Notas iniciais
Dedicado aos MIB, homens de preto. Eu amo os filmes. Portland é conhecida como A Cidade das Rosas e é uma das 10 cidades mais ecológicas do mundo, segundo a Wikipédia. Audi r8 preto é um dos carros do Christian Grey Boa leitura.

— Você viu meu shampoo? TÁ FAZENDO O QUE? – Costela entrou no quarto de Freddie e assustou-se ao vê-lo fazendo as malas.

— shiiiiu – Freddie correu para fechar a porta e puxou Costela para dentro do quarto. Sutil como era, logo Marisa notaria estar acontecendo algo incomum dentro do cômodo – Estou de saída, Costela – Freddie respondeu e voltou a dobrar algumas camisas pólo e encaixá-las dentro da mala.

— E seria perguntar demais pra onde você vai?

— Costela – Freddie falou pausadamente e virou-se para ele, encarando-o com o olhar sério – A Sam desapareceu. E eu vou atrás dela.

— A SAM DESAPARECEU? – Costela disse e arregalou os olhos.

— Shiiiiiu Costela! – Freddie sussurrou com o dedo indicador nos lábios – Você quer que eu seja mantido em cativeiro? Se a minha mãe descobrir eu nunca vou conseguir sair daqui.

— E como pretende fazer isso? – cruzou os braços.

— Eu... Não sei – Freddie não tinha pensado nessa parte do plano ainda – A única coisa que eu sei é que Sam está em Los Angeles. Mas eu preciso de uma distração pra poder fugir.

— EI! – Costela exclamou – EU SOU UMA BOA DISTRAÇÃO.

— Tenho certeza que sim – Freddie fechou o zíper da mala e pendurou-a sobre o ombro – Vou precisar de uma distração daquelas.

— Mas espera... Não acha que é arriscado ir até Los Angeles sozinho?

— Sim, acho. Mas é a Sam. E pela minha garota eu corro qualquer risco.

Costela fez menção de achar o comentário heróico e cavalheiresco, mas disse:

— Cara, isso foi patético. Um nerd indefeso sozinho numa cidade desconhecida... Isso nunca daria certo.

Costela tinha razão. Freddie bateu a mão na testa.

— Certo. Então o que sugere?

— Encontre outra distração. Eu vou com você na missão de resgate.

Dito isso Costela saiu do quarto com o braço esticado, como quem faz para pegar impulso para o vôo.

— Eu não sei o que é pior: um nerd sozinho em Los Angeles ou um nerd em Los Angeles acompanhado de um cara como Costela – ele franziu o cenho e se pôs a pensar numa distração melhor.

Quem conseguia ser tão escandaloso, desastrado e falador quanto Costela? Pensou por alguns segundos e a resposta óbvia lhe veio na mente. Ele sorriu e pegou o celular do bolso, que chamou algumas vezes antes de alguém finalmente atender.

— Spencer – Freddie começou – Tem algum incêndio acontecendo no seu apartamento hoje?

***

O plano tinha dado certo. Freddie pedira para Spencer não fazer muitas perguntas sobre Sam, que logo ele resolveria o caso, e assim Spencer o fez. Tocar fogo em alguma coisa era tarefa simples para ele, mas descobriram que é simples somente quando o incêndio é indesejável. Demorou alguns minutos até Spencer conseguir acender uma chama grande o suficiente para chamar a atenção de Marisa Benson. (Precisaria de uma poltrona nova depois, mas era por Sam, então Spencer não pensou duas vezes ao sacrificá-la).

Assim que Freddie ouviu o grito vindo do apartamento em frente (e viu sua mãe correndo para lá com aquela cara de louca paranóica com um extintor na mão), fez o sinal para Costela e este apareceu na sala.

— Costela – Freddie disse – Que porra é essa?

— Se vamos numa missão, então vamos fazer do jeito certo.

O jeito certo para Costela era: estar vestido de terno social preto e com óculos escuros.

— Você está parecendo um Homem de Preto.

— ISSO NÃO É DEMAIS?!

