A Vida aos Olhos de Seddie
10 Especial de Natal Parte II: Monte Olimpo
Notas iniciais
— Carly acorde – Spencer remove de seu rosto a mascara para dormir. Desde o inicio da viagem ela passou assim: dopada por causa dos comprimidos para enjôo.
Após algumas tentativas frustrantes, Spencer virou-se para chamar Sam, mas deparou-se com Freddie sozinho, sorrindo feito um bocó.
— Freddie, onde está a Sam?
— Hã? – Ele assustou-se – Ah, está no banheiro. O que foi?
— Não consigo acordar a Carly.
— Ainda faltam duas horas para chegarmos. Deixa ela dormir mais.
Freddie estava certo. Não havia com o que se preocupar, ainda faltavam duas horas.
— Tudo bem. Você viu que maneiro os filmes da lista especial?
— Ah, cara. Eu nem liguei o painel.
— Pois deveria. Aposto que estou me divertindo mais que você.
Depois que Spencer se virou, Freddie respondeu para si mesmo “aposto que não” e sorriu ao ligar novamente o notbook. Ficou satisfeito em ver que seu roteiro havia sido salvo automaticamente e retomou do ponto em que tinha parado.
— O que eu perdi? – Sam volta para a poltrona e passa por cima de Freddie com um saco de batatas chips na mão.
— Só uma Carly dopada de remédio pra enjôo. Até o pouso ela acorda.
***
Carly ouviu vozes ao longe e uma luz branca. Sentiu a cabeça doer e o corpo mole, o que a impossibilitou de levantar o tronco da poltrona. Por quanto tempo havia dormido? Para ela parecia a vida inteira.
— Dá pra apagar a luz da nossa poltrona, Spencer? – Ela resmungou e coçou os olhos.
A luz se apagou e Carly abriu os olhos. O que viu não se parecia com um avião.
— Carly? – Spencer e Sam estavam na sua frente. Ele acenava e ela colocava uma compressa gelada na testa de Carly.
— Onde estamos?
— No hotel – ele respondeu – Você se dopou daqueles comprimidos e está proibida de tomar isso de novo, ouviu?
— Está bem. Só me deixa dormir.
— Carly, estamos em Nova York! Você tem que ficar bem amiga.
Ela se animou ao lembrar-se de Nova York e tentou sentar-se, mas seu corpo pesava uma tonelada, então Sam e Spencer fizeram isso por ela.
— Eu não consigo me mexer – Ela murmura. Todo o quarto girava e a única coisa dele que conseguiu captar foram as cortinas douradas das janelas. – Não consigo.
Já passava das três horas da manhã e todos estavam ansiosos pela melhora de Carly.
— Olha, ela não vai melhorar agora – Sam explicou – Vão pro quarto de vocês que eu cuido dela.
— Sam... – Spencer encara-a de lado.
— O que é? Eu sei cuidar de uma pessoa.
Ele duvidava muito. Mas de qualquer forma, precisava dormir, então foi para o seu quarto.
Spencer não deixara Freddie ficar no mesmo quarto de Sam (pobre Spencer, como se isso adiantasse alguma coisa) e Gibby não queria ficar no mesmo quarto das garotas, portanto Sam e Carly dividiriam o quarto com Aydan e os garotos ficariam no quarto ao lado.
Aydan era um cara calado. Falava o necessário, talvez por vergonha do que tinha feito a Gibby. Sam, a única pessoa sóbria com ele, fingiu não perceber que estava ali. Este acomodou a mala ao lado de sua cama perto da janela e entrou no banheiro. Voltou em um pijama simples de algodão azul e deitou-se de costas olhando para o teto. Sam enxergava e vigiava os movimentos dele pelo canto de olho. Lembrou-se de uma recente aula de biologia que tivera (o curto período em que prestou atenção) quando seu professor explicou que as mulheres têm visão panorâmica, enquanto os homens possuem visão alongada. Ficou feliz por ser mulher e poder vigiar Aydan sem que ele percebesse. Não confiava nele nem um pouco.
— Eu vou me arrumar para dormir e é melhor você não se aproximar dela se não quiser levar uma facada no fígado.
Aydan assentiu e abriu um livro diante do rosto, permanecendo indiferente. Sabia que demoraria um tempo, mas provaria para Sam que tivera uma primeira impressão errônea sobre ele. Sam demorou dez minutos para tomar banho e vestir-se, o que renderam 15 páginas de leitura a ele. Quando ela voltou, amarrou o cabelo loiro em um coque e sentou-se de pernas cruzadas na cama de frente para a de Aydan.
— E então? Qual é a tua?
Aydan ouviu a pergunta e deixou o livro de lado. Imitou Sam e sentou-se como ela.
— Depende do que você quer saber.
— Por que veio, se odeia Gibby?
— Eu não o odeio. Não mais.
