A Vingança De Uma Nerd

31 Só precisamos de amor.


Notas iniciais
Bom, e assim chegámos ao fim... Quero agradecer as meninas que recomendaram a fic no capitulo anterior, muito obrigada ->Millachan ->Isabella Montgomey ->July Cullen. Amei cada uma de suas recomendações. Bom, eu estou meio sentimental por este ser teoricamente o ultimo capitulo, apesar de que ainda vai ter Epilogo e pelo menos 3 bónus,... Então, eu pensei em escrever tantas coisas aqui que acho que assim que a maioria olhasse para o tamanho das notas iniciais iria apenas rodar para baixo e começar a ler o capitulo... Seja como for, eu quero agradecer a todas as leitoras que se mantiveram comigo desde inicio, e às leitoras que foram aparecendo e até mesmo aos fantasminhas que em ocasiões especiais resolviam dar o ar da suas graças. A vingança de uma Nerd nunca será apenas uma fanfic para mim. Esta fanfic trouxe pessoas incríveis à minha vida e me proporcionou muitas alegrias ao longo destes quase 2 anos. Mas acho que vou deixar as lamechices para o Epilogo não acham? É... Acho que sim... Espero que gostem e, LEIAM AS NOTAS FINAIS ANTES DE ME XINGAREM :P :D

3 Semanas depois

No momento que saí do Hospital de Forks segurando a mãozinha de Caroline, senti que se havia finalmente proporcionado a oportunidade de ser verdadeiramente feliz. Já não estava sentindo aquele enorme peso nas minhas costas. Já não havia nenhum ódio, rancor ou desejo de vingança. Apenas, paz e um enorme desejo de recomeçar. Mas, ainda tinha algumas pontas soltas que teriam de ser concertadas…

Seth estava nos esperando à porta do hospital e dirigiu a van blindada até à mansão, me contou todos os pormenores da detenção de Dereck Denalie que estava sob custódia do FBI uma vez que para além de todos os homicídios em que estava envolvido, existiam provas de ser o cabecilha de uma rede de tráfico humano e de manter contacto com a máfia Russa.

A única coisa que queria agora, era que aquele monstro fosse condenado à morte, era o mais justo possivel. E era por isso mesmo que eu estava aqui no tribunal de Seattle aguardando a sentença de Dereck.

O Juiz entrou e Seth, alguns policiais e ex-prostitutas tiveram de depor. Me limitei a apertar a mão de Edward que estava tão ou mais tenso que eu. Escutar todas as coisas horríveis que Dereck havia feito passava para lá da crueldade…

Depois de ser liberada do Hospital, eu e Edward tivemos uma conversa intensa em relação aos nossos sentimentos e decidimos que merecíamos um recomeço no nosso namoro. Iriamos recomeçar, sem mentiras e sem segredos. Iriamos ser apenas Bella e Edward, pais de Caroline…

Caroline havia enxergado em Edward uma figura paterna. Não sei ao certo como isso aconteceu sem eu perceber, apenas sei que mesmo que eu e Edward não dessemos certo, não haveria como separar aqueles dois. Caroline chamava Edward de “papai” e eu não poderia me importar menos. Edward parecia amar a minha… quer dizer… a nossa filha, e não precisava de mais nada senão aquilo.

–Os jurados já deliberaram a sentença do senhor Denali. –o juiz pegou o envelope que tinha a sentença do júri. O homem abriu o envelope e analisou cuidadosamente o documento. Dereck estava algemado vestindo um macacão laranja da prisão e um policial o ergueu pelo braço para escutar a sentença.

–Dereck Thomas Denali, os jurados o consideraram culpado pelo Homicídio de Stefan Knight, Robert Steel, Tom e Tiffany Denali, Thomas Doil, Peter Thompson, Johny Bennet e Elizebeth Conner. O condenando assim a 30 anos de prisão. – senti meu sangue gelar assim que escutei o nome da mãe biológica de Caroline.

–Foi ainda condenado a mais 10 anos, pelos crimes, tráfico humano, tráfico de drogas, posse de arma ilegal e estupro.

–E por fim, foi condenado a mais 3 anos de prisão por tentativa de homicídio de Isabella Swan e Edward Cullen. – o juiz tentou esconder a sua evidente cara de nojo perante Dereck que apenas sorria presunçoso como se estivesse apenas sendo repreendido por roubar algum doce.

