A Vida aos Olhos de Seddie
11 Especial de Natal Parte III: Fondue e Esculturas de Gelo
Notas iniciais
—SANTA TELL ME – Spencer cantava animadamente no caminho de volta para o hotel, com direito a todos os falsetes e caretas — IF YOU’RE REALLY THERE!
— DON’T MAKE ME FALL IN LOVE AGAIN – O taxista completou, animando-se tanto quanto (ou mais) que Spencer.
Do banco de trás, Carly, Aydan e Gibby formavam a platéia do dueto natalino, dos quais apenas Gibby curtia a melodia balançando a cabeça e estalando os dedos. Carly olhou para Aydan e este estava sorrindo diante da cena.
— Seu irmão é o máximo – Ele olhou para Carly e seu sorriso, contagiante como era, a fez sorrir também – Você tem a quem puxar.
— Obrigada – as bochechas dela ficaram vermelhas, apesar da temperatura baixa do inverno.
Aydan estendeu a mão enluvada e pegou na de Carly. Seu toque repercutiu uma tremenda reação no corpo dela, fazendo suas pernas tremerem e seu pescoço arrepiar-se. Não entendia muito bem o que estava acontecendo, mas gostava daquilo, de certa forma. Aydan era diferente.
— Chegamos – O taxista disse e estacionou o carro.
— Qual é?! – Spencer reclamou – Foi tão rápido. Eu queria cantar mais.
O taxista permaneceu calado por um momento e então disse:
— Saideira?
— Isso! – Spencer comemorou e selecionou mais uma música natalina na playlist do taxi.
— Divirtam-se – Carly acenou e saiu do carro, batendo a porta atrás de si. Aydan a acompanhou, diferente de Gibby, que permaneceu onde estava apreciando o show.
O taxi em que Sam e Freddie estavam estacionou atrás do anterior e eles saíram da cabine.
— O que ta rolando lá dentro? – Freddie perguntou, enquanto pagava a corrida.
— Nem queira saber – Carly respondeu para ele antes de entrar no salão principal do prédio.
Os dois casais jantavam no hotel quando Spencer e Gibby finalmente juntaram-se á eles.
— Ei pessoal! Desculpem a demora. O show se estendeu do carro pra calçada, sabem como é – Disse Spencer, ofegante e sentou-se em uma das cadeiras.
— Eu não quero nem imaginar – Carly deu um gole em seu chocolate.
— É melhor vocês comerem logo – Sam usou uma colher como estilingue para acertar uma ervilha no olho de Gibby. “Ai” – Estamos indo para o Rockefeller Center.
***
A noite estava agradável, apesar de congelante. Freddie abraçava Sam pelos ombros enquanto caminhavam e isso ajudou a aquiescê-la. Andavam em silêncio, apreciando a presença física um do outro. Freddie fantasiava na mente passeios futuros como esse, sozinho com Sam . Sam preferia degustar o momento, sem planejar como seria o futuro. O que importava para ela é que Freddie estava ali naquele momento.
Era possível ouvir a música do Rockefeller ao longe e quanto mais aproximavam-se, mais nítida ficava a cantoria e mais pessoas amontoavam-se pelas calçadas. Tomaram o cuidado de não separar-se do grupo á frente: Spencer, Gibby, Carly e Aydan. Sam observou como os dois estavam estranhamente próximos e a forma com que Aydan tocava no ombro de Carly periodicamente. Ele falava sobre algo que nitidamente interessava a Carly, que sorria e respondia com animação. Sam não soube ao certo se aquilo a incomodava. Não conseguia decidir entre deixar fluir essa súbita aproximação ou dar um chute nas costas de Aydan e deixá-lo estendido no asfalto gelado.
— Eu sei o que está pensando – Freddie apertou o ombro dela um pouco mais firme do que antes – E não. Deixe eles.
— Se ele magoar a Carly, vai ser o dia em que um Aydan a menos existirá no mundo.
— Você não vê como ela sorri pra ele? Por acaso você já viu a Carly sorrindo assim pra algum cara?
