Notas iniciais
Hey amores. Sei que demorei, mas bom aqui estou eu com o PENULTIMO CAPITULO :'( Até já me dói o coração só de pensar que estou quase a terminar esta fanfic. Bom, sei que estão ansiosas então, falamos lá em baixo.

Pov Dereck.

Merda! Aquele viado almofadinha ferrou com tudo! Senti mais uma pontada de dor em minha cabeça. Foda-se. Aquele imbecil quase me fez ser pego. Consegui me arrastar até à moita mais próxima assim que acordei e escutei a sirene dos carros da policia.

Edward Cullen, aquele maldito filho da puta estava querendo dar uma de herói e acabou ferrando com os meus planos. Merda! Aquela bastarda ainda estava viva. Eu deveria ter matado aquela peste assim que a raptei. Mas eu queria ver a dor estampada naqueles malditos olhos que eram tão parecidos com os da mãe.

–Foda-se Elizebeth! Até no inferno, você continua mexendo comigo sua puta! – gargalhei dolorosamente. Aquela vagabunda, havia sido a minha desgraça. Nunca podia ter permitido que ela entrasse na minha vida! Ela fazia coisas estranhas com o meu corpo! Se passaram 4 anos desde a sua morte e ela continua povoando meus sonhos. Não conseguia nem foder uma puta sem ver aqueles olhos… E o resultado era sempre o mesmo… Assim que atingia o orgasmo era o nome dela que eu gritava, eram os olhos dela que eu enxergava. Mas nunca era ela que acabava morrendo de novo. Quantas mulheres eu já havia matado imaginando que era Lizzy?

Mas isso agora não importava. Aquela bruxa só podia ter lançado algum feitiço sobre mim. E só haveria um jeito de me libertar para sempre daquilo. Aquela bastarda precisava de morrer. Afinal, o sangue de Lizzy corria nas veias da bela Caroline.

Ainda ponderei esperar mais alguns anos… Afinal a bastarda era muito parecida com a mãe.. Ah, as possibilidades…

Mas eu estava sem tempo. A policia estava no meu pé, e Tom teve sua licença revogada e já não podia exercer como advogado. Aquele inútil!

Tropecei até à casa de Tom, o único lugar onde poderia me esconder e repousar. Merda de dor de cabeça! Precisava de dormir por algumas horas…

Arrombei a porta dos fundos e entrei pela cozinha fedorenta. O cheiro a podridão estava bem presente ali. Caminhei pela casa procurando algum sinal de vida, quando tropecei num Tom deitado no tapete da sala vestindo apenas um par de bóxeres.

–Dereck? O que… O que está fazendo aqui? – Tom parecia um pouco desorientado. Olhei ao redor e detectei várias garrafas de whisky vazias. Aquele inútil.

–Tom, tom… O que eu falei sobre você bebendo seu imbecil? Eu precisava de você para limpar minha ficha criminal seu babaca inútul!

–O quê? — Tom parecia genuinamente confuso. Aquele imbecil inútil.

–Você foi expulso da ordem dos advogados seu imprestável! – Tom apenas sorriu e gargalhou que nem um retardado. -Afinal das contas onde você arrumou dinheiro para este Whisky todo?- Tom apenas gargalhou dando um novo gole na bebida. Senti mais uma pontada de dor de cabeça e gemi em frustração. Tom estava visivelmente bêbado e eu não perderia o meu tempo com aquele inútil. Me levantei e me dirigi até às escadas me preparando para ir dormir em alguns dos quartos.

–Tiffany. Ela ameaçou a riquinha da Swan. – gelei a meio do caminho e voltei para junto de Tom.

–O quê?

– Parece que a filhinha não quis dar o dinheiro para ela. A tal Isabella Swan é osso duro de roer… Mas a mamãe dela, Renée Swan não hesitou em pagar 20 mil dólares para não pedirmos a guarda daquela sua filhinha gostosa… — não deixei tom terminar aquela frase e o chutei nas bolas.

–ELA NÃO É MINHA FILHA! – tom gemeu de dor se encolhendo de dor. Aquele idiota estava completamente anestesiado pelo álcool pois continuou rindo que nem um retardado.

