A Vida aos Olhos de Seddie
9 Especial de Natal Parte I: Diversão Aérea
Notas iniciais
— Escova de dentes.
— Confere.
— Escova de cabelo.
— Confere.
— Comprimidos pra enjôo.
— Confere.
—Vibrador.
— Sam! – Carly vira-se abruptamente – Isso não está na lista.
— Pois eu acho que deveria.
— Continue lendo – Carly responde e volta a encaixar suas coisas dentro da mala.
— Câmera fotográfica.
— Confere.
— Protetor solar... Sério, Carly?
— E por que não?
— Carly... É INVERNO.
— E daí? O Sol continua no céu.
— Está bem – Sam amassa a lista e joga-a no cesto, marcando um ponto – Já acabamos a sua. Agora você lê a minha – Sam reconforta-se na cama e dobra os braços atrás da cabeça.
— E como é que você vai conferir deitada aí?
— Mas é você quem vai conferir a minha mala.
Carly ri desacreditada.
— Tudo bem. Camiseta confere. Calça confere. Garfão confere. Mas pra que você vai levar o garfão?
— Os talheres dos aviões são pequenos demais. Quase não cabe comida neles.
Carly meneia a cabeça em concordância.
— A lista acabou, vai levar só isso?
— Claro que não. Tem a mala de comida.
— Mas Sam, as refeições estão incluídas no prêmio do Gibby.
— Eu já te contei que os talheres dos aviões são pequenos?
— É, eu acho que já.
— E que eles são pequenos pelo fato de servirem uma miséria de comida?
— Tudo bem, eu já entendi – Carly diz enquanto trava o zíper da ultima mala – Estamos prontas.
Desceram as malas, Freddie e Spencer já aguardavam com as suas.
— Quem vocês acham que o Gibby vai levar com a passagem que sobrou?
— Talvez ele tente fazer uma lhama entrar no aeroporto – Sam volta da cozinha com uma garrafa de refrigerante.
Nesse momento Gibby entra pela porta da sala. De trás dele sai Baker.
— Ou uma lhama ruiva – Sam acrescenta e dá um gole na bebida.
Um silêncio desconfortável instalou-se na sala, até que Carly o quebrou.
— Hum, Gibby? Podemos conversar um instante?
— Claro Carly.
Ela arrasta-o para a cozinha.
— O que ele está fazendo aqui?! – Cochicha.
— Eu o convidei, em sinal de pazes.
— Ontem á noite esse cara tentou te matar e você o convidou para viajar com a gente? Ficou maluco?!
— Depois da premiação, eu fui até a casa dele oferecer a passagem e avisá-lo de que eu vou parar de competir.
— VOCÊ O QUE?!
— Carly, aquele cara ali aprendeu a patinar quase ao mesmo tempo em que aprendeu a andar. Eu entendi o porquê ele se sente assim e decidi que ele deve ser o campeão. Não se preocupe, há muitas pistas na cidade que organizam competições de inverno.
— Você tem certeza disso?
— Absoluta. Você vai ver, o Aydan é um cara legal quando não está estrangulando seu pescoço.
Viraram-se para juntar-se aos demais, quando viram Aydan pendurado no ventilador, rodando no meio da sala.
— Sam! – Gibby agarra o pé do garoto, tentando inutilmente fazê-lo parar de rodar – Tire-o daí!
— Relaxa Gibby – ela responde a certa distancia, observando com satisfação o seu trabalho – Esse bobão não vai mais te ameaçar a entregar a passagem pra ele.
— Ele não me ameaçou, eu o convidei.
— VOCÊ O QUE?
— Somos amigos.
— Ai que nojo.
— Pode soltá-lo agora?
Sam solta o ar pesadamente e, andando até o centro da sala, puxa as pernas de Aydan bruscamente, fazendo-o bater de cara no chão. Gibby ajudou-o a se levantar.
— Eu agradeceria se você parasse de me atacar – Aydan retoma o equilíbrio.
— Então você não vai agradecer nunca.
— Ei ei ei, gente... Chega de brigas. Vocês nem conhecem o Aydan.
— E nem você – Ayan lembra-o – Quer dizer, não conhece meu lado bom.
— Sem problemas, vamos conhecer todos juntos. Não é pessoal?
Silêncio.
— Não é?
Todos concordaram forçadamente.
