A Vida aos Olhos de Seddie
4 A Surpresa de Freddie
Notas iniciais
– Freddie...
Sam dá um passo tímido para frente observando o estúdio decorado. O chão forrado de pétalas vermelhas, as luzes iluminando delicadamente o espaço e, claro, aquele colchão no centro do cômodo. Por cima dele havia uma bandeja com algumas tiras de bacon, costelinhas, coxinhas de frango e refrigerantes. Ao vê-los os olhos de Sam brilharam mais do que quando viu os demais detalhes ali.
– Olá, princesa.
Freddie caminhou até ela e pegou-lhe pela mão, pousando nela um beijo morno.
– O que é isso? –Sam pergunta de boca aberta.
– Uma surpresa. Você gostou?
– Sim mas, por que?
– Vamos fingir que aquela primeira transa não aconteceu e recomeçar de forma mais confortável. Você aceita?
– Mas, Freddie, iCarly... Está lembrado? Temos um web site para gravar – Ela estala os dedos na frente dele.
– Eu já resolvi tudo. Avisei o público sobre problemas técnicos e os deixei com alguns jogos interativos sobre iCarly. Quanto a Carly, ela já sabia da surpresa e Spencer ao menos sobe aqui sem ser chamado.
– Freddie... Não sei se devemos...
Ela a interrompeu com um beijo longo.
– Só vem.
Eles deitaram no colchão posicionado de frente para a televisão e assistiram alguns episódios de Eu a Patroa e as Crianças, periodicamente beijando-se ou devorando algumas coxinhas de frango.
– Até que horas podemos ficar aqui?
– Digamos que eu avisei para a minha mãe que o iCarly começou um novo quadro mensal que dura a noite toda. Então temos até a hora que a Carly resolver parar de ser boazinha.
– Então temos tempo infinito – Sam sorriu e beijou Freddie com os beiços lambuzados de molho para churrasco. Freddie começara a gostar desses pequenos detalhes em Sam, que antes o irritavam profundamente. Mas, mais do que nunca, apreciava aquele molho para churrasco.
Assistiram abraçados alguns momentos do episódio que transcorria. Nesse momento, Michael Kyle dizia “eh, eh, eh, dão” e os dois gargalharam juntos. Freddie foi arrebatado por um pensamento que decidiu compartilhar com Sam.
– Sam, acha que estaremos assim daqui a algum tempo?
– Num programa de comédia? Já temos o nosso – Ela desviou-se do assunto de imediato, dando um gole no refrigerante gelado.
– Sam... Você entendeu.
– Olha, eu não sei. Olha bem pra minha cara. Acha que eu seria uma boa mãe?
– Claro.
– Freddie! Foi uma pergunta retórica. É claro que eu não seria.
– Ainda acho que seria uma mãe fantástica – Ele a fitou – E uma esposa fantástica.
Sam não respondeu, então Freddie continuou admirando os olhos dela. Aqueles olhos de um azul prussiano, quase que cinzas, reluzentes, lindos. Sentiu a estranha vontade de chorar. Mas por que? Não fazia idéia. Tudo o que podia pensar é que Sam era para ele tudo o que poderia querer em uma garota. E em uma futura mulher.
– Pare com isso Fredonho. A noite é longa. Vamos assistir um filme – Sam levantou-se e listou na tela os canais reservados. Havia filmes de todos os tipos, do tipo que ela gostava e do tipo que Freddie gostava. Parou o marcador em cima de “The Hobbit” e clicou em ok. Claramente escolhera o tipo de filme que agradava a Freddie. Voltou a deitar-se no peito dele.
– Você não precisa assistir O Hobbit por mim. Podemos assistir Velozes e Furiosos.
– Tudo bem, já assisti diversas vezes. Eu nunca assisti o Hobbit.
– Como quiser, princesa – Ele beijou-lhe a cabeça e cheirou seus cabelos sedosos. E que cheiro. Cheiro de Sam, nada melhor que isso. Apreciou aquele cheiro enquanto assistia o longa (bota longa nisso) e acariciava o braço da garota.
