A Vida aos Olhos de Seddie
12 Especial de Natal Parte IV: Eu Nunca Vou Deixar Você
Notas iniciais

Freddie acordou com a luz do dia batendo em seu rosto. Não só a luz do dia, mas também o braço da Sam desacordada ao seu lado. Virou-se e a observou por um momento. Os cachos loiros pousavam jogados acima da cabeça dela, no travesseiro e, o braço que não estava na cara de Freddie, descansava por sobre os cabelos. Seus seios nus e delicados estavam descobertos e ficavam magníficos naquela posição. A imagem lembrou à Freddie um lindo quadro de Bruno di Maio: Lenço Vermelho, até porque a manta que cobria o resto de seu corpo era vermelha. Queria ter aquilo guardado para sempre, por isso levantou-se em busca da câmera profissional na mala.
Ele não era lá um gênio da fotografia. Gostava mais de vídeos e edições, mas conhecia um pouco sobre ângulos e iluminação. Abriu a janela e torceu para isso não acordar Sam. Felizmente não aconteceu. Ligou a câmera e se posicionou para a captura, realizando um pequeno ensaio daquela linda garota e sua beleza natural. Futuramente ele emolduraria aquelas fotos.
Era dia vinte e quatro de dezembro, véspera de Natal. Demorou para dar-se conta disso, inclusive de lembrar-se que estavam em NY e que Spencer...
— Oh meu Deus... Spencer!
Olhou no relógio. Eram 7h23 da manhã. Se o quarto ainda estava vazio, significava que Spencer ainda trabalhava na escultura de gelo (ou virara uma, considerando o frio das madrugadas de inverno). Esperava que o caso se tratasse da primeira opção.
— Sam – Ele deu um beijo doce na testa dela – Amor, acorde.
— Hum, que horas são? – Ela murmurou e virou-se para o outro lado.
— São sete e meia da manhã.
— E eu posso saber o por quê caralhos você está me acordando á essa hora? – Dessa vez a voz dela foi um pouco mais firme que antes.
— Simples: a gente transou aqui, você está pelada e a qualquer momento o Spencer ou o Gibby podem entrar e nos flagrar desse jeito.
Foi o suficiente para ela despertar. Levantou-se de supetão e sentou-se na cama.
— Ok. Faz sentido agora.
Freddie apanhou um roupão felpudo no banheiro do quarto e vestiu Sam.
— Nos vemos no café? – Ele perguntou.
— No café – Sam sorriu e o beijou, pendurando-se no pescoço dele.
***
“O que foi que eu fiz”. Foi o primeiro pensamento que veio á mente de Carly na manhã da véspera de Natal.
Algumas horas antes
O elevador subiu com Sam e Freddie e Carly teve certeza do que eles fariam. Só esperava que não fosse na cama dela, dessa vez. Sentiu um cala frio ao perceber que estava a sós com Aydan pela primeira vez desde que se conheceram, quando ele aproximou-se e pegou em sua mão.
— Quer fazer alguma coisa? – Ele perguntou.
— Claro – Carly respondeu, sorridente.
— Hum, gosta de comida francesa?
— Na verdade eu nunca comi comida francesa...
— Aceita sair comigo? – Ele fitou-a, sério, mas ao mesmo tempo cheio de cumplicidade no olhar.
Carly corou diante do pedido e abaixou os olhos, respondendo:
— Aceito.
E assim, caminharam prédio a fora.
Pegaram um taxi na esquina da rua. Aquela noite estava mais fria que a anterior e começava a nevar. Carly estava curiosa pra saber onde Aydan a estava levando, entretanto permaneceu quieta dentro do táxi, segurando a mão dele e ouvindo o eco dos próprios pensamentos.
Algumas quadras depois, o taxi parou e Aydan pagou a corrida. Desceram do carro e Carly viu o nome na fachada do prédio: The Carlyle.