–Dereck Denalie, será envidado para a Prisão De Máxima Segurança ADX Florence no Colorado. Irá cumprir 45 anos de prisão sujeito a redução de pena no caso de mau comportamento. Após o cumprimento da pena será executado por injeção letal. – o sorriso de Dereck sumiu no momento que percebeu que havia sido condenado à morte.

–VOCÊS NÃO PODEM FAZER ISSO COMIGO! – Dereck tentou socar o policial mas estava com os pés e mãos algemadas o que o impossibilitava de se mover muito.

–Está terminada a audiência. – o juiz bateu o martelo de madeira e se retirou da sala de audiências. Edward me abraçou fortemente.

–Acabou… Agora vai ficar tudo bem…- fixei meus olhos nas esmeraldas verdes de Edward e não tinha como não acreditar em suas palavras. Tudo iria ficar bem. Nós iriamos ficar bem…

–Sim, nós vamos. – Edward juntou seus lábios aos meus em um beijo apaixonado que me deixou instantaneamente calma. Estar assim, nos braços de Edward estava se tornando algo tão natural e reconfortante. Já não existiam mentiras nem segredos entre nós, agora estávamos vivendo um dia de cada vez. Edward entrelaçou nossos dedos me guiando para fora do tribunal até o seu volvo.

–Vamos para casa? – Edward abriu a porta de carona para mim e caminhou até ao lugar de motorista.

–Não. Preciso de parar no Hospital primeiro. – Edward apenas assentiu e dirigiu até ao Hospital. Peguei meu celular e enviei uma sms a Esme perguntando por Caroline. Ser mãe apesar de tão jovem, não estava sendo nada estranho. Eu amava Caroline e este amor só crescia a cada dia. Caroline estava se recuperando com a ajuda de uma psicóloga e fonóloga que ajudava Caroline na terapia da fala e a recuperar o total controlo sobre a sua voz e dicção.

Assim que Edward estacionou o volvo na frente do Hospital me preparei para sair, mas fui detida por sua mão quente.

–Bella… Você tem a certeza que quer fazer isto, sozinha?

–Sim. Eu preciso de fazer isto, sozinha. – Edward apenas assentiu mas não sem antes me puxar para um beijo. Beijar Edward estava se tornando um vício. E bom, eu não estava reclamando. As borboletas em meu estômago estavam se intensificando assim como a corrente elétrica que estava percorrendo cada milímetro de meu corpo. Mordisquei suavemente o lábio inferior de Edward e me afastei suavemente.

–Eu te amo. – Edward murmurou afagando minha bochecha. Meu coração bobo disparou gostosamente com aquelas palavras. Apesar de tudo, eu ainda não havia falado para Edward que o amava. Eu estava certa que o amava, mas ainda não senti que havia chegado o momento.

–Eu sei. – sorri suavemente e beijei os lábios de Edward. Edward não exigia que eu falasse “as palavras”, ele sabia que eu precisava de tempo para assimilar tudo.

–Volto logo…- Edward sorriu e me deu mais um selinho antes de me deixar sair do carro.

Fechei a porta do volvo, ajeitando minha blusa e caminhei para dentro do hospital até ao departamento de neurologia.

Pedi para uma enfermeira chamar o Doutor Salvatore e fui guiada até um pequeno consultório, onde Damon me recebeu gentilmente.

–Senhorita Swan, por favor se sente. – Damon me cumprimentou e apontou para uma pequena cadeira e logo me sentei.

–Boa tarde Doutor Salvatore. – Damon revirou os olhos.

–Pode me chamar de Damon, já falámos sobre isso. – assenti nervosamente torcendo meus dedos.

–Só se me chamar de Bella.- Damon sorriu suavemente, mas ainda assim as suas profundas olheiras estavam bem destacadas por baixo daqueles incríveis olhos azuis.

–Bom, o que a traz aqui? – Damon me encarou com um olhar que me pareceu uma tentativa frustrada de parecer profissional.

–Eu queria saber como está Tanya… — Damon apenas assentiu pegando o prontuário. Damon não parecia muito satisfeito e posso jurar que vi até tristeza em seus olhos.

