espero que tenham gostado :) bjs e até ao próximo :D