— Carly significa “mulher livre” – ele explicou e sorriu, fazendo-a sorrir também. Aquilo acontecia com mais freqüência do que ela podia perceber. Juntos, entraram no salão.
O restaurante estava lotado. Uma banda de Jazz tocava no palco e algumas pessoas se divertiam dançando na pista do lugar. As mesas estavam todas lotadas com casais e grupos de amigos, gargalhando e conversando sem parar. O ambiente era agradável e aconchegante, decorado com quadros elegantes nas paredes, além dos lustres extravagantes e até mesmo as pessoas eram muito bem vestidas e se portavam como nobres, porém de maneira extrovertida. Carly se agradou com a combinação de tudo aquilo, mas estava assustada.
— Aydan, esse lugar é caríssimo...
— Eu não me importo. Podemos nos divertir um pouco?
Aydan provavelmente viera de família rica, por isso, mesmo achando exagero demais, Carly concordou e o seguiu para dentro do lugar. Sentaram-se no balcão do bar e Aydan fez o pedido.
— É alcoólico? — Carly arregalou os olhos.
— É sim, você não bebe?
— Na verdade... – Ela começou – Eu nunca bebi.
— Não tem problema, eu posso pedir um refrigerante...
— Não, tudo bem. Eu gostaria de provar.
— Como quiser – Aydan tocou no braço dela carinhosamente.
Conversaram por alguns minutos, enquanto a bebida era preparada, apreciando a música animada que preenchia todo o salão e o restaurante. Quando a taça enfeitada chegou, Carly aproximou o líquido do nariz e o tragou. Tinha cheiro de maça e tequila.
— Prove, mas vá devagar.
— Tudo bem.
Ela aproximou os lábios da borda da taça e sugou a superfície da bebida. Notou seu corpo girar sobre o banco e equilibrou-se no balcão, mas logo retomou seu estado normal e sentiu o sabor da bebida na língua. Era uma sensação doce e latejante, diferente de tudo o que já havia provado, mas gostou. O segundo gole foi longo e o líquido desceu liso pela garganta.
— O que achou? – Aydan deu um gole na própria bebida após a pergunta.
— Saboroso. Eu acho que gostei.
O garoto ruivo sorriu para Carly mais uma vez, levantou-se e estendeu a mão para ela.
— Quer dançar comigo?
— Adoraria.
Juntos, infiltraram-se no grupo que dançava na pista e fizeram o mesmo, sentindo o jazz aguçadamente. Carly já havia bebido metade do drink com cheiro de maça e sentia-se levemente avoada. Agarrou-se no pescoço de Aydan para ganhar estabilidade, enquanto dançava com ele. Este já havia terminado sua bebida e segurava a cintura de Carly com as duas mãos.
— Você é linda – Novamente Carly percebeu aqueles olhos profundos conectando-se aos dela. Dessa vez ela não sorriu, mas sim o beijou.
O drink dele também era de maça, soube disso pelo gosto, mas só por precaução quis provar de novo.
Definitivamente o drink era de maça.
A música estava ótima, as pessoas estavam se divertindo e os dois também. Carly sentia-se como se fosse uma nuvem: qualquer vento mais forte poderia carregá-la dali. Por isso segurava-se em Aydan para evitar tal infortúnio. Era meia noite quando finalmente pararam de dançar e Aydan exclamou:
— Feliz véspera de Natal, Carly.
— Feliz véspera de Natal, Aydan – Assim, Carly fez como Aydan fazia, fixando os olhos nos dele até penetrá-los. É provável que não lhe causasse o mesmo efeito que ele causava nela, mas não importava.
— Eu vou te beijar.
Que tipo de pessoa anuncia esse tipo de coisa? Aydan era diferente. E Carly gostava disso.
— Então me beije – ela sorriu para ele.
A noite se foi, e Carly não provou da comida francesa.
Era 12:47h quando chegaram ao quarto do hotel. Carly adormeceu no taxi e estava tão sonolenta que Aydan praticamente a carregou até lá.