Depois de longas três horas de filme, a trilha sonora começou a tocar automaticamente. I See Fire começou preencheu o ar suavemente. Sam achou que aquela musica deveria ser do tipo romântico, mas o que ela sentiu por ela foi sensualidade. Levantou-se do colchão, a ação pegou Freddie de surpresa, mas este permaneceu onde estava. Sam sentiu aquela musica preencher suas veias, escorrer pelo seu corpo. Sentiu a energia, começou a movimentar o corpo com leveza e suavidade.
If this is to end in fire.
Sam removeu de si a camisa.
Then we should all burn together.
Passando as mãos delicadamente ao decorrer do abdômen, alcançou os botões da calça jeans e os desabotoou.
Watch the flames burn on and on.
Despiu-se da peça e a jogou num canto do estúdio. Estava agora somente com suas roupas íntimas. Virou-se de costas. Os cachos loiros enfeitando delicadamente suas costas nuas até o quadril, deixando livre aos olhos de Freddie a calcinha rendada que se escondia entre as bandas daquela magnífica bunda. Nem é preciso comentar a que estado encontrava-se Freddie, que agora segurava com força os lençóis abaixo do corpo. Seria capaz de alcançar o ápice apenas observando aquele espetáculo que Sam apresentava para ele, mas obviamente optava por esperar o máximo possível. Sam passou as mãos pelos próprios cabelos, puxando-os para a frente do corpo. Freddie observou atento enquanto Sam desatava o sutiã e o jogava ao chão. Depois ela virou-se de frente, mas os cabelos longos lhe escondia os seios fartos. Saber, porém, que eles estavam lá, era torturante para Freddie.
And I see fire (burn on and on the mountainside)
E a música acabou. No lugar dela, alguns sons instrumentais preenchiam a atmosfera com suavidade. O espetáculo acabara junto com a música e Sam voltou para o colchão. Ajoelhou-se na base dele e engatinhou até poder alcançar Freddie. Seus seios roçaram nas pernas dele e ela subiu até alcançar sua pélvis. Parou ali e sentou-se, uma perna para cada lado do corpo do garoto.
– Me diga se gostou.
Freddie abriu a boca e nada saiu de lá a não ser uma gaguice indecifrável.
– Diga algo. To começando a achar que foi absurdamente ridículo.
– Não... – Ele conseguiu dizer, e mais nada. Sentou-se e a agarrou pela cintura.
Sam Sentiu a ereção dele roçar contra sua intimidade ainda dentro da calcinha. Sentiu que ficara molhada enquanto beijava-o e arrancou-lhe a camisa do corpo. Seu peito era robusto na medida certa e repreendeu-se por não ter aproveitado isso na noite passada. Passado é passado. Agora ele estava ali de novo, na sua frente. Sam sabia que em geral os homens não sentem prazer nos mamilos, mas o que ela queria agora era apertá-los, então ela pediu:
– Amor, será que eu poderia apertar seus “peitos”?
Freddie riu.
– Oi? Você anda desenvolvendo uns fetiches estranhos. Vai em frente.
Sam então apertou os “seios” de Freddie e teve um incrível prazer em fazê-lo, tanto que deixou escapar um suspiro de alivio. Ela deslizou a mão direita pelo abdômen do garoto e alcançou sua ereção ainda dentro do grosso jeans. Apertou delicadamente e o sentiu pulsar entre os dedos. Aquilo tinha vida e ela achava fantástico a forma com que vibrava ao ser tocado. Incrível. Excitante.
Libertou o pênis de Freddie do aperto e o segurou com firmeza, fitando pacientemente o liquido transparente que respingava lentamente e escorria.
– Sam... pelo amor...
– Relaxa, só estou apreciando.
– Será possível apreciar com a boca? – Ele pediu.
Sam soltou um sorriso sexy.
– Se você insiste...
Ela começou tocando-lhe com a língua. Depois envolveu a cabeça nos lábios e chupou demoradamente, envolvendo em seguida toda a extensão de repente. O movimento repentino causou um longo arrepio em Freddie e ele agarrou Sam delicadamente pelos cabelos, ajeitando-os em um rabo entre seus dedos. Evitava forçar sua cabeça para baixo, mas em algumas ocasiões simplesmente não podia controlar-se. Sabia o limite para não tornar a experiência ruim para ela e isso já bastava. Em algum momento Sam começou com movimentos rápidos. Ia e voltava com a cabeça sistematicamente, envolvendo a ereção.