— E o que o fez mudar de idéia?
— Ele se mostrou uma pessoa boa. Nesse mundo é necessário valorizar as pessoas boas e não nutrir raiva por elas.
— Você não me engana, Baker.
— Pense o que quiser. Eu mudei.
Sam bufa.
— Boa noite, Lhama Ruiva.
Aydan não entendeu do que Sam o havia chamado, mas virou-se para a janela e pegou no sono.
Sam conferiu mais uma vez o estado de Carly: estava bêbada e respondia insanamente, mas não estava com febre. Virou-se para o lado e, pensando no que Freddie estaria fazendo naquele momento, adormeceu.
Dormir sem Sam era como dormir sem travesseiro. Para Freddie parecia que dormira com ela a vida toda depois daquela noite no quarto de Carly. Ficara viciado e a droga era Sam. Sam e seu cheiro, Sam e seu corpo que se encaixava ao dele, Sam e seu cabelo loiro cacheado... Ele levantou-se da cama e apanhou um refrigerante no frigobar do quarto, abriu a janela e deparou-se com o vento gelado do inverno e as luzes da cidade de Nova York. Mal via a hora de explorar a cidade com Sam e seguir o roteiro que fizera. Nem pensava em dormir, talvez nem conseguiria.
— Linda não é? – Gibby juntou-se a ele. Estava sem camisa e com as mãos apoiadas nos quadris.
— Gibby, onde está seu pijama?
— Ah eu não tenho. Aquela mania de tirar a camisa em publico se foi, mas ainda não consigo dormir de roupa nem no inverno.
— Isso explica o porquê não quis dividir o quarto com as garotas.
— Ah não, é porque garotas roncam.
Freddie calou-se, não querendo estender aquela conversa em linguagem de Gibby.
— Bem, até amanhã – ele finalmente disse e deitou-se.
Freddie permaneceu ali até seu refrigerante acabar, então deitou-se e acordou ansioso na manhã seguinte.
***
— BOM DIA COMEÇA COM ALEGRIAAA.
“Que porra é essa?” Sam, pensou e enfiou a cabeça debaixo do travesseiro.
— BOM DIA COMEÇA COM AMOOOR.
Dessa vez, além da voz irritante, um corpo sentou-se por cima de Sam e começou a pular.
— O SOL A BRILHAR, AS AVES A CANTAR. BOM DIA. BOM DIA. BOM DIAAA.
Tirou o rosto de esconderijo e deu de cara com Carly e sua cantoria.
— Carly... NÃO TEM SOL.
— Levanta levaaaaanta. Estamos em Nova York!
Ei, Carly tinha razão. Estavam em Nova York! Sam sorri e espreguiça-se.
— Carly você perdeu ontem à noite. O caminho do aeroporto pro hotel foi lindo.
— Não importa, temos a semana inteira pra explorar – Ela diz e tira a parte de cima do pijama – Espera, quem trocou minhas roupas?
— Eu mesma. Carly, não fica pelada aqui porque...
— CACETE.
Carly dá um grito e cobre os seios nus com a camiseta do pijama. Sam olha para trás e vê um Aydan envergonhado. Suas bochechas brancas ficaram totalmente vermelhas.
— O QUE ELE TÁ FAZENDO NO NOSSO QUARTO?
— Então... Não estamos sozinhas. Vamos dividir o quarto com ele.
— Desculpe, Carly – Aydan levanta-se da cama com a mão sobre os olhos – Não tive a intenção. Eu-eu vou esperar lá fora.
Aydan abre a porta do quarto e sai para o corredor ainda de pijama. Carly e Sam vestem-se apressadas, enquanto Sam não para de debochar da cara de Baker.
— Pode entrar, Aydan – Carly sai no corredor para chamá-lo e, apesar da blusa de lã, o frio a atinge como agulhas afiadas. Pobre Aydan, havia ficado ali naquele frio por 10 minutos, vestido apenas com um pijama fino de algodão – Meu Deus Aydan, você está congelando! – Carly puxa-o para dentro.
— Tá tudo bem – ele treme – Desculpe de novo, pelo incidente.
— Só vamos esquecer que isso aconteceu – Ela fita os pés – Estamos indo tomar o café da manhã. Encontre-nos lá embaixo.
—--
— Ok. Estamos no Lotte New York Palace – Freddie começa a explicar seu roteiro, enquanto os demais se deliciam do café da manhã – Temos muita coisa para ver. O The Paley Center For Media abriga uma coleção gigantesca sobre a televisão americana, o Radio City Music Hall promove espetáculos de natal magníficos, aqui perto também temos o Museu da Arte Moderna, temos The York Theatre Company... Alguém tem alguma observação a fazer?
— Eu tenho uma – Sam levanta a mão – Se tem uma coisa que eu amo, é café da manhã de hotel.
