A Vida aos Olhos de Seddie
2 Como Contar Sobre "Transei na Sua Cama"
Notas iniciais
Din din din dirin dirin dirin.
Sam acordou um tanto confusa com o toque de seu peraphone. The Fox, era a musica para quando Carly ligava. Tirou o cabelo do rosto e olhou para a tela embaçada do celular, onde dizia: Carllota, abaixo de uma foto de Carly dormindo com o aparelho sexy para ronco (tirada pela própria Sam, naturalmente).
– Me deixa dormir.
– Claro, Sam, docinho, mas... SERÁ QUE VOCÊ PODE ABRIR A PORRA DA PORTA DO MEU QUARTO?
– Seu quarto? Ta locona Carly?
Sam olha á sua volta e percebe que sim, aquele era realmente o quarto de Carly. Ao seu lado está Freddie, dormindo com a mão em seus peitos.
– Um minuto Carly – Ela desliga o aparelho e vira-se para Freddie – Amor? Freddie?
Ele sorri mas continua adormecido, até ser atingido por um tapa de Sam.
– Sam!
– Levanta e corre. A Carly está puta lá fora.
Freddie começou a perguntar o por quê, mas lembrou-se sozinho que passaram a noite trancados no quarto dela e apenas concordou. Eles vestiram-se rapidamente enquanto Carly batia na porta.
– Eu vou abrir a porta e segurá-la pra você sair.
– Beleza – Ele dá um beijo na testa de Sam – Vitamina Dahora mais tarde?
– Nos vemos lá. Agora vai.
Sam abriu a porta e agarrou Carly pelos ombros, arrastou-a para dentro do quarto e fechou a porta assim que Freddie saiu. Sua mão tapava a boca dela, pois Carly gritava loucamente.
– Não adianta lamber.
Carly continuou resmungando.
– Promete que não vai gritar?
Carly fez que sim e Sam a soltou.
– Meu Deus olha suas olheiras! – Sam aponta.
– Sabe por que? No estúdio não tem cama.
– Você dormiu no sofá?
– Você ainda pergunta?
Carly caminha de um lado para o outro sem parar.
– Amiga, calma...
– Eu não vou ficar calma! Você disse que não iam demorar...
– ...Olha, eu preciso te contar...
–...E daí eu vim e a porta estava trancada, eu chamei durante duas horas!
– Carly!
– E vocês dormiram. No. Meu. Quarto.
– Carly! A gente transou!
Isso fez Carly parar de ziguezaguear. Ela virou-se lentamente, com a fúria na voz.
– Vocês o que?
– Não fica brava...
– Onde?
– Carly...
– ONDE?
– Desculpe. Na sua cama.
– Caralho, Sam!
– Eu sei, eu sei. Se você quiser transar na minha cama eu deixo.
– Eu não quero transar na sua cama, Sam.
Carly vai até a cama e joga todos os lençóis no chão.
– Isso vai direto para a lavanderia.
E se Carly estava furiosa antes de ver o sangue, agora estava prestes a surtar.
– Sam, me diz que esse sangue é meu, que foi só um vazamento de menstruação...
– Desculpe de novo. – ela responde, cobrindo o rosto.
Carly suspira. Não conseguiria ficar zangada por muito tempo com Sam, afinal, ela já aprontou coisas piores. Decidiu então não piorar a situação e sentou-se na beirada da cama.
– Provavelmente a minha cama está cheia de esperma. Senta aqui.
Sam obedece e senta-se ao lado dela.
– Carly, me desculpa por ter sangrado na sua cama.
– Tá tudo bem, deve ter sido difícil.
– E foi.
Sam deita-se no colo da amiga e relada detalhadamente a noite anterior. Notava a expressão de preocupação-furia-humor de Carly. Após ouvir tudo com muita atenção, ela disse:
– Vamos marcar ginecologista.
– Você enlouqueceu? Eu tenho cara de quem vai ao ginecologista?
– Sam, a gente vai e pronto.
– E você por acaso é minha mãe pra me obrigar?
– Alguém tem que ser.
As palavras de Carly desarmaram Sam e ela consentiu. Era a única capaz de fazê-lo e Sam sabia disso.
– Agora vamos tirar esses lençóis com secreções indesejáveis de vocês da minha cama.
– Olha, essa cama foi ótima.
– É, mas vocês não vão mais transar aqui.
– Carly...
– É serio Sam, vocês podem transar na casa do Freddie.
Sam arqueia as sobrancelhas, referindo-se à sra. Benson.
– Tudo bem, mas tem a sua casa.
Sam arqueia-as ainda mais, dessa vez referindo-se á sua própria mãe.
– Tudo bem! Você venceu. Mas traga seus lençóis.
Sam grita de alegria e pula em Carly para abraçá-la.
– É por isso que eu amo você.
– Eu sei – Carly diz, aplicando narcisismo proposital em sua voz.
– Olhem só esse skate motorizado.
Spencer entra no quarto e apresenta sua nova criação.
– Quem ta a fim de ir pro parque testar?
Ambas sabiam que aquilo pegaria fogo a qualquer momento, então seguiram Spencer para o elevador.
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