–Porque continua negando isso? É obvio que ela é sua filha com aquela putinha. Ela é a sua cara e… — eu estava vendo tudo vermelho. A raiva e o ódio estavam percorrendo cada gota de sangue em minhas veias. Peguei em uma das enumeras garrafas de Wiskhy vazias e a quebrei contra a borda do móvel da televisão. Em um segundo Tom estava rindo que nem o retardado que era e em outro eu estava cravando a garrafa quebrado em sua garganta. Segurei fortemente o gargalo da garrafa apreciando o sangue de Tom espirrando em todas as direções. Foi com prazer que eu calei a boca daquele imbecil para sempre. Eu vi a vida deixar os olhos de meu adorado irmão. Assim que Tom morreu, joguei a minha arma improvisada coberta de sangue para longe.

Escutei um barulho vindo do piso de cima e agucei cada um de meus sentidos. Eu não estava sozinho ali e logo me alertei. Caminhei vagarosamente de volta até à cozinha e peguei uma enorme faca de cortar carne. Subi as escadas vagarosamente tentando não fazer barulho, fazendo um esforço impressionante para não gemer com a pontada de dor que senti na minha cabeça. Maldito Cullen… Ele iria pagar bem caro por aquilo. Apertei fortemente o cabo da faca em minhas mãos que ainda estavam meio pegajosas pelo sangue de meu irmãozinho.

–Sim… Ele está aqui… Por favor venham logo ele… — maldita vagabunda! Me apressei em entrar no quarto onde Tiffany estava falando com a policia. Assim que me viu, a maldita vagabunda deixou cair o celular e empalideceu. Podia sentir o cheiro do medo no ar. Medo talvez nem fosse a forma mais correta de descrever o que Tiffany estava sentindo. Ela estava apavora, completamente em choque. Seu olhos azuis sempre brilhantes e matreiros estavam completamente arregalados e assombrados. Também como poderiam não estar? Afinal ela estava perante um anjo da morte. Seria eu a ceifar aquela vida medíocre.

–Dereck… Por favor… Não me machuque. A policia vem a caminho, e você não iria ganhar nada com a minha morte. – sorri com escárnio. Mulher estupida.

–Eu sei Tiffany. Mas me fale… O que eu tenho a perder? – Tiffany ofegou e um grito sufocado ecoou pelo quarto. A loira olhou ao redor tentando achar uma saída e fixou a janela. Como um leão faminto me joguei para cima da loira que surpreendentemente se jogou pela janela antes que eu a conseguisse alcançar.

Olhei pela janela e vi que a idota estava caída no jardim com as pernas em um angulo estranho. Maldita… Ela não era tão idiota assim. Ela havia estragado a minha diversão. Mas não a posso sensurar. Entre morrer pela minhas mãos ou por uma queda, a queda seria a menos dolorosa. Parabéns Tiffany, realmente me surpreendeu. Desci as escadas até à porta da entrada. A policia demoraria um pouco a chegar e eu teria tempo suficiente de a enterrar num dos dois buracos que eu havia já deixado prontos no jardim. Não era a ela nem a tom que eles se destinavam mas sim para a Swan e para a bastardinha. Mas bom, tendo em conta as circunstâncias, teria de servir. Arrastei a vagabunda pelos cabelos louros e a joguei para dentro do primeiro buraco. Ela ainda respirava, e afinal se jogar pela janela, talvez não tenha sido a melhor opção. Comecei a cavar terra sobre ela com uma pá. Enterrada viva. Hum, interessante. Era a primeira vez que enterrava alguém vivo. Não pude ficar ali a deleitar o momento por muito tempo e logo tratei de enterrar o corpo de Tom no segundo buraco que estava destinado à bastarda.

Assim que terminei o meu trabalho fui até à cozinha comer um sanduiche de frango. Precisava de repor as minhas energias e pensar rapidamente em um bom plano antes que a policia chegasse. Olhei para o relógio e já eram quase 6 horas. Logo estaria amanhecendo e eu precisava de sair daqui. Peguei numa mochila, um gorro e uma camiseta limpa.

Não passaria despercebido se andasse por aí com uma camisa coberta de sangue. Saí rapidamente da casa dos Denali e saltei o pequeno muro de jardim. Corri o mais rápido possível pelas ruas ainda pouco iluminadas pelo nascer do sol.

Eu não sei ao certo explicar o que aconteceu. Em um momento estava a correr pelas ruas e em outro estava no chão sentindo todo o meu corpo estremecer completamente paralisado. O que estava acontecendo. Tentei me mover mas uma estranha corrente elétrica percorria cada célula de meu corpo. Senti uma dor intensa o que só estava piorando a dor que ainda sentia no lugar onde o Cullen me havia batido.