Aydan Baker. Carly não pôde deixar de observar como ele estava diferente do garoto imaturo da noite anterior, com aquele macacão ridículo de patinação. Hoje estava vestindo um suéter cinza por cima de uma camiseta branca, calças jeans e tênis na cor de vinho. O cabelo ruivo formava cachos sutis e caiam por sobre as orelhas. Aquelas sardas já não eram mais incômodas, mas acrescentavam um charme ao rosto dele. Talvez ele não fosse mesmo tão ruim.
***
— Quantas horas de Washington à New York? – Sam pergunta, olhando pela janela do avião. O céu já estava escuro ás oito horas da noite de inverno, mas não nevava.
— Aproximadamente cinco horas – Freddie folheia uma revista de turismo de NY na poltrona ao lado.
— Caramba, é muito tempo. Você acha que vai dar certo levar esse cara com a gente?
— Eu confio no Gibby, se ele disse que Aydan é um cara legal, então Aydan é um cara legal.
Nas poltronas à frente, Carly e Spencer também já se acomodaram com os fones de ouvido do avião e, nas poltronas de trás, Gibby e Aydan ainda não se mataram. A comissária de vôo anuncia que a decolagem acontecerá em dois minutos e tagarela sobre como se portar em casos de emergência e coisas sobre as quais os passageiros se entediam ao ouvir. Agradeceu então a “atenção” e retirou-se pela portinhola. O avião saíra do solo da capital.
— O que você está fazendo? – Gibby pergunta para Aydan, que portava um livro de bolso nas mãos. Este desprega os olhos da página e, claramente frustrado pela interrupção responde:
— Estou lendo.
Gibby tentou se conter para não aborrecê-lo, mas não conseguia evitar.
— Sobre o que ele fala?
— Sobre mitologia grega.
— E você gosta?
— Aparentemente sim – Aydan sorri diante da inocência de Gibby. Ao menos se lembrava mais o porquê cultivara tanta raiva por ele. Se tivesse enxergado seu caráter por trás do rival, talvez jamais tivessem sido inimigos. Ficara feliz em ter aceitado o convite e, após ter se passado um minuto sem Gibby lhe dirigir nenhuma outra pergunta, sorriu e voltou sua atenção à leitura.
— Tem certeza que é seguro você tomar tantos comprimidos para enjôo? – Spencer preocupa-se, enquanto escolhe um filme da lista na tela á sua frente.
— Claro que sim – Carly ajeita sua almofada de pescoço, inclina a poltrona para trás e ajeita a mascara de dormir nos olhos – O máximo que esses comprimidos fazem é um sono sobrenatural.
— Se você diz. O que quer assistir? Temos Os Fantasmas do Sr. Scrooge, O Incrível Mundo de Jack, Expresso Polar, Harry Potter e a Pedra Filosofal e Esqueceram de Mim. Todos são ótimos, eu não sei qual escolher. Você acha que... Carly? – Spencer cutuca-a no ombro e a cabeça de Carly cai para o lado. Ele sorri e coloca os fones de ouvido, escolhendo o primeiro filme da lista Especial de Natal do avião.
— O que está fazendo, amor? – Sam cutuca a bochecha de Freddie com o dedão do pé enquanto ele digita no notbook.
— Estou fazendo um roteiro, marcando todas as coisas que temos que ver em Nova York, pra fazermos tudo o que for possível em uma semana.
— Seria uma boa deixar você terminar isso aí?
— Eu diria que sim.
— Hum.
Sam tira as pernas de cima de Freddie e senta-se por cima delas, colocando-se de lado.
— Falta quando tempo para chegarmos?
— Três horas e meia – Freddie não desvia-se dos afazeres no computador.
— Interessante.
A iluminação era sutilmente alaranjada, mas a escuridão da noite era evidente, proporcionando um ambiente confortável para os passageiros dormirem. Os ruídos do avião ficavam audíveis no silêncio. Nenhuma conversa era detectada, aparentemente todos estavam dormindo ou ocupados com algum entretenimento pessoal.
Discretamente, Sam infiltra a mão por dentro da manta que cobre as pernas de Freddie, mas este não nota a aproximação. Com os dedos indicador e médio, simula pernas caminhando, fazendo-as andar até entre as coxas dele. Difícil não notar esse toque e Freddie estremece, enrijecendo-se ao olhar para o lado e deparar-se com o sorrido de Sam e seu lábio inferior entre os dentes. Ele fecha o notbook, sem preocupar-se se o arquivo foi salvo ou não e beija a garota da sua vida.
— Sam... Estamos no avião.