–A senhorita Tanya… Bom, já fizemos várias sessões de quimioterapia, mas não está surtindo o efeito pretendido. O tumor em seu cérebro não está a diminuir e uma cirurgia não serviria de nada. – a tristeza na voz de Damon era mais do que evidente, e confesso que apesar de tudo não conseguia não sentir pena de Tanya.

–Então… O que estão fazendo agora?

–Nada. Tivemos de suspender a quimioterapia por alguns dias. Estamos testando um novo remédio, mas pode demorar algumas semanas até obtermos alguns resultados.

–Damon. Você acha que Tanya vai sobreviver? – Damon passou a mão direita na nuca suspirando suavemente.

–As chances de sobrevivência neste momento são de 5%. E Tanya… Bom, ela está em fase terminal. O Tumor vem afetando várias partes do cérebro. Por vezes ela se esquece de quem é… Outras vezes simplesmente fica fitando o vazio, ou grita em pânico achando que está sendo estrupada. As alucinações também são muito frequentes nesta fase… – me senti ofegar e me levantei. Não entendia porque motivo aquilo estava me afetando tanto. Depois de todo mal que Tanya me fez…

–Isabella… Quando Tanya está lucida…Ela vem falando muito comigo ultimamente. E bom, ela me contou a história dela e consequentemente a sua… — me virei e fixei meus olhos nos do doutor que me analisava cuidadosamente.

–Nada disso importa. É passado… — me dirigi para fora da sala mas fui detida por Damon que tocou suavemente meu ombro.

–Eu só queria que você soubesse que eu a admiro muito pelo que está a fazer. Os tratamentos são muito caros… – dei de ombros sabendo perfeitamente ao que o doutor estava se referindo.

– Tanya não precisa de saber disso. – Damon assentiu sorrindo suavemente.

–Acredite em mim. Ela sabe… — ignorei o médico e saí do consultório.

Tanya não tinha família, não tinha dinheiro, não tinha nada… Não teria como pagar os tratamentos, e por esse motivo eu estava bancando tudo. Não que eu devesse alguma coisa a Tanya, mas ela me ajudou com Dereck…

Tentei ignorar aqueles pensamentos idiotas e fui até ao quarto de Tanya. Eu só queria virar definitivamente aquela página da minha vida.

Assim que entrei no quarto senti um arrepio percorrer minha coluna. Tanya, estava deitada com um lenço cobrindo sua cabeça agora sem cabelo. A garota sempre presunçosa, sensual, egoísta e vaidosa que eu conheci já não existia. Aquela não era a Tanya que eu conhecia. Seus olhos azuis espelhavam tristeza e dor. Eu podia enxergar aquela alma quebrada que tentou sorrir fracamente. Me aproximei do leito de Tanya tentando não demonstrar o meu choque ao perceber suas enormes olheiras e seu rosto completamente pálido.

–Oi… — murmurei meio sem jeito sem saber ao certo se Tanya estava ou não lucida uma vez que ela poderia estar tendo alguma crise como Damon havia falado.

–Oi… Você voltou… — Tanya sorriu suavemente e me senti desarmar completamente.

–É… Eu precisava de falar com você. – Tanya assentiu fracamente apenas me analisando com seus olhos fracos. Eu não sabia ao certo por onde começar… Tanya não sabia da morte de Tiffany e de Tom. E sinceramente eu não iria lhe falar sobre isso. Eles não a visitavam de qualquer jeito, e Tanya tão pouco os queria aqui.

–Bom, Dereck foi condenado. Ficará preso por 45 anos e depois será executado com injeção letal... – Tanya não exprimiu qualquer sentimento, apenas suspirou dolorosamente.

–Fico feliz. Pelo menos agora se fez justiça. – e nosso assunto de conversa havia morrido de novo.

–Como está se sentindo? – Tanya deu de ombros, mas sinceramente temi que ela fosse se quebrar com aquele simples gesto.

–Estou morrendo Isabella. – Tanya parecia assustadoramente segura daquilo, e eu sinceramente não sabia se devia ou não negar aquilo.