— Eu me diverti muito – Ela suspirou e deitou-se de lado na cama a fim de olhar melhor para Aydan, que estava sentado na cama ao lado.
— Fico feliz – disse, enquanto tirava os sapatos – Melhor dormimos, amanhã o dia vai ser longo.
— Claro – Carly bocejou e Aydan apagou as luzes do quarto.
— Boa noite, Carly.
— Boa noite, Aydan.
O silêncio tomou conta do cômodo, o som das ruas ficara nítido de repente. A garota já não estava mais tonta e olhava para um ponto fixo no teto. Também não tinha mais sono, então chamou:
— Aydan?
— Sim?
— Você gostou de me beijar?
Ela notou o garoto mudando de posição no escuro antes de responder.
— Gostei muito, Carly.
Uma eletricidade incontrolável percorreu seu corpo ao ouvir a resposta e ela sentou-se na cama, acendeu o abajur entre as camas e pôde ver Aydan virado de lado, olhando para ela.
— Você faria isso de novo?
— De novo, e de novo, e de novo...
Mal pôde ele terminar de dizer todos os “de novo” que gostaria, Carly o interrompeu, jogando-se sobre seu corpo e sufocando-o com um beijo inesperado. Quando ela parou para recuperar o fôlego ele teve a chance de continuar.
— E de novo.
— Podemos fazer isso a noite toda.
Certo, aquilo não era o tipo de coisa que Carly diria, mas ela disse. Nem ao menos sabia explicar o porquê, mas sabia que era espontâneo e sabia que não estava bêbada. Quer dizer, ela supunha que não estava. Continuava sobre o colo de Aydan beijando-o quando ele a virou de costas na cama.
— Você pode me mandar parar quando quiser – Ele avisou, enquanto arrumava uma mecha do cabelo dela.
— Eu não quero que pare.
E esse foi o início da véspera de Natal.
“Eu não acredito. Não acredito no que eu fiz.”
Carly aliviou-se ao levantar a cabeça do travesseiro e notar que Aydan já não estava mais dormindo e aparentemente não estava no quarto. Também não pôde deixar de notar que Sam também não estava. Claro, ela deve ter se divertido muito com um quarto só para ela e Freddie e, estranhamente, Carly já não tinha mais nojo disso. Como poderia? Sam tinha razão, ela estava perdendo. Não mais.
Levantou-se e sua cabeça latejou da bebida da noite anterior. Drinks de maça. Aquele sabor ficaria registrado para sempre no seu cérebro. Tomou um banho rápido e vestiu-se, penteou o cabelo, testou olhares no espelho e escolheu o que mais se adequava à missão de seduzir Aydan. Em alguns minutos estava no salão de refeições do hotel.
***
— ...E daí o King Kong estava vestido de papai Noel jogando presentes do alto do Empire State. Bom dia Carly – Sam interrompeu sua narrativa ao vê-la – Que cara é essa?
Carly desmanchou a expressão de seduzir e tentou disfarçar, sentando-se na mesa.
— Que cara? Tava falando sobre o que?
— Ah eu estava contando do meu sonho pra eles. Foi emocionante, não? – Sam perguntou tanto para Freddie quanto para Aydan.
—Ah sim... Claro – Freddie respondeu pelos dois – Por que não conta desde o começo para Carly?
— Boa idéia. Eu tava tomando banho numa banheira de luxo e...
— Sam, na verdade eu gostaria de ouvir você contando enquanto pegamos frutas ali na mesa, vem.
— Carly levantou-se num pulo e puxou Sam pelo braço.
— Tudo bem... – Elas aproximaram-se da mesa de frutas com pratos na mão e começaram a se servir – Bem, daí eu saí da banheira e tinha um anão na minha cama...
— Sam! Eu não quero ouvir seu sonho bizarro – Carly repreendeu-a, colocando no prato uma fatia de abacaxi.
