A Vida de Elizabeth Ashfield
15 Capítulo 15: Paris
Notas iniciais
Após o primeiro casamento da vida de Elizabeth, esta e seu noivo partiram em lua-de-mel em uma viagem à Paris, o que era de causar inveja a muitos. Paris, a cidade-luz! Elegante, boêmia, histórica, divertida, nobre, clássica, a tão famosa Paris.
Hospedaram-se em um hotel cinco estrelas, aonde descansariam para o resto daquela noite, pois passaram o dia inteiro viajando e no dia seguinte iriam aproveitar as belezas que a cidade oferecia aos turistas. Desejavam passar por uma boa temporada distantes de Summerlight, viajando pelo mundo.
- Amanhã vamos visitar a Torre Eiffel. O que acha, querida? Tenho tanta vontade de ver aquilo de perto! – exclamava Hector, retirando os sapatos, se preparando para a primeira noite que o casal passaria junto depois de casados.
Elizabeth pelo visto tinha grande razão. Passaria por uma etapa extremamente feliz em sua vida.
...
Enquanto isso, na cidade de Summerlight, uma intensa investigação sobre a vida de Elizabeth ocorria graças ao depoimento de Margareth, que afirmava que a milionária era uma terrível e perigosa assassina, que todos corriam perigo caso ela estivesse à solta. Porém, a nada levava a investigação, pois ninguém poderia provar quem tinha sido a responsável pela explosão na casa dos Thompson há anos atrás. O punhal utilizado para tirar a vida de Christopher Lamonier fora escondido por Elizabeth de modo que ninguém jamais o encontrasse. O mesmo acontecera ao corpo de Megan Wargrave.
Margareth interagia cada vez mais com as colegas detentas, chegando a se afeiçoar à uma jovem chamada Caroline, que acabara se envolvendo em um tráfico de drogas e em roubos, sendo flagrada e punida e agora pagava pelos terríveis atos. Era uma das companheiras de celas de Margareth.
A outra companheira se chamava Cristina e tinha aparência semelhante à da carcereira rabugenta que guiara a loira pelo presídio na primeira vez em que pisara no local. Porém, no tanto que não fosse incomodada, não era tão mal humorada quanto à carcereira, que reclamava de tudo o tempo inteiro, durante o dia inteiro. Uma pessoa extremamente difícil de se conviver por perto.
- Fique calma... – Margareth consolava Caroline, após a jovem se confessar à mais nova colega detenta. Tinha cabelos negros curtos e bagunçados. Megan teria sua idade caso estivesse viva. – Você em breve vai sair desse inferno, vai ser liberada! Olhe para mim, que fui condenada a vinte anos. Vinte! – uma lágrima escorrera do rosto de Margareth. – deixei dois filhos jovens, um orfanato cheio de crianças que me amam e meu namorado foi preso por minha culpa!
- Sinto muito, muito mesmo! Realmente, se eu estivesse em sua situação não saberia como agir, como viver. É isso que te motiva a continuar lutando? Seus filhos?
- Sim! Meus filhos e minhas criancinhas que tanto amo... Voltei à cidade para buscar a minha irmã, que teria mais ou menos a sua idade, mas descobri que ela fora assassinada cruelmente. Preciso dar um jeito de sair desse lugar. Não aguento mais isso!
- Você... é dona de um orfanato. Deve ser tão lindo cuidar de pequenas criancinhas, tão gostoso...
- Serve para compensar meu terrível passado... Já cometi tanta burrada e sofri tanto nessa minha vida. Tenho certeza de que não mereço tudo isso.
- Seu... passado? Se quiser desabafar. – dizia Caroline, abraçando a colega-confidente. – Ninguém nunca me ouviu e me entendeu como você, Margareth. Podemos ser grandes amigas.
- Tudo bem, um dia eu te conto. É uma coisa que eu nem sequer gosto de me lembrar... Tão repugnante.
A conversa entre as duas fora interrompida pela chegada da bendita e amada carcereira, cujo nome era Esther, que, mal-humorada como sempre, apontou na direção de Margareth.
- Ei, você! Você tem visitas.
Margareth em um piscar de olhos saltou do colchão em que se encontrava sentada ao lado de Caroline. Acompanhada de Esther, se dirigiu à sala de visitas, imaginando quem teria visitado aquela pobre mulher.