–Olha, olha o que apanhámos Jeff. – quem eram aqueles caras? Fui fortemente chutado na minha barriga e senti meu corpo se contorcer.

–Este babaca matou o Johny! E ainda tentou matar Bella e Caroline! – o homem mais alto falou com raiva e senti uma nova onda de choque percorrer todo o meu corpo.

–Foi mesmo este imbecil que matou o Johny?! Seth, por favor… Me passe o taser. Também quero dar um choque nas bolas deste imbecil. –merda! Eram os malditos guarda costas da Swan. Aqueles idiotas vinham tentando me rastrear há um bom tempo. Tentei me mover para me defender mas não estava conseguindo mover o meu corpo.

–Calma Jeff. Não o podemos deixar aqui. Vamos dar um passeiozinho com ele. – não consegui gritar com aqueles babacas. Fui amordaçado e minha cabeça foi coberta com um saco escuro.

Não estava sentindo nada. Não estava conseguindo me mover e o desespero estava tomando conta de mim. Senti uma forte pancada em minha cabeça e tudo ficou escuro.

(…)

–Não vou perguntar mais nenhuma vez! PORQUE TENTOU MATAR ISABELLA SWAN?! – o tal Seth gritou comigo de novo, mas não respondi. Mais uma vez minha cabeça foi mergulhada num grande balde de água e senti o ar me faltar. Tentava me debater aflito por ar quando fui novamente retirado. Respirei sofregamente o tal Jeff me socou novamente. Eu estava sendo torturado há várias horas por aqueles babacas.

Quando eu saísse daqui eu iria mata-los! Quebrar cada osso daqueles corpos!

– PORQUE TENTOU MATAR ISABELLA SWAN? – levei mais um soco na cara e a cadeira em que estava amarrada tombou para o lado. O tal Jeff colocou uma toalha em minha boca e jogou água na minha cara me fazendo estremecer e me contorcer.

A toalha foi retirada da minha boca e tentei respirar desesperadamente.

–PORQUE TENTOU MATAR ISABELLA SWAN?!

–PORQUE ELA ME LEMBRAVA A PUTA DA MÃE DA BASTARDA! – confessei aquilo apenas querendo acabar com aquela tortura. Eu era forte, mas eu estava atingindo o meu limite. Minha cabeça estava latejando e todo o meu corpo estava dolorido. Antes que pudesse me recompor fui novamente socado e chutado. Sorri com escárnio quando a cadeira em que eu estava amarrado foi erguida de novo e cuspi sangue na cara do idiota que me socou logo em seguida. Gargalhei de novo e de novo.

–DAQUI VOCÊ IRÁ DIRETO PARA A PRISÃO SEU ASSASSINO! SERÁ CASTIGADO POR TODOS OS SEUS CRIMES! – Seth gritou furioso e apenas sorri. Oh, sim eu era um assassino.

–Sim, sim. Eu sou um assassino. Mas como Hideraldo Montenegro certa vez falou. “Há certas vítimas que são mais culpadas pelo crime do que os assassinos.” Eu apenas fiz justiça! EU MATEI AQUELA PUTA! E EU A MATARIA DE NOVO E DE NOVO E DE NOVO! – não consegui falar mais nada pois fui novamente socado e jogado no chão.

–Você é doente! Completamente doente! – consegui escutar a sirene da policia e cuspi sangue novamente. Era o fim. Não teria como eu fugir dali.

Não tardou muito e a policia chegou ao local. Fui algemado e arrastado até ao carro de patrulha. Eu não conseguira me debater por muito que esse fosse o meu desejo. Eu não estava sentindo nada.

Meus pés também foram algemados e fui jogado para dentro de uma carrinha blindada. Até estava me sentindo lisonjeado. Tanto aparato para me prenderem. Antes das portas do carro serem fechadas o guarda-costas da Swan deteve o agente e me olhou com escárnio.

– Sabe, Gandi também falou certa vez que “em toda a história a verdade e o amor sempre venceram. Houve tiranos e assassinos e por um tempo eles pareceram invencíveis, mas no final eles sempre caem. Pense nisso, sempre!”

E aí está você, caído e vencido. Espero que apodreça na cadeia. – as portas da carrinha foram fechadas me deixando com aquelas palavras na minha mente, que marcavam o fim da minha liberdade. Sim, porque uma vez que fosse julgado, nunca mais veria a luz do dia sem ser aos quadradinhos.

Pov Bella.