–Os médicos estão testando um novo remédio…

–Isabella… Eu não posso anular o passado. E sinceramente eu não iria adiantar nada em querer mudar isso. Eu fiz você e muitas outras pessoas sofrerem para aplacar a minha dor… Mas sabe, nos últimos meses venho pensando muito na vida... E na verdade, também venho pensando no fim… — me mantive inerte apenas escutando as palavras de Tanya.

–Eu não sei se você acredita em Deus, ou algo do tipo… Mas quando eu era criança, e fui estrupada pela primeira vez… Me senti perdida. Eu não tinha para onde correr, não tinha com quem falar. Então, eu resolvi falar com Deus. Eu pedia para que ele me ajudasse a sair daquele inferno. Eu rezava por longas semanas, para que ele viesse me salvar. Mas ele nunca veio… Continuei rezando até que desisti. Ele não viria me ajudar, então eu não teria mais motivos para acreditar. Mas havia algo que me chocava…Apesar de todas as desgraças no mundo, apesar da dor e do sofrimento, as pessoas continuam acreditando que Deus existe de verdade. Continuam procurando por algo… Me convenci que as pessoas apenas tinham medo de morrer e precisavam de ter algo em que acreditar. Mas eu estava errada…O que as pessoas no fundo procuram não é um motivo, não é uma razão nem explicação plausível. O que as pessoas procuram é o amor. Amor, algo que nunca me foi realmente concedido. Talvez eu não fosse merecedora disso, talvez eu tivesse feito algo de errado…

Eu nunca tive ninguém que me apresentasse ao amor… Acho que nunca ninguém me amou de verdade… — Tanya se perdeu em seus pensamentos e eu sinceramente não sabia se ela ainda estava ali comigo, em seu estado lucido uma vez que eu não estava entendendo metade dos seus pensamentos desconexos.

–Isabella. Eu nunca tinha parado para enxergar o amor. Mas, quando você arriscou sua vida, para salvar a minha prima… Quando você a acolheu em sua vida apesar de todas as consequências que viriam junto com ela… Eu não sabia como classificar isso. Mas agora eu entendo. Isso é o tal de amor. Você a ama… — assenti concordando com Tanya, sem saber ao certo onde ela queria chegar com aquela conversa.

–Isabella… Eu acredito que a minha vida teve um propósito. A única coisa que vem me consolando nas últimas semanas, é acreditar que a dor que eu provoquei em você a tornou na mulher que você é hoje. Eu só quero acreditar na besteira que falam de que “toda a ação tem uma reação”. Quero acreditar no Karma, quero acreditar no destino, eu só preciso de acreditar em alguma coisa. Eu só preciso de achar alguma coisa que justifique o que fiz. Eu preciso de um motivo para me perdoar. – Tanya estava a ficar visivelmente nervosa e desconfortável. As lágrimas começaram a escorrer por seu rosto e ela estava ofegando dolorosamente.

–Nunca ninguém me amou. Eu só quero me amar. Eu quero me perdoar… Eu só … — segurei a mão pálida de Tanya a querendo acalmar.

–Eu te perdoou. – as pupilas de Tanya dilataram e ela tentou acalmar sua respiração visivelmente ofegante. Não sei ao certo o que eu estava enxergando nos olhos de Tanya, mas logo seus olhos estavam banhados de lágrimas. Tanya apertou minha mão enquanto chorava dolorosamente.

–Obrigada… Eu sei que não mereço. Mas… Obrigada. – apenas apertei a mão pálida de Tanya me sentindo em paz comigo mesma. Perdoar Tanya era o final de mais uma etapa em minha vida. Eu não queria nem poderia viver para sempre com aquele peso, nas costas. Iria deixar o passado para trás das costas e seguir em frente.

–Isabella… Eu… Sei que não tenho o direito de pedir nada… Mas… Eu não quero morrer sozinha. Quando eu morrer… Eu queria muito que você fosse ao meu funeral. – o quê? Tentei me afastar de Tanya sentindo que ela já não devia estar muito lucida, mas sua mão era uma pequena prisão que não afrouxava o aperto forte de jeito nenhum.

–Por favor. Eu sei que estou pedindo uma mentira… Mas… Eu só quero que no final, tentar sentir nem que seja uma pequena amostra do que é o amor. Por favor… — não consegui ver outra opção, senão concordar com Tanya. Eu não precisava de fazer aquilo. Não precisava de me sujeitar aquilo… Fosse como fosse, Tanya era a única família biológica de Caroline e eu não queria que minha filha me julgasse mais tarde de a ter privado de alguma coisa.