Assim estavam, decidindo o que seria feito no primeiro dia em New York, que não notaram Aydan brotar por trás de Gibby.
— Bom dia – ele disse.
Todos viraram-se para ele. Estava vestindo o mesmo estilo de suéter do dia anterior, dessa vez roxo, por cima dele uma jaqueta preta de couro e um cachecol de algodão cinza.
“Caramba, ele teme estilo” Carly não pôde desviar os olhos dele.
— Carly! – Spencer estralou os dedos na frente dela – Por que tá parada aí olhando pro Aydan?
Carly corou e tentou explicar-se, cada vez mais envergonhada e Sam salvou sua pele.
— Ah, um pequeno incidente com nudez aconteceu no quarto hoje de manhã. A Carly ainda está traumatizada.
— É... Isso mesmo.
Todos riem da situação e aguardam Aydan a tomar seu café da manhã para partirem.
Decidiram ir ao Central Park no primeiro dia. Por sorte não estava nevando. Gibby e Aydan foram patinar em uma das pistas, Freddie preparou seu equipamento e Carly e Sam improvisaram uma programação para o iCarly.
— Em cinco... quatro... três... dois...
— Eu sou Carly e estou congelando!
— Eu sou Sam e vou explicar o porquê a Carly está congelando: estamos no inverno! Brruu.
— Mas nós não estamos em qualquer inverno. Estamos no inverno de...
— NEW YORK! – Elas gritaram juntas e comemoraram com uma dança maluca.
— Mas Carly – Sam pergunta – Por que estamos aqui?
— Ah Sam, isso é porque o nosso amigo Gibby ali – Carly aponta para suas costas, onde, ao fundo, Gibby patina com Aydan – é campeão em patinação e ganhou essa viagem pra gente!
— Poxa eu não sabia que ele patinava!
— E nem eu! Você sabia, Freddie?
Freddie vira a câmera para o próprio rosto e responde:
— Eu não fazia idéia.
— E você Spencer?
Spencer brota na tela e diz:
— Eu duvidava da capacidade do Gibby de andar, quem diria patinar!
— Pois é – Sam dá continuidade – Mas hoje (agora), diretamente do Central Park em New York, o Gibby vai provar o que ele é capaz de fazer com patins e gelo.
— O plano é simples – Carly explica – essa é a Sam e esse é o estilingue. A Sam vai tacar pedregulhos no Gibby com o estilingue enquanto ele patina.
— Observação: ele ainda não sabe disso.
Freddie dá um zoo em Gibby e capta sua expressão feliz enquanto patina, até que pequenos projeteis começam a acertar seu corpo e ele fica confuso. Após alguns acertos, ele perde o equilíbrio e cai de cara no gelo.
— É, talvez ele não se sairia muito bem em uma competição de patinação no gelo com arremesso de pedregulho – Sam concluiu e deu de ombros.
Apresentaram mais alguns quadros e despediram-se.
— Esse foi o especial de Natal do iCarly! – Sam aperta o botão de palmas em seu controle.
— E se você é de Nova York...
— E gosta da gente,
— (ou não)
— Estaremos na cidade por toda a semana de natal!
— A gente se vê por aí!
— E... Corta! – Freddie desliga a câmera – Foi incrível!
— Nós somos incríveis, meu bem – Sam abraça Freddie e lhe beija.
Gibby e Aydan juntam-se à eles.
— Você podia ter me avisado, Sam!
— Não podia não – Sam dá um cascudo na cabeça de Gibby – Tem que ser espontâneo.
— Vocês são ótimas mesmo – Aydan refere-se ás duas, mas dirige o olhar para Carly, esta desvia a atenção para os próprios pés e agradece.
Almoçaram ali perto, no Brooklyn Diner e continuaram o passeio pegando um taxi. Este os deixou na Quinta Avenida, na fachada do Empire State. Freddie sacou do bolso o guia de turismo que vinha estudando e explicou, enquanto caminhavam até lá:
— O Empire State muda de cor dependendo da época e da ocasião.
— E também é onde encontra-se o Monte Olimpo nos dias de hoje – Aydan acrescenta e todos olham para ele, surpresos por ouvirem sua voz – O que foi? É só uma teoria.
A forma com que ele falava fazia parecer a Carly que o Monte Olimpo realmente existia. Ela gostou disso mais do que queria admitir e sorriu para ele.
— Você gosta de mitologia grega?
Era a segunda pessoa que perguntara isso a Aydan num curto intervalo de tempo. Mas tratava-se de Carly, e por algum motivo que ele não sabia explicar, se afeiçoara por ela, portanto, não irritou-se.
— Gosto sim. E você?
— Não tenho uma opinião formada. Você pode contar mais sobre esse Monte Olimpo?