Era como se o meu corpo estivesse flutuando na mais profunda escuridão… Por muito incrível que pareça, eu estava me sentindo em paz. Depois de tanto tempo vivendo na mágoa, raiva e com um avassalador desejo de vingança, o escuro e vazio estava sendo bastante atrativo.

–Mam-a Bel vai acoda logo? – senti meu coração disparar com o sonzinho daquela voz doce, meio confusa mas ainda assim calma e desconhecida aos meus ouvidos.

–Eu não sei Caroline. Pode ser hoje, amanhã, ou daqui a mais algum tempo. –aquela parecia ser Rosalie… O que raios estava acontecendo?

–Mãm…mãe Bel não vai domir pa semp que nem mina mã?! – a voizinha agora parecia preocupada decorada com soluços sofridos. Não conseguia perceber muito bem o que a voizinha doce estava falando já que parecia muito enrolada.

Tentei achar o caminho de volta para o meu corpo. Eu precisava de voltar, eu precisava de perceber o que estava a acontecer. Caroline precisava de mim, e Edward… Meu Deus. Tentei me debater com as correntes invisíveis que estavam me prendendo ao nada. Nada… Apenas o vazio escuro. A única coisa da qual eu estava ciente eram aquelas duas vozes que ainda assim pareciam estar cada vez mais longe e inaudíveis.

Talvez eu devesse simplesmente parar de lutar por algum tempo e simplesmente descansar, eu estava exausta.

Não sei quanto tempo se passou enquanto ficava naquele transe de inconsciência e total impotência. Não havia nenhuma voz, nenhum sinal que pudesse me guiar para fora daquele poço escuro. Afinal qual era o meu problema? Que motivos tinha para querer acordar e voltar? A vida era dolorosa demais, cansativa demais… Eu apenas sabia machucar as pessoas ao meu redor. Ninguém iria sentir a minha falta mesmo... Ah que porra, estou deprimindo… Mas que merda. Milhares de pensamentos estavam inundando minha mente adormecida.

Caroline precisava de mim! Alice e Rosalie precisavam de mim… E eu precisava delas… E Edward… Bom, incrivelmente acho que Edward também precisava de mim. Eu já não odiava a minha vida.

Eu não queria nem poderia morrer. Minha família e meus amigos precisavam de mim, tanto quanto eu preciso deles. Por muitos anos me senti uma inútil, por toda a minha adolescência deixei aqueles malditos bullys me fazerem acreditar que eu não era boa o suficiente, que eu não era e nem nunca seria amada… Sim, eu já desejei morrer mais do que tudo. Eu não me amava… Eu não me achava merecedora da vida.

Mas hoje eu quero viver! Eu quero ficar! Eu estou rodeada de pessoas que amo e que me amam. E mais importante que tudo… Eu havia aprendido a me amar. Eu me amava, e eu iria lutar pela minha vida.

–Bella? Eu sei que tudo o que fiz nunca foi o certo… Mas nós estávamos a dar certo… — senti meu coração disparar com aquela voz grossa. Edward… Ele estava aqui…

–Caroline está esperando você. Por favor não demore muito sim? Estamos todos esperando você acordar. Por favor Bella… Já se passaram duas semanas… — duas semanas? Eu estava dormindo há duas semanas? Merda. Eu não era idiota. Não era bom sinal estar tanto tempo em coma… Mas eu estava escutando todos. Eu tinha noção do que vinha acontecendo ao meu redor. Isso devia ser um bom sinal né?

Senti um formigamento em minha mão e em seguida em meus lábios. Me senti quente ao sentir os lábios de Edward ali.

Agora seria o momento perfeito para despertar do meu sono profundo. Seria digno de um conto de fadas daqueles ao estilo de Branca de neve que acorda do seu sono profundo com o beijo do príncipe. Mas eu não era uma princesa e muito menos estava vivendo um conto de fadas. Mas pouco aquilo me importava. Eu estava em paz, minha família estava em segurança…

Não sei quanto tempo passou. Apenas sei que mergulhei de novo no escuro e me senti incrivelmente feliz ao escutar a vozinha doce de Caroline.

Caroline vinha muitas vezes me visitar e eu estava consciente que ela estava feliz. Não conseguia nem descrever a emoção que sentia sempre que minha filha me chamava de “mamãe”, e escutar a sua evolução fonética a cada dia me surpreendia. Caroline havia ficado anos sem falar, e com toda a certeza ela estava sendo acompanhada por alguma médico para a ajudar a falar corretamente.