— Ah, não? – Sam fez um bico, colocando em seu prato quatro fatias daquele mesmo abacaxi.
— Não. Eu fiz isso porque preciso te contar uma coisa longe deles.
— Então desembucha logo, Carly.
Assim, enquanto se serviam e cobriam as frutas com chocolate derretido, Carly contou à Sam sobre a noite anterior com Aydan. Sobre o bar de Jazz, sobre o drink, sobre o beijo e sobre como ela foi chupada por ele.
— É O QUE?! – Sam espantou-se.
— Sam! Cale a boca, ele vai desconfiar que eu to falando dele!
— E você acha que ele já não tem certeza disso?
Carly fez cara de quem cai na real.
— Tudo bem, mas pelo menos tente disfarçar.
— OK. Me conta, o que achou?
— Eu até que... Gostei. Mas eu estava bêbada.
— Estava bêbada minhas bolas. Se você não quisesse, não deixaria ele te chupar nem estando bêbada.
Sam tinha toda razão, apesar de a bebida ter ajudado Carly a relaxar naquele momento.
— Mas e agora, Sam? O que eu digo pra ele? – Carly choraminga.
— Diga pra ele: minha vez.
— NÃO! Tá loca? Aí já é pedir demais colocar na boca o...
— Pau...
— Isso. Colocar ele na boca. Não consigo.
— Carly, deixa de frescura. A gente vai voltar pra mesa, você vai sentar ao lado dele, comer essas frutas e conversar com ele. Entendeu?
— Tudo bem...
Aydan acenou para Carly quando elas se aproximaram e Carly sorriu, sentando-se ao seu lado.
***
Demorou um pouco para chegarem ao Rockfeller Centere, demorou ainda mais para chegarem até a grade de onde acontecia a competição de escultura no gelo, tão grande era a multidão ali. Os quatro aproximaram-se e o que viram era inacreditável: Spencer havia esculpido duas renas com lindos chifres delicadamente detalhados, com guizos pendurados neles. Os cascos eram perfeitos, até mesmo os olhos, o focinho e todos os demais detalhes do animal. Na contagem regressiva para o término da competição, Spencer retocava os últimos detalhes do rabo de uma das renas. Seus olhos estavam esbugalhados e vidrados no que fazia, porquanto não ouviu a multidão torcendo a seu favor e gritando seu nome. Se ele tirasse a atenção da sua própria obra por um segundo se quer, talvez estivesse um pouco mais calmo. A escultura de seu adversário era uma caixa cúbica de natal, 3x3 metros.
— Isso é patético – Sam escarneceu – O gelo inicial era um cubo de 3x3 metros e o cara só esculpiu um laço ridículo.
O locutor anunciou o zero da contagem e os competidores levaram as mãos para cima. As de Spencer estavam tremulas e sua respiração ofegante, formando nuvens de vapor no frio.
— Então... – O locutor começou – depois de dez longas horas de trabalho, um dos dois ganham o prêmio tão esperado. Max, explique sua escultura.
O moço passou o microfone para Max, um cara gordo, peludo e alto.
— A obra tem como objetivo chamar atenção ao laço...
Foi só o que Sam ouviu. Depois disso, passou os outros cinco minutos observando as próprias unhas, os calçados das pessoas que estavam a seu redor, o céu nublado e as demais coisas mais interessantes que o discurso de Max. O locutor arrancou o microfone da mão dele.
— Fascinante – Ironizou – Agora, Spencer, explique sua escolha.
— Ahn... – Spencer ao menos pegou o microfone da mão do apresentador – São duas renas.
Dito essas simples três palavras, a multidão agitou-se e aplaudiu o rapaz arduamente.
— Isso! Arrasou – Sam gritou do meio da multidão e tentava subir em Freddie de tanta empolgação.
Por fim, o apresentador anunciou o campeão. Spencer o abraçou ao ouvir seu nome.