–Tanya, amara alguém não é só falar “eu te amo”, mas sim demonstrar isso sem precisar de palavras. Eu acho que você está sendo amada e nem percebeu. – Tanya petrificou com as minhas palavras e eu só esperava que ela percebesse que eu estava me referindo ao doutor Damon, que estava claramente apaixonado e sofrendo por Tanya.

–Mesmo que eu não fosse ao seu funeral, você teria lá alguém… — Tanya não se moveu apenas fixando o vazio.

–Olhe… Eu agora tenho de ir. Eu lhe desejo as melhoras Tanya… — Tanya já não me apertava e consegui soltar minha mão. Me despedi silenciosamente caminhando para fora do quarto.

–Bella! Obrigada de novo… Por tudo… — Tanya sorriu fracamente e me limitei a assentir e sair dali, virando mais uma página na minha vida.

(…)

–Mamãe! Tia Rose, tio Emmett, tia Alice e tio Jasper me levaram a comer um Mac lanche feliz e depois fomos a um parque com muitos brinquedos e carrossel de cavalinho. – Caroline se jogou em meus braços me contando o seu dia, e não pude evitar um enorme sorriso se rasgar em meu rosto.

–Ah foi? –olhei para minhas amigas que acenaram culpadas. Alice e Rose haviam finalmente se ajustado com Jasper e Emmett e não podia estar mais feliz por minhas amigas.

–Sim! Foi muito legal!- Caroline parecia muito mais feliz e alegre. A menina tímida e quieta estava dando lugar a uma criança alegre e verdadeiramente feliz. Os pesadelos de Caroline estavam cada vez menos frequentes. Com a morte de Tiffany e Tom o processo de adoção de Caroline estava bem encaminhado. Logo Caroline seria oficialmente minha filha. Caroline me contou todos os brinquedos nos quais brincou até que começou a bocejar.

–Bom, acho que está na hora da mocinha ir dormir. – Caroline se negou.

–Mas mamãe. Papai Edward ainda não chegou. Ele prometeu que iria ler uma história para mim. – Caroline fez um biquinho triste mas logo Alice e Rose praticamente sufocaram minha filha de mimo se oferecendo para ajudar no banho e a escolher um pijama enquanto Edward não chegava. Minhas duas amigas eram doidas por Caroline e aquilo me deixava extremamente feliz saber que minha filha era aceite pelas minhas duas melhores amigas.

Caroline foi praticamente arrastada pelas “tias” que me ignoraram. Fui até ao meu quarto tomar um bom banho e vestir meu pijama. Coloquei meus óculos novos e me encarei no espelho. Eu não precisava sempre de usar óculos. Depois da operação que fiz há alguns anos para corrigir a miopia, precisava de usar óculos apenas para descansar os olhos e para ler. Antes eu usava lentes de contacto, me recusando a usar óculos, mas agora… Agora eu me sentia segura com os meus novos óculos que apesar de se parecerem muito com os meus antigos era muito mais modernos. Agora usar óculos enormes era modinha, mas eu os usava apenas para resgatar nem que seja um pouco da Bella que eu havia insistido em matar. Eu queria ser apenas eu. Sem máscaras nem fingimentos. As pessoas teriam de gostar de mim pelo que sou e não pela minha aparência ou dinheiro.

Fui despertada de minhas divagações pelo toque de meu celular e franzi a testa por não reconhecer aquele número.

–Isabella Swan, quem fala? – mantive meu tom de voz firme.

–Boa noite senhorita Swan. Me chamo Sheila Bolt e eu…- interrompi logo a mulher.

–Como conseguiu o meu número?-eu era muito rigorosa no que dizia respeito à minha privacidade e segurança, sobretudo agora que também tinha de proteger Caroline.

–Ah… Desculpe.. Foi o meu pai Benjamin Bolt. Ele era grande amigo de seu pai Charlie Swan… — Benjamin? Me lembrei da última vez que falei com o amigo de meu pai, no dia da festa da empresa quando Edward partiu para cima de Jasper achando que este estava me traindo. Sinceramente não sabia que Benjamin tinha uma filha…

–Sim… Já sei quem é. O que deseja? – tentei suavizar a voz já me sentindo mais calma.