–Mamãe Bella. Eu sonei com a mamã Lizzy de nov. Mamã Lizzy fal que me ama e que podo camar você de mamã também. – apesar de ainda sentir dificuldade com algumas palavras Caroline estava indo muito bem. E eu amava ouvir suas conversas. Até aqui nunca podia saber com toda a certeza o que ia na cabeça da minha menininha, mas com o passar do tempo e com as conversas que ela vinha tendo comigo, me sentia mais próxima dela.

–Mamãe.... Quand vai acodar? Eu e papai Ed precisms de você – senti meu coração disparar e todo o meu corpo se contorcer. Como é que é? Pap…Papai Ed?

–Caroline?! O que houve?

–Eu nã sei papai. Eu só tava faland co mamãe e a maqina apitou. – Caroline estava com uma voz sofrida e senti meu coração disparar novamente. Edward gritou por uma enfermeira e logo consegui destinguir várias vozes entrando no quarto.

–PARAGEM CARDIACA. – senti um choque em todo o meu corpo e me senti anestesiar. Eu estava sendo puxada pelo escuro e não sabia ao certo em que direção me deixar levar.

–Bella? – senti uma luz no fundo do poço escuro em que me encontrava.

–Pai?

–Bella. O que você está fazendo filha? – A voz de Charlie parecia bem aborrecida.

–Hã… Dormindo eu acho..

–Não, Bella. Você está desistindo. Porque está desistindo? – o quê? Eu não estava desistindo! E espera lá… Eu estava tendo algum tipo de sonho estranho já que Charlie estava morto…

–Eu não estou! Eu não estou desistindo!

–Sim você está. Bella, porque está com tanto medo de acordar? Porque a felicidade a assusta tanto? Filha, você não precisa de ter medo da felicidade. Você agora tem uma filha, tem um homem que a ama, tem amigos incríveis e mais do que tudo, agora você tem uma família.

–Eu não sei. Eu tenho medo de acordar e tudo não passar de uma mentira… tenho medo de tudo não passar apenas de uma ilusão… Eu nem sei se algum dia conheci a felicidade plena. Sempre existiu o ódio e o desejo de vingança dentro de mim. Nunca consegui ser completamente feliz pai. E agora… Agora que tudo parece tão fácil, agora que tudo parece fácil demais e está ali de bandeja me esperando… Parece mentira sabe? Parece que eu não mereço… — Charlie rugiu irritado e eu conseguia sentir o quanto ele estava irritado comigo.

–Se não nos perdoarmos por nossos erros, e aos outros pelos sofrimentos que nos infligiram, terminamos debilitados pela culpa. Bella, sua alma não consegue crescer sob um cobertor de culpa. A culpa é isoladora e devastadora. Você foi crescendo ao longo dos anos. Aprendeu a amar e se deixar ser amada. Aprendeu a perdoar e se permitiu ser perdoada. Agora acabou filha. Chega de incertezas, mágosas, duvidas e dor. Se permita viver. Se permita ser feliz e tente esquecer o passado. Tente esquecer as memórias tristes e se concentre em criar memórias felizes. – se eu não estivesse chorando e estivesse sentindo meu corpo eu certamente estaria chorando. Charlie estava certo. Eu precisava de deixar o passado. Eu não podia ter medo do futuro.

–Eu sinto a sua falta papai. Apesar de termos tido pouco tempo juntos, eu amo muito você.

–Eu também amo você filha. Agora volte para a sua família e se permita viver. Seja feliz.

E foi assim que deixei de ter medo. Eu iria viver. Eu iria me permitir ser feliz. Porque agora eu não só havia aprendido a me amar e a perdoar. Mais importante que isso, eu já não tinha medo do amor e do perdão. Agora eu iria viver de verdade.

E foi assim que eu encontrei o caminho de volta para o meu corpo e renasci, acordando pronta para viver uma vida cheia de felicidade e amor.

Notas finais
PROXIMO CAPITULO SERÁ O ULTIMO :'( E DEPOIS SÓ TEREMOS MAIS O EPILOGO E FIM :'( Bom, mas e aí o que acharam? Me digam o que acharam e fantasmas aparecam nem que seja apenas agora nesta fase final. Eu demorei por conta da faculdade e falta de inspiração. Mas agora estou OFICILMENTE DE FÉRIAS! Entãoooo comentem muito, recomendem se acharem que a fic merece e logo logo eu volto com o ultimo capitulo :( Beijos