— Está vendo alguém acordado? Já passam das dez da noite, está escuro – Enquanto as palavras saem de sua boca em sussurro, sua mão trabalha para abrir o botão da calça jeans por baixo da manta e libertar de lá o órgão rijo.
Através do tecido do cobertor era possível ver o pau de Freddie, mas caso alguém passasse pelo corredor não notaria o que estava acontecendo por debaixo dele, pois ótima atriz como Sam era, deitara no ombro de Freddie para entenderem que ela apenas estava abraçando o namorado para se aquecer. Sua mão subia e descia pela extensão do órgão, que latejava entre seus dedos. Hora ela apertava-o, hora apenas o fazia sentir seu toque leve para provocá-lo.
Freddie passa o braço pelas costas dela, alcançando sua bunda por dentro da calça e a aperta para aliviar a tortura de não poder gemer. Qualquer som mais alto que a respiração seria perfeitamente notado pelas pessoas ao redor. Ele gostaria de poder ver o rosto de Sam, mas esta permanece com a cabeça encostada em seu peito de respiração ofegante. Não sabia por quanto tempo agüentaria até vir seu ápice e parece que Sam leu os pensamentos dele, pois acelerou o ritmo dos movimentos, como uma maquina em seu nível mais rápido.
— Sam, pare... – Ele sussurrou no ouvido dela – Eu não tenho onde...
— Relaxa – Pela primeira vez ela olhou para ele e permaneceu assim até vê-lo abrir a boca e franzir as sobrancelhas. O pau dele ficou ainda mais duro na sua mão. Ela abaixou a cabeça até a altura e abriu um orifício na manta para alcançar a cabeça, envolvendo a ponta com os lábios e sugando a porra que jorrava de lá. Cessando o líquido, ela lambeu os beiços e o beijou – Viu? Nenhuma sujeira.
Freddie queria dizer que a amava, mas aquele não era o momento. Sempre odiara caras que dizem “te amo” só pelo prazer que uma mulher proporcionava à ele e não porque realmente a amava. Ele teve uma idéia e sorriu. Alcançou os fones de ouvido conectados ao monitor da poltrona, deu play em uma musica aleatória e pediu para Sam:
— Coloque.
— O que vai fazer?
— Só coloque.
Sam obedeceu e encaixou os fones nos ouvidos. Freddie guardou seu pau de volta na calça e colocou-se de lado. Pegou a perna direita de Sam e colocou-a por cima da própria perna, abrindo caminho para fazer o que desejava com ela nessa posição. Sam estava de calça legging, o que facilitou muito a vida de Freddie, que só teve de enfiar a mão para dentro sem dificuldade. Encaixou a mão na pélvis de Sam, introduzindo nela o dedo médio e anelar o mais profundo que pôde. Com a outra mão (ainda nas costas dela) alcançou seu seio esquerdo e o apertou com força. Com os fones de ouvido, Sam não podia ouvir o som do exterior e era exatamente o que Freddie pretendia. Sabia que dessa forma Sam teria que conter seus gemidos, ou seria ouvida por todo o avião. Aparentemente ela já entendera seu plano, porque tinha no rosto uma expressão angustiante por não poder gemer.
Freddie estocava os dedos dentro dela fortemente, periodicamente tirando-os de lá e massageando seu clitóris em movimentos circulares e verticais. A cada sensação, Sam jogava a perna cada vez mais para cima do colo de Freddie e apertava a mão dele por cima de seu seio, esforçando-se para não gemer e lembrar que a musica alta era apenas uma ilusão e não iria camuflar seu protesto de prazer. Aproximando-se do orgasmo, ela contraiu-se na poltrona e inclinou a pélvis para frente, a cabeça para trás e, de olhos fechados e boca aberta, apreciou seu orgasmo silencioso, obrigando um gemido a morrer dentro da garganta. Tirou os fones e encarou a Freddie.
— Porra, Fredonho.
— Eu te amo – Ele diz, finalmente.
Ela abraça Freddie pelo pescoço e o beija , enquanto ele acaricia sua vagina molhada.
— Eu preciso me secar. Volto já.
Enquanto Sam estava no banheiro, Freddie só pensava no quanto queria foder com ela em Nova York. Na verdade, queria foder com ela na Irlanda, na Austrália, no Egito... Em qualquer lugar. Queria foder com ela no mundo inteiro, pra sempre, porque era sua mulher. Mas não era Sam que pertencia a Freddie. Freddie pertencia a Sam e ele sabia que isso também era pra sempre.

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