— E o tão misterioso e esperado premio é... um passeio de helicóptero por toda a cidade de NY durante a virada de Natal para duas pessoas! Parabéns, Spencer!
— Espera... – Ele começou – Você disse dois?
— Sim!
Spencer olhou para os amigos, todos aqueles que amavam. Certamente escolheria Carly para o passeio, mas seria injusto separá-la dos amigos. Então ele disse:
— Não. Pode ficar com eles, Max – Spencer deu um tapinha no ombro dele.
— O que? Mas por que?
— Estar com quem amamos é mais importante. – Spencer explicou e saiu do cercado.
Carly passou a tarde toda cuidando de Spencer. Ele ficara gripado e com febre por ter virado a noite pegando a friagem do inverno. Depois de um banho e sopa quente, teve uma melhora significativa. Por outro lado, Gibby ao menos espirrara uma vez se quer. Aquele garoto tinha uma resistência de ferro. Carly estava orgulhosa dos dois. Aquela escultura ficaria ali durante todo o inverno, até derreter e Carly amaria dizer “foi meu irmão quem fez” para estranhos que passassem ali e notassem a magnífica obra de arte.
A noite começou a cair quando Sam e Freddie entraram no quarto.
— Ei – Sam começou, segurando a mão do namorado – Vai rolar uma fogueira na praça para a virada. Estamos indo pra lá. Vocês vão?
— Não – Carly disse, chateada – Spencer ainda tem febre.
Spencer sorriu e, após um acesso de tosse cheia de secreção, forçou a voz que lhe restava para dizer:
— Carly... Vá. Eu vou ficar bem aqui.
— Não, Spencer. Eu não vou passar o Natal sem meu irmão.
— Não quero que perca isso. Não é todo dia que passamos o Natal em New York. Agora anda, sai daqui.
***
Em dez minutos, os dois casais e Gibby estavam de volta à praça mais famosa de NY. Faltavam duas horas para o Natal e Carly não gostava da idéia de deixar Spencer sozinho. Aydan segurava forte em sua mão e isso a reconfortava. Freddie segurava Sam peça cintura e a trazia para perto de si sempre que notava um cara olhando para ela.
— Amor... Eu to bem aqui – Sam riu – Está com medo de que?
— De você se desintegrar com esses olhares.
Eles sentaram-se em um dos bancos dispostos pela praça. A fogueira estava enorme, com suas chamas chegando até os cinco metros de comprimento. Por todos os lados haviam grupos de amigos, famílias e casais. No caso deles, eram os três. A banda que tocava descontraidamente era composta por dois vocalistas, um homem alto moreno e de barba e uma moça loira de cabelos lisos amarrados em um coque, suas orelhas estava cobertas por um protetor fofinho e eles cantavam alegremente. O homem moreno também tocava violão e havia um guitarrista, uma moça tocando violoncelo e o mais jovem de todos ocupava-se tocando tambores. Ao chegarem a platéia cantava Laughter Lines junto com a banda, levantando as mãos, sentindo a emoção da música.
Freddie observava Sam de tempo em tempo, nunca se cansava de olhar para ela, principalmente quando esta não notava ser observada. Ela mastigava um marshimallow e cantava todas as músicas, dançando e erguendo as mãos com a luz do celular. Era incrível. Ele tocou sua bochecha com a luva, fazendo-a olhar para dentro de seus olhos.
— Eu nunca vou deixar você.
Dessa vez, Sam não lutou contra seus sentimentos.
— Eu amo você, Fredonho.
Freddie a pegou pela nuca e a puxou para perto do calor de seu corpo. O vento batia forte e gelado. Seus lábios se tocaram e sentiram algo diferente dessa vez. Além da maciez e sabor de marshimallow, uma eletricidade simultânea percorreu seus corpos. Então os fogos começaram.
— Feliz natal, amor – Ele disse e a aconchegou em seus braços. Não havia como aquilo ser mais perfeito.
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