Os gritos vindos do apartamento de Spencer ficaram mais altos. Parecia até que quem estava queimando era ele e não a poltrona. Boa, Spencer.

— Vamos logo – Freddie concluiu o pensamento e saiu para o corredor.

— Cara, eu adoro ser agente secreto – Costela exibiu seus dentes perfeitamente brancos e apertou um alarme de carro. O som da trava se fez ouvir à distância e os faróis piscaram.

— Eu não sabia que você tinha carro – Freddie disse enquanto caminhavam para ele.

— É – Costela tirou os óculos e rodou as chaves entre os dedos – Eu tenho.

Freddie quase deixou a mala cair ao ver Costela abrindo a porta do Audi r8 preto.

— Tem um pouco de baba aí – Costela indicou enquanto entrava na porta do motorista.

— Como...?

— Aí, você não faz idéia do quanto as pessoas gostam de vitamina. Mas você quer encontrar a Sam ou não? – Freddie ainda estava hipnotizado. Costela revirou os olhos e apertou a buzina – ENTRA LOGO NO CARRO.

Freddie entrou e jogou a mala no branco de trás do carro, que era revestido de couro branco. Costela colocou os óculos escuros. E eles partiram de Seattle.

Saíram por volta das 9h da manhã e, ao meio dia, pararam para almoçar em um restaurante de beira de estrada em Portland, no Oregon. Por todos os lugares havia árvores e vegetação, que fazia o ar da cidade entrar com pureza nos pulmões. Freddie perguntou-se se Sam havia passado por aí. Ela teria gostado do lugar. Almoçaram e logo estavam de volta na estrada.

Cinco horas depois, adentraram Nevada. A viagem estava sendo longa, mas por sorte as estradas estavam vazias e o inverno estava acalmando-se. A paisagem se estendia pelas montanhas no horizonte e Freddie perdia-se em seus pensamentos enquanto Costela cantava e encenava um agente secreto. Havia ligado para Carly na noite anterior e esta não sabia para onde Sam poderia ter ido . Eles não conversaram sobre o beijo, ambos sabiam que fora uma atitude compulsiva e, por culpa deles, Sam estava desaparecida. Se algo acontecesse á ela, Freddie nunca se perdoaria e supunha que Carly pensava da mesma forma. Ela disse que tentaria falar com Sam, mas desde então não retornou a ligação e Freddie não se deu o trabalho de ligar de novo. Depois daquilo, decidiu que passaria um tempo sem falar muito com Carly, até a situação se normalizar.

Sam era a mulher da sua vida. Nunca a trocaria por Carly e, enquanto avançavam pela estrada, Freddie pensava em como explicar para Sam que fora Carly que o havia beijado. Talvez ele não dissesse nada afinal, não queria que as duas brigassem. Na verdade ele não queria mesmo dizer nada, apenas tomá-la nos braços, beijá-la da forma que ela merecia ser beijada e fazê-la a garota mais feliz do mundo depois disso. Mal sentiu as horas se passando e só notou o avanço quando leu a placa na estrada.

— Califórnia – Ele suspirou. Estava chegando até Sam.

— Isso pede uma música – Costela animou-se e apertou alguns botões no radio do painel – IT’S CALIFORNICATION!

Costela cantou a música inteira animadamente. Depois voltou a música e cantou de novo. E de novo. E aparentemente, ele não pararia de cantar até saírem de Califórnia, mas para a infelicidade de Freddie, Los Angeles ficava naquele Estado.

Notas finais
Hey Brotos. Eu coloquei um capítulo pro Freddie propositalmente, pra deixar vocês na vontade de saber mais sobre o que tá acontecendo lá com a Sam HEHEHEHE não me matem. Comentem o que acham que vai acontecer no próximo. Será que a Sam vai receber bem seu Fredonho? Humm não sei. Quero saber o que acharam do capítulo, mas não tenho um oráculo então comentem pra facilitar minha vidinha gente. Obrigada aos leitores que brotaram no capítulo passado. Conto contigos. Beijinhos e vejo vcs nos comentários ein Abraço de Panda *3*