Notas iniciais
Dedicado á motoqueiros. Não desconte sua tristeza na bebida, isso não faz bem pra sua saúde em nenhum sentido. Boa leitura.

Algumas semanas depois

— Eu sou Carly.

— E eu sou Sam.

— E esse foi o... iCarly.

Sam e Carly acabavam de apresentar o ultimo programa dessa fase. Carly estava fazendo as malas no quarto e Sam ocupava-se com uma garrafa de refrigerante, sem saber o que pensar. Carly fora o principal motivo de Sam ser o que era hoje, ela não seria hipócrita de dizer o contrário. E agora Carly estava indo embora e ficaria longe por um tempo. Largou a garrafa no balcão (já havia se cansado de beber aquilo) e subiu para ver se Carly já estava pronta, mas seu quarto estava vazio, então seguiu para o estúdio, o segundo lugar onde ela passa mais tempo depois de seu quarto. Já no corredor, Sam escutou vozes vindas de dentro do cômodo. Ela e Freddie estavam conversando. Aproximou-se mais e o que viu fez seu queixo cair. Carly o beijou.

Tapou a boca com a mão e andou de ré até as escadas. Desceu os degrau com as pernas bambas e voltou para onde estava, para a garrafa no balcão. O suor dela molhou a palma da mão de Sam e ela apertou o vidro com força, liberando a raiva no objeto. Sua melhor amiga acabara de beijar seu namorado.

— Ei, Sam – Escutou Spencer chegando e tentou parecer normal.

— E aí, Spencer – Acenou para ele.

Spencer sentou-se no sofá e fitou as próprias mãos. Aquela casa sem a Carly ficaria sem vida, todos sabiam disso e, mesmo estando com uma tremenda raiva dela agora, Sam admitia que Carly faria falta. Ouviu passos na escada e logo viu Carly e Freddie descendo os degraus cheios de malas para carregar. Virou o rosto quando Freddie sorriu para ela.

Todos se despediram de Carly e Sam entrou com ela no elevador. Deixou a raiva um pouco de lado e ofereceu à ela o controle do iCarly e ela aceitou, abraçando Sam com força. Já na calçada, Sr. Shay conversava com o motorista do carro.

— Eu não esperava isso de você – Sam deixou escapar as palavras e uma lágrima escorreu pela sua face. Sam só chorava por aqueles que amava de verdade e isso se resumia à Melanie, Freddie e Carly e Carly sabia disso, por isso começou a chorar descontroladamente.

— Sam... – Ela gaguejou em meio aos soluços que brotavam de sua garganta – Me perdoe.

Dito isso, Carly correu para dentro do carro e fechou a porta. O general Shay passou por Sam, acenou e ela o respondeu com um aceno seco de cabeça. E eles partiram.

***

Sam sempre pensou que decepcionaria Carly de alguma forma. Olha bem pra minha cara, pensou, olha bem pro meu jeito. O que esperar de uma pessoa como eu? Depois de Carly partir, subiu de volta ao apartamento e ficou um tempo sozinha na varanda, sentindo o vento noturno no rosto e o som da cidade grande lá embaixo. Olhou para o céu e imaginou qual dos aviões que passavam de tempo em tempo levava sua amiga para longe e suspirou de tristeza.

— Sam – Ouviu a voz de Freddie atrás de si e seu estômago se apertou – Eu...

— Eu não quero ouvir nada, Freddie – Virou a cabeça para respondê-lo, mas não olhou para o rosto dele – É ela que você sempre quis.

— Sam, não... A Carly é minha amiga.

— Freddie! – Virou-se abruptamente e encarou seus olhos, dessa vez – Me deixa.

Freddie engoliu o que ia dizer e deu as costas para Sam. O que aconteceu com o “Eu nunca vou deixar você” ela não sabia, mas ele foi embora. Depois de um tempo, Sam fez o mesmo.

Pelo menos não precisaria de ônibus nunca mais. A moto que Spencer deu à ela foi a parte boa daquele dia desastroso que teve. Sua melhor amiga a traiu e foi embora. Seu namorado deixou-a. Sua mãe era uma puta. Por esses motivos, o passo seguinte era fazer as malas e dizer adeus a Seattle.

“Fazer as malas” pra Sam era: socar camisetas e bolos gordos na mochila. Fez isso em cinco minutos, pegou a guitarra no meio das roupas sujas e já estava saindo do apartamento aos pedaços quando notou o quanto estava triste. Lembrou-se de seu passado, antes de tornar-se tão próxima de Carly e Freddie. Ela aprendera que a bebida podia fazê-la sentir-se melhor nos momentos de tristeza e usou muito desse escape durante anos. Lembrou-se também como Carly havia conseguido, aos poucos, livrá-la do vicio e como passara mais longos anos sem colocar uma gota de bebida alcoólica na boca. Até pouco tempo, Freddie havia oferecido vinho á ela e, fortemente, resistiu. Tudo graças à Carly.

“Você consegue, Sam” Lembrou-se da voz dela dizendo e pegando em sua mão.

— Por que fez isso, Carly? – Sam pegou-se chorando e caminhou até a geladeira. Roubou de lá algumas latas de cerveja de sua mãe.

— Até nunca mais – Despediu-se da porta fechada do quarto de Pam Puckett e saiu para a noite.

Rodou com a moto por horas a fio sem saber ao certo para qual destino a levaria. A velocidade a acalmava e a fazia esquecer do beijo, da vida que agora seria completamente diferente do que estava acostumada, da traição... Até mesmo daquele enjôo chato sem explicação que a irritava há algumas semanas. Parou no semáforo e olhou o celular. Sete chamadas perdidas de Freddie. 4h32 da manhã. Estava exausta e precisava descansar, mas não havia onde. Guiou a moto até uma praça, longe da estrada e desligou o motor. Sentou-se no banco mais próximo e abriu o lacre da primeira lata de cerveja (havia outras 4, das quais ela abriria uma por uma).

Quando amanheceu, o sol bateu em seu rosto e ela abriu os olhos. Sua cabeça latejava da bebida que havia tomado. Sentou-se no banco e esperou sua visão normalizar e focar na pessoa que estava sentada ao seu lado. Era um idoso ocupando-se alimentando os pombos da praça. Fala sério, tem algum ímã de velho na minha roupa?

— Ei – ela chamou – Onde estamos.

— Na praça – o idoso respondeu.

— Disso eu sei. Mas qual lugar?

— Los Angeles.

Sam arregalou os olhos e sentiu-se tonta. Havia viajado para outro Estado sem perceber.

— Los Angeles.

Notas finais
Hey brotos! O que acharam disso? Capitulo rapidinho referente ao ultimo episodio da ultima temporada de iCarly. Agora começa Sam e Cat, mas eu prometo surpresas (embora meus amigos me achem bem previsível, mas bem, vocês não me conhecem de verdade então não tem como me prever MUAHUAHUAUA) Desafio pra vocês: comentem o que acham que vai rolar daqui pra frente. Se vocês chegarem perto eu respondo "coxinha". Se não passarem perto eu digo "paçoca". Desculpa gente, eu to com sono deem um desconto pra essas merdas. Comentem, recomendem, agreguem valores á história. É isso brotos. Beijinhos e conto contigos *3*