— Bem, ele muda de lugar de tempo em tempo e é a casa dos 12 deuses maiores: Zeus, Hera (sua esposa), Poseidon, Atena, Ares, Afrodite, Hefesto, Apolo, Ártemis, Demeter, Dionísio e Hermes.
— Poxa, você conhece mesmo de mitologia.
— Isso é só o básico. Para cada deus existe um titã que se opõe à ele. Inclusive aqui em Nova York existe uma escultura do titã Atlas (provavelmente o veremos no roteiro de Freddie). Atlas foi condenado a segurar o Mundo nos ombros. É em homenagem a ele que os livros de geografia chamam-se atlas.
Carly tinha uma noção básica sobre essa coisa de atlas, mas seus olhos brilharam ao ouvir a explicação de Aydan. Sua voz era doce e ele olhava para ela enquanto falava. Quando a explicação dele terminou, chegaram á fila para os elevadores do Empire State. Na fila de meia hora, puderam conversar e conheceram-se melhor. Aydan tinha dois irmãos (era o do meio), era um rapaz humorado, gostava de conversar e pretendia ser professor de história um dia. Carly disse que ele tinha jeito pra isso. E tinha mesmo. Era serene e as palavras saíam calmas e reconfortantes de sua boca. Ela não entendia como uma pessoa pode mostrar-se tão diferente em situações extremas. A competição não fazia bem á Aydan e Carly teria dito isso a ele caso fossem mais próximos. No próximo elevador só cabiam mais quatro pessoas. Carly e Aydan ficaram, enquanto os demais subiram.
— Não vai demorar muito – Aydan palpitou e de fato o próximo elevador chegou quatro minutos depois. Entraram, depois de outros 8 passageiros.
Ficaram em silêncio durante a subida, mas podiam ouvir a conversa das pessoas atrás deles. Carly olhou por cima do ombro e viu que eram todos adolescentes. Aparentemente quatro casais. O menor, era o Gibby da turma, com a diferença que aquele provavelmente namorava a garota loira com que estava conversando. Tinha um objeto redondo da mão, que não parava de girar. Carly interessou-se mais pelo grupo e passou os olhos nos outros. Uma garota de cabelos cor de caramelo continha uma sacola na mão. Pensou que fosse um vestido de noiva, mas não fazia sentido algum uma garota visitar o Empire State com um vestido de noiva. O garoto que estava de mão dada com ela era loiro e forte e levava ao lado do corpo uma sacola preta. “Um terno, é claro” Carly imaginou e riu do próprio devaneio. A outra garota loira tinha olhos lindos, acinzentados e aguardava o elevador abraçada ao namorado. Carly assustou-se ao olhar pra ele e notar que a estava encarando. Aqueles olhos azuis profundos penetrantes... Desviou o olhar e tentou manter-se concentrada para não voltar a espiar. Falhou. O terceiro casal era o mais quieto. A garota era negra, com os cabelos volumosos acobreados caindo-lhe sobre os ombros. O namorado dela era forte e apertava seu ombro. Depois de uma boa estudada, Carly virou-se para a porta do elevador e, ao som daquela musica de natal que tocava ali, aguardou.
— Se parece com ela – Um dos garotos falou e Carly apurou os ouvidos.
— Cala a boca, cabeça de alga.
O que? Que tipo de apelido era esse?
— Mas parece... Deixa eu pedir uma foto.
— Não! – A voz era de uma garota autoritária e Carly ouviu o suspiro de decepção do garoto.
Pensou em virar-se e perguntar se era com ela que ele queria a foto, mas talvez seria narcisismo demais, aliás, aqueles adolescentes podiam nunca ter nem ouvido falar de iCarly. O ponteiro marcou o ultimo andar do prédio e a porta se abriu. Carly e Aydan saíram e ela aguardou aqueles adolescentes intrigantes saírem também, mas eles continuaram no elevador. A porta se fechou, mas antes, pelo ultimo vão que restava, aquele garoto de olhos azuis penetrantes sorriu e acenou para Carly. Esta repetiu o gesto, intrigada. Daria tudo pra saber o porquê eles pegaram uma fila gigante pra entrar no elevador, chegar ao topo e depois descer de novo.
“A não ser que estejam indo pro Olimpo” Carly lembrou-se da explicação de Aydan e sorriu, indignada com a própria imaginação.
— Carly? – Aydan pegou em seu ombro – Vamos?
Juntos, procuraram o restante dos amigos. Estes já observavam a vista dali. Carly arregalou os olhos diante da altura e teve um leve desequilíbrio.
— Você está bem? – Aydan ajuda-a a manter a estabilidade, segurando seus cotovelos e o gesto causa um arrepio intenso em Carly. O vento a menos um grau não ajudava muito.
— Estou. Eu tenho um pouquinho de medo.
— Eu te ajudo. Vamos lá.
Juntos, observaram Nova York sendo coberta pelo céu púrpuro do início da noite de inverno.
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