Notas iniciais
Dedicado ás lhamas do mundo e aos amigos que amam os animais, principalmente ao meu amigo que leva os passarinhos dele para a escola. Beijinhos e boa leitura

– Onde você arranjou essa lhama? – Sam pergunta enquanto mastiga uma tira de bacon recém encontrado na geladeira.

– Ela estava perdida na estrada – Gibby justifica, acariciando seu focinho úmido.

– Ela não pode ficar aqui Gibby – Carly diz.

– Mas... por que não? O que ela te fez?

Carly sorri e responde:

– Nada Gibby, mas aqui não é o lugar dela. Tenho certeza que está sentindo falta de sua família lhama.

– Tem razão – Ele confessa – Me acompanham até a estrada para encontrar a família da Emilia?

– Emilia? – Sam mastiga seu bacon ruidosamente de boca aberta.

– É, achei que combina perfeitamente.

– Tá legal... – Carly revira os olhos e retira-se para convocar o irmão.

Alguns minutos mais tarde todos estavam na mini vã de Meião á caminho da estrada onde Emilia fora encontrada. Todos exceto Freddie. Este pediu permissão á Carly para realizar alguns ajustes pendentes no estúdio antes da próxima transmissão naquela noite.

– Claro, a porta está literalmente sempre aberta... – Foi o que ela respondeu ao pedido.

Lhamas não cheiram bem. Gibby’s também não e nem por isso rejeitaram-no como amigo, portanto agüentar o fedor de uma lhama não era tão ruim assim. Dentro da vã, todos torciam apenas para a recém amiga não vomitar todo aquele mato que estava mastigando sem parar, com aqueles olhos vagos distraídos olhando para nada específico. Era até meiga, na opinião de Carly, adorável para Gibby, repugnante para Sam (embora ela mastigasse exatamente igual àquele animal) e um incrível motivo de aventura para Spencer, afinal, na estrada distante da cidade, poderia testar seu novo skate.

Assim continuaram pela estrada até se verem longe da cidade grande, quando Spencer estacionou no meio fio.

– E agora, pra onde Gibby?

– Agora procuramos a família da Emilia.

– E como exatamente faremos isso? – Carly perguntou enquanto esticava as pernas para fora do automóvel.

– Simples: chamamos.

Gibby arrastou Emilia para fora da cabine, esta teve dificuldades em descer o degrau, mas com algum incentivo conseguiu pousar os cascos no concreto da estrada.

– Vamos lá, Emilia. Chame sua família!

A lhama mastigou entediada e virou a cabeça.

– Anda Emilia! Mostra o que sabe fazer!

Nada. A lhama continuava a mastigar preguiçosamente.

– Chega disso! – Sam praguejou e arrancou a guia de corda das mãos de Gibby – Ela é uma lhama, vai encontrar sozinha o caminho para casa – Ela soltou o pedaço de corda do pescoço do animal e este avançou alguns passos para a mata ao lado da estrada. Nos olhos de Gibby formavam-se o brilho de lágrimas.

– Gibby... Não fica assim – Carly tentou acalmá-lo – Você achou a Emilia bem aqui não foi? Agora ela pode voltar para casa.

– tem razão – Ele limpou uma lágrima – Adeus, Emilia – Ele acenou, enquanto aquele serzinho quadrúpede exibia seus dentes em longas mastigadas.

Spencer decidiu testar seu skate ali perto, alguns metros para dentro do bosque que havia ali. Carly, Sam e Gibby sentaram-se na grama para observar o próximo inevitável incêndio de Spencer. Ele estava alguns metros adiante, preparando-se para o teste. Assim que equilibrou-se no brinquedo motorizado e acionou o botão, Carly e Sam começaram a contar juntas:

– Três... Dois... Um...

Infalivelmente a chama brotou das rodas do skate e Spencer pulou para longe num berro estridente.

– Tá tudo bem, tudo bem... Só precisa de ajustes e vai ficar novo, vocês vão ver.

– Claro que sim – Carly disse ao levantar-se da grama em seguida ajudou Sam a se levantar.

– Que tal um cachorro quente?

Andaram mais alguns metros até um trailer estacionado ás margens do rio que corria por ali.

– Quatro cachorros, por favor – Spencer pediu.

O homem por trás do balcão colocou os óculos redondos de lentes totalmente riscadas na frente dos olhos. Talvez, só talvez, ele estivesse tentando enxergar alguma coisa através delas.

– É o que? – Ele resmungou.

– Quatro cachorros quentes, senhor – Spencer repete, sorridente.

– Quatro? EIN?

– QUATRO. CACHORROS. QUENTES – Spencer gesticula com os lábios e as mãos lentamente.

– DESCULPA – O homem berra – POR AQUI SÓ TEMOS LHAMAS E ELAS SÃO FRIAS.

Spencer dá um tapa na própria testa.

– O que queremos são lanches com salsicha, senhor – Carly diz, entrando na área de “visão” do ancião no trailer.

– AH, POR QUE NÃO DISSE ANTES?

Alguns (muitos) minutos depois, os lanches estavam prontos e o grupo sentou-se em um banco de madeira, onde deveria ser uma espécie de área de pesca durante fins de semana. O vento batia agradável, mas o sol já começava a mostrar-se envergonhado no céu.

– Bom, hora de ir – Spencer declarou e os três jovens o acompanharam até a van.

Na curta caminhada até lá, alguns corpos ao longe iam aos poucos aparecendo em seu campo de visão. Emilia ainda estava onde a deixaram, mas agora rodeada por outras lhamas e lhaminhas.

– Encontrou sua família! – Gibby aproximou-se empolgado, mas ao intuir que atravessaria a cerca, Emilia lhe mirou uma boa cuspida no meio da cara – Tudo bem – Gibby limpa parte da baba na manga da camisa – O que importa é que você está feliz agora. Até mais Emilia e família.

Foi preferível ignorar aquele Gibby coberto de saliva de lhama, então todos retornaram calados para o apartamento. Gibby não os acompanhou, dizendo que iria para casa tomar uma ducha e ninguém ousou discutir com ele.

– Querido, cheguei! – Sam invadiu a sala do apartamento esperando ver Freddie, mas ali não havia nenhum sinal dele.

Resolveu fazer uma boquinha antes de encontrá-lo no estúdio e subiu as escadas a passos largos enquanto Carly permanecia no sofá entretida por um programa de TV.

Deixou seu bolo gordo escorregar entre os dedos ao entrar no estúdio e deparar-se com aquilo.

Notas finais
Desculpem a demora. Acostumem-se chuchus, só escrevo quando vem a criatividade. Isso para que vocês possam ler o melhor. Espero que tenham gostado. COMENTEM, favoritem e recomendem. Agreguem valor á história. Beijinhos e abraços de Panda *3*