– Sam... – Ela ouviu Freddie gemer e amou.
– Samm... – Novamente. Ela reprimiu um sorriso de satisfação, focada em completar sua tarefa.
– Sammm... – Ele gemeu mais alto e por fim, Sam sentiu os dedos dele apertarem seus cabelos e rítmicas contrações de todo seu corpo, no tempo exato em que os jatos acertavam-lhe o céu da boca. Procurou sugar o liquido, para dar ainda mais êxtase ao amado.
Funcionou.
Levantou a cabeça, ofegante, e olhou para Freddie. Suas sobrancelhas estavam juntas numa expressão que facilmente pode-se confundir com dor. Mas certamente aquilo não era dor.
E como funcionou.
– Sam... – Ele repetiu.
– Eu sei que eu sou a Sam, bobo – Ela sorriu e o beijou. Foi estranho mas excitante para Freddie sentir o sabor de seu orgasmo na boca dela.
Sentiu-se na obrigação de proporcionar à Sam o mesmo que ela o havia dado. Colocou-se por cima e chupou longamente seus mamilos rosados. Lambeu toda a extensão de seu abdômen e encontrou aquela linda calcinha transparente e úmida. Afogou a cabeça no meio de seus lábios e lambeu suavemente. Aquele toque quase que imperceptível fez todo o corpo de Sam tremer e ela abriu as pernas. Freddie retirou dela a ultima peça que lhe restava e a jogou para longe. Afastou os lábios com os dedos, deixando aquele pequeno botãozinho em evidência. Podia senti-lo pulsar, inchado como nunca, pedindo para ser chupado. Freddie olhou para Sam esperando uma reação.
– O que está esperando? – Ela suplicou.
– Relaxa, só estou apreciando.
– Me chupa.
– Como disse? – Ele perguntou enquanto roçava nela o dedão com uma cautela torturante.
– Me chupa Freddie... Anda logo...
– Como quiser, minha princesa.
Ele circulou ao redor do território mais sensível com a língua e o sentiu pulsar. Rodeou até finalmente tocar com a língua aquela magnífica protuberância delicada. Cobriu-o com os lábios e sugou com força, lambendo delicadamente em movimentos circulares. Seu dedo médio encontrava-se penetrado no confortável abrigo molhado dentro dela, tão molhado que escorria-lhe pelos dedos. A outra mão ocupava-se do seio dela, apertando e estimulando enquanto Sam apertava-a com força. Suas pernas levantaram-se subitamente e seu corpo convulsionou de leve. Tentava reprimir os gemidos, fazendo-os sair mudos, mas tal tarefa era árdua naquele momento. Até que, ao aproximar-se seu triunfal orgasmo, não soube mais como acalmar aquele gemido e o soltou o mais discretamente possível. Seu liquido escorreu pela mão de Freddie e este lambeu os dedos, contente.
Nada disseram. Não trocaram palavras, apenas notaram que a musica continuava a acompanha-los. Freddie virou Sam de quatro na cama e a penetrou sem dificuldades. O que não faltava ali era lubrificação. Após uma estocada profunda, parou nessa posição e lhe apertou o seio de forma sedutora.
– Me diz o que você quer – Ele pediu.
– Me fode – ela respondeu entre dentes e ele segurou-a pelos quadris e penetrou-a loucamente, incontáveis vezes sem intervalo. Com a mão direita masturbava Sam vorazmente e a esquerda recusava-se a largar de seu seio. Até que a maior das estocadas veio e os dois desmoronaram no colchão.
Ficaram algum tempo inertes, recuperando o fôlego, apreciando de seu prazer.
– Isso... Foi... Muito... Melhor – Sam soltou e virou o corpo, jogando-se em cima de Freddie.
– Não quero levantar daqui nunca mais...
Adormeceram sem saber o momento exato em que isso aconteceu.
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