- Espero que seja quem eu estou pensando... Preciso muito dessa visita. – pensava, adentrando o local, gritando emocionada, correndo para abraçar a figura. – Meu amor! Meu filhote! – acariciou o rosto do pequeno rapaz, que herdara seus cabelos loiros e seus olhos verde-esmeralda. – Que saudade que a mamãe sentia de você! Como estão todos?
- Estamos muito bem... A Isabella não pôde vir hoje, pois está desesperada naquela faculdade, que não para de ter avaliações e trabalhos diariamente. Tadinha, ela queria tanto vir... Stéfany e Soraya também mandaram um beijo.
- Manda outro beijo! Que saudade das minhas amigas... Mas, me responda uma coisa. Como soube que eu vim parar aqui?
- Saiu em todos os jornais que uma terrível e perigosa assassina quase tirara a vida da pobre milionária Elizabeth Addams... Sei que você teve bons motivos para isso, mamãe. Mas que falta de sorte!
- Nem fala... Aquela mulher ainda vai pagar caro pelo que ela fez à sua tia. Eu ainda vou conseguir me vingar daquela desgraçada, ela que é uma perigosa assassina. – garantia friamente, acariciando os cabelos do filho. – Tão bom ter você aqui comigo agora. Estava precisando dessa visita! Quando vocês vem de novo?
- Acho que semana que vem estaremos aqui de novo! Assim que a Isa ficar de férias nós dois viremos morar aqui na cidade por um tempo.
- Acabou a hora! – berrava Esther escandalosamente. Se encontrava ao lado de fora, provavelmente escutando toda a conversa como era de seu costume.
Margareth mais uma vez abraçou o filho, emocionada, se despedindo do mesmo.
- Por favor, Peter, não se esqueça da mamãe. Faça mesmo o que você disse. Venha para cá e me visite sempre que puder! Preciso do apoio de todos vocês nesse momento
...
Na manhã seguinte, Hector e Elizabeth tomaram um rápido e delicioso café-da-manhã no hotel em que estavam hospedados e logo em seguida iriam passear pela cidade. O primeiro lugar em que iniciariam o passeio seria a Torre Eiffel. Assim que terminaram o café, partiram para a jornada.
Um tempo depois, se encontravam diante de uma grande torre sobre um gramado. A Torre Eiffel, que se tornara um grande ícone mundial representando o país da França. Também se tornou uma das maiores estruturas e monumentos conhecidas pelo mundo. Uma das novas maravilhas mundiais.
- É muito mais lindo pessoalmente, visto de perto! Esse lugar de noite deve ser mais ainda impressionante. – comentava Hector, acariciando os cabelos da esposa.
- Acredita que, mesmo depois de rica, nunca vim aqui. Que é a primeira vez?
- Se eu te falar que eu também, você acredita? — Os dois gargalharam, e Elizabeth pôs fim no silêncio que viera logo depois.
- Vamos tirar fotos! – exclamava Elizabeth, retirando uma bolsa vermelha em formato de rosa, abrindo o zíper, retirando de seu interior uma câmera cor-de-rosa, entregando-a na mão do marido. Se posicionou a frente da torre, enquanto o marido a fotografava com diversas posições. O chapéu azulado e os óculos escuros combinavam com o visual simples composto de uma blusa branca e uma saia preta, acompanhados de um salto branco.
- Linda como sempre... – pensava o marido, enquanto fotografava a mulher. – Tive muita sorte de encontrar alguém como ela.
...
Na prisão, logo após conseguir uma pequena folga no trabalho pesado que realizava no local, Margareth arrastou Caroline para uma conversa a sós em um dos bancos situados no grande pátio central.
- Preciso conversar com você. Tenho que falar enquanto estiver decidida, pois depois posso acabar desistindo de te contar... Você ainda está a ouvidos para que eu possa falar sobre meu passado?
- Claro que sim. Pode contar comigo.
...
Os casados se encontravam no alto da grande torre, com toda Paris a seus olhos. Era uma belíssima cidade observada pelas telas de televisão, jornais e revistas, porém pessoalmente, ao vivo, era muito mais linda e elegante.
- Agora eu sei porque todos amam essa cidade e quando ficam aqui não querem mais sair... – comentava Elizabeth, distraída com a vista da cidade.
- Por mim, podemos ficar aqui... Só depende da sua vontade.
- Não. Temos uma vida nos esperando em Summerlight! Não posso nem pensar em sair daquela cidade e me afastar da minha irmã. – respondia imediatamente, sem sequer pensar na hipótese de permanecer na magnífica cidade de Paris até o fim de sua vida.
- Se essa é a sua decisão... Então temos que aproveitar muito esses dias.
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