É, Sam nunca tinha visto isso antes. Concordou com a cabeça e continuaram pela calçada.
No centro da praça, em um palco improvisado, uma banda apresentava-se. Algumas pessoas curtiam a musica em volta do palco, dançando com seus pares ou amigos. Mas a maior parte da multidão concentrava-se em filas intermináveis para as vitrines natalinas das lojas.
— A maioria das lojas de NY substituem seus produtos da vitrine por decorações exclusivamente natalinas – Freddie começou a ler o folheto explicativo – As ruas são superlotadas durante todo o dia e toda a madrugada nessa época do ano. O maior pinheiro natural do mundo encontra-se...
— Amor — Sam tapou a boca dele com a luva – Eu caguei pra essas informações.
— Tudo bem – Freddie guardou o folheto no bolso do casaco, desapontado – Então, o que quer fazer?
— Na verdade eu to com fome.
— Sam... Acabamos de jantar.
— E...? Você sabia que o frio estimula a fome?
Freddie resolveu não discutir com Sam, nem com o estômago de Sam.
— Então vamos.
Sentaram-se numa barraca de fondue, dentre as várias que continham todo tipo de comida de inverno. Ao longe, a banda continuava tocando no centro da praça. Agora a música era Suspicious Minds. Freddie observava Sam saboreando aquele fondue. Para ele era uma cena magnífica. Seus cachos loiros perfeitos despencando para fora da touca, aquele sorriso de satisfação enquanto ela acompanhava a letra da música e lambuzava-se de chocolate derretido... Freddie a beijou e sentiu o doce do morango que ela acabara de colocar na boca.
— Nem tente roubar meu morango – Ela avisou. Ele não era louco de fazê-lo.
— Olá pombinhos – Carly brotou de trás de Sam e sentou-se ao lado dela.
— Cadê a Lhama Ruiva? – Sam questionou com a boca cheia de morangos.
— Está com Spencer e Gibby naquela fila infinita pra ver as vitrines – Carly respondeu e mergulhou uma uva no chocolate.
— Na boa, acho isso a coisa mais chata pra se fazer em NY.
— E comer fondue não? – Freddie ironizou.
— Fondue aqui ou na Tailândia continua sendo fondue — Sam explicou e enfiou um pedaço gigante de banana na boca de Freddie.
Assim é que Sam gostava: estar junto de seus amigos. Não importava que agora Freddie era seu namorado, continuava sendo seu amigo. Não importava para Carly que eles namoravam, continuavam sendo seus amigos. E seria sempre assim.
Alguns minutos se passaram quando ouviram um anuncio ao longe. Uma voz masculina dizia “a competição de escultura no gelo começa em cinco minutos. Os participantes estão prontos!”
Freddie olhou para Sam e Carly. Carly e Sam olharam para Freddie. Revelaram juntos o mesmo pensamento:
— Spencer.
***
A multidão não favorecia o deslocamento, mas em três minutos eles conseguiram chegar ao local da competição. Dito e feito, lá estava Spencer se preparando ao lado de um cubo de gelo de três por três metros. Os outros competidores faziam o mesmo ao lado de seus cubos de tamanho similar. De onde vieram os cubos e como foi que chegaram ali, eles não sabiam. O locutor continuou falando ao microfone:
— O desafio é fazer a melhor escultura de gelo natalina...
— Spencer! – Carly chamou – Isso vai durar a noite toda!
— Carly, olha pra esse cubo de gelo gigante pedindo pra ser esculpido! Você quer mesmo que eu diga não para ele?
— Spencer, já são dez horas da noite!
— Exatamente! – Foi o que ele disse e virou-se, voltando sua atenção ao cubo. Carly decidiu não contrariá-lo.
— Parece que estamos sem “adultos” – Carly virou-se para dar a notícia à Sam e Freddie.
— Ele vai passar a noite aí?
— Com certeza – Ela cruzou os braços.
— Carly – Aydan apareceu atrás dela e colocou as mãos em sua cintura – Estava te procurando.