–Eu sou editora chefe da editora Midnight. Depois de ler aquele artigo na revista Twilight e de toda a polémica da qual a senhorita foi alvo, por conta de um suposto diário muito polémico eu me interessei pelo seu caso. Investiguei e resolvi procurar por mais informações. Você é um exemplo para muitos jovens. Não sei se está ocorrente mas há muitos jovens por toda a internet defendo você e falando que a compreendem e que estão passando pelo mesmo. – ofeguei um pouco me sentando na cama. Eu sabia que havia muitas especulações em relação ao meu passado, mas não sabia que estava tomando aquelas dimensões.

–Sim… Eu tenho uma vaga noção disso. Mas como deve calcular as ultimas tem sido muito complicadas.

–Sim, sim eu já soube de tudo. Foi por causa daquele assassino em serie não é?

–Sim…- Sheila suspirou suavemente antes de continuar a falar.

–Bom, eu gostaria de lhe propor um projeto que será não só do interesse da editora mas também do seu. – apertei suavemente meu celular em minhas mãos sentindo meu estômago se contorcer em ansiedade.

–E… Que proposta seria essa?

–Eu gostaria que me falasse da sua experiência com o bullying. A minha proposta é a seguinte: Iremos conjuntamente escrever a sua autobiografia. O ponto fulcral é nos centrarmos na sua experiência com o bullying, mas podemos nos alargar até à atualidade… — meu cérebro parece ter gelado com aquela proposta. Uma autobiografia? Sobre a minha experiência com o bullying?

–Eu não sei… Não sei se isso é uma boa ideia.

–Isabella… Eu sei que deve ser doloroso relembrar o seu passado, mas eu acho que seria bom não apenas para todas as vítimas de bullying e para os país desses jovens ter uma visão contada em primeira pessoa do que é viver tal experiência, mas também para você.

Pode transformar esse passado doloroso em algo bom e evitar que outras crianças passem pelo mesmo. – Sheila parecia bastante entusiasmada e confesso que a ideia me agradou. Eu já havia criado uma instituição de ajuda às vítimas de bullying, mas ela ainda estava na sua fase inicial e ainda não era muito conhecida. Aquilo seria uma boa oportunidade de divulgar o problema. Afinal eu era uma mulher conhecida no ramo empresarial e muitas pessoas comprariam o meu livro apenas por falar da minha vida. E eu poderia ajudar vários jovens a ter esperança e acreditar que tudo é possível e que um dia tudo poderá ficar bem.

–Eu…. Até que gostei da ideia. – Sheila deu um gritinho entusiasmado e tentei conter minha vontade de sorrir.

–AI MEU DEUS! EU NÃO ACREDITO! Muito obrigada Isabella! Vai ver que não vai se arrepender! E ainda vai ganhar um bom dinheiro e…

–Eu não quero dinheiro nenhum. Todos os possíveis lucros desse livro irão reverter em favor de instituições da luta contra o Bullying. Eu mesma criei algumas instituições mas existem muitas mais que precisam de todo o apoio possível. – falei aquilo firme, deixando bem claro que eu não ficaria com um único dólar que viesse daquilo. Eu iria fazer aquilo não pelo dinheiro mas sim pelas pessoas que estavam passando pelo mesmo que eu passei.

–Sim, sim. Como quiser senhorita Swan. Então eu no final da semana irei entrar em contacto para agendarmos melhor e discutirmos alguns pormenores. – concordei, com Sheila que estava mais do que feliz e encerrámos a chamada.

Arrumei meu celular e cainhei até ao quarto de minha filha me sentindo empolgada. Assim que entrei senti meu coração disparar vendo Edward deitado lendo para Caroline que já estava adormecida. Edward fixou seus lindos olhos verdes nos meus. Edward fechou o livro e beijou a testa de nossa filha que já dormia tranquilamente a aconchegando melhor em seus cobertores. Me aproximei de minha filha e beijei suavemente sua bochecha rosada lhe sussurrando um “boa noite”. Edward me acompanhou para fora do quarto mas não antes de me roubar um selinho.

–Tenho uma novidade para… — Edward não me permitiu terminar a frase prensando seus lábios contra os meus. Não me foz de rogada e logo enterrei meus dedos naqueles cabelos bronze incrivelmente bagunçados. Assim que precisámos de ar Edward se afastou minimamente encostando sua testa na minha.

–Eu estava com saudades. – afaguei os cabelos de Edward e beijei sua mandibula.

–Eu também estava com saudades. – eu ainda achava cedo demais eu e Edward vivermos juntos. Afinal, nosso namoro ainda estava no início, mas nada contra ele passar aqui praticamente todas as noites…

Puxei Edward até meu quarto nos fazendo cair na enorme cama nos beijando apaixonadamente. Edward tirou meus óculos os colocando no criado mudo para não os quebrar. Antes que nos beijássemos de novo o detive colocando minha mão sobre sua boca o fazendo rir.

–Calma aí. Preciso de contar uma novidade… E onde estão Alice e Rose? – Edward gargalhou suavemente nos virando na cama.

–Alice foi para casa e Rose foi sair com Emmett. Saíram quando eu cheguei. Mas que novidade é essa que você tanto quer me contar? – Edward beijou a ponta de meu nariz me fazendo corar vergonhosamente, me sentindo uma adolescente boba apaixonada.

–Me ligaram de uma editora. Querem publicar uma autobiografia minha, em que o centro será a minha experiência com o bullying. – Edward se afastou minimamente fixando seus olhos nos meus.

–Você está certa que é isso que quer fazer?

–Sim. Eu quero muito fazer isto. – puxei Edward para um beijo querendo me centrar exclusivamente em nós dois. Passei minhas mãos sobre seu peito parando minha mão direita onde seu coração batia firme e forte. Edward me amava, e apenas isso importava. Eu iria viver o presente e esquecer o passado.

–Eu te amo minha nerd. – Edward beijou minha bochecha, me abraçando firmemente em seus braços.

Não demorou muito tempo até que nos desfizéssemos de nossas roupas. Edward acariciou cada parte de meu corpo me permitindo percorrer cada centímetro de sua pele perfeita com os meus lábios.

Edward me penetrou lentamente, quase que numa tortura gostosa. Nos entregámos ao momento nos amando ora frenética ora calmamente, sem nunca quebrar o contacto de nossos olhos. Edward estocou mais algumas vezes até que atingimos o nosso ápice nos aconchegando nos braços um do outro recuperando o folego.

–Eu te amo Bella. – Edward me beijou sofregamente e senti a tão corrente elétrica. Aquele era o momento. Era o nosso momento. Edward estava preparado para escutar um “eu sei”. Mas já não existia medo nem duvida. Apenas uma certeza…

–Eu também te amo Edward. – Edward ofegou puxando meu queixo suavemente com um dedo fixando seus olhos nos meus. Podia sentir as batidas frenéticas de seu coração na palma da minha mão, o que só contribuía para acelerar o meu.

–Repete… — Edward estava com os olhos brilhantes parecendo não acreditar no que acabara de escutar.

–Eu te amo Edward. –repeti aquelas palavras que fizeram Edward me beijar intensamente. Nos amámos várias naquela noite. E no final, soube que depois de tanto tempo eu seria finalmente feliz.

Notas finais
LEIAM AS NOTAS FINAIS ANTES DE ME XINGAREM! LEIAM LEIAM LEIAMMMM :D AINDA VAI TER EPILOGO E CAPITULOS BÓNUS. E bom, escrever a palavras "Fim" foi bem doloroso na verdade... Eu sei que muitas leitoras estão me xingando por certamente acharem que ficou muita coisa por explicar sobre algumas personagens. Mas calma. Ainda vai ter um epilogo e pelo menos 3 capítulos bónus. CAPITULOS BÓNUS 1- capitulo bónus será sobre a vida de Dereck na prisão. 2- Bella e Edward 10 anos depois. 3- #Será decidido pela vencedora do concurso VDN que está a decorrer no grupo do facebook. 4-ainda não sei mas podem me propor ideias. Aceito sugestões :) Bom divas, comentem e aproveitem agora para recomendar se acharem que a fic assim o merece. Lamento se desapontei alguém, mas infelizmente não podemos agradar a todo mundo né? Beijos divas e até ao Epilogo :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.