— Ah, oi! – Ela virou-se – Estou aqui.
— Estou vendo – Aydan fixou seus olhos nos dela por alguns segundos. – Bem, parece que o Spencer vai virar a noite aqui. Você vai ficar?
— Não mesmo – Carly respondeu – Da arte do Spencer eu fico longe.
Sam concordou.
— Apostam quanto que ele vai conseguir incendiar a escultura de gelo?
— Bem, alguém precisa ficar aqui com ele.
— Acho que já sabemos quem – Freddie apontou para onde Gibby estava, pendurado na grade de segurança torcendo por Spencer.
— É. Eles vão ficar bem.
Sorrateiramente, os quatro caminharam para dentro da multidão e a competição começou.
***
Eram 10h30 quando chegaram ao hotel.
— Ei, vocês podem ir subindo – Carly gesticulou e olhou para Aydan — Vamos ficar por aqui um pouquinho.
Sam semicerrou os olhos e encarou os dois.
— Você se comporte – Ela disse para Carly
— Você também – Carly respondeu.
— E você... – Sam encarou Aydan.
— Tudo bem, ele já entendeu – Freddie abraçou Sam e a arrastou para dentro do elevador.
— Meu celular estará ligado! – Sam gritou para Carly antes que a porta se fechasse.
— Relaxa amor, eles vão ficar bem.
Ela meneou a cabeça e a encostou no peito de Freddie.
A porta do elevador se abriu e eles se encararam.
— No seu quarto ou no meu?
— No meu – Freddie respondeu. Eles dispararam para fora do elevador e correram pelos corredores do andar até a porta do quarto de Freddie. Pararam, ofegantes, enquanto sorriam com a expressão abobada e ele abria a porta do aposento.
O interior estava aquiescido pelo ar e os dois ocuparam-se tirando as camadas e mais camadas de casacos.
— Ah, espere aqui. Eu já volto. – Sam avisou e saiu para o corredor vestindo apenas uma camiseta de mangas compridas.
— Tudo bem – Apesar de curioso, Freddie não questionou. Quando Sam bateu a porta, ele tomou o cuidado de ligar o radio do quarto numa música suave e preparar algo para beberem. Abriu o frigobar e notou que ali havia uma garrafa de vinho – Perfeito.
Alegrou-se ainda mais ao encontrar taças para vinho no armário. Sentou-se aos pés de sua cama e olhou para o relógio 10:45. Provavelmente Spencer demoraria horas na escultura, mas todo cuidado era pouco. O que Sam estava fazendo? Freddie queria muito saber. Deu um gole no vinho. Estava agradavelmente doce e não muito forte. Prestou atenção na música que tocava Bastille — Of The Night. Freddie gostava daquela versão regravada, mas preferia a antiga. Levantou-se e olhou pela janela. Quanto mais próximo o Natal ficava, mais movimentada era a rua lá em baixo. Começava a nevar levemente, mas nada que impedisse as pessoas de apreciarem a semana natalina em New York.
Freddie ouviu a porta do quarto se abrir e permaneceu virado. Um arrepio percorreu seu corpo quando ele sentiu a presença de Sam no quarto. Algo lhe dizia que quando se virasse, ela iria surpreendê-lo.
Virou-se.
E surpreendeu-se.
— Ca. Ra. Lho.
— Gostou?
Ele não se deu o trabalho de responder, permaneceu distante dela para admirar a beleza nata daquela garota. A sua garota.
Sam encarara o frio do corredor com aquelas roupas somente para surpreender a Freddie. Usava um vestido vermelho curtinho e decotado, com acabamentos em lã branca. A meia quatro oitavos era branca e grossa e provavelmente estava presa á uma cinta liga que Freddie estava louco para descobrir por debaixo do vestido. Na cabeça, um gorrinho natalino era a cereja do bolo. Sam dava uma perfeita mamãe Noel.
— Você não vai dizer nada? – Sam começava a ficar impaciente.
— Desculpe – Freddie limpou um risco de baba do canto da boca – Desculpe. Você está indescritivelmente encantadora.
Sam sorriu e notou a música que tocava, caminhou rebolando até onde estava Freddie e o beijou, sentindo sua ereção tocar-lhe a barriga.
— Tem vinho – Freddie disse gaguejado e estendeu a taça para Sam. Sam fitou aquele liquido avermelhado e hesitou.
“É fraco.” Pensou. “Não vai haver problemas.”
— Obrigada – ela deu um gole médio, colocou a taça no balcão e voltou-se á Freddie para beijá-lo.
— Você não gosta de vinho?
— Não é isso é que... – Ela pensou numa boa explicação. Talvez fosse cedo para uma conversa assim – Não é nada. Eu só não quero beber agora.
— Tudo bem – Freddie contornou os traços do rosto dela com os dedos. Era o cara mais sortudo do mundo. Começava a notar como Sam era sensível por baixo da capa, mas preferia guardar isso para si.
Sam o abraçou. As costas largas de Freddie era uma das coisas que mais agradava a Sam no corpo dele. Era bom de abraçar. Escorregou as mãos pelo tronco dele até a sua bunda e a apertou fortemente. Ele fez o mesmo, explorando por debaixo do vestido vermelho. Freddie virou Sam de costas abruptamente e abriu o zíper em suas costas, escorregando as alças do vestido pelos ombros macios, cobrindo-os de beijos. Ombros perfeitos. Desceu o tecido até o quadril, onde aquela curva suave sempre o fazia desejar poder ver aquilo todos os dias de sua vida. Deixou sua mão escorrer livremente por toda a pele exposta, até chegar aos seios. Ele não podia vê-los, pois Sam estava de costas, mas só de senti-los entre seus dedos era o suficiente para fazê-lo latejar.
Manteve a mão esquerda sobre o seio dela, enquanto a direita abria caminho por entre o tecido do vestido e para dentro de sua calcinha. Freddie tentou imaginar qual era a cor da lingerie de hoje. Talvez preta, talvez vermelha. Mas uma coisa era certa: já estava encharcada de libido. Freddie arrastou Sam para perto da cama, sentou-se e a fez sentar em seu colo. Estimulando seu prazer, pressionava o órgão rijo entre os glúteos dela lentamente. É claro que não demorou muito tempo para Sam alcançar o pico do primeiro orgasmo daquela noite, dando a ela o desejo de agradecer a Freddie pelo serviço muito bem feito.
Causar prazer á Sam já era o suficiente para Freddie alcançar seu próprio prazer, mas ele não era o único que apreciava explorar o parceiro. Sam virou-se de frente para Freddie, mantendo a posição que ele a havia deixado. Beijou-o com intensidade enquanto abria os botões de sua camisa, como sempre não resistindo o desejo de apertar os “peitos” dele. Freddie estava começando a se adaptar com aquilo, até mesmo sentir algum tipo de prazer inexplicável com o gesto. Sam ajudou-o a se despir do resto das roupas e também terminou de tirar o vestido vermelho.
Vermelha.
Freddie nunca havia visto Sam com lingeries tão lindas quanto aquelas.
— Gostou do presente de natal? – Ela perguntou.
— Não poderia ser mais perfeito.
— O presente ainda não acabou.
Sam tirou a calcinha de renda vermelha, permanecendo apenas com a cinta liga e a meia. Talvez Freddie nem soubesse do fato, mas Sam nutria o fetiche de foder de meia fina um dia. Momento perfeito para realizar o tão sonhado momento.
Laughter Lines tocava baixinho no momento que Sam abaixou-se para chupar Freddie, mas logo no primeiro contado com a boca dela, ele não resistiu a tentação de possuí-la. Agarrou-a pelos ombros e a colocou de quatro na cama. A visão que tinha daquele ângulo era de uma perfeição tão grande que para Freddie parecia ficção, um sonho irreal. Apoiando-se nos quadris da garota, ele a penetrou profundamente. E esse foi o começo da